domingo, janeiro 13, 2008

À espera de Godot


Mário Lino, o ministro, veio dizer que com a nova ponte a ser contruída entre Chelas e o Barreiro terá de ser negociado o acordo com a Lusoponte.
Não para baixar as portagens, acrescentou logo o putativo ministro do deserto.
Então para que será?
Como se sabe, a responsabilidade do milionário contrato de concessão com a Lusoponte, celebrado em 1994, cabe ao então Ministro das Obras Públicas, Joaquim Ferreira do Amaral, o qual (obviamente por coincidência) é hoje presidente do conselho de administração da dita concessionária, cujo principal accionista nacional é a Somague de Diogo Vaz Guedes (essa mesmo, a que financiou ilegalmente o PSD anos depois...).

Será que Mário Lino já está a preparar a sua vidinha para quando sair do governo?

Esta perspicuidade entre ex-governantes e empresas dá para entender tudo.

É a economia, estúpido!!!!


"O que eu acho faraónico é fazer o aeroporto na Margem Sul, onde não há gente, onde não há escolas, onde não há hospitais, onde não há cidades, nem indústria, comércio, hotéis e onde há questões ambientais da maior relevância que é necessário preservar" [sr. Mário Lino]


"Até estou convencido que um aeroporto na Margem Sul JAMAIS teria o aval de Bruxelas, dadas as mesmas questões ambientais" [Ministro Mário Lino - Jornal de Negócios, 24/5/2007]


“O aeroporto na margem sul era o mesmo que transformar o Norte do Alentejo em Brasília” [Eng. Mário Lino – Jornal de Negócios, 24/5/2007]


"Para construir o aeroporto na margem sul era preciso transportar para lá milhares de pessoas" [Mário Lino – Jornal de Negócios, 24/5/2007]


"Um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada? Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação internacional, desliga o norte do sul do país" [Almeida Santos no final da reunião da Comissão Nacional do PS]

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Charlatão

Charlatão, s. m., vendedor, em lugares públicos, de drogas cujas virtudes apregoa exageradamente; aquele que explora a boa-fé do público; impostor; intrujão; pantomineiro.


Os que defendem a ratificação parlamentar do "Tratado de Lisboa" referem que, estando o mesmo expurgado das erupções constitucionais simbólicas (o hino, a bandeira e essas coisas), trata-se de um documento completamente distinto do malogrado Tratado Constitucional.
Nada mais falso, desonesto e apenas revela a imbecilidade de quem produz tais argumentos.
Ou será que para esses idiotas a transferência de soberania, não para uma entidade supranacional de que Portugal faz parte, mas verdadeiramente para outros países (tendo em conta a nova hierarquia dos países-membros e as novas regras de votação), não fosse um facto político e constitucional relevante.
Seja como for, é um argumento que persiste na mentira.
O tratado reformador e o tratado reformado são uma e a mesma coisa.
Confira e logo vê.
Charlatães, trapaceiros é o que são.

