quarta-feira, janeiro 09, 2013

Os cabreiros do reino

VIVA O REI!!!
 
 
SEM COMENTÁRIOS…NUM PAÍS EM CRISE!
45 000€, por dia. É obra!
Por dia...nada de confusões, por dia!!!.....
Ó meus Amigos, é que se as contas estão bem feitas, assim senhor presidente, vá lá cantar para a sua rua...12 assessores e 24 consultores para ouvirmos suas intervenções tão pouco incisivas ???!!!...

45 mil euros por dia para a Presidência da República.
As contas do Palácio de Belém
O DN descobriu que a Presidência da República custa 16 milhões de euros por ano (163 vezes mais do que custava Ramalho Eanes), ou seja, 1,5 euros a cada português.
Dinheiro que, para além de pagar o salário de Cavaco, sustenta ainda os seus 12 assessores e 24 consultores,
bem como o restante pessoal que garante o funcionamento da Presidência da República.
A juntar a estas despesas, há ainda cerca de um milhão de euros de dinheiro dos contribuintes que todos os anos serve para pagar pensões e benefícios aos antigos presidentes.
Os 16 milhões de euros que são gastos anualmente pela Presidência da República colocam Cavaco Silva
entre os chefes de Estado que mais gastam em toda a Europa, gastando o dobro do Rei Juan Carlos de Espanha (oito milhões de euros) tendo sido apenas ultrapassado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy (112 milhões de euros) e pela Rainha de Inglaterra, Isabel II, que 'custa' 46,6 milhões de euros anuais.
E tem o senhor Aníbal Cavaco Silva, que imbecil,
a desfaçatez de nos vir dizer que -
"os sacrifícios são para ser 'distribuídos' por todos os portugueses"... e que tem dificuldade em pagar as suas contas....
É mesmo obra de cabreiro de Boliqueime!!! 
Para quem, nem sequer sabe comer bolo-rei é MUITO!!!! 
JAVARDICE!!!!

Um canhão pelo cú

O texto que está a incendiar Espanha

O seguinte texto foi publicado recentemente no El País, tendo-se tornado absolutamente viral em Espanha. Reflecte sobre o terrorismo financeiro e a captura económica. Chama as coisas pelos seus nomes e faz uma análise sobre o capitalismo actual que está a incendiar não só Espanha como todo o mundo. O título é "Um canhão pelo cú", e é escrito por Juan José Millas.

Um canhão pelo cú
Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.

Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.

Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.

Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.

A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.

Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres. E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.

Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.

A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.

A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.

Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.

Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.

Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.

Juan José Millas
notícia dinheiro vivo

PORCOS DE SEMPRE

Um bocadinho livre de linguagem, mas um texto imprescindível.
Pensem só: A venda do mais valioso que tínhamos (já não temos), a ANA, não chega para pagar os juros anuais da dívida do estado. Aqui começa a deslindar-se a nossa escravatura aos agiotas internacionais.
O Guerra Junqueiro ainda os chamou pelo nome. Eu não posso. É agora ilegal (et pour cause) e cai-me em cima a SOS racismo...
 

terça-feira, janeiro 08, 2013

domingo, janeiro 06, 2013

Como pode ser possível?

Um Povo Resignado e Dois Partidos sem Ideias.
 
Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.

Guerra Junqueiro, in 'Pátria (1896)'
 
Alguma diferença entre 1896 e 2013?
NENHUMA!!!!

terça-feira, janeiro 01, 2013

Pensamento II

ESTE SISTEMA SE ACABA!
Aqui fica a 2.ª parte!
A NÃO PERDER!!!

Pensamento I

ESTE SISTEMA SE ACABA!
Aqui fica a 1.ª parte!
A NÃO PERDER!!!

