sexta-feira, julho 10, 2026

Assembleia Municipal, 29 de junho de 2026 - Parte I.

No dia 29 de junho do corrente ano, aconteceu mais uma Assembleia Municipal, na Guarda.
Teve alguns pontos interessantes, na minha modesta opinião, e outros, muitos, de pasmaceira.
A ponto de, decorridas 1 hora e 13 minutos, o senhor presidente da assembleia ter suspendido a sessão, imagine-se, por falha do sistema da contagem do tempo dos oradores.
Foi essa a justificação dada.
Interrompia-se a sessão por dez minutos.
Mas, como sempre, o que é combinado nunca é cumprido.
A interrupção demorou nada mais, nada menos que 46 minutos.
A pergunta que deixo é simples. O que funciona na Câmara da Guarda? Os equipamentos colapsam a qualquer momento. E foram necessários 46 minutos para repor o sistema?
A podridão é enorme.
Findo o período, nenhum deputado teve a coragem de questionar a razão da falha do equipamento. Assim como ainda hoje os munícipes não sabem o que sucedeu com a falha informática.
Tudo continua no segredo do Olimpo.
A paragem foi ótima. Pelo menos não permitiu que se dormisse na sessão. O presidente andou cabisbaixo, desceu e subiu as escadas de acesso à «mesa», mãos nos bolsos, no que foi secundado por alguns deputados. Distribuíram-se beijos, abraços e muitos apertos de mãos. Uma festa!
Mas, em contrapartida, o líder da bancada que apoia o presidente da Câmara, Sérgio Costa, aproveitou a pausa para, em plena sala da assembleia, deliciar-se com uma sandes.
Comer numa sala de reuniões? Que exemplo estão a dar aos cidadãos?
Será que não aprenderam com professores ou com a família que só se deve comer em locais destinados a esse efeito?
Falta de respeito. 
Nada a admirar.
É que recentemente, numa reunião de professores, uma senhora professora teve o desplante de dizer que, na sua aula, os alunos podiam comer. E rematou dizendo só isto: "À porta comem os cães".
Com professores destes, quem se pode admirar que não haja educação? Que não se respeite nada nem ninguém e que as matérias sejam sumariadas, mas nunca partilhadas? Depois é ouvir os empregados da escola a falarem do lixo que há no final de certas aulas e de alunos que se queixam de livros e cadernos todos enxarcados com garrafas atiradas pelo ar,
Um político não deve limitar-se apenas a discursos formais; deve também cuidar da comunicação não-verbal, gestos e postura.
É só estudar.