domingo, janeiro 25, 2026

Creches e má alimentação

A alimentação infantil tem impacto direto nos hábitos alimentares do bebé e do adulto em que se tornará.
Tudo isto é científico, só que nada é feito em Portugal.
As recomendações da Organização Mundial da Saúde são claras: bebés até aos dois anos não devem consumir açúcar, a água deve ser a bebida principal e os alimentos ultraprocessados devem ser evitados. Tanto a Organização Mundial da Saúde como as principais entidades de pediatria a nível europeu alertam que o consumo de açúcar tem riscos para a saúde oral, metabólica e para a formação do paladar dos bebés.
Em Portugal, existem orientações técnicas da Direção-Geral da Saúde para a alimentação de bebés e crianças pequenas, alinhadas com as recomendações da Organização Mundial da Saúde .
No entanto, estas normas não são obrigatórias para as creches, que são tuteladas pela Segurança Social.
O problema não está só nas creches e no contexto cultural ou histórico.
Um estudo do Instituto Ricardo Jorge concluiu que mais de metade dos produtos alimentares destinados a bebés e crianças pequenas vendidos em Portugal não cumpre os critérios nutricionais da Organização Mundial da Saúde , sobretudo por excesso de açúcar, sal ou aditivos.
É a selva.