Os casos deste governo são tantos e tão variados que me lembro da frase presente na obra "O Conde d'Abranhos":
"Este governo não há de cair – porque não é um edifício. Tem de sair com benzina – porque é uma nódoa!".
E são nódoas atrás de nódoas. Depois admiram-se do avanço da extrema-direita. Imbecis.
A história de uma galera.
No final de 2024, a Polícia Judiciária, numa operação de combate ao tráfico de drogas, apreendia uma galera carregada de material químico para a transformação de estupefacientes.
Nada de anormal. Num país em que se faz fortuna com a miséria alheia.
Nessa altura, devido ao risco que tais produtos representam e à escassez de espaço disponível nas instalações onde a Polícia Judiciária deposita bens apreendidos, foi decidido solicitar espaço à Marinha, que permitiu a sua colocação no Seixal.
Gasta-se tanto dinheiro em palcos, festas e outras benesses que depois falta para a construção de um pavilhão.
O habitual num país de novorriquismo e oportunistas.
No verão seguinte, depois de terem sido requeridos orçamentos para a destruição dos químicos, tendo os valores apresentados sido considerados acima da capacidade financeira da Polícia Judiciária, a Marinha terá informado que não poderia manter a galera nas instalações da Autoridade Marítima e requerido a sua retirada com caráter de urgência. Terá sido então que, numa consulta a prestadores de serviços da entidade então liderada por Luís Neves, o empreiteiro João Santos Carvalho, amigo do atual ministro Neves, e que teve adjudicadas 17 empreitadas quando este dirigia a Polícia Judiciária, ter-se-á oferecido para retirar o atrelado.
Estranhamente, ou talvez não, foi na terça-feira passada, 14 de julho, que a direção nacional da Polícia Judiciária "teve conhecimento de que uma galera apreendida, no âmbito de um inquérito relacionado com o tráfico de estupefacientes, havia sido movimentada e parqueada em Barcelos".
Estranha-se?
Entretanto, a galera foi removida do local, estando novamente à guarda da Polícia Judiciária, tal como os produtos que estavam no seu interior. Agora já há instalação para a galera?
A confirmarem-se situações deveras graves que podem ultrapassar o legal e o legítimo, desde logo, por exemplo, adjudicações sem concurso ao amigo empreiteiro de Braga, o senhor Neves, e, principalmente, Montenegro, sobre a continuidade do putativo ex-diretor da PJ.
Já quanto a ligações e gestão de empresas familiares, já vimos o filme noutras situações e nada aconteceu.
Siga para bingo e até à próxima.
"Este governo não há de cair – porque não é um edifício. Tem de sair com benzina – porque é uma nódoa!".
E são nódoas atrás de nódoas. Depois admiram-se do avanço da extrema-direita. Imbecis.
A história de uma galera.
No final de 2024, a Polícia Judiciária, numa operação de combate ao tráfico de drogas, apreendia uma galera carregada de material químico para a transformação de estupefacientes.
Nada de anormal. Num país em que se faz fortuna com a miséria alheia.
Nessa altura, devido ao risco que tais produtos representam e à escassez de espaço disponível nas instalações onde a Polícia Judiciária deposita bens apreendidos, foi decidido solicitar espaço à Marinha, que permitiu a sua colocação no Seixal.
Gasta-se tanto dinheiro em palcos, festas e outras benesses que depois falta para a construção de um pavilhão.
O habitual num país de novorriquismo e oportunistas.
No verão seguinte, depois de terem sido requeridos orçamentos para a destruição dos químicos, tendo os valores apresentados sido considerados acima da capacidade financeira da Polícia Judiciária, a Marinha terá informado que não poderia manter a galera nas instalações da Autoridade Marítima e requerido a sua retirada com caráter de urgência. Terá sido então que, numa consulta a prestadores de serviços da entidade então liderada por Luís Neves, o empreiteiro João Santos Carvalho, amigo do atual ministro Neves, e que teve adjudicadas 17 empreitadas quando este dirigia a Polícia Judiciária, ter-se-á oferecido para retirar o atrelado.
Estranhamente, ou talvez não, foi na terça-feira passada, 14 de julho, que a direção nacional da Polícia Judiciária "teve conhecimento de que uma galera apreendida, no âmbito de um inquérito relacionado com o tráfico de estupefacientes, havia sido movimentada e parqueada em Barcelos".
Estranha-se?
Entretanto, a galera foi removida do local, estando novamente à guarda da Polícia Judiciária, tal como os produtos que estavam no seu interior. Agora já há instalação para a galera?
A confirmarem-se situações deveras graves que podem ultrapassar o legal e o legítimo, desde logo, por exemplo, adjudicações sem concurso ao amigo empreiteiro de Braga, o senhor Neves, e, principalmente, Montenegro, sobre a continuidade do putativo ex-diretor da PJ.
Já quanto a ligações e gestão de empresas familiares, já vimos o filme noutras situações e nada aconteceu.
Siga para bingo e até à próxima.
