quarta-feira, setembro 07, 2022

A independência do Brasil? Não sejam trouxas.

Hoje, dia 7 de Setembro de 2022, uns imbecis juntam-se no Brasil para enganar, mais uma vez, a História. Dizem que comemoram os 200 anos da Independência do Brasil.
Ora nada mais falso e hipócrita.
A 7 de Setembro apenas se comemora o tal grito do Ipiranga.
A real e verdadeira independência do Brasil aconteceu a 29 de Agosto de 1825.
O D. Pedro, o tal que queria, como último desejo no leito da morte, que o seu corpo ficasse enterrado no Brasil e o seu coração ficasse em Portugal deu o seu «sim» à independência do Brasil a 5 de Janeiro de 1825. O calvário da independência do Brasil seria longo e teria como base o dinheiro. 
Isso mesmo, dinheiro. 
O acto efectivo que torna o Brasil independente é a celebração de um Tratado celebrado entre Portugal, o Brasil e como sempre a Inglaterra. 
A Inglaterra está para a História de Portugal como o cão que furta os alimentos nas obras de Aristófanes. 
A «santa aliança» tão propagandeada quer pelo Estado Novo, fascista e continuada pela manada da democracia representativa fez de Portugal um súbdito da porca e ladra monarquia britânica. 
A Inglaterra não reconheceu, inicialmente, a independência do Brasil. Porquê? Tinha muitos e variados interesses quer no submisso Portugal quer em território brasileiro. Logo, em caso algum iria aceitar a Independência do Brasil. 
Quem desde a primeira hora aceita a independência do Brasil são os Estados Unidos da América do Norte, EUA, por razões várias, que a História viria a confirmar, como pelo facto de se ter tornado independente da falsa e hipócrita Inglaterra, através de combates e batalhas sangrentas que só graças ao apoio francês, sempre contra o domínio inglês, e do apoio dos indígenas, que viriam depois a ser ostracizados, violentados e dizimados pelos colonos vencedores. Mas inclusive as repúblicas sul americanas não aceitavam a independência dado considerarem um perigo para os seus sistemas republicanos a monarquia brasileira. O Brasil, graças a Portugal, tinha o único sistema monárquico de toda a América. Assim Portugal não reconhece a independência do Brasil apoiado na Inglaterra. 
A única coisa que Portugal aceitou foi a separação do Brasil do «Reino Unido de Portugal e Algarves», confirmando D. João VI como Imperador do Brasil e delega no seu filho, D. Pedro I, seu representante. Só isso. Aliás a hipocrisia é de tal ordem que as Cortes portuguesas desdenharam de D. Pedro. Chamavam-lhe o «brasileiro»! 
Ora como é sabido o sufixo «eiro» significa alguém que exerce uma profissão: sapateiro, ferreiro, trapaceiro e outros como, por exemplo, já que falamos de Brasil, NEGREIRO. Brasileiro significava aquele que trabalhava com o «pau do Brasil»!
Mas como se consome a independência do Brasil?
A Inglaterra, sempre a velha raposa a guardar o galinheiro, oferece-se para intermediar o caso. 
Como? 
Através do pagamento pelo Brasil de 100 mil libras estrelinas! E, finalmente o Brasil, Portugal e a …Inglaterra celebram o chamado «Tratado de Paz, Amizade e Aliança». Um tratado que seria assinado em 29 de Agosto de 1825 e que marca definitivamente a Independência do Brasil. Um tratado nojento! O tratado obrigava a que o Brasil tivesse que pagar 600 mil libras esterlinas a Portugal, a título de indemnização por benfeitorias realizadas. Benfeitorias? E a exploração de toda a riqueza? E a repugnante e atroz escravatura? E a selvática dizimação dos povos indígenas. Nada interessava! Mas houve ainda outra medida mais humilhante para o Brasil. O tratado além das 600 mil libras estrelinas a pagar a Portugal, o Brasil comprometia-se a pagar à Inglaterra toda a dívida de Portugal para com os ingleses. A dívida de Portugal para com a ladra e sanguessuga Inglaterra era de 2 milhões de libras. Um nojo! Uma corte corrupta, tacanha, sebenta e nojenta tinha, ao longo dos séculos, endividado-se de forma ultrajante perante a Inglaterra. 
E os EUA pagaram alguma coisa à Inglaterra pela Independência? NADA!
Era isto que deviam estar a comemorar os imbecis. Uma independência feita de sangue, suor e lágrimas e que em definitivo fez de um Brasil um país sempre dependente do exterior e miserável. Esta é a independência que em algum caso nunca te contaram nas aulas de História. Por conveniência dos carrascos e dos gatunos! É como outros ditos feitos da expansão ultramarina sempre com a difusão da fé como lema. A cruz, o chicote, a escravatura e a exploração são os elementos que não interessa falar nem dar a conhecer.