Depois do gabinete de imprensa do PS e do Ministro Augusto Santos Silva terem garantido que as imagens de crianças com o Magalhães no tempo de antena do PS foram recolhidas de forma transparente, eis que José Sócrates acabou por enviar um pedido formal de desculpa aos pais das crianças de Castelo de Vide, lamentando o facto de não terem sido avisados da finalidade das filmagens.
Mas, o que realmente está em causa é a "instrumentalização dos meios do Estado" para fins partidários. Aliás, quem não se lembra das crianças contradas para um «faz-de-conta» com Sócrates sobre o mesmo tema - Cagalhães.
Referir que o «malhador» Augusto Santos Silva começou por dizer que nada de errado se tinha passado e que se tratava de um mero reflexo de um "momento pré-eleitoral". Disse mais o ministro dos Assuntos Parlamentares, "aliás, os momentos pré-eleitorais e os momentos eleitorais são os momentos em que se manifesta de forma mais clara a beleza da democracia".
Que beleza senhor Santos Silva???
Será da malhação, a beleza?
Este senhor já fica, indubitavelmente, na história do anedotário nacional, rivalizando com o Santana, mas o Lopes e não Vasco do cinema, esse tinha qualidade.
quinta-feira, abril 30, 2009
O Centrão

Questionada sobre o cenário em que se sentiria mais confortável para as eleições, se numa aliança do PSD com o CDS-PP ou num novo bloco central com o PS, Manuela Ferreira Leite colocou como condição para qualquer entendimento acreditar «que a conjugação de esforços e de interesses - interesses no sentido do país - são coincidentes».
Ou seja, em português que toda a gente entenda, Ferreira Leite admite, claramente, depois das eleições a constituição do bloco central.
Beijos e abraços vão ser mais que muitos entre PS-PSD-CDS.
Se não os consegues vencer, então junta-te a eles.
A sede do poder a quanto obrigas!!!
Entretanto, face a alguns comentários menos abonatórios, Ferreira Leite considerou em declarações à Lusa que a hipótese de admitir um Bloco Central é «É uma interpretação abusiva porque como é sabido sempre recusei a hipótese de um governo de Bloco Central».
A Língua Portuguesa é complicada, mas a vidinha da líder(?) é ainda mais complicada?
Palavra de Cavaco, digo eu!!!
quarta-feira, abril 29, 2009
A madrinha
A actual Governadora Civil da Guarda continua a mover, e de que maneira, as suas influências, sempre em prol da «irmandade» familiar.
Depois de uma passagem, algo anónima, pois ninguém lhe ouviu a voz na Assembleia da República, Rita Miguel, nora estimada da senhora governadora, faz parte da lista do PS às eleições europeias.
Ou seja, este é o prémio para uma, de entre muitas, deputadas e deputados que NADA fizeram por um distrito; onde o único trabalho que tiveram, ao longo de TODOS os anos que andaram «perdidos» pelos Paços, foi o de terem de levantar e baixar o braço, de acordo com os ditames da maioria!!!
Agora, com as novas «modernizações» na AR(Assembleia República) a canseira passou a ser carregar no botão!!!
Que canseira!!!
Será que desta vez a deputada eleita irá ter oportunidade de dizer alguma coisa?
Ou continuará muda e queda (de parada, entenda-se)?
Os tachos a bem da Nação, pois então!!!
Depois de uma passagem, algo anónima, pois ninguém lhe ouviu a voz na Assembleia da República, Rita Miguel, nora estimada da senhora governadora, faz parte da lista do PS às eleições europeias.
Ou seja, este é o prémio para uma, de entre muitas, deputadas e deputados que NADA fizeram por um distrito; onde o único trabalho que tiveram, ao longo de TODOS os anos que andaram «perdidos» pelos Paços, foi o de terem de levantar e baixar o braço, de acordo com os ditames da maioria!!!
Agora, com as novas «modernizações» na AR(Assembleia República) a canseira passou a ser carregar no botão!!!
Que canseira!!!
Será que desta vez a deputada eleita irá ter oportunidade de dizer alguma coisa?
Ou continuará muda e queda (de parada, entenda-se)?
Os tachos a bem da Nação, pois então!!!
terça-feira, abril 28, 2009
Onde anda o dinheiro?
As 69 câmaras municipais, entre as quais a do amigo do Zézito, a da Guarda, que em Fevereiro ficaram a saber que beneficiariam do bónus governamental de 421 milhões de eutos do Programa de «Regularização» Extraordinária de Dívidas do Estado ainda não receberam um cêntimo para pagar a fornecedores.
Quem está a arder, com as dívidas, são os fornecedores dos municípios que alimentaram a incompetência e o despesismo dos poderes instalados.
Pagarem isso só quando os processos forem bem analisados, pois então!!!
Quem está a arder, com as dívidas, são os fornecedores dos municípios que alimentaram a incompetência e o despesismo dos poderes instalados.
Pagarem isso só quando os processos forem bem analisados, pois então!!!
Quem distingue PS de ME?
Alguém telefonou para a escola do 1º Ciclo de Castelo de Vide.
Diziam que falavam em nome do Ministério da Educação(ME).
Queriam fazer uma reportagem sobre o Magalhães.
Os professores pediram autorização aos pais.
Os pais disseram que sim.
O resultado está aqui, para surpresa dos pais, num tempo de antena do PS.
PS e ME quem é quem?
Mistura perigosa ou será uma nova «Campanha Negra»???
Diziam que falavam em nome do Ministério da Educação(ME).
Queriam fazer uma reportagem sobre o Magalhães.
Os professores pediram autorização aos pais.
Os pais disseram que sim.
O resultado está aqui, para surpresa dos pais, num tempo de antena do PS.
PS e ME quem é quem?
Mistura perigosa ou será uma nova «Campanha Negra»???
Letreiro
Porque não sei mentir,
Não vos engano;
Nasci subversivo.
A começar por mim - meu principal motivo
De insatisfação -,
Diante de qualquer adoração,
Ajuízo.
Não me sei conformar.
E saio, antes de entrar,
De cada paraíso.
Miguel Torga
segunda-feira, abril 27, 2009
O Beato e as conveniências dos regimes
Quando se comemorava mais um aniversário do 25 de Abril, eis que surge mais uma tentativa de apelar aos sentimentos dos Portugueses, quando a auto-estima e a esperança estão em níveis muito baixos.
Estas coisas nunca são por acaso.
Sobre a beatificação e o escandaloso aproveitamento de determinadas forças políticas, institucionais, governamentais, e os basbanas de sempre que gostam de ficar na fotografia de família, claro está, num País dito laico.
