quinta-feira, novembro 10, 2016

A hipocrisia continua


http://ionline.sapo.pt/533645?source=social
 
A HIPOCRISIA CONTNUA!
SOMA E SEGUE!
O Governo APROVOU, O MARCELO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PROMULGOU UM DECRETO LEI QUE ISENTA OS ADMINISTRADORES DA CGD DE APRESENTAREM A DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS E DE PATRIMÓNIO!
AGORA PARA QUE SERVEM TANTAS HIPOCRISAS?
SEJAM HONESTOS!...
UMA VEZ NA VIDA!
PEDIR MUITO?
HIPÓCRITAS!
VÃO CHAMAR ACÉFALOS ÀS VOSSAS SANTAS PARIDEIRAS!
BARDAMERDA E CALADINHOS!

Insistir?

http://rr.sapo.pt/noticia/68140/cgtp_insiste_salario_minimo_deve_subir_para_600_euros_em_2017?utm_source=rss
 
Insiste?
Que me importa que o senhor Arménio frequente um ginásio e faça «flexões»?
HIPOCRISIA!
O outro também era cego e queria ver!
QUERIA!

Colegas & Afectos!


Uma oprtunidade única


Não percam a oportunidade de ver a SUPER LUA!
UM ESPECTÁCULO ÚNICO!
Pena se o tempo não ajudar....

 

quarta-feira, novembro 09, 2016

Ponto de Vista

Para Guy Debord, em A Sociedade do Espectáculo, «nunca o poder foi mais perfeito, pois consegue falsificar tudo, desde a cerveja, o pensamento e até os próprios revolucionários. Ninguém pode verificar nada pessoalmente. Ao contrário, temos de confiar em imagens, e, como se não bastasse, imagens que outros escolheram. Para os donos da sociedade, o espectáculo integrado é muito mais conveniente do que os velhos totalitarismos». Fim de citação.
Face a esta constatação sobre o poder, esqueçamos um pouco a questão dos vencimentos galácticos dos novos administradores da CGD e o espectáculo hipócrita da exigência de apresentação da declaração de rendimentos e de património.
Na verdade, quer queiramos, quer não, essa questão há muito que está decidida, como o tempo o demonstrará. Vamos por isso procurar mas é a razão para toda esta polémica e a origem dos verdadeiros problemas.
Soube-se agora que a CGD se arrisca a perder uma autêntica fortuna no "caso La Seda". A novela é mais simples de explicar do que de compreender: há precisamente dez anos a CGD recebeu orientações políticas para entrar numa aventura industrial luso-espanhola que se viria a revelar um erro tremendo.
Estiveram envolvidas a espanhola La Seda e as portuguesas Selenis e Artlant, numa relação que se prolongou entre 2006 e 2010. A fazer de santo casamenteiro, com a bênção inconsciente de todos nós, esteve sempre a CGD. As orientações políticas para esse casamento vieram de José Sócrates e do seu ministro Manuel Pinho, aquele da cena dos corninhos na Assembleia da República.
Foram executantes materiais desta espécie de menage-à-trois os socialistas Carlos Santos Ferreira e Armando Vara, à altura administradores na CGD. Este facto, só por si, evidencia as inaceitáveis cumplicidades entre muitos gestores bancários e as mafiosas orientações dos governantes.
Hoje, o casamento desfez-se e as três empresas em causa encontram-se insolventes. A factura já ultrapassa os 900 milhões de euros. Ou seja, quase 22% do esforço público de recapitalização (que é de 4100 milhões) que vai ser feito na Caixa (e que é no total de 5200 milhões).
Mas este é apenas um dos dossiers que ajudam a perceber a degradação do balanço do banco do Estado, que entre 2011 e 2015 contabilizou mais de 6000 milhões de créditos perdidos, e no fim, de todo o sistema bancário.
Por exemplo, a administração da CGD emprestou mais de mil milhões a accionistas do BCP para, em 2007, entrarem na guerra de poder dentro da instituição concorrente. Nem quero imaginar o que mais descobriríamos se efectivamente algum dia fosse realizada uma auditoria independente ao funcionamento da instituição, digamos, nos últimos 15 anos.
E o problema de fundo nem sequer é esse. O problema é que os portugueses já carregam às costas, escondida na sua dívida pública, a pena de terem de pagar também por todas as vigarices da banca privada.
A mensagem que recebem do sistema é sub-liminar e por vezes envergonhada, mas realmente muito clara: quer optem ideologicamente por um sistema totalmente assente nas regras de mercado ou por um sistema em que o Estado assuma um papel importante e estratégico na economia e na finança, serão sempre eles quem no fim paga a factura.
Isto equivale a uma sentença de morte para qualquer democracia. Ao cidadão é concedida a possibilidade de votar e em troca concedem-lhe o estatuto de uma espécie de escravo. E garantem-lhe, através do engordar mafioso de uma dívida pública absolutamente impagável que também os seus filhos e netos serão eternamente escravos.
Na Roma antiga, qualquer cidadão podia ser convertido em escravo por causa de dívidas. Os políticos conseguiram fazer isso, hoje, connosco, em massa. É caso para se dizer que há sonhos que só se realizam verdadeiramente passados mais de dois mil anos. É obra! Muito bom dia.


