sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Deixados para trás.

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Isto chama-se desprezo pelos cidadãos.
Há quase um mês depois da depressão Kristin ainda há 4 500 cidadãos portugueses sem eletricidade.
Isto é de um país do oitavo mundo.
O que seria se as casas da elite, desde governantes, excrescências, canalha pestilenta e outros podres não tivessem eletricidade?
Imaginem.
Se alguns encontram remendos provisórios como geradores, de custo elevadíssimo, não acessível à maioria dos portugueses, que mantêm o essencial ligado ou puxadas de energia das casas de vizinhos e familiares. Outros quando a noite cai é a escuridão total. Há quase um mês.
Ninguém fica para trás? Não digas palermices, não sejas idiota.
Basta ter estudado um pouco, coisa pouca, de psicologia e saber-se como estas situações criam dramas humanos bem vincados no subconsciente dos atingidos.
É só ter estudado com seriedade.
“Agora está a mexer comigo. Desde o princípio desta semana que me custa cada vez mais estar assim - todos os dias à noite em que me vou deitar - e dói, dói, dói”, diz um cidadão deixado para trás.
Os vossos palácios estão iluminados, brilhantemente iluminados, reluzentes.
Sois todos uns inúteis.
Que nojo.
É a revolta, angústia, frustração, tristeza, tudo junto.
Ouve-se o desabafo com uma lágrima a cair: "Mesmo que a luz venha, a cicatriz destas três semanas, não passará".
Não sabeis o que isso é.
Tenho nojo. Sois insensíveis à dor de cidadãos deixados para trás.