terça-feira, julho 07, 2026

Demite-te

Em março de 2026, o ministro da Educação anunciou uma «reforma profundíssima em todas as dimensões». Na sessão de abertura da conferência «Reprogramar o Trabalho — Uma conferência sobre pessoas, competências e Inteligência Artificial», realizada no Centro Cultural de Belém, Fernando Alexandre destacou a poupança de 50 milhões de euros anuais operada, a seu comando, no Ministério, resultado alcançado por meio do corte de 50% dos postos de trabalho.
O objetivo do ministro do Governo PSD/CDS-PP era o de «conseguir ter um sistema digitalizado e que faça uma efetiva gestão de recursos humanos. Dessa forma, nós vamos conseguir fazer as coisas de forma muito mais eficiente». 
Essa eficiência ficou à vista de todos quando, da realização dos exames nacionais, apenas uns meses depois – o caos gerado pela reforma de Fernando Alexandre já forçou o adiamento, por quatro dias, dos exames do secundário (para 20 de julho) e da apresentação dos resultados, que só devem começar a ser divulgados a partir de 7 de agosto.
Será que a tal poupança que o «Nandinho» falava era para pagar as viagens do Montenegro ao país governado por um pedófilo para ver pontapés nas canelas? Ainda cresceu muito dinheiro para outros bolsos, evidentemente.