Recordei este texto publicado pelo Círculo de Leitores, em História da História de Portugal, secs. XIX-XX, de Luís Torgal, José Amado Mendes e Fernando Catroga, e que partilho com todos os que não querem nem gostam que lhes chamem asnos.
«O culto cívico que apela à superação em nome dos actos refundadores encontra-se no movimento da canonização do guerreiro Nuno Álvares Pereira.
O movimento já vem, é bom que se diga, desde o século XVII, mas renova-se e o Integralismo Lusitano elevou-o, convém também recordar, à categoria de Padroeiro da Nação.
Todo este movimento tendente ao desiderato anunciado porque alguns dirigentes republicanos defendiam uma cada vez maior aproximação com a Igreja.
Ontem como hoje as aproximações de e para a conveniência das instituições.
Em 1918 é mesmo fundada a Cruzada Nacional D. Nuno Álvares Pereira, agrupamento que se pretendia, como era de esperar e como convinha, apartidário.
Tinha como símbolo o próprio D. Nuno, como lema Pela Pátria!, e incitava todos os patriotas, atente-se na linguagem, a cerrarem «fileiras em torno do glorioso pendão das quinas, sem cores políticas, salvando Portugal da catástrofe iminente».
A Cruzada ir-se-á afirmar sob a República como um grupo político de pressão presidencialista, católico, nacionalista e conservador; depois será o movimento do 28 de Maio que o integrará e defenderá.
Assim, o Estado Novo assume a Cruzada com o apoio da Igreja. Não se discute a Pátria, a Família e a Igreja.
Para os «novos» cruzadistas o culto de D. Nuno e da Pátria constituía a base consensual em «que todos os patriotas» se deviam rever.
Mas, não se pense que a Cruzada se perdeu e nem tão pouco foi esquecida. Nem a Igreja esqueceu com todo o proselitismo, nem o calendário do culto, centrando-se em duas festividades, como convinha: a religiosa, solenizada anualmente no dia 6 de Novembro; e cívica, que tinha lugar a 14 de Agosto, aniversário da Batalha de Aljubarrota da padeira e dos castelhanos.
Em 1920, o Congresso da República aprovou mesmo uma lei que instituía 14 de Agosto como o dia da «Festa da Pátria» e mesmo feriado nacional, lei revogada em 1922.
Comulativamente com a Cruzada surge, com o mesmo objectivo mais um «movimento», em 1924, com a designação da Ala do Santo Condestável.
Aliás, o próprio Congresso da República institui a «Festa da Pátria» e aprovou a construção de um monumento, tendo a Cruzada tomado a iniciativa.
O monumento, no entanto, só será construído em 1966.
As várias apreciações a D. Nuno preparam o terreno para a integração do Condestável no Olimpo cívico dos Portugueses.
Assim, nesta conjuntura emergiram movimentos organizados para inocular na consciência colectiva a imagem segundo a qual o combatente de Aljubarrota era um herói-símbolo da Nação com uma estatura análoga à de Camões.
Levando em conta a conjuntura ideológica e política que condicionou o enraizamento do culto e ligando a sua justificação às que fundamentavam os actos comemorativos da época, vê-se que o animava uma intenção nacionalista apostada em o catolicizar mais claramente, como se a raiz jacobina dos cultos cívicos começasse a ser subsumida por interpretações mais tradicionais. Não admira. O Integralismo já tinha feito um positivismo contra-revolucionário à luz do qual deviam ser os mortos a governarem os vivos.
As consequências, por maiores que fossem as concessões da República, para os tradicionalistas esta seria sempre anti-histórica – porque individualista, democrática, religiosamente neutra e estrangeirada – e só uma Monarquia orgânica coorporativa e espiritualmente subordinada ao catolicismo podia realizar a missão inscrita na nossa história.
Nuno Álvares estava a ser desenhado por traços que o ajustavam à estratégia recatolicizadora da sociedade, em que, num registo mais popular e milagreiro , se inscrevem também as festas do centenário da morte de Santo António, pois, ao sintetizar a virtude militar que terá garantido a independência nacional com os posteriores votos religiosos, consubstanciava um ideal de rico significado educativo, nomeadamente quando, com as alterações políticas provocadas pelo golpe militar de 28 de Maio de 1926, se caminhou para uma nova aliança entre o Estado e a Igreja e ganhou ainda mais força a apologia dos valores cruzadistas. Daí o relevo das comemorações do centenário do Nuno Álvares na Batalha, mas também em Fátima.
Sintomaticamente, o tom das intervenções não deixa de combater o laicismo e de propor novas relações entre a Igreja e a sociedade política.
Por isso nem os católicos encobriam o significado político do culto.
Uma das mais importantes ilações fica numa intervenção do cardeal patriarca, precisamente na Batalha, onde disse que:«Religião e Pátria são termos que sempre andam ligados. Nestes dias em que as bases da civilização cristã são minadas, é refúgio seguro a Igreja que prega obediência à autoridade.»
O traço desta imagem de Nuno Álvares definia os contornos da sua incorporação na hagiografia cívica do Estado Novo, e desenhava um dos seus símbolos – a aliança da Cruz e da Espada – lançando os dados para que, depois de padroeiro da infantaria, o combatente de Aljubarrota, fosse «fascizado» com a sua transformação em padroeiro da Mocidade Portuguesa e da Legião Portuguesa – agrupamentos paramilitares do regime saído da revolta militar do 28 de Maio.
Houve mesmo alguma propaganda inventava analogias e anacronismos, ousava mesmo sugerir a existência de afinidades (providenciais) entre o perfil político e religioso do combatente/carmelista e o de Salazar.»
Face aos desenvolvimentos, pseudo biográficos conhecidos recentemente do ditador, será que a Igreja irá rever a sua posição? Fica a dúvida.
Estas coisas nunca são por acaso.
Sobre a beatificação e o escandaloso aproveitamento de determinadas forças políticas, institucionais, governamentais, e os basbanas de sempre que gostam de ficar na fotografia de família, claro está, num País dito laico.
Recordei este texto publicado pelo Círculo de Leitores, em História da História de Portugal, secs. XIX-XX, de Luís Torgal, José Amado Mendes e Fernando Catroga, e que partilho com todos os que não querem nem gostam que lhes chamem asnos.
«O culto cívico que apela à superação em nome dos actos refundadores encontra-se no movimento da canonização do guerreiro Nuno Álvares Pereira.