Crónica na rádio F

Nos dias de hoje o que está a dar é ser-se burlão, aldrabão e vigarista.
O caso não é de hoje, nem de ontem. Atá já houve em tempos, não muito remotos,  um peditório nacional a favor da mulher do soldado desconhecido.
A ética não existe nesta canalha.
Eu disse ética, não disse moral porque são coisas bem diferentes.
É de ética que falo, ou seja do conjunto de normas que devem regular a atividade humana.
Para uns, profissionais da coisa considero-os burlões de primeira. Para eles será apenas uma forma de vida.
Para outros, oportunistas de circunstância, mais a modos que burlões de segunda, acontece porque teve de ser.
Para ambos, a ética é coisa que só atrapalha.
Vem tudo a propósito de recentemente termos sido confrontados com a história de um burlão de primeira, de seu nome Artur Baptista da Silva, mais um Silva, que se fez passar por «colaborador» das Nações Unidas e que, nessa qualidade, chegou a participar em programas televisivos de grande audiência.
Depois de desmascarado, esse burlão de primeira, com uma história pessoal recheada de crimes e trafulhices, visitante algo assíduo da cadeia, veio justificar-se com o argumento de ser, apesar de tudo, menos burlão que muitos outros.
Disparou direitinho sobre os burlões de segunda, invocando os 50 maiores devedores do BPN, culpados de terem na prática burlado o estado português, ou seja, todos nós, num montante equivalente a 1% do PIB.
Atirou também a matar sobre um outro grupo de burlões de segunda, isto é, aqueles que transferem capitais para paraísos fiscais, aproveitando depois as janelas de oportunidade, concedidas por um sistema corrupto, para, a troco do perdão do crime cometido, pagarem apenas uma taxa de 7,5% de imposto, um terço do valor pago por qualquer cidadão português cumpridor.
O problema é que o burlão de primeira está cheiinho de razão. Ele percebeu bem que a sua moral é diferente da moral dos burlões de segunda, acoitados no BPN, nos sucessivos governos, e em muitos outros lugares ou instituições do nosso país.
A moral deste burlão de primeira assenta no pressuposto de que ele rouba pouquinho a poucos, e apenas para sobreviver.
E ainda por cima gasta tudo o que rouba cá dentro.
Ao invés, a moral dos outros burlões, os de segunda, que são gente mais fina, fundamenta-se no princípio de que é legítimo roubar muito a muita gente, para o sistema conseguir sobreviver.
Para nossa desgraça, colocam a maioria do que roubam lá fora.
O burlão de primeira percebeu que tinha de roubar pouco e de fabricar engenhosamente uma qualquer legitimidade, que mais não seja por ter consciência que burlava sozinho e tinha o mundo inteiro contra si.
Esse burlão, que percebe melhor do que qualquer um de nós o que é a psicologia da vigarice, sabe que os outros, os do BPN e do governo, ao contrário, recebem a sua legitimidade de bandeja, por via das urnas.
E tem consciência que, protegendo-se religiosamente uns aos outros, nunca estão sozinhos quando roubam coletivamente o mundo inteiro.
Por isso quando ouço as diatribes de um Passos Coelho não consigo deixar de me lembrar da célebre frase proferida por um dos maiores burlões de todos os tempos, o ministro da propaganda nazi, Joseph Goebbels, de que uma mentira repetida mil vezes torna-se numa verdade.
Essa frase lapidar e histórica nunca foi tão verdadeira e tão perigosa como nos dias de hoje.
Vejam-se as duas comunicações que Passos Coelho fez pelo Natal.
De facto, vivemos tempos em que o nosso primeiro-ministro tem a lata de afirmar, à medida que a sociedade se desagrega e o país se afunda inexoravelmente, que «ainda não podemos declarar vitória sobre a crise, mas estamos muito mais perto de o conseguir».
Aliás, quando ouço inflamadas e patéticas declarações desse tipo, já não é só Goebbels que recordo, é o célebre ministro da propaganda de Saddam Hussein que garantia estar o Iraque a esmagar as tropas americanas às portas de Bagdad.
Ficou conhecido pelo nome de "Ali, o cómico", embora os iraquianos não lhe devam ter achado graça absolutamente nenhuma.
Perante um tempo destes, enxameado de burlões dos mais diversos tipos, na maioria dos casos enfadonhos e sem brilho, não consigo deixar de olhar para o nosso imaginativo burlão de primeira como uma espécie de Robin dos Bosques da vigarice, uma verdadeira luz na escuridão!
Acho mesmo que o seu percurso deveria ter direito, quiçá a tema de tese de algum mestre, um caso de estudo nas nossas escolas, para pelo menos reduzir um dia as probabilidades de continuarmos a ter nos sucessivos governos apenas burlões de segunda.
Uns burlões ecos de primeira sempre dariam mais colorido à coisa, demasiado acinzentada com Relvas e quejandos.
É que nos tempos que correm, em que temos como certo que hão-de ser sempre burlões a conduzir-nos, precisamos mesmo é de acreditar em algo que nos anime.
E o segredo está em sabermos retirar forças daquilo que só aparenta desgraça.
Pois bem, os portugueses podem começar a consolar-se com a ideia de sermos um dia governados apenas por burlões de primeira, os tais que roubam pouco e pelo menos gastam tudo cá dentro. É que sempre ganhava a nossa economia. E não é isso mesmo que um tal de Passos Coelho nos tem andado a prometer?
Já agora, a não perder por nada, mais um folhetim à moda do simplesmente Maria de há uns anos, desta vez ao vivo e a cores, nada de facebook a fazer por um senhor que por acaso também é Silva, mas Cavaco.
Dizem que é de Ano Novo.
Só se for para ele.
Até para o ano.
(Crónica na rádio F, dia 31 de dezembro de 2012)

Os «aumentos»

Um Gaspar à moda de Salazar.....


Com os cumprimentos dos néscios e lambe-cus da herdade......