sexta-feira, maio 02, 2014

Os pobres que paguem a crise

Esta corja hipócrita defende como cão raivoso os mais ricos.
Dúvidas??


Descansa Catroga, Cavaco, Celeste Cardona e outros que tais.... os das reformas douradas, que quem é ROUBADO pela corja é o povo!!!
ABRE OS OLHOS!!!

Os Aldrabões habituais

Já TODOS(?) estamos fartos de saber quão mentirosa é a corja que nos governa.
Dizem uma coisa e.....logo a seguir fazem exactamente o contrário.
Exemplo?? Mais que muitos.....
O Governo anunciou, na apresentação do Documento de Estratégia Orçamental (DEO), que vai aumentar o IVA (Imposto de Valor Acrescentado)de 23% para 23,25%, mas, há menos de quinze dias, dois ministros tinham garantindo que os impostos não iriam subir em 2015.
Depois da reunião extraordinária do Conselho de Ministros de 15 de Abril, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou: “não haverá aumento de impostos em 2015 ou esforços adicionais sobre salários ou pensões”. A ideia foi reforçada pelo ministro da Presidência, Luís Marques Guedes.
O ministro da Economia, António Pires de Lima, corroborou que a redução de impostos para o próximo ano "pode e deve ser um objectivo do Governo".
O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, também já acenou com um possível alívio da carga fiscal a ter lugar até 2015.
O guião da reforma do Estado, coordenado pelo líder do CDS-PP, refere: “'O Governo tem consciência da necessidade de criar condições para começar a inverter a trajectória de agravamento do IRS”. 
O DEO não prevê qualquer descida deste imposto.
"Não estamos em condições de garantir que haverá disponibilidade orçamental para o fazer e, como tal, nunca poderia estar refletido nas projecções dos próximos anos uma coisa que não está de todo decidida", disse a «dona» Maria Luís Albuquerque, a ministra das Finanças, na apresentação do DEO!!!
Esta gente não tem palavra. Uns pantomineiros.
Já agora, qual a razão pela qual andam a cantar hossanas ao trabalho do governo se os sacrifícios continuam e, pelos vistos serão ad eternum?
MENTIROSOS, PANTOMINEIROS E ALDRABÕES!!!
ARROTA PELINTRA!!!!
Uns verdadeiros CHARLATÃES!!!

DEO - Demagogia enlatada para otários


Ponto de vista

A “conversa” de que o país está melhor mas as pessoas estão pior não é nova no ideário neoliberal, nem nasceu em Portugal.
Quando Alan Greenspan - acerca das maravilhas da economia - testemunhou perante o Congresso americano em 1997, afirmou que uma das bases para o sucesso económico era o que chamou de “maior insegurança dos trabalhadores”. Se os trabalhadores estão mais inseguros isso é muito “saudável” para sociedade, porque não questionarão os seus salários, não entrarão em greve, não pedirão repartição de lucros, limitando-se a servir os seus patrões de bom grado e de forma passiva.
A ideia é dividir a sociedade em dois grupos. Um grupo é conhecido como a “plutonomia”, um termo usado pelo Citibank para aconselhar os seus investidores na aplicação de recursos. É constituído pelo sector top da riqueza, concentrado principalmente nos Estados Unidos e numa mão cheia de países. O outro grupo, o restante da população americana e mundial, é o que os ricos chamam de “precariado”, as pessoas que vivem algures na corda bamba. São os escravos dos tempos modernos. Somos nós.
O uso da mão-de-obra barata e fragilizada é uma prática tão antiga quanto a iniciativa privada, tendo os sindicatos surgido em resposta a ela.
A propalada “reforma laboral” consiste em tornar o trabalho mais “flexível”, isto é, em fazer com que seja mais fácil contratar e despedir. Não passa, no entanto, de uma forma para garantir a maximização de lucros e de controlo. “Flexibilidade”, palavra originalmente associada a coisas boas, aparece assim casada com “maior insegurança dos trabalhadores”.
Quando os donos e gestores das instituições financeiras e grandes empresas, apoiados nos políticos seus mandatários, afirmam que um país está melhor,  o que eles querem efectivamente dizer é que “eles” estão melhor. Eles e os mercados. O resto da população está sempre pior. Para eles, os países são eles próprios e a sua riqueza. Nada mais conta. O resto da população é apenas um “precariado” que os deve servir a troco de salários que, sendo tão baixos quanto possível, não causem desespero suficiente para alimentar revoluções que deitem tudo a perder.
Claro que para estes patrões, financeiros e políticos, a ECONOMIA está FORA das pessoas. Não concebem a ideia de que o objetivo da economia é o da melhoria das condições de existência de uma sociedade, de toda a sociedade, e não apenas da plutonomia que detém o verdadeiro poder. A sua religião assenta na ideia sagrada de que as pessoas devem servir a economia, em vez de ser a economia a servir as pessoas.
É este o novo modelo de sociedade que nos querem impor, “custe o que custar”, e, se possível, em consenso com o Partido Socialista. O tal consenso que Cavaco voltou a referir no discurso do 25 de Abril.
Quando Cavaco fala na necessidade de sacrifícios para bem da economia, para bem do país, o que quer efectivamente dizer é que 90% da população deve aceitar sacrifícios nos seus rendimentos e bem-estar para que os 10% restantes, que já controlam financeira, económica e politicamente o país, possam viver melhor e acumular ainda mais riqueza.
Quando o governo fala em reformas laborais e outras como a da privatização da Saúde, da Educação e da Proteção Social, o que quer dizer é que quanto mais precário for o emprego e maior a insegurança do trabalhador, mais barata e dócil será a mão-de-obra e mais fácil será a maximização do lucro. E quanto mais submissos e conformados forem os cidadãos, maior o controlo dos poderosos sobre a sociedade.
Sinceramente, já não há pachorra. Que eles tentem, até percebo. Mas que acreditem que nos convencem a todos, isso é outra coisa.
Como disse um dia Salgueiro Maia, com clarividência, antevendo já o assalto ao património do Estado e o lamentável estado a que chegámos, “Não se preocupem com o local onde sepultar o meu corpo. Preocupem-se é com aqueles que querem sepultar o que ajudei a construir.