O movimento já vem, é bom que se diga, desde o século XVII, mas renova-se e o Integralismo Lusitano elevou-o, convém também recordar, à categoria de Padroeiro da Nação.
Todo este movimento tendente ao desiderato anunciado porque alguns dirigentes republicanos defendiam uma cada vez maior aproximação com a Igreja.
Ontem como hoje as aproximações de e para a conveniência das instituições.
Em 1918 é mesmo fundada a Cruzada Nacional D. Nuno Álvares Pereira, agrupamento que se pretendia, como era de esperar e como convinha, apartidário.
Tinha como símbolo o próprio D. Nuno, como lema Pela Pátria!, e incitava todos os patriotas, atente-se na linguagem, a cerrarem «fileiras em torno do glorioso pendão das quinas, sem cores políticas, salvando Portugal da catástrofe iminente».
A Cruzada ir-se-á afirmar sob a República como um grupo político de pressão presidencialista, católico, nacionalista e conservador; depois será o movimento do 28 de Maio que o integrará e defenderá.
Assim, o Estado Novo assume a Cruzada com o apoio da Igreja. Não se discute a Pátria, a Família e a Igreja.
Para os «novos» cruzadistas o culto de D. Nuno e da Pátria constituía a base consensual em «que todos os patriotas» se deviam rever.
Mas, não se pense que a Cruzada se perdeu e nem tão pouco foi esquecida. Nem a Igreja esqueceu com todo o proselitismo, nem o calendário do culto, centrando-se em duas festividades, como convinha: a religiosa, solenizada anualmente no dia 6 de Novembro; e cívica, que tinha lugar a 14 de Agosto, aniversário da Batalha de Aljubarrota da padeira e dos castelhanos.
Em 1920, o Congresso da República aprovou mesmo uma lei que instituía 14 de Agosto como o dia da «Festa da Pátria» e mesmo feriado nacional, lei revogada em 1922.
Comulativamente com a Cruzada surge, com o mesmo objectivo mais um «movimento», em 1924, com a designação da Ala do Santo Condestável.
Aliás, o próprio Congresso da República institui a «Festa da Pátria» e aprovou a construção de um monumento, tendo a Cruzada tomado a iniciativa.
O monumento, no entanto, só será construído em 1966.
As várias apreciações a D. Nuno preparam o terreno para a integração do Condestável no Olimpo cívico dos Portugueses.
Assim, nesta conjuntura emergiram movimentos organizados para inocular na consciência colectiva a imagem segundo a qual o combatente de Aljubarrota era um herói-símbolo da Nação com uma estatura análoga à de Camões.
Levando em conta a conjuntura ideológica e política que condicionou o enraizamento do culto e ligando a sua justificação às que fundamentavam os actos comemorativos da época, vê-se que o animava uma intenção nacionalista apostada em o catolicizar mais claramente, como se a raiz jacobina dos cultos cívicos começasse a ser subsumida por interpretações mais tradicionais. Não admira. O Integralismo já tinha feito um positivismo contra-revolucionário à luz do qual deviam ser os mortos a governarem os vivos.
As consequências, por maiores que fossem as concessões da República, para os tradicionalistas esta seria sempre anti-histórica – porque individualista, democrática, religiosamente neutra e estrangeirada – e só uma Monarquia orgânica coorporativa e espiritualmente subordinada ao catolicismo podia realizar a missão inscrita na nossa história.
Nuno Álvares estava a ser desenhado por traços que o ajustavam à estratégia recatolicizadora da sociedade, em que, num registo mais popular e milagreiro , se inscrevem também as festas do centenário da morte de Santo António, pois, ao sintetizar a virtude militar que terá garantido a independência nacional com os posteriores votos religiosos, consubstanciava um ideal de rico significado educativo, nomeadamente quando, com as alterações políticas provocadas pelo golpe militar de 28 de Maio de 1926, se caminhou para uma nova aliança entre o Estado e a Igreja e ganhou ainda mais força a apologia dos valores cruzadistas. Daí o relevo das comemorações do centenário do Nuno Álvares na Batalha, mas também em Fátima.
Sintomaticamente, o tom das intervenções não deixa de combater o laicismo e de propor novas relações entre a Igreja e a sociedade política.
Por isso nem os católicos encobriam o significado político do culto.
Uma das mais importantes ilações fica numa intervenção do cardeal patriarca, precisamente na Batalha, onde disse que:«Religião e Pátria são termos que sempre andam ligados. Nestes dias em que as bases da civilização cristã são minadas, é refúgio seguro a Igreja que prega obediência à autoridade.»
O traço desta imagem de Nuno Álvares definia os contornos da sua incorporação na hagiografia cívica do Estado Novo, e desenhava um dos seus símbolos – a aliança da Cruz e da Espada – lançando os dados para que, depois de padroeiro da infantaria, o combatente de Aljubarrota, fosse «fascizado» com a sua transformação em padroeiro da Mocidade Portuguesa e da Legião Portuguesa – agrupamentos paramilitares do regime saído da revolta militar do 28 de Maio.
Houve mesmo alguma propaganda inventava analogias e anacronismos, ousava mesmo sugerir a existência de afinidades (providenciais) entre o perfil político e religioso do combatente/carmelista e o de Salazar.»
Face aos desenvolvimentos, pseudo biográficos conhecidos recentemente do ditador, será que a Igreja irá rever a sua posição? Fica a dúvida.
quarta-feira, abril 01, 2009
sexta-feira, março 20, 2009
Como se faz ...... um novo-rico
Através da notícia publicada no "Correio da Manhã", e que vamos iniciar aaqui, se fica perceber como um «modesto» cidadão português, atinge patamares de engrandecimento pessoal.
É a política no seu «melhor».
Melhor para ele que cresceu para cima, para os lados e principalmente aumentou o seu pé de meia, com a ajuda de uns quantos e de muitos que foram prejudicados.
Alegremente prejudicados e pisados.
A 6 de Setembro, José Sócrates nasceu para a vidinha, em Vilar de Maçada.
Para quem não saiba, Vilar de Maçada é uma freguesia portuguesa do concelho de Alijó.
Nesse 6 de Setembro de 1957 veio ao mundo um petiz do sexo masculino a quem os pais, zelosos e criativos deram o santo nome de Sócrates.
O nome foi reboscado na filosofia grega, Sócrates, em grego, Σωκράτης.
A razão de tal criatividade paterna no nome atribuído ao Zézinho tem a ver com o facto de, ainda na alcofa de cueiros, zézinho ser um personagem com pouca ou nenhuma autoria, nem nos choros.
