Ainda o caso da Tempestade Perfeita.
O caso de corrupção no Ministério da Defesa arrasta-se sem previsão para julgamento.
E, eis que a juíza "entende" que os autos não estão em risco de prescrever e considera “manifestamente inútil”, para já, marcar a audiência do processo que reúne 73 arguidos.
Mas afinal quem paga a esta juíza?
Se um trabalhador não lhe apetecer trabalhar também o pode fazer sem penalizações?
Claro que não.
Isto revela a arrogância com que certa gente olha para os pobres contribuintes.
Lembrar, aos mais distraídos, que a "Operação Tempestade Perfeita" envolve o ex-secretário de Estado da Defesa, Marco Capitão Ferreira, investigado por suspeitas de corrupção desde julho de 2023. Já lá vão quase 3 (TRÊS) anos.
Brilhante.
O antigo governante foi alvo de buscas e constituído arguido nessa operação, que culminou na acusação de 30 empresas e 43 suspeitos, entre os quais dirigentes de topo do Ministério da Defesa, como Alberto Coelho, antigo diretor da Direção-Geral dos Recursos da Defesa Nacional.
É só para lembrar!
Em causa estão crimes de corrupção ativa e passiva, branqueamento de capitais, peculato e falsificação ou contrafação de documento, maioritariamente associados às contratações que levaram à derrapagem da despesa nas obras do Hospital Militar de Belém durante a pandemia de covid-19.
Calma cidadãos a juíza "considera manifestamente inútil" para já, marcar a audiência do processo.
Se fosse um pilha-galinhas já há muito que teria sido manifesto marcar e realizar o julgamento.
Obviamente.
Lembrar que também há a gestão do programa de seis navios patrulha oceânicos, no valor de cerca de 5,3 milhões de euros.
O Tribunal de Contas considerou o contrato “fulminado de nulidade” e recusou o visto.
Calma cidadãos "manifestamente inútil" a audiência, para já.
Mas há muitos mais a apontar e a desvendar nesta tempestade.
O povo é sereno e a elite goza com as inutilidades manifestas.
É fartar vilanagem.