terça-feira, janeiro 08, 2008

O ano de 2008 ou a tragédia da idiotice


Aí está um novo ano.
Como é habitual nestas ocasiões deseja-se um bom e feliz ano.
Deseja-se!!!
Só que do desejo à concretização vai o salto de um gigante.
Nem a tão anunciada campanha publicitária, para promoção além fronteiras do País, o "West Coast of Europe" vai conseguir acabar com o subdesenvolvimento, iliteracia, corrupção e recorrentes indicadores estatísticos de miséria de Portugal.
Miséria que muitos denunciam mas que outros escondem com recurso a discursos alegre e orgulhosamente medíocres numa peça de fantasias e deslumbramentos para consumo interno.
Só mesmo para consumo interno!!!
O atraso estrutural do País em relação ao resto da Europa é escamoteado, ignorado.
Em todos os índices, humano, social e económico o País afunda-se no pântano da hipocrisia.
As desilusões e as mentiras irão continuar a nortear a governação.
Em 2008, nova vaga de cortes orçamentais já estão agendados.
O País vê cada vez mais adiados os projectos.
Encerram-se serviços, SAP’s, escolas, tribunais e tudo mais que faz aumentar o interiocídio.
Regressam os reitores e o presidencialismo do regime corporativo.
Governa-se para a ilusão e para elogio do seu próprio espectáculo. Anima-se a governação sempre, como sabem dizer, a Bem da Nação, na versão light, A Bem das populações!!!
O que 2008 trará não é de bom agoiro para os Portugueses.
A governação doméstica continuará a usar o mesmo velho cobertor - da destruição organizada, da incompetência generalizada, da admoestação pífia, da arrogância funcional, da ameaça e humilhação, da submissão abjecta -, virtuosamente puxado por um grupelho de falsários "reformadores".
Sobre o que se espera de 2008, em termos de desenvolvimento de um país ou de uma região é pouco ou pior é demasiado trágico.
Tomando como base a obra de Alexandre O'Neill, Idiotia & Felicidade, in "Uma Coisa em Forma de Assim", 1985, encontramos, de forma clara, no que se transformou toda a vida democrática e cívica do país.
"Como pode ser-se idiota e, ao mesmo tempo, feliz (...)Pois explico já. A idiotia e a felicidade são ideias muito vagas, difíceis de cingir em conceitos de circulação universal, digamos. Mas, pensando melhor, acho que certa idiotia é susceptível de conferir ao idiota seu proprietário (ou seu prisioneiro) uma espécie de segurança em si própria que o levará, em determinados momentos, julgo eu, a uma beatitude muito próxima do que se pode chamar estado de felicidade (...)Não se espante, por conseguinte, o leitor de que um qualquer idiota possa, ao mesmo tempo, ser feliz. É, até, assaz corrente. Há idiotas que se consideram inteligentíssimos, o que é uma forma muito comum de idiotia, e extraem dessa certeza alguma felicidade, aquela maneira de felicidade que consiste em uma pessoa se julgar muito superior à que a rodeiam (...)Os idiotas, de modo geral, não fazem um mal por aí além, mas, se detêm poder e chegam a ser felizes em demasia podem tornar-se perigosos. É que um idiota, ainda por cima feliz, ainda por cima com poder, é, quase sempre, um perigo ..."

O ano de 2008 será de sacrifícios anunciados para muitos e continuará a ser de vã glória e benefícios para outros, muito poucos.
Mesmo assim, um BOM ANO 2008.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

As rosas de Sócrates


Na Esquerda.net, Cecília Honório escreve sobre o «discurso» de Sócrates, na Assembleia da República, a propósito da Educação em Portugal.
Um artigo de leitura obrigatória.
Aqui fica a sua transcrição:
«Trinta anos de bagunça na educação, por conta de governos do PS e do PSD, tiveram no último debate mensal com o Primeiro-Ministro a sua paródia natalícia.
Sócrates e Santana, empolgados na verborreia quando concordam no essencial - rebentar com o pouco que sobra da gestão democrática das escolas - foram a cara da hipocrisia do consenso neoliberal em matéria de educação.
Agora as escolas vão ter directores, parece que por concurso público nas mãos de um Conselho Geral, e da única coisa que Santana não gosta é que seja um professor.
Na verdade, PS e PSD vão a enterrar o seu morto.
O modelo de gestão, que está para conhecer a luz do dia, mais não dá do que a extrema-unção à gestão democrática. Mal amada pelos governos PS e PSD, chicoteada pelo centralismo do ME, abrigando muitas vezes poderes que, sem limitação de mandatos e sem avaliação e vigilância sérias, se foram eternizando com tiques autoritários, a gestão democrática foi-se desfigurando. O equívoco era, aliás, insolúvel: os conselhos executivos, eleitos pela comunidade (professores, famílias, alunas e alunos, pessoal não docente), de onde extraíam, em teoria, a sua soberania e os conteúdos da sua representatividade, sempre tiveram de se portar como cadeias de transmissão do ME, gostassem ou não.
Certo mesmo é que o governo PS detesta esta coisa da soberania das comunidades que fazem as instituições. Alunas e alunos, professores, funcionários a votos e órgãos de gestão eleitos são coisas reaccionárias. Avaliar os modelos? Fazer prova das lacunas? Para quê? Para o governo PS o que dava jeito era isto ser um país de capatazes.
Mas o discurso flautista do Primeiro-Ministro sobre educação, a prendinha no sapato pedida por Cavaco, atingiu a sua mais sublime nota com a redução em 8 pontos percentuais da taxa de retenção (os "chumbos") no ensino básico.
O governo do PS não mexeu nos currículos do ensino básico (a não ser para privatizar parcialmente o currículo do 1.º ciclo e reforçar o tempo de aprendizagens formais das crianças), não melhorou a qualidade física das escolas, não mexeu no tempo esmagador que as e os jovens de 2º e 3º ciclos passam na escola, adiou o direito à escolaridade obrigatória universal - ao desprezar a urgência de equipas multidisciplinares e redes sociais que atenuem as desigualdades de partida das crianças e jovens e ao criar os CEF - e deu uma cacetada na(o)s professores como não há memória. Mas com tudo isto, Sócrates garante que a taxa de retenção, em dois anos lectivos, foi reduzida em 8 pontos percentuais...Milagre.
As taxas de retenção no ensino básico, segundo as estatísticas oficiais do ME, pouco se mexeram nos últimos dez anos, mantendo-se acima dos 10 pontos percentuais. Os números repetem-se, ano a ano, marcando a pesada rota do insucesso. A ínfima evolução que as ditas taxas de retenção tiveram deve-se ao facto de se ter tornado proibido para as estatísticas a retenção no 1º ciclo, à insignificante melhoria no 2º e à regularidade dramática dos números no 3º ciclo (sempre à volta dos 20%).
Mas Sócrates descobriu que, cita-se, "(...) entre 2005 e 2007, a taxa de retenção no ensino básico baixou 8 pontos percentuais". Milagre!
Se a taxa de retenção do ensino básico era, segundo as estatísticas do ME, de 10,7% em 2005/2006 só pode ter passado para 2,7% em 2006/2007 e Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues devem ao país a explicação destes números.
Entretanto, Cavaco bem pode exultar e o dedo do Primeiro-Ministro lá do palanque bem pode avisar: a ministra vive! São rosas, senhores... »