Pacata com motivos para estar satisfeito com a vida. Desde que António Guterres o nomeou ministro adjunto do primeiro-ministro em 1995, Sócrates enriqueceu o património de forma visível: em 12 anos, subiu o rendimento anual bruto de 40 413 euros para 100 511 euros, comprou um Mercedes e uma casa no coração de Lisboa. Primeiro-ministro desde Março de 2005, Sócrates tem três ministros que receberam mais 2200 euros do que ele em 2006: Teixeira dos Santos, Jaime Silva e Augusto Santos Silva.À excepção de 2002, quando a declaração do início de funções como deputado é omissa sobre o ano a que se refere, Sócrates apresentou sempre a actualização de rendimentos. E são esses documentos que permitem avaliar quanto o primeiro-ministro ganhou, em termos financeiros, ao seguir uma carreira política.
José Sócrates iniciou funções políticas de relevo em 1987, quando foi eleito deputado do PS por Castelo Branco. Como a lei do controlo da riqueza dos titulares de cargos políticos só permite consultar as declarações de rendimentos desde 1995, não é possível traçar “o percurso financeiro” de Sócrates entre 1987 e 1994.
Mesmo assim, neste período, o rendimento do actual chefe do Governo não terá sido muito diferente do valor declarado em 1995: como deputado e secretário de Estado adjunto do ministro do Ambiente, durante três meses, ganhou 40 413 euros, residia perto do Largo do Rato e não tinha carro. Um ano depois declarava 64 570 euros de rendimento anual, um apartamento no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em pleno Marquês de Pombal, e um automóvel da marca Rover. Em 1998, trocava o Rover por um Mercedes C 180. E, em 2000, declarava dois Mercedes: um C 180 e um SL 230.
O grande salto financeiro ocorre em 2005, quando Sócrates é eleito primeiro-ministro: declara então 89 637 euros, referentes a três meses como deputado e nove meses como chefe do Governo. É nesse ano também que surge o primeiro registo de investimentos financeiros: 2500 euros em obrigações da SAD do Benfica. Em 2006, já um ano completo como primeiro-ministro, ganhou 100 511 euros.
Por terem residência fora de Lisboa, motivo que garante subsídio de residência, os ministros das Finanças, Teixeira dos Santos, da Agricultura, Jaime Silva, e dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, apresentam declarações com um rendimento de trabalho dependente anual superior ao do primeiro-ministro: quase 103 mil euros.EVOLUÇÃO DO RENDIMENTO ANUAL BRUTO DE JOSÉ SÓCRATES COMO GOVERNANTE
E DEPUTADOANO:
1995
CARGO: Secretário de Estado adjunto do AmbienteRENDIMENTO ANUAL: 8 082 700$00 (40 413 e)
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa na Calçada Eng. Miguel Pais, em LisboaVIATURA: Não há registoDÉBITO: 15 347 065$00 (76 735 325 e) ao MG, por 20 anosANO: 1996CARGO: Secretário de Estado adjunto do AmbienteRENDIMENTO ANUAL: 12 914 083$00 (64 570 e)PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Na Rua Braamcamp, uma casa no Edifício Castilho. Casa de 95 foi vendidaVIATURA: Rover 111 SLDÉBITO: Empréstimo do MG foi liquidado no dia 27 de Fevereiro de 1996ANO: 1997CARGO: Ministro adjunto do primeiro-ministro RENDIMENTO ANUAL: 13 531 740$00 (67 658 e)PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no 3.º piso do Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em pleno centro de LisboaVIATURA: Rover 111 SLDÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Janeiro de 1998, para compra de habitação, com a duração de 12 anosANO: 1998CARGO: Ministro adjunto do primeiro-ministroRENDIMENTO BRUTO: 15 021 200$00 (75 106 e)PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no 3.º piso do Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em pleno centro de Lisboa.VIATURA: Mercedes C 180 DÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da Caixa Geral de Depósitos, em Janeiro de 1998, para compra de habitação, própria com a duração de 12 anosANO: 1999CARGO: Ministro adjunto do primeiro-ministroRENDIMENTO ANUAL: 15 021 200$00 (75 106 e)PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, na Rua BraamcampVIATURA: Mercedes C 180DÉBITOS: Crédito na CGD de 15 000 000$00 (75 000 e) para comprar casaANO: 2000CARGO: Ministro do Ambiente (desde 25/10/1999)RENDIMENTO ANUAL: Não há registoPATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, em Lisboa. Contrato de promessa de compra e venda da fracção autónoma ‘CJ’ - 7.º G, Bloco 2, em Lisboa, R. Francisco Stromp, n.º 5A, 5B, 5C e 7, Rua Cipriano Dourado nº24 VIATURA: Mercedes C 180 e SL 230DÉBITO: Empréstimo da CGD para comprar casaANO: 2001 CARGO: Ministro do AmbienteRENDIMENTO ANUAL: 82 045,21 €PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, no coração urbano de LisboaVIATURA: Mercedes 230 SL DÉBITOS: empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Janeiro de 1998, para compra de habitação, com a duração de 12 anosANO: 2002 (?)CARGO: DeputadoRENDIMENTO ANUAL: Não há registoPATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no Edifício Castilho, em Lisboa. Fracção no 7.º andar G, Bloco 2, R. Francisco Stromp, n.º 5, 5B, 5C, 5 e 7 e Rua Cipriano Dourado n.º 24, em Lisboa, em comum com a mulherVIATURA: Mercedes C 180, e 230 SL DÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da CGDANO: 2003CARGO: Secretário-geral do PS/DeputadoRENDIMENTO ANUAL: 54 493,78 €PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, no coração urbano de LisboaVIATURA: Mercedes 230 SL e Peugeot 607.2.21 HDSDÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da CGD, em Janeiro de 1998, para compra de habitação, com a duração de 12 anosANO: 2004CARGO: Secretário-geral do PS/DeputadoRENDIMENTO DE TRABALHO DEPENDENTE: 49 837 eRENDIMENTO DE TRABALHO INDEPENDENTE: 6000 e PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, em Lisboa.OBRIGAÇÕES: 2500 e na SAD do BenficaVIATURA: Mercedes SL 230DÉBITO: empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da CGD, em Janeiro de 1998, para compra de habitação, por 12 anosANO: 2005CARGO: Primeiro-ministroRENDIMENTO ANUAL: 89 637,01 €PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, em