(Crónica na Rádio F - 7 de Novembro de 2016)

Mais uma idiossincrasia

Como se sabe os alunos do ensino secundário são OBRIGADOS a pagar os transportes de casa-escola-casa!
São valores que cada encarregado de educação PAGA A BEM PAGAR à empresa de transportes.
Mais, o dito transporte era suposto ser só para os estudantes!
NÃO O É!
Nele viajam os estudantes e restantes cidadãos das freguesias que necessitam de se deslocar à sede do concelho!
Se um dia há um azar gostava de saber se alguma companhia de seguros assume o risco de um transporte misto: escolar e regular!
Mas, o que me leva a voltar a falar neste ROUBO que é cometido contra pais e encarregados de educação que pagam o transporte escolar, num ensino dito de escolaridade obrigatória, que ainda o é até ao 12.º ano, é o facto de o ROUBO ser declaradamente abusivo.
Os pais e encarregados de educação pagam, como qualquer outro cidadão, através dos impostos a sobrevivência das empresas de transportes e ainda têm que pagar os passes dos filhos. DUPLA TRIBUTAÇÃO!
Em meses em que as aulas terminam a meio do mês os pais pagam metade(?) do passe. SÓ QUE NÃO É METADE!
Veja-se o caso de um aluno que se desloca da Benespera para a Guarda, paga por mês 34,98€ e, em Dezembro 19,24€!
Já um aluno que se desloque de Vale de Estrela paga por mês 20,00€ e no mês de Dezembro 15,00€!
Ou seja, que critério preside a tal discrepância de preços?
É FARTAR VILANAGEM!
Não seria a altura do governo se preocupar com os custos dos transportes escolares? Ou isso não interessa dado que há muitos privilégios em disputa?
Ou será que mais preocupados com falsas licenciaturas?
Pois é...
HÁ MUITAS!
Em lugares de cabos de vassoura!
INVESTIGUEM OU..... REBENTA A CASTANHA!

Um louco ... mais um!


sexta-feira, novembro 04, 2016

Anedota


 
COM A VERDADE ME ENGANAS...

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O BÊBADO, O PADRE E A ARTRITE

...

Num autocarro, um padre sentou-se ao lado de um bêbado que, com dificuldade, lia o jornal.

De repente, com a voz 'empastada', o bêbado perguntou ao padre:

- O senhor sabe o que é artrite?

O pároco logo pensou em aproveitar a oportunidade para passar um sermão no bêbado e respondeu:

- É uma doença provocada pela vida pecaminosa e sem regras: excesso de consumo de álcool, certamente mulheres perdidas, promiscuidade, sexo, farras e outras coisas que nem ouso dizer.

O bêbado arregalou os olhos, calou-se e continuou lendo o jornal.

Pouco depois, o padre, achando que tinha sido muito duro com o bêbado, tentou amenizar:

- Há quanto tempo o senhor está com artrite?

– Eu?... Eu não tenho artrite!... Diz o jornal que quem tem é o Papa!

ATENÇÃO


Um «trump» na residência?

UM DESASTRE!

É FARTAR VILANAGEM


quarta-feira, novembro 02, 2016

Quem entende?


