A receita da EDP que lhe permite
alimentar a Fundação tem em grande parte origem num mesmo ponto, mesmo que
pareça distante, ou seja, nas tarifas que cada consumidor paga, directa ou
indirectamente. Olhando para o circuito do dinheiro será justo dizer que o MAAT
não é da EDP. É dos seus clientes directos, que nas suas facturas mensais de
electricidade contribuíram para ele. É dos 5,4 milhões de consumidores actuais
de electricidade e dos mais de meio milhão no gás em Portugal; é do milhão na
electricidade e dos mais 800 mil no gás em Espanha; é ainda dos 3,2 milhões de
electricidade no Brasil. E por fim é um bocadinho dos clientes da EDP de países
onde esta só na produção. França, Bélgica, Itália, Polónia, Roménia, EUA e
Canadá. De uma forma ou de outra, no final deste enredo, está a casa do
consumidor, qualquer que seja a fórmula de definição das tarifas que pagam as
actividades necessárias até os electrões chegarem ao destino. Deste ponto de
vista, o MAAT será de todos nós e a EDP, sua administradora.
terça-feira, outubro 11, 2016
segunda-feira, outubro 10, 2016
Pensamento
«Quando
perceberes que, para produzir, precisas de obter autorização de quem não produz
NADA; Quando comprovares que o dinheiro flui para quem negoceia não com bens,
mas com favores; Quando perceberes que muitos ficam ricos pelo suborno e por
influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas,
pelo contrário, são eles que estão protegidos de nós; Quando perceberes que a
corrupção é recompensada, e a honestidade converte-se em auto sacrifício; Então
poderás afirmar, sem medo de errar, que a TUA SOCIEDADE ESTÁ CONDENADA»!
Ayn Rand.
OLHA À
TUA VOLTA E VERÁS QUE ESTAMOS LÁ!
A
SOCIEDADE ESTÁ CONDENADA!
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domingo, outubro 09, 2016
Gostei de ler
As minhas recentes caminhadas no Estádio Universitário, na
companhia de um amigo, fizeram-me esbarrar nas já muito discutidas praxes, nos
caloiros áulicos e “senhores” veteranos, quais servos bajuladores perante os
seus todo- -poderosos. E, confesso, é algo que me perturba, que não é capaz de
me deixar indiferente desde os meus tempos de faculdade. Sou objetivamente
(sempre fui) contra as ditas, porque considero fundamental para o nosso
crescimento no início desse percurso académico que existam formas de integração
criativas, brincadeiras construtivas e desafiantes e métodos para estimular a
união e o companheirismo, e não o contrário.
Neste momento, aquilo que os estudantes (alguns) fazem é
construir aquilo que não conseguiram através da sua capacidade intelectual:
assumir a liderança e serem reconhecidos como mentores e exemplos a seguir.
Então assumem o papel, pela primeira vez na vida, usando a força, a humilhação
e a defesa de princípios errados que vão passando de geração em geração e nos
vão moldando negativamente também. Figurinhas bisonhas e tristes do nosso
firmamento, na senda do miserabilismo nacional.
E é vê-los ali, altivos e prepotentes dentro da sua nova pele,
uma capa e batina que, aliás, sempre me recusei a usar, fazendo figuras
ridículas e usando as suas múltiplas matrículas sempre a chumbar para se
sentirem verdadeiramente importantes quando o mundo lá fora não lhes dá crédito
absolutamente nenhum. Mas não deveriam os alunos estimular os melhores? Não só
os que têm melhores notas, mas os mais solidários, os simpáticos, os criativos
e os especialistas em alguma coisa? Estamos nós a privilegiar quem chumba? Os
parasitas e idiotas que vivem à conta da educação do país e dos que trabalham,
nomeadamente os seus pais?
Sou a favor da meritocracia. Sempre fui, aliás. Acho que todos
devem ter acesso às mesmas oportunidades e, depois, defendo que os melhores
devem ser, de facto, reconhecidos e elogiados. Tenho para mim (se calhar é
defeito meu) que ao invés de querermos acabar com a riqueza nos devíamos focar
em acabar com a pobreza. Esse princípio de querermos ser melhores, líderes e
populares, essa vontade que temos de preencher o ego constantemente tem de ser
acompanhada por uma filosofia de vida que nos permita chegar lá pelas razões
certas e sermos reconhecidos por sermos os melhores, e não os piores.