quinta-feira, dezembro 06, 2007

SEGURAMENTE A MELHOR FRASE DO ANO

"Querido filho, estás a cometer no Iraque o mesmo erro que eu cometi com a tua mãe: Não retirei a tempo!"

quarta-feira, dezembro 05, 2007

A dívida

A confusão do empréstimo da câmara de Lisboa está bem explicado pelo Francisco Louçã, na esquerda net.
Aqui fica o esclarecimento para que se compreenda:
«O episódio da votação do empréstimo na Câmara de Lisboa revelou o novo estilo do PSD. Caceteiro, ameaçador, contraditório, ignorante.Caceteiro: os deputados municipais não têm direito sequer a formularem a sua opinião na reunião do partido, e não podem submeter a votação interna as diversas propostas.
Ameaçador: o presidente da distrital lembrou aos interessados que dentro de um ano estará a fazer as novas listas e que não se esquecerá de quem não obedeceu a instruções. Contraditório: o presidente da Câmara mais endividada do país preocupa-se com o aumento da dívida de Lisboa, que serve para pagar a despesa feita por duas presidências PSD em Lisboa. Ignorante: o PSD adverte que o empréstimo aumenta o défice registado, ignorando que a transferência da conta de dívidas a terceiros para a conta de dívidas à banca deixa o défice exactamente na mesma.
É isto o estilo Menezes.
Mas talvez o mais importante seja o carácter negociador, ameaçador e trauliteiro desta nova forma de fazer política. Tudo se negoceia, com Menezes. Na segunda-feira, são 200 milhões, na terça-feira já são 400 milhões. Na campanha interna, é acabar com o pacto da justiça, depois de eleito tem dias - de manhã acaba-se com o pacto, à noite salva-se o pacto, entretanto negoceiam-se outros pactos. Tudo são ameaças, fugas, insinuações. Menezes quer ser imprevisível e é por isso confuso, quer dizer-se determinado e é por isso trapalhão.
O estilo Menezes é o velho estilo do "agarrem-me senão eu vou-lhe bater". Mas agarrem-me depressa. Cuidado comigo.
Menezes não parece perceber que este estilo resulta uma vez mas não resulta duas vezes. Impressiona à primeira e farta à segunda. Depois, é somente um incómodo, uma perturbação. Não é uma resposta de poder, nem muito menos um primeiro-ministro em tirocínio.
O estilo Menezes é uma bênção para Sócrates. Alinha a direita na irrelevância. Ainda por cima, como dizia entristecido um deputado do CDS no debate sobre a Estradas de Portugal, o PS está a passar o CDS pela direita nas grandes escolhas estratégicas. O estilo Menezes é o que mais convém a esta política. O caso de Lisboa demonstrou como o PSD é confuso mas previsível, ameaçador mas inconsequente.
Quem negoceia tudo não pode ser nunca levado a sério.
»
Francisco Louçã

quinta-feira, novembro 29, 2007

Destinatários



«Há concelhos em que nem câmara, nem administração, nem regedoria se manifestam mais do que atravessar pomposamente a praça, no dia da procissão dos passos, fazendo reluzir no sol o óleo dos penteados» - Eça de Queirós, Uma Campanha Alegre, 1890.

