segunda-feira, agosto 31, 2026

Ilusões

No encerramento da "Universidade de verão do PSD", Montenegro trouxe para o discurso final o ensino.

Percebemos a razão. Há que defender o ministro Alexandre, pois o outro ministro já tem patins e está à beira de ser empurrado para fora da carroça.

Mas escolheu mais um caso polémico. Não havia mais nada de sério para discursar, é evidente.

O ridículo dos exames, a trafulhice total das classificações e dos respectivos recursos, das provas que desapareceram e tudo mais que arrasaram uma candidatura ao ensino superior, transformando-o numa lota de peixe podre.

Mas, para acalmar as hostes e dar mais uma de enganador, malabarista, contorcionista e ilusionista, anunciou mais uma universidade. No interior norte, em Bragança.

Se Montenegro se preocupasse com o que realmente interessa, teria muito mais a dizer sobre o ensino. Desde logo pela exigência e rigor nas aprendizagens. Mas, para quem obteve uma licenciatura numa escola de oitava categoria, tal tema é muita areia para a camioneta.

Ficou-se pelo anúncio de mais uma escola. Se ao menos fosse uma escola das que fazem falta, dado haver alunos que não têm vagas e se sujeitam a ficar sem escola, era de homem.

Como seria se falasse de rigor de aprendizagens em todos os níveis de ensino, mormente nas escolas públicas, e com o fim de sessões degradantes e das tão anunciadas praxes e agora com as cópias do Campeonato de "farmar aura", que é importado de países de fraco nível de aprendizagem, da América do Sul, e que, nas palavras dos organizadores, serve para ridicularizar os intervenientes. Isto é aprender o quê, senhor Alexandre?

Mais e mais entretenimento de péssimo gosto.

Tudo em conformidade com o nível de aprendizagens de muitos dos novos e atuais frequentadores das escolas, onde, para além do coçar os cotovelos pelas mesas e as bebedeiras, nada mais interessa.

Fale, senhor Montenegro, que as Associações de estudantes vão gostar de o ouvir.




As fragatas

O que têm a esconder?
Quem paga, os contribuintes têm TODO o direito de saber o custo total e as condições da negociata.
Não revelando tudo, é possível supor muita coisa.
Já estamos habituados a esconderem as verbas gastas.
Isto chama-se democracia? E transparência?
Entendido.



quinta-feira, agosto 27, 2026

Quem foi o aldrabão que disse que o país, Portugal, estava melhor?



Tirar aos mais desfavorecidos

A vingança continua e eis que vem com a recuperação do dinheiro desbaratado em aventuras próprias de acéfalos.
A culpa de tudo, e foi muito, que correu mal nos exames, deve-se, segundo o Alexandre, ainda no "poiso" de ministro, a «erros técnicos».
Cada pedante chama-lhe o que mais lhe convém. 
Em frente.
Há que recuperar o dinheiro, para já. O resto virá depois.
O Ministério da Educação, já sabemos, o «patrão da tasca», dirá que não é do seu conhecimento, lavando as mãos, decidiu retirar pontos de avaliação com impacto na progressão da carreira de alguns técnicos.
Isso mesmo.
E quem foram os atingidos?
Os da classe menos reivindicativa: psicólogos, terapeutas da fala, educadores sociais vinculados às escolas pelo Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários.
Os «atingidos pela medida» estão a ser notificados para devolverem as verbas resultantes da progressão na carreira.
Já há casos de famílias a pedirem empréstimos para pagarem tais verbas.
Acrescentar que há uma decisão judicial que deu razão a uma trabalhadora.
Faz jurisprudência?
Se sim, cuidem-se, Alexandre, Montenegro e Sarmento.



Mosca

 De cada vez que abrem a boca, sai asneira ou entra mosca- varejeira. Das tais que não gostam de mel como as abelhas.

A comissária europeia, um lugar doado e não votado por ninguém, muito menos pelos europeus, vem dizer, a propósito da «reforma» das pensões que, e passo a citar: "não se pode sobrecarregar os mais jovens".

Que engraçada entrada de mosca.

Jovens? De que jovens fala senhora comissária nomeada?

Dos mesmos jovens com o papá na algibeira que o seu governo apoia na compra de habitação, créditos e demais benesses? Entendido.

