sexta-feira, fevereiro 06, 2026

Tempos Modernos

Há 90 anos, a 5 de fevereiro de 1936, estreava “Tempos Modernos” no Teatro Rivoli, em Nova York.
Esta longa-metragem paradigmática, escrita, dirigida, produzida e interpretada por Charles Chaplin, é uma dura crítica ao capitalismo, reflexo das condições extremas das quais um funcionário da classe trabalhadora é vítima na época da Grande Depressão. A eficiência da industrialização, o trabalho mecanizado, a produção em cadeia, a exaustão, a opressão, a fome, a pobreza e a injustiça social que vive essa sociedade, principalmente a classe pobre e mais vulnerável, alimentam-se do desespero por emprego, gerando longas filas para obter um trabalho na fábrica. O filme compara os trabalhadores a um rebanho de ovelhas que segue o seu pastor, que poderia ser interpretado como o capitalismo, que acaba desumanizando os trabalhadores. Neste contexto, o protagonista acaba perdendo a razão. Depois de uma convalescença num hospital, sai e é preso por participar numa manifestação. Na prisão, também sem pretensão, ajuda a controlar um motim, e, graças a isso, é libertado. QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE É PURA COINCIDÊNCIA!! ️ “Tempos modernos” mostra cenas de corte futurista da fábrica em que trabalha, com influência do filme de Fritz Lang “Metrópolis” (1927) e da ilustração “Mechanophobia” de John Vassos (1931). Os filmes de Chaplin não devem ser vistos única e exclusivamente como entretenimento, isso é o que a seita quer que se faça. Os filmes de Chaplin têm uma forte crítica social que, essa sim, importa analisar. Ontem o "taylorismo", hoje a IA.