Gostei de ler

Praxes estudantis, entre a tradição e a submissão

Existirá uma correlação entre a intensidade das praxes e o enfraquecimento do movimento estudantil? Em Coimbra, a tradição académica é antiga e marcou a cidade até hoje. A violência e os excessos foram uma constante ao longo dos séculos. Nas primeiras décadas do século XVIII registaram-se diversas ações e conflitos, animados por trupes, caçoadas e investidas, práticas que chegaram a ser proibidas por D. João V em 1727. Com o fim da polícia universitária e da Prisão Académica, a vigilância dos novatos foi aos poucos sendo transferida, ainda que informalmente, para os estudantes mais velhos, que controlavam o recolher dos caloiros e asseguravam a preservação de um código ético consentâneo com o estatuto elitista da sua condição. Aí reside a origem da praxe. Paralelamente, como se sabe, a tradição e a cultura estudantis não deixaram de promover formas de dissidência e contracultura.
Em alguns períodos, como na década de 1960 em Coimbra, os rituais académicos, incluindo a praxe e a atividade das "repúblicas" estudantis, chegaram a ser usados como meios de dissimulação da resistência estudantil face ao Estado Novo, à Guerra Colonial e a um ensino considerado obsoleto. Todo este passado se inscreve na tradição e na história da Universidade de Coimbra. Uma tradição que é desconhecida pela generalidade da comunidade estudantil mas que é constantemente invocada para justificar os atuais ritos de iniciação, inclusive por outras instituições de ensino superior sem passado histórico, e onde, paradoxalmente, as praxes de hoje tendem a assumir formas bem mais duras do que na cidade que as viu nascer.
Com a institucionalização da democracia, multiplicaram-se as universidades e os institutos por todo o país, e os estudantes passaram dos escassos milhares para as várias centenas de milhares. A invocação das tradições na atualidade não esconde a sua permanente reinvenção, ao mesmo tempo que oferece aos jovens a promessa de reconstrução dos laços de pertença coletiva que têm vindo a esbater-se em diversas esferas de sociabilidade. É à luz destas tendências e sob a influência de pulsões comunitaristas, que os comportamentos dos jovens estudantes - sobretudo em contextos de multidão, de excitação consumista e de dinâmicas de grupo - convergem na adesão massiva às praxes académicas. A vocação "associativa" (a Gesellschaft) tem-se esvaziado, enquanto a "comunidade" (a Gemeinschaft) parece renascer, pelo menos momentaneamente, sob a forma de uma exaltação ficcionada da identidade tradicionalista do corpo estudantil.
O caloiro quando chega está inseguro e, mais do que nunca, precisa do grupo. Por isso aceita os rituais, mesmo quando as "vozes de comando" dos "doutores" adquirem um tom mais autoritário, com os corpos em sentido, os olhos no chão ou colocados na deplorável postura "de quatro". Depois, findo o ritual mais "duro", passados os momentos de "tensão", é chegada a hora da celebração. Os jovens adotam hoje o hábito de "beber em festa" (o binge drinking, como é conhecida essa nova modalidade de convivência): à mistura com muitos "gritos de guerra" (F-R-A e obscenidades gritadas em público) e muitos brindes "E vai acima! E vai abaixo! E vai ao centro! E bota abaixo!" Divertem-se com isso e "integram-se" por esta via. A posteriori, quase todos dizem maravilhas das experiências de praxe. A distância que liga a "humilhação" à "diversão" é muito curta; e essa passagem rápida - dir-se-ia do frio para o quente - cria um efeito de catarse, que se torna marcante, que fortalece as amizades entre "iguais na adversidade"; e exalta os laços tutelares entre "caloiros" e "doutores". Por isso, alguns chegam a gritar pelo "direito à humilhação". Na conceção de muitos, esse é um requisito para se triunfar na vida. Enfim, ano após ano, as cenas repetem-se e os papéis alteram-se com novos protagonistas a reverenciar o poder do "doutor/padrinho". E assim se fabrica e perpetua a lógica disciplinar e o "respeitinho" pela hierarquia, uma condição que - supostamente - pode augurar uma carreira promissora...
 
Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigador do CES

Imagens

Solução talvez útil: acordar


Gostei de ler

Jorge Bacelar Gouveia
 
A transparência é para os outros
 
O Estado fez uma lei geral e abstracta para o CEO da Caixa Geral de Depósitos, isentando-o de um dever democrático de transparência.
A vida não para de nos surpreender. Imagine-se que o presidente (CEO) de um banco 100% do Estado se recusa a entregar a declaração de rendimentos e património, ao abrigo de um elementar dever de transparência que um Estado de Direito, que a lei supostamente excepcionou. Uma “habilidade” que nem será do próprio bancário, pois que se limitou a aproveitar a “borla legislativa” que lhe foi dada pelo Governo – que aprovou o diploma – e pelo Presidente da República – que o promulgou.
Aliás, não há uma, mas duas “habilidades”: encontra-se, primeiro, em dar a entender que se trata de actualizar um antigo regime em função de uma nova regulamentação europeia das instituições de crédito; depois, cifra-se no facto de em globo se excluírem desse regime os deveres do gestor público, sabendo-se de antemão que o único caso significativo em causa era o da CGD.
Em resumo: o Estado fez uma lei geral e abstracta para o CEO da Caixa Geral de Depósitos, isentando-o de um dever democrático de transparência. O que está em questão é o resultado da criação de um regime de excepção para os dirigentes de instituições financeiras públicas, retirando-os do regime geral de gestor público, conceito usado na Lei n.º 4/83 para impor aquele dever de transparência. Do ponto de vista da inconstitucionalidade disto tudo, julgo que há pouco a dizer, dada a evidência do assunto.
Desde logo, a desigualdade manifesta criada e a qual nada tem que ver com a substância da gestão pública na actividade bancária: não é por se ser dirigente bancário que tais deveres de transparência ficam inadequados. Porquê: primeiro, porque sempre assim foi até agora e, ao que se saiba, nenhum problema isso causou à atividade da CGD; segundo, porque o BCE veio esclarecer que em nada interveio na matéria; terceiro, porque os deveres de transparência não se relacionam com a competência da gestão, mas com o controlo democrático e social que a comunidade tem o direito de fazer sobre a idoneidade de quem prossegue um interesse público, lidando com dinheiros públicos.
A explicação contraditória e sobretudo pouco inteligente do Ministério das Finanças a este respeito é reveladora da total desorientação que por lá reina, ao dizer que a dispensa da entrega de tais declarações não poria em causa o dever de transparência porque seria o Governo-accionista a encarregar-se desse controlo… Se assim fosse, então porque razão não aprovou o Governo a dispensa de tais declarações para todos os gestores públicos, uma vez que é também ele a entidade que os nomeia?
Igualmente está em crise o princípio da transparência, o qual se afigura crucial na actividade dos dirigentes que prosseguem o interesse público e que administram o nosso dinheiro. Sendo verdade que a lei ordinária tem alguma margem de liberdade de conformação, por certo que essa margem não chegará ao ponto de isentar de um dever de transparência o lugar porventura mais poderoso de todos para ser fiscalizado: o de presidente de um banco totalmente público, que é a maior instituição bancária do País. Se aqui não há motivos para exercer um controlo sobre património e riqueza, pergunta-se: sobre quem, então, tal dever impenderá em primeiro lugar? Ninguém…
Esta alteração legislativa do Governo é “gato escondido com a cauda de fora”: não alterou a Lei nº 4/83, que também aplica aquele dever de transparência aos gestores que sejam indicados pelo Estado quando acionista, mesmo que minoritário. Se assim é para os gestores públicos minoritários, claro que tem de ser assim – por maioria de razão – para os gestores públicos maioritários ou exclusivos num conselho de administração de uma sociedade que seja detida a 100% pelo Estado.
Politicamente e eticamente, o mal que este episódio cria é manifesto, fazendo crer ao cidadão comum que as leis não são para todos: esta, pelo menos, não está a ser.
O momento não podia ser pior: numa altura em que a Assembleia da República criou uma comissão especializada sobre a transparência, vai o Governo fazê-la recuar, sem que tal alteração – mesmo que seja pontual – pudesse ter sido inserida num debate genérico sobre o assunto, numa clara manobra de ultrapassagem legislativa pela “faixa das ambulâncias”.


Felizmente ainda há gente com clareza de pensamento!