Assim falou quem nunca foi rico. 
Tenham um bom dia!

(crónica na rádio F - 27 de Abril de 2014)

quinta-feira, maio 01, 2014

Hoje é dia de REVOLTA

" ....assim vai Portugal, uns bem e muitos MAL"
 

O país vai de «carrinho» ai, vai, vai!!! Para os gatunos e cobardes de sempre!!!

Hoje é dia de Revolta

"....assim vai Portugal, uns bem e muitos MAL"


Hoje é dia de REVOLTA

"...assim vai Portugal, uns bem e muitos MAL"

Hoje é dia de REVOLTA

«....assim vai Portugal, uns bem e muitos MAL»


Hoje é dia de REVOLTA

"....assim vai Portugal, uns bem e outros muito MAL"


Hoje é dia de REVOLTA

«....assim vai Portugal, uns bem e muitos MAL»

Hoje é dia de REVOLTA

ELOGIO DA DIALÉCTICA

A injustiça avança hoje a passo firme.
Os tiranos fazem planos para dez mil anos.
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são.

Nenhuma voz além da dos que mandam.
E em todos os mercados proclama a exploração: isto é
apenas o começo.

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem:
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos.

Quem ainda está vivo nunca diga: nunca.
O que é seguro não é seguro.

As coisas não continuarão a ser como são.
Depois de falarem os dominantes.
Falarão os dominados.

Quem pois ousa dizer: nunca?
De quem depende que a opressão prossiga? De nós.
De quem depende que ela acabe? Também de nós.
O que é esmagado, que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha?
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.
E nunca será: ainda hoje.

BERTOLT BRECHT (1898-1956)

(do livro «Beltolt Brecht – Poemas», Editorial Presença, Janeiro de 1976)

A lutar sempre




Hoje é dia de REVOLTA

"...assim vai Portugal, uns vão bem outros MAL".


terça-feira, abril 29, 2014

As premonições de Natália


Natália Correia - intelectual, poeta, activista social açoriana, deputada à Assembleia da República pelo circulo do PPD (Partido Popular Democrático), faleceu em 16 de Março de 1993, com 69 anos de idade.
Leiam com atenção o que ela pensava sobre o país.
Premonição?
LUCIDEZ E CLARIVIDÊNCIA SOBRE O FUTURO (TRISTE) DE UM PAÍS:

"A nossa entrada (na CEE) vai provocar gravíssimos retrocessos no país, a Europa não é solidária com ninguém, explorar-nos-á miseravelmente como grande agiota que nunca deixou de ser. A sua vocação é ser colonialista".
"A sua influência (dos retornados) na sociedade portuguesa não vai sentir-se apenas agora, embora seja imensa. Vai dar-se sobretudo quando os seus filhos, hoje crianças, crescerem e tomarem o poder. Essa será uma geração bem preparada e determinada, sobretudo muito realista devido ao trauma da descolonização, que não compreendeu nem aceitou, nem esqueceu. Os genes de África estão nela para sempre, dando-lhe visões do país diferentes das nossas. Mais largas mas menos profundas. Isso levará os que desempenharem cargos de responsabilidade a cair na tentação de querer modificar-nos, por pulsões inconscientes de, sei lá, talvez vingança!"
"Portugal vai entrar num tempo de subcultura, de retrocesso cultural, como toda a Europa, todo o Ocidente".
"Mais de oitenta por cento do que fazemos não serve para nada. E ainda querem que trabalhemos mais. Para quê? Além disso, a produtividade hoje não depende já do esforço humano, mas da sofisticação tecnológica".
"Os neoliberais vão tentar destruir os sistemas sociais existentes, sobretudo os dirigidos aos idosos. Só me espanta que perante esta realidade ainda haja pessoas a pôr gente neste desgraçado mundo e votos neste reaccionário centrão".
"Há a cultura, a fé, o amor, a solidariedade. Que será, porém, de Portugal quando deixar de ter dirigentes que acreditem nestes valores?"
"As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e de comida. Espoliada, a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres. A indiferença que se observa ante, por exemplo, o desmoronar das cidades e o incêndio das florestas é uma antecipação disso, de outras derrocadas a vir"."

Natália Correia.