sábado, fevereiro 21, 2026

E, nós por cá, na Guarda, de mal a pior...

O ridículo, a farsa e a comédia continuam em reunião do executivo camarário da Guarda, prolongando o Carnaval. A época carnavalesca não terminou com a famosa "Fun Run", muito gostam de estrangeirismos,e com outras farsas e comédias para distrair o "povinho". Para quem se diz católico, apostólico devia cumprir a época religiosa em curso - a quaresma.
Só hipocrisia.
Imagine-se que um vereador, no uso da palavra, questiona o presidente da câmara, Sérgio Costa, e este conversa com um parceiro de poleiro, não prestando atenção ao que o vereador dizia. No mínimo falta de educação.
O vereador em questão, João Prata, questionava o presidente Sérgio Costa pelo facto de ter validado uma das cláusulas do contrato de adjudicação do “Julgamento e Morte do Galo” ao grupo de teatro Calafrio onde era referido que seriam pagos 30 por cento depois da entrega do texto do espetáculo e os restantes 70% após a realização desse espetáculo. João Prata chegou mesmo a dizer que «isto parecia mais uma brincadeira de mau gosto em relação àquilo que é a liberdade de expressão».
Parecia senhor vereador?
Avante!
Para além da crítica às condicionantes do acordo com o grupo Calafrio, João Prata falou igualmente das infiltrações nas escolas.
O presidente do município continuava a conversa com outro elemento do executivo, o que irritou o social-democrata, João Prata.
Sérgio Costa respondeu-lhe que tinha «a particularidade de conseguir fazer duas ou três coisas ao mesmo tempo. Nem todos têm essa capacidade», pedindo depois ao vereador para continuar a sua intervenção e alertando que «o tempo se estava a esgotar» e que se esgotasse lhe tiraria a palavra, mas João Prata insistiu que o autarca devia estar atento às intervenções da oposição, «por uma questão de educação».
Só educação, senhor vereador?
No final da reunião o senhor presidente Sérgio Costa apelidou as críticas do senhor vereador de «criancice».
Veio-me à memória Assembleias Municipais em que quando o presidente da câmara usa da palavra e é interrompido por alguma observação por um senhor deputado logo sai em seu auxílio o seu colega presidente da Assembleia Municipal a dizer, de forma piedosa, "enquanto os senhores deputados falam nunca ouvi o senhor presidente da câmara a interromper qualquer senhor ou senhora deputada, manteve-se sempre calado".
Faltou-lhe o apoio. Cá se fazem, cá se pagam.
Mas voltemos à reunião do executivo camarário.
A discussão entre presidente e vereador foi subindo de tom ao ponto de o presidente da Câmara decidir abandonar a sala onde estava a decorrer reunião, tendo sido acompanhado pelos restantes três elementos da maioria do executivo.
Brilhante!
Quando não se gosta do que se ouve abandona-se a reunião.
Isto é de gente dita democrata?
Passado algum tempo, ei-los de volta à sala e a reunião prosseguiu de forma mais calma, ao que dizem.
É que agora ficou bem claro para TODOS a razão pela qual não querem, apesar de ter sido aprovada tal recomendação em Assembleia Municipal, a transmissão em direto das sessões do executivo camarário.
Aviso à população.
Não se deixem iludir por cenas menos próprias de uma reunião do executivo camarário. É tudo fingimento, acreditem.
O pior ainda está para vir.
(Foto do "Todas as Beiras")