Nunca fui praxado e nunca praxei. Nunca toquei cavaquinho na
tuna nem dei mortais com guizos na mão. Percebo perfeitamente esse chamado
espírito académico, mas o meu sempre foi preenchido de outras formas. Não
deixei de o viver, simplesmente dava importância a outras atividades. Cada um é
livre de tomar as suas opções. Acho, no entanto, que chamar nomes estúpidos aos
que se iniciam, pintar uma pessoa, obrigá-la a fazer vários exercícios como
levantar pedras ou mandar pedras a outros, ver miúdas a chorar com receio, isto
não é integração - e se é para isso, que se acabe rapidamente. Na maioria dos
países desenvolvidos, a Semana do Caloiro é uma receção de boas-vindas com
jogos, festas temáticas, concursos, leituras de poesia, grupos de teatro e
desporto. Por cá, continuamos a desrespeitar física e intelectualmente os
alunos.
As diferenças começam aqui...
Jaques Brel
A 9 de Outubro
de 1978 morria este SENHOR da música.
Nos anos da ditadura aprendi muito com a música dele.
Obrigado Jaques Brel.
«les bourgeois c'est comme les cochons ...»
Nos anos da ditadura aprendi muito com a música dele.
Obrigado Jaques Brel.
«les bourgeois c'est comme les cochons ...»
sábado, outubro 08, 2016
Che Guevara
Contra ti se ergueu a prudência
dos inteligentes e o arrojo dos patetas
A indecisão dos complicados e o primarismo
Daqueles que confundem revolução com desforra
A indecisão dos complicados e o primarismo
Daqueles que confundem revolução com desforra
De poster em poster a tua imagem
paira na sociedade de consumo
Como o Cristo em sangue paira no alheamento ordenado das igrejas
Como o Cristo em sangue paira no alheamento ordenado das igrejas
Porém
Em frente do teu rosto
Medita o adolescente à noite no seu quarto
Quando procura emergir de um mundo que apodrece
Em frente do teu rosto
Medita o adolescente à noite no seu quarto
Quando procura emergir de um mundo que apodrece
Sophia de Mello Breyner Andresen,
in "O Nome das Coisas"
Hasta la victoria siempre - El
Che Guevara
terça-feira, outubro 04, 2016
Um Barroso guloso
150 mil já assinaram petição
europeia contra Barroso.
Documento será entregue a 12 de
Outubro ao Conselho da União Europeia e ao Colégio da Comissão Europeia.
Funcionários querem ex-presidente da Comissão punido pelo Tribunal de Justiça
de forma “exemplar” por ter ido trabalhar para a Goldman Sachs.
São já 150 mil as pessoas a
dizerem “Em nosso nome. Não!”. Esse é o número actual de assinaturas da petição
lançada em Julho por funcionários das instituições europeias que pedem que
sejam tomadas “medidas fortes e exemplares” contra a contratação do ex-presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão
Barroso, pelo grupo financeiro Goldman Sachs. Os promotores
anunciaram esta terça-feira que irão entregar o documento ao Conselho da
União Europeia e ao Colégio da Comissão Europeia no próximo dia 12, uma vez que
já atingiram o objectivo inicial de assinaturas.
Os funcionários, anónimos, promoveram a
petição a meio de Julho, poucos dias depois do anúncio da
contratação de Barroso como presidente não executivo para as operações
internacionais e como consultor para o "Brexit". A petição quer que
Barroso seja penalizado por o seu comportamento “desonrar o serviço cívico
europeu e a União Europeia como um todo”.
Descrevendo-se
como "um grupo espontâneo de funcionários das instituições
europeias" que estão "cada vez mais preocupados com a
deterioração da imagem do projecto europeu", os organizadores querem que
este caso chegue ao Tribunal de Justiça Europeu. A Goldman Sachs, lembram, foi “um dos bancos mais implicados na crise
do sub-prime
que levou à crise financeira de 2007/08 e na crise da dívida grega, tendo
ajudado a Grécia a esconder o seu défice antes de especular sobre ela, em
2009/10, tendo pleno conhecimento da sua insustentabilidade”.
A contratação de Durão Barroso é
classificada de “irresponsável”, “prejudicial” para as instituições europeias e
“moralmente censurável”. Por isso, a petição pede ao Conselho da União Europeia
e ao Colégio da Comissão Europeia que levem o assunto ao Tribunal de Justiça da
UE e, para além de analisarem em detalhe todo o processo de contratação – se
Durão respeitou, por exemplo, os seus deveres de integridade e discrição –, que
seja suspensa a sua reforma como ex-presidente da Comissão enquanto trabalhar
para a Goldman Sachs e depois disso, e que lhe sejam negados “todos os títulos
honoríficos possíveis ligados às instituições europeias”.
Há três semanas, pressionado pela provedora de Justiça da União, o actual
presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker decidiu que Durão Barroso passa a ser tratado como mero “representante
de interesses e submetido às mesmas regras” dos restantes lobistas
registados em Bruxelas. E pediu-lhe explicações sobre as suas exactas
responsabilidades na Goldman Sachs Internacional e sobre os termos do seu
contrato com o banco.
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