Concelhos em que a administração local se resume a fazer as eleições sobre as ordens do ministro, com a ajuda sempre prestável dos caciques e grandes influentes locais.

«Tomásia nunca lhe vira mímicas tão veementes, tamanhos assomos de cólera política, olhando às vezes fixamente para um ponto elevado. Tomásia não sabia que ele erguia os olhos para a cadeira da presidência, e às vezes para a galeria das senhoras, in petto.
Era uma vocação que estoirara e súbito, imprevista e fatal», Camilo Castelo Branco, Filho Natural.

quarta-feira, novembro 28, 2007

A desilusão anunciada.


A Guarda, ao longo destes três anos, continuou a caminhar a passos largos para o abismo.
Sucedem-se as retóricas e os projectos falhados.
Sucedem-se as conversas fiadas e destroem-se oportunidades.
Descapitaliza-se o património urbano, paisagístico, histórico e principalmente o humano.
O que não se descapitaliza é o pedantismo dos tráficos de influências, das clientelas partidárias e tudo que possibilite vitórias eleitorais.
Sucedem-se os novos senhores arrogantes, prepotentes, bacocos que arrasam sonhos e constroem a divina fortuna.
O povo definha com a pobreza que vai assolando, matando e quebrando as quimeras das ilusões construídas nos arraiais das feiras e romarias.
Criaram-se expectativas de empregos. Anunciaram-se 1 500.
Só se for o ano de 1500, descoberta do Brasil para uns, desilusão e frustração para muitos.
Basta de tanta mentira.
O futuro de todos nós, os que pugnam por justiça, liberdade e direitos está seriamente ameaçado.
Serão anos e anos de penúria, falta de investimento e pobreza.
Atraso ainda e cada vez mais em relação a um País e a uma Europa.
Desgraçadamente fomos sendo empurrados para um fatalismo que convém a alguns mas que nada e em nada fizemos para o merecer.
Inspira-se mas pouco se expira.
Inspira-se o ar, quando não está poluído ou quando o radão deixa.
É altura de dizer basta a tanto despotismo e quebra de confiança, assim o queira, definitivamente, a população da Guarda.

terça-feira, novembro 27, 2007

A frase da semana.



«se ninguém fumasse, os nossos hospitais seriam menos e mais pequenos» director-geral da Saúde, Francisco George.
Este senhor cada vez que abre a boca sai asneira.
Foi este mesmo senhor que, há uns meses atrás, disse que “Vão nascer mais crianças em ambulâncias se as mulheres não tiverem cuidado aos primeiros sinais de trabalho de parto e não tomarem medidas”.
Mas afinal, paga-se a um director para fazer concorrência ao Gato Fedorento?
Eu dispenso-o senhor director.
Prefiro o Gato Fedorento, são incomparavelmente mais inteligentes, nas piadas.



quarta-feira, novembro 21, 2007

A voz do dono


Vital Moreira criticou o antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, por defender que o novo tratado europeu devia ser ratificado através de uma «consulta popular», considerando que isso «não tem sentido democrático» (via Diário Digital)
Não espanta que Vital Moreira defenda que uma consulta popular não faça sentido democrático.
Entre Jorge Sampaio e Vital Moreita há toda uma diferença.
Jorge Sampaio fez uma vida inteira dedicada à luta por uma vivência democrática e participada.
Coisa que o vitinho não sabe nem nunca saberá o que isso representa para uma sociedade.
Este Vital está mesmo transformado na voz do dono. Vendido a interesses e desejos pessoais.
Primeiro começou por dizer que o tratado era demasiado «complexo» «ilegível» para os portugueses.
Uma de sabão macaco.
Uma de intelectual que a plebe não percebe nem nunca perceberá «coisas» superiores, só ao alcance de iluminados como um tal vitinho.
O lobo mau sem capuchinho mas com um espelho de cinderela.
As histórias andam mesmo todas maradas.
Será?