Lisboa.OBRIGAÇÕES: 2500 e na SAD do BenficaVIATURA: Mercedes 230 SL DÉBITOS: Crédito na CGD de 15 000 000$00 (75 000 e)ANO: 2006CARGO: Primeiro-ministroRENDIMENTO ANUAL: 100 511,04 €PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em Lisboa.OBRIGAÇÕES: 2500 € no capital da SAD do BenficaVIATURA: Mercedes 230 SL DÉBITOS: empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 €) da CGD, em Janeiro de 1998, para compra de habitação própria, com a duração temporal de 12 anosMINISTROS QUE GANHAM MAIS QUE PRIMEIRO-MINISTROCASA PRÓPRIA NO PORTO (Teixeira dos Santos): 102.766 eurosO ministro das Finanças apresentou, em Abril, uma declaração de actualização com um rendimento anual bruto do trabalho dependente de 102 766 euros. Como tem residência no Porto, Teixeira dos Santos tem direito a um subsídio mensal de residência de 1300 euros para alojamento em Lisboa. Em 12 meses, são 15 600 euros, diferença entre o salário de ministro (87 109 euros) e o rendimento declarado. O governante tem um Ford e um BMW e vários investimentos financeiros. RESIDÊNCIA EM BRUXELAS (Jaime Silva): 102.764 eurosA declaração actualizada do ministro da Agricultura, entregue em Abril, refere que Jaime Silva obteve, no ano passado, um rendimento anual bruto do trabalho dependente no valor de 102 764 euros. Como Jaime Silva tem residência em Bruxelas, onde exercia funções nos serviços da Comissão Europeia, recebe um subsídio mensal de 1300 euros para alugar casa em Lisboa. O ministro da Agricultura tem um BMW TI. Em 12 meses, recebeu 15 600 euros de subsídio de residência. MORADA OFICIAL NO PORTO (Augusto Santos Silva): 102.766 eurosO ministro dos Assuntos Parlamentares declarou, em 2006, como valor actualizado do rendimento anual bruto do trabalho dependente 102 766 euros. Augusto Santos Silva tem residência no Porto e, por isso, recebe igualmente um subsídio mensal de 1300 euros para alugar casa em Lisboa. Em 12 meses, recebeu também 15 600 euros de total em subsídio de residência. O governante tem um Volkswagen Polo e dois Opel Corsa. Tem ainda investimentos financeiros em PPR. OUTROS GOVERNANTESMÁRIO LINOO ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações obteve, em 2006, um rendimento bruto do trabalho dependente no valor de 87 109 euros. A par destes ganhos, Mário Lino declarou 2651 euros de rendimentos prediais, 5857 euros da pensão da Segurança Social e 47 998 euros de ‘outros rendimentos’. Declarou ainda vários investimentos financeiros.ALBERTO COSTAO ministro da Justiça obteve, em 2006, um rendimento bruto do trabalho dependente de 87 109 euros. Tem um Volkswagen Passat e investimentos em poupança habitação e acções da EDP.CORREIA DE CAMPOSO ministro da Saúde declarou que, em 2006, ganhou 87 109 euros de trabalho dependente. DECLARAÇÃO NO TC REFERE ENGENHEIROAs declarações anuais de rendimentos depositadas por José Sócrates no Tribunal Constitucional (TC), entre 1995 e 2005, referem como profissão “Engenheiro”. Com a polémica surgida nas últimas semanas em torno do percurso académico do actual primeiro-ministro, a declaração entregue por Sócrates no passado dia 13 de Abril no TC, dois dias após a entrevista do chefe do Governo à RTP, passa a referir como profissão “Licenciatura em Engenharia Civil”.A profissão registada nas declarações de rendimentos, ao longo de dez anos, coincide com a mesma profissão referida na sua biografia oficial de deputado na VI Legislatura, editada pela Assembleia da República em 1993. Na entrevista à RTP, onde esclareceu o seu percurso académico, em particular a sua Licenciatura em Engenharia Civil na Universidade Independente (UnI), Sócrates explicou que utilizava o título académico “Engenheiro” por uma questão de “tratamento social”.Ao referir na declaração de rendimentos de 2006, depositada em 13 de Abril no TC, como profissão “Engenharia Civil” em vez de “Engenheiro”, Sócrates acaba por fazer uma correcção “no sentido de precisar as habilitações académicas”, tal como fizera no caso do registo biográfico como deputado.NOTASCONTROLAR RIQUEZAA lei 25/95 diz, no artigo 5.º, que “qualquer cidadão pode consultar as declarações” de rendimentos dos titulares de cargos políticos.PRAZO DE 60 DIASOs titulares de cargos políticos têm 60 dias para entregar as suas declarações de rendimentos após o início de funções.SUBSÍDIO DE RESIDÊNCIA O subsídio de residência é atribuído aos funcionários que tenham residência oficial a mais de 100 km do local de trabalho.
É a política no seu «melhor».
Melhor para ele que cresceu para cima, para os lados e principalmente aumentou o seu pé de meia, com a ajuda de uns quantos e de muitos que foram prejudicados.
Alegremente prejudicados e pisados.
A 6 de Setembro, José Sócrates nasceu para a vidinha, em Vilar de Maçada.
Para quem não saiba, Vilar de Maçada é uma freguesia portuguesa do concelho de Alijó.
Nesse 6 de Setembro de 1957 veio ao mundo um petiz do sexo masculino a quem os pais, zelosos e criativos deram o santo nome de Sócrates.
O nome foi reboscado na filosofia grega, Sócrates, em grego, Σωκράτης.
A razão de tal criatividade paterna no nome atribuído ao Zézinho tem a ver com o facto de, ainda na alcofa de cueiros, zézinho ser um personagem com pouca ou nenhuma autoria, nem nos choros.
Pacata com motivos para estar satisfeito com a vida. Desde que António Guterres o nomeou ministro adjunto do primeiro-ministro em 1995, Sócrates enriqueceu o património de forma visível: em 12 anos, subiu o rendimento anual bruto de 40 413 euros para 100 511 euros, comprou um Mercedes e uma casa no coração de Lisboa. Primeiro-ministro desde Março de 2005, Sócrates tem três ministros que receberam mais 2200 euros do que ele em 2006: Teixeira dos Santos, Jaime Silva e Augusto Santos Silva.À excepção de 2002, quando a declaração do início de funções como deputado é omissa sobre o ano a que se refere, Sócrates apresentou sempre a actualização de rendimentos. E são esses documentos que permitem avaliar quanto o primeiro-ministro ganhou, em termos financeiros, ao seguir uma carreira política.
