Em Portugal as ditaduras salazarista e marcelista executaram a mesma política educacional: memorização, proibido criticar, taylorismo, aceitar sem questionar a transmissão do conhecimento do professor para o aluno, o professor detinha o saber que era inquestionável, não interessava para nada o saber adquirido na família, sociedade e coletividades de cultura e os submissos premiados, colocados nos quadros de honra e sempre na primeira fila da sala de aula.
O célebre estrado que diferenciava as posições de quem mandava e de quem obedecia sem questionar sem admitir sequer o diálogo.
Também houve milhares de professores mortos, presos que sofreram as mais repugnantes sevícias, expulsos do ensino e muitos abandonaram Portugal.
Já nem preciso de retroceder no tempo e lembrar o fim da Reforma em Portugal em tudo copiada e iniciada e incentivada por uma Espanha retrógrada.
D. João III conseguiu que a inquisição se implantasse em Portugal e que a Contra Reforma vingasse apoiada na Inquisição.
Os colégios da Reforma, dos melhores da Europa, dirigidos por Judeus foram encerrados e os humanistas foram expulsos e perseguidos muitos deles acusados de pedofilia.
O tempo não demorou a desmascarar a hipocrisia e os verdadeiros interesses da seita jesuíta que se impôs no reino a todos os níveis impondo o obscurantismo e seguindo os dogmas do Concílio de Trento.
Portugal e Espanha caíram séculos e séculos na mais profunda noite das trevas.