Sobrecarregar os jovens?

Não deve estar a falar dos jovens que ou têm que se sujeitar a ordenados miseráveis e pagar para trabalhar ou dos que têm que abandonar o país. 

Claro que a totalidade não tem lugares ao sol nas instituições europeias doados pelos «companheiros de partido ou semelhantes".

Haja um pingo de respeito e acima de tudo ética.

Difícil? Pois, já se percebeu há muito.




segunda-feira, agosto 24, 2026

Compreender exige trabalho

"Vivemos uma época que recompensa o imediato. Tudo parece projetado para ser entendido em poucos segundos, para passar para o próximo vídeo, para a próxima manchete, para a próxima distração. Confundimos facilidade com qualidade e rapidez com profundidade. Esta dinâmica também presidiu à poética nas últimas décadas.

Mas as coisas mais valiosas da vida raramente são imediatas. Uma amizade verdadeira. Um grande amor. Uma vocação. Uma língua. Um poema. Tudo o que nos transforma costuma nos pedir tempo, paciência e trabalho."




E-mails

Ainda o caso de um Neves, ex-diretor da Polícia Judiciária e agora ministro.

Mensagens trocadas na Direção Nacional da Polícia Judiciária contrariam as declarações do agora ministro, Luís Neves, para a entrega ao empreiteiro João Santos, de Barcelos, do atrelado com produtos químicos usados na manipulação de droga. 

Os e-mails deixam claro que o orçamento de 150 mil euros de que falou Luís Neves seria, sim, para a destruição de todos os produtos e materiais depositados no Seixal e em Tires.

Mas, supostamente, há mais a contar.

Os bidões com os produtos químicos recuperados pela Polícia Judiciária em Barcelos já estavam desselados e com evidências de já terem sido usados.

Tudo isto e muito mais pode ser lido na imprensa.

Tanto me importa que seja o jornal A ou B, e não o C, propriedade de um magnata de barcos e viagens turísticas, a dar a notícia.

Nas tintas, para não ser mal-educado.

Importa que o Ministério Público averigue.

Já agora, dizer que a excelência Luís Neves, agora ministro do Montenegro, continua a utilizar um carro desportivo, curiosamente apreendido pela Polícia Judiciária.

Carro descaracterizado?

Entendido.



Roubo

A tal «democracia representativa» é a forma mais ladra que existe. Rouba e nem dá cavaco a ninguém.

Falo de um imposto, Contribuição de Serviço Rodoviário, considerado ILEGAL pelo Tribunal de Justiça da União Europeia, em 2022. Mas uns ilusionistas do governo da tal «democracia representativa» o integraram de imediato no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos, o que significa, na prática, que quem paga por combustível continua a pagá-lo. Ou seja, hipocritamente esconderam-no de forma a enganar o tribunal.

Os impostores dizem que o valor continua a reverter a favor das Infraestruturas de Portugal.

Será?

Quando os ouvirem falar em descida do imposto sobre combustíveis para «compensar» a subida dos mesmos, lembrem-se de que, por litro comprado: 8,7 cêntimos no caso da gasolina, 11,1 cêntimos no gasóleo e 12,3 cêntimos por quilograma no GLP Auto são do tal imposto ilegal.

O negócio dos combustíveis é assunto de gatunos, nem se duvide.

«Dois milhões por dia» só na tal Contribuição de Serviço Rodoviário! 




domingo, agosto 23, 2026

A propósito de privatizar a Segurança Social, a Saúde e tudo o resto, lembrei-me de um poema de José Saramago.

 


Caracterização perfeita dos 4 cavaleiros da tolice. E há tantos, cada vez mais.

 


A universidade não educa, apenas te dá um canudo.

 


A classe média

 A classe média: origem, necessidade do capitalismo na sua existência e agora a sua decadência.

Tudo bem explicado.

Só não percebe o idiota.




Ser professor não é fácil.

E a aula é apenas uma das atividades do professor. A mais visível. Mas há muitas mais. Há tantos professores que gostariam de ouvir alguém dizer: "Hoje a aula foi tranquila e todos ganhámos e consolidámos aprendizagens."

Ser professor não é fácil.




"Ensinaram-me tudo." A escola liberta nunca deve formatar.