José Sócrates iniciou funções políticas de relevo em 1987, quando foi eleito deputado do PS por Castelo Branco. Como a lei do controlo da riqueza dos titulares de cargos políticos só permite consultar as declarações de rendimentos desde 1995, não é possível traçar “o percurso financeiro” de Sócrates entre 1987 e 1994.
Mesmo assim, neste período, o rendimento do actual chefe do Governo não terá sido muito diferente do valor declarado em 1995: como deputado e secretário de Estado adjunto do ministro do Ambiente, durante três meses, ganhou 40 413 euros, residia perto do Largo do Rato e não tinha carro. Um ano depois declarava 64 570 euros de rendimento anual, um apartamento no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em pleno Marquês de Pombal, e um automóvel da marca Rover. Em 1998, trocava o Rover por um Mercedes C 180. E, em 2000, declarava dois Mercedes: um C 180 e um SL 230.
O grande salto financeiro ocorre em 2005, quando Sócrates é eleito primeiro-ministro: declara então 89 637 euros, referentes a três meses como deputado e nove meses como chefe do Governo. É nesse ano também que surge o primeiro registo de investimentos financeiros: 2500 euros em obrigações da SAD do Benfica. Em 2006, já um ano completo como primeiro-ministro, ganhou 100 511 euros.
Por terem residência fora de Lisboa, motivo que garante subsídio de residência, os ministros das Finanças, Teixeira dos Santos, da Agricultura, Jaime Silva, e dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, apresentam declarações com um rendimento de trabalho dependente anual superior ao do primeiro-ministro: quase 103 mil euros.EVOLUÇÃO DO RENDIMENTO ANUAL BRUTO DE JOSÉ SÓCRATES COMO GOVERNANTE
E DEPUTADOANO:
1995
CARGO: Secretário de Estado adjunto do AmbienteRENDIMENTO ANUAL: 8 082 700$00 (40 413 e)
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa na Calçada Eng. Miguel Pais, em LisboaVIATURA: Não há registoDÉBITO: 15 347 065$00 (76 735 325 e) ao MG, por 20 anosANO: 1996CARGO: Secretário de Estado adjunto do AmbienteRENDIMENTO ANUAL: 12 914 083$00 (64 570 e)PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Na Rua Braamcamp, uma casa no Edifício Castilho. Casa de 95 foi vendidaVIATURA: Rover 111 SLDÉBITO: Empréstimo do MG foi liquidado no dia 27 de Fevereiro de 1996ANO: 1997CARGO: Ministro adjunto do primeiro-ministro RENDIMENTO ANUAL: 13 531 740$00 (67 658 e)PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no 3.º piso do Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em pleno centro de LisboaVIATURA: Rover 111 SLDÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Janeiro de 1998, para compra de habitação, com a duração de 12 anosANO: 1998CARGO: Ministro adjunto do primeiro-ministroRENDIMENTO BRUTO: 15 021 200$00 (75 106 e)PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no 3.º piso do Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em pleno centro de Lisboa.VIATURA: Mercedes C 180 DÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da Caixa Geral de Depósitos, em Janeiro de 1998, para compra de habitação, própria com a duração de 12 anosANO: 1999CARGO: Ministro adjunto do primeiro-ministroRENDIMENTO ANUAL: 15 021 200$00 (75 106 e)PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, na Rua BraamcampVIATURA: Mercedes C 180DÉBITOS: Crédito na CGD de 15 000 000$00 (75 000 e) para comprar casaANO: 2000CARGO: Ministro do Ambiente (desde 25/10/1999)RENDIMENTO ANUAL: Não há registoPATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, em Lisboa. Contrato de promessa de compra e venda da fracção autónoma ‘CJ’ - 7.º G, Bloco 2, em Lisboa, R. Francisco Stromp, n.º 5A, 5B, 5C e 7, Rua Cipriano Dourado nº24 VIATURA: Mercedes C 180 e SL 230DÉBITO: Empréstimo da CGD para comprar casaANO: 2001 CARGO: Ministro do AmbienteRENDIMENTO ANUAL: 82 045,21 €PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, no coração urbano de LisboaVIATURA: Mercedes 230 SL DÉBITOS: empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Janeiro de 1998, para compra de habitação, com a duração de 12 anosANO: 2002 (?)CARGO: DeputadoRENDIMENTO ANUAL: Não há registoPATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no Edifício Castilho, em Lisboa. Fracção no 7.º andar G, Bloco 2, R. Francisco Stromp, n.º 5, 5B, 5C, 5 e 7 e Rua Cipriano Dourado n.º 24, em Lisboa, em comum com a mulherVIATURA: Mercedes C 180, e 230 SL DÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da CGDANO: 2003CARGO: Secretário-geral do PS/DeputadoRENDIMENTO ANUAL: 54 493,78 €PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, no coração urbano de LisboaVIATURA: Mercedes 230 SL e Peugeot 607.2.21 HDSDÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da CGD, em Janeiro de 1998, para compra de habitação, com a duração de 12 anosANO: 2004CARGO: Secretário-geral do PS/DeputadoRENDIMENTO DE TRABALHO DEPENDENTE: 49 837 eRENDIMENTO DE TRABALHO INDEPENDENTE: 6000 e PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, em Lisboa.OBRIGAÇÕES: 2500 e na SAD do BenficaVIATURA: Mercedes SL 230DÉBITO: empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da CGD, em Janeiro de 1998, para compra de habitação, por 12 anosANO: 2005CARGO: Primeiro-ministroRENDIMENTO ANUAL: 89 637,01 €PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, em Lisboa.OBRIGAÇÕES: 2500 e na SAD do BenficaVIATURA: Mercedes 230 SL DÉBITOS: Crédito na CGD de 15 000 000$00 (75 000 e)ANO: 2006CARGO: Primeiro-ministroRENDIMENTO ANUAL: 100 511,04 €PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em Lisboa.OBRIGAÇÕES: 2500 € no capital da SAD do BenficaVIATURA: Mercedes 230 SL DÉBITOS: empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 €) da CGD, em Janeiro de 1998, para compra de habitação própria, com a duração temporal de 12 anosMINISTROS QUE GANHAM MAIS QUE PRIMEIRO-MINISTROCASA PRÓPRIA NO PORTO (Teixeira dos Santos): 102.766 eurosO ministro das Finanças apresentou, em Abril, uma declaração de actualização com um rendimento anual bruto do trabalho dependente de 102 766 euros. Como tem residência no Porto, Teixeira dos Santos tem