terça-feira, novembro 20, 2007

"Interesse público"


Todos sabemos que algo vai mal no jornalismo.
O direito a informar e a ser informado é, desde algum tempo a esta parte, uma missão difícil.
A «máquina» está devidamente «preparada» para, de uma forma abusiva e ditatorial, limitar, coagir, quem ouse investigar, esclarecer qualquer «assunto» mais perigoso.
Veja-se o exemplo recente, dos dirigentes e árbitros «apanhados» na rede.
Este fim-de-semana os jornalistas correram para a porta de um tribunal onde eram interrogados uns árbitros e uns dirigentes do futebol regional, suspeitos da «troca» de 500 euros pelo resultado de um jogo.
As notícias dos jornais e tv são preenchidas com assaltos, roubos. O último até se tratou de um roubo que não foi consumado, mas lá estavam os reféns, enclausurados, fechados na agência bancária à espera do assaltante.
Interesse público, claro está!!!
Depois, bem depois os portugueses são «informados» do nome, idade, estado, profissão e morada de cada um deles, assaltantes ou pseudo assaltantes.
Interesse público!!!
Estranho, muito estranho, é que ninguém se tenha interessado minimamente por saber quais são as "grandes empresas" que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais acusou de estarem envolvidas em crimes de fraude fiscal, provavelmente de valor superior e muito superior aos tais 500 euros.
Mas nada!!!
Só o presidente da CIP que, de uma forma envergonhada, titubeante, com ar de rameira virgem, foi dizendo que sim, mas que talvez.........
Serão assim tantas as empresas, as grandes empresas, claro está, envolvidas nos crimes de fraude fiscal.
Com o novo código penal, acordo PS(Partido de Sócrates) e PSD, quem ousará investigar?
Interesse público ou será antes PIN(Projecto de Interesse Nacional)?
Já agora o resultado do «jogo» foi 2-2.
Para que conste.
Importante?

segunda-feira, novembro 19, 2007

O pior cenário


Não nos bastava toda a situação decorrente de uma grave crise económica nacional, como ainda a agravá-la, temos as penalizações do poder central, face à nova Lei das finanças Locais, sobre o endividamento excessivo da câmara da Guarda.

A Guarda vai ser penalizada em quase 122 mil euros, o valor total que o Estado vai reter mensalmente, em 2008, das transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF).

Com todos estes cortes orçamentais quem vai «pagar» com o esbanjamento, falta de rigor orçamental, despesismo do executivo camarário serão as populações.
Assim, continuarão a faltar os projectos estruturantes, as infraestruturas básicas, os fundos económicos para as freguesias, as verbas para as escolas, a falência de muitos fornecedores e empresas que gravitam em torno dos dinheiros camarários.
Em suma, a actividade da câmara será exclusivamente de mera gestão dos vencimentos dos funcionários.
Gerir o que há na Guarda?
Mas o que há?
Se nalgumas autarquias onde o endividamento se verificou existe obra feita, na Guarda não existe QUASE NADA ou mesmo NADA.
Pergunta-se. ONDE FOI PARAR O DINHEIRO?
Desde sempre defendemos uma auditoria à actividade da câmara para apuramento não só de todos os despesismos mas, principalmente, para responsabilizar todos aqueles que contribuiram para o estado caótico em que se encontram as finanças da câmara da Guarda.
Não o quiseram!!!
Nenhum outro partido o defendeu. Lá sabem porquê!!!!
Justificam os rsponsáveis camarários que o endividamento da câmara se deve à indeminização que o Tribunal decidiu sobre a expropriação da Quinta do Alarcão.
E os erros pagam-se caro.
Erros de estratégia mas igualmente de possibilitar a construção de um prédio junto à dita quinta, onde a volumetria do mesmo, determinou e de que maneira, a valorização exponencial do terreno a expropriar.
Erros de gestão mas também de planificação.
Resultado, ficarão nos cofres do Estado 90.699 euros por mês até que sejam recuperados os 1,4 milhões de euros.
Assim vai a Guarda.
A cidade dos cinco "efes": fria, forte, farta, fiel e formosa na versão "ligth".
Agora junta-se outro bem real: falência.
Falência de ideias, de projectos e principalmente de transparência.