direito a um subsídio mensal de residência de 1300 euros para alojamento em Lisboa. Em 12 meses, são 15 600 euros, diferença entre o salário de ministro (87 109 euros) e o rendimento declarado. O governante tem um Ford e um BMW e vários investimentos financeiros. RESIDÊNCIA EM BRUXELAS (Jaime Silva): 102.764 eurosA declaração actualizada do ministro da Agricultura, entregue em Abril, refere que Jaime Silva obteve, no ano passado, um rendimento anual bruto do trabalho dependente no valor de 102 764 euros. Como Jaime Silva tem residência em Bruxelas, onde exercia funções nos serviços da Comissão Europeia, recebe um subsídio mensal de 1300 euros para alugar casa em Lisboa. O ministro da Agricultura tem um BMW TI. Em 12 meses, recebeu 15 600 euros de subsídio de residência. MORADA OFICIAL NO PORTO (Augusto Santos Silva): 102.766 eurosO ministro dos Assuntos Parlamentares declarou, em 2006, como valor actualizado do rendimento anual bruto do trabalho dependente 102 766 euros. Augusto Santos Silva tem residência no Porto e, por isso, recebe igualmente um subsídio mensal de 1300 euros para alugar casa em Lisboa. Em 12 meses, recebeu também 15 600 euros de total em subsídio de residência. O governante tem um Volkswagen Polo e dois Opel Corsa. Tem ainda investimentos financeiros em PPR. OUTROS GOVERNANTESMÁRIO LINOO ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações obteve, em 2006, um rendimento bruto do trabalho dependente no valor de 87 109 euros. A par destes ganhos, Mário Lino declarou 2651 euros de rendimentos prediais, 5857 euros da pensão da Segurança Social e 47 998 euros de ‘outros rendimentos’. Declarou ainda vários investimentos financeiros.ALBERTO COSTAO ministro da Justiça obteve, em 2006, um rendimento bruto do trabalho dependente de 87 109 euros. Tem um Volkswagen Passat e investimentos em poupança habitação e acções da EDP.CORREIA DE CAMPOSO ministro da Saúde declarou que, em 2006, ganhou 87 109 euros de trabalho dependente. DECLARAÇÃO NO TC REFERE ENGENHEIROAs declarações anuais de rendimentos depositadas por José Sócrates no Tribunal Constitucional (TC), entre 1995 e 2005, referem como profissão “Engenheiro”. Com a polémica surgida nas últimas semanas em torno do percurso académico do actual primeiro-ministro, a declaração entregue por Sócrates no passado dia 13 de Abril no TC, dois dias após a entrevista do chefe do Governo à RTP, passa a referir como profissão “Licenciatura em Engenharia Civil”.A profissão registada nas declarações de rendimentos, ao longo de dez anos, coincide com a mesma profissão referida na sua biografia oficial de deputado na VI Legislatura, editada pela Assembleia da República em 1993. Na entrevista à RTP, onde esclareceu o seu percurso académico, em particular a sua Licenciatura em Engenharia Civil na Universidade Independente (UnI), Sócrates explicou que utilizava o título académico “Engenheiro” por uma questão de “tratamento social”.Ao referir na declaração de rendimentos de 2006, depositada em 13 de Abril no TC, como profissão “Engenharia Civil” em vez de “Engenheiro”, Sócrates acaba por fazer uma correcção “no sentido de precisar as habilitações académicas”, tal como fizera no caso do registo biográfico como deputado.NOTASCONTROLAR RIQUEZAA lei 25/95 diz, no artigo 5.º, que “qualquer cidadão pode consultar as declarações” de rendimentos dos titulares de cargos políticos.PRAZO DE 60 DIASOs titulares de cargos políticos têm 60 dias para entregar as suas declarações de rendimentos após o início de funções.SUBSÍDIO DE RESIDÊNCIA O subsídio de residência é atribuído aos funcionários que tenham residência oficial a mais de 100 km do local de trabalho.
quarta-feira, março 18, 2009
Comercial

A página da DREC (Direcção Regional da Educação do Centro) faz publicidade, logo apadrinha, uma iniciativa para a comemoração do Dia Mundial da Floresta. [Aqui]
Até aqui, tudo pode parecer NORMAL!!!
Só que, a dita iniciativa não vai ter lugar, como deveria ser, num espaço ao ar livre.
Nada disso!!!
O evento vai ter lugar no centro comercial Vivaci, na Guarda!!!
Num centro comercial???
Mas ao que se chegou???
Estamos a imaginar o «interesse comercial» da iniciativa, pois então!!!
Mais um «PIN»???
Bem, daqui a pouco tempo, alguém se admiraria de ver anunciada, uma qualquer iniciativa, por parte de um organismo, dito da educação, deste nosso país, numa casa de pasto ou numa casa de alterne?
Já nada espantaria!!!
terça-feira, março 17, 2009
A rainha da asneira

A Direcção Regional de Educação Norte (DREN) justificou a decisão de separar crianças ciganas dos outros estudantes e instalá-las num contentor, na escola Básica Lagoa Negra, Barcelos, afirmando que se trata de "discriminação positiva", segundo a directora, Margarida Moreira.
"Precisamente por se tratar diferente o que é diferente, e neste caso temos uma comunidade que ainda vive em acampamento e com muitas carências socio-económicas", justificou Margarida Moreira.
Opinião totalmente diferente tem Junta de Freguesia de Barqueiros, que afirma tratar-se de um caso flagrante de discriminação racial. O Bloco de Esquerda, o PSD e o PCP pediram a presença da ministra Maria de Lurdes Rodrigues no Parlamento para explicar o facto.
Leu bem???
A isto chama-se discriminação positiva???
Mas, esta gente está mesmo mal!!!
Pirou de vez.
Tratar diferente quem é diferente????
Mas, este discurso é nazismo puro, digam lá o que disserem.
Quem nos acode???
Onde já se viu chamar a «isto» discriminação positiva???
A «ilustre» directora regional já foi alvo de um pedido de demissão pela Federação Concelhia das Associações de Pais do Porto (FECAP), que a acusou de "irresponsabilidade" e "incompetência", por parecer "surda e muda, não ouvir nada nem ninguém". Segundo os pais, a directora regional não apoia os alunos com deficiência.
Grave acusação.
Afinal, onde está o tão anunciado «Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos»???
Ficou-se, como sempre pela retórica oca. Já sabíamos, pois!!!
Nem no Botão, na Patagónia ou no Quénia.
Só mesmo no país de socratinos.
Depois dizem que é campanha negra!!
Aflitos estamos nós, por tanta incompetência à solta.
Até quando??
Alguém ouviu ou, viu por aí, o presidente da CONFAP?
Onde estará o sempre solicito e engraxador senhor?
Na sapataria do Pinto de Sousa, bem de ver.
O tempo é de graxa!!!
"Precisamente por se tratar diferente o que é diferente, e neste caso temos uma comunidade que ainda vive em acampamento e com muitas carências socio-económicas", justificou Margarida Moreira.
Opinião totalmente diferente tem Junta de Freguesia de Barqueiros, que afirma tratar-se de um caso flagrante de discriminação racial. O Bloco de Esquerda, o PSD e o PCP pediram a presença da ministra Maria de Lurdes Rodrigues no Parlamento para explicar o facto.
Leu bem???
A isto chama-se discriminação positiva???
Mas, esta gente está mesmo mal!!!
Pirou de vez.
Tratar diferente quem é diferente????
Mas, este discurso é nazismo puro, digam lá o que disserem.
Quem nos acode???
Onde já se viu chamar a «isto» discriminação positiva???
A «ilustre» directora regional já foi alvo de um pedido de demissão pela Federação Concelhia das Associações de Pais do Porto (FECAP), que a acusou de "irresponsabilidade" e "incompetência", por parecer "surda e muda, não ouvir nada nem ninguém". Segundo os pais, a directora regional não apoia os alunos com deficiência.
Grave acusação.
Afinal, onde está o tão anunciado «Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos»???
Ficou-se, como sempre pela retórica oca. Já sabíamos, pois!!!
Nem no Botão, na Patagónia ou no Quénia.
Só mesmo no país de socratinos.
Depois dizem que é campanha negra!!
Aflitos estamos nós, por tanta incompetência à solta.
Até quando??
Alguém ouviu ou, viu por aí, o presidente da CONFAP?
Onde estará o sempre solicito e engraxador senhor?
Na sapataria do Pinto de Sousa, bem de ver.
O tempo é de graxa!!!
A arte de bem surripiar

A arte de bem receber é, manifestamente, o breviário que todos os «democratas de aviário» leram para conseguirem subir «a pulso» no escadote das comendas das reformas.
Sem grande esforço, autarcas, deputados eleitos, conselheiros de todo o género e raça, mulheres da vida «boa», conseguem o «guito» da reforma dourada.
Uns bem dourada!!!
Outros, juntam os nós do cordão e fazem a bolsa das reformas.
Em vez de uma amealham duas, três .... quantas os tachos, panelas e outras peças da dispensa, das mensalidades, mas não dispensados do serviçal.
Vem tudo a propósito de mais uma .... reforma.
O ainda em exercício de funções António Ruas, presidente da Câmara de Pinhel, prevendo um verdadeiro hecatombe na Segurança Social, já requereu e, foi concedida a reforma de Presidente da edilidade.
Nem mais.
Os mais de 1 700€ já cantam nos bolsos do insigne, ilustre e putativo camarário.
Como pode a Segurança Social resistir???
Pois, e os outros???
Os funcionários públicos que auferem ordenados de 500€ qual será a reforma deles? Uma vida inteira a receber ordenados de miséria, com sucessivos governos a congelarem os precários ordenados, que futuro os espera???
40% do actual ordenado????
Miserável país que não sabe cuidar dos seus filhos.
Uns são filhos outros enteados.
Os proxenetas da política e da vida boa «safam-se» sempre, neste mundo de parasitas para quem uns milhões trabalham e entregam a dízima.Até quando???
segunda-feira, março 16, 2009
Comissão Europeia estima que Portugal terá o maior corte da UE nas pensões

Portugal apresentará em 2046 o maior corte médio de pensões de reforma da União Europeia, segundo um relatório da Comissão Europeia sobre a inclusão social. [Aqui]
Já a previsão do Governo é menos pessimista, como sempre!!!
Acredite quem quiser.
De qualquer forma, trata-se de estimativas para quem entre agora no mercado de trabalho.
E o que acontece aos que já trabalham?
Os números parecem assustadores.
As pensões dos portugueses vão diminuir em cada ano face à lei vigente até 2006, fruto da reforma(??) da Segurança Social desse ano.
As pensões dos portugueses vão diminuir em cada ano face à lei vigente até 2006, fruto da reforma(??) da Segurança Social desse ano.
E os relatórios internacionais vão já dando conta dessas alterações.
O tema da quebra das pensões não é novo.
Após a reforma de 2006, suscitou um curto debate na comunicação social, com o Governo a negar esse facto.
Voltou recentemente após a divulgação pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) do estudo Private Pensões Outlook 2008 que actualizou as previsões do estudo de 2007.
E, mais recentemente, com a difusão do mais actual relatório da Comissão Europeia sobre a inclusão social.
Esse relatório revela que para quem tenha recebido um salário médio e descontado durante 40 anos, a pensão antes de impostos a receber em 2046 descerá de 70 para 50 por cento do último salário bruto.
Leram bem???
Repete-se: «a pensão antes de impostos a receber em 2046 descerá de 70 para 50 por cento do último salário bruto».
Para cada trabalhador, depende do ano em que se reformar, da sua carreira de descontos sociais, do seu nível salarial ao longo dessa carreira e, ainda, de dados que apenas existem actualmente como previsões e que podem mudar todos os anos. É o caso da esperança de vida no ano anterior ao do momento da reforma e do sistema fiscal sobre os rendimentos salariais e dos reformados. Mas nem a OCDE ou a Comissão Europeia duvidam de que as pensões vão baixar.
Assustador!!!
Quem vier a seguir apague as luzes, se ainda as houver.
Mais uma da DREN e... do ME

Crianças ciganas com aulas em contentor separadas das outras. [Aqui]
É alegadamente um caso de discriminação racial.
Numa escola do concelho de Barcelos, as crianças ciganas têm aulas num contentor, separadas das outras.
Na escola básica de Lagoa Negra, em Barqueiros, foi decidido colocar 17 alunos ciganos num contentor no recreio do estabelecimento de ensino, separando-os assim dos outros estudantes.
Inclusão???
Mas qual???
Não chega a «campanha» dos «Cagalhães».
Importa também a socialização.
Sem discriminações de qualquer espécie.
Está na Constituição!!!
São DIREITOS DE TODOS, independentemente da cor da pele, raça, opções políticas, religiosas e outras.
Só conversa enganadora do governo, do ME e dos acólitos.
Não houve por aí um presidente que «promoveu» a semana da inclusão???
Grandes resultados!!!
