terça-feira, janeiro 15, 2013

Crónica

       A semana passada continua a ter como marca d’água o famigerado relatório do FMI.
      O tal que o governo quis que fosse divulgado como uma coisa com a qual ele – o governo – aparentemente nada teria a ver.
Aos mais atentos, tal estratégia já não surpreende. Senão vejamos.
Lembram-se dos muitos milhares de milhões enterrados pelo estado no BPN? E do BPP? E do BCP? E, mais recentemente, dos mil e cem milhões generosamente “emprestadados” ao BANIF?
Pois bem, a criançada que nos governa vê-se agora perante o dilema, dizem-nos, do cortar urgentemente 4 mil milhões na despesa. Valor, note-se, que não chega, nem de perto, nem de longe, aos calcanhares daquele que recentemente gastaram com a banca!
Olhando para o argumentário destes arautos da economia de mercado totalmente liberalizado, é patente uma contradição: são liberais quando se trata de cortar no estado social e de atacar a classe média, enquanto protegem ferozmente os ricos. Mas, pelo contrário, passam a ser verdadeiros estalinistas do mundo moderno quando se trata de socorrer uma banca que caiu em apuros apenas devido à sua ganância.
Não há dinheiro para empresas em dificuldade nem para investimento público produtivo. Mas há sempre dinheiro para manter vivo o instinto especulador e usurário de um setor financeiro que conduziu o mundo à desgraça em que se encontra. Não há melhor exemplo de um Robin dos Bosques que rouba cada vez mais aos pobres para tudo dar ao xerife de Notingham!
O dito estudo do FMI, até pela sua imprecisão e pelos erros grosseiros que contém, não é, afinal, mais do que uma arma de propaganda, destinada a convencer o nosso povo do fatalismo inerente à desgraça em que o colocaram. Serve para pretender que sem os tais 4 mil milhões que o governo diz ser necessário cortar, acaba o mundo. O ar desaparece. O sol deixa de nascer. A lua nunca mais brilha. O país afunda.
Nesse contexto, despedir 100 mil funcionários públicos, ou seja lançar meio milhão de portugueses na miséria é coisa que pouco importa; cortar os salários dos restantes funcionários públicos em mais de 3 a 7%, pouco ou nada lhes importa; reduzir as já parcas reformas em 20 a 30 %, é coisa que pouco ou nada lhes importa; e acabar com o que resta do abono de família, do subsídio de desemprego ou da indeminização por despedimento, pouco ou nada lhes importa. Aumentar para o dobro as taxas moderadoras na saúde e nivelar por baixo, ou seja, próximo do zero, tudo o que ainda seja direito social remanescente, pouco ou nada lhes importa.
Em resumo, o FMI acha que a melhor maneira de lidarmos com o nosso problema é simplesmente o fim da civilização. O regresso à barbárie, puro e duro. O tempo do cada um por si, e que vençam os melhores.
Para o FMI, este estudo é uma espécie de teologia da purificação económica. Uma libertação e consagração da ideologia mais fanática e irracional. Uma forma de fazer a guerra por outros meios. De destruir tudo para impor uma nova ordem.
Isso até não me espanta, vindo de onde vem.
O que me causa estupefação é a tentativa patética de alguns políticos e comentadores da nossa praça apresentarem, no melhor tique propagandístico, o estudo como uma base de trabalho, como algo em que devemos refletir seriamente.
 Como se a solução para a doença fosse a morte do doente e ficasse muito bem ao médico assumir tal postura!
Esses políticos e comentadores de encomenda, que estão para a situação vigente como uma raposa que guarda o galinheiro, já nem sequer acautelam o pudor de se pretender que supostamente ainda vivemos em democracia. Sim, porque ainda vivemos em democracia, pelo menos nas aparências. É que todos recordamos que não foi com este projeto político e económico que os partidos da atual coligação governativa se apresentaram a sufrágio. Foi, muito pelo contrário, por exemplo, com a promessa de não aumentarem impostos.
Por isso, uma vez que tanto gostam de invocar a alteração e o agravamento da situação, tenham ao menos a decência de voltar a conceder a palavra ao povo, para que seja este a decidir onde poupar ou obter os tais 4 mil milhões, se for mesmo caso disso.
Claro que não tenho muitas ilusões em relação à capacidade e vontade desta gente para ser coerente.
Mas como raposas que são, é bom que tomem cuidado.
Um dia destes nem sequer conseguem encontrar a chave do galinheiro. É que pode aparecer por aí um estudo do FMI a recomendar que se acabe pura e simplesmente com as eleições e com os partidos. E, bem vistas as coisas, porque a democracia que nos resta é já pouca ou nenhuma, em salários e reformas douradas sempre se poupavam umas largas centenas de milhões de euros…
Pois é…..
É o MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM DEVE de um ditador de má memória para todos nós mas que uns querem reavivar.
Tristes pobres raposas nem de papel sois.
Sois a flor do estrume.
Até para a semana.
(Crónica na Rádio F, na Guarda, dia 14 de janeiro 2013)

Fia-te na virgem......


GATUNOS

 
Ontem à noite (??) foram dadas a conhecer as «novas» tabelas do IRS.
Um autêntico ROUBO, descarado, aos cidadãos.
O conteúdo das «novas» tabelas confirma que o valor do imposto vai subir de forma acentuada, começando este agravamento a sentir-se nos salários acima dos 595 euros mensais. A inclusão nos ordenados dos subsídios de Natal e de férias em duodécimos vai mitigar esta situação, mas no final do ano cada trabalhador e pensionista terá perdido pelo menos um salário líquido.
Já agora um aviso.
Se quiser ter acesso, através do portal da CANALHA (desgoverno), às novas tabelas....DESILUDA-SE!!!
O portal da canalha está em baixo....como convém.
O efeito da sobretaxa de 3,5% e das novas retenções que as empresas vão ser obrigadas a fazer aos salários dos seus trabalhadores vai causar que salários a rondar os 700 ou os 1000 euros euros vejam o valor do IRS mensal praticamente duplicar face a 2012.
De acordo com as novas tabelas, o contribuinte casado cujo salário bruto ultrapasse os 595 euro vê a taxa de imposto subir de 4% para 5% - tendo ainda de contar com a sobretaxa que em 2012 não existiu. Nos solteiros, os 595 euros são também a linha que separa os que vão passar a pagar mais dos que manterão a sua situação inalterada por estarem no grupo dos 60% de salários excluídos de tributação. Entre os pensionistas, só se mantém isentos de tributação os que ganham até 595 euros brutos por mês (contra os 675 até agora contemplados).
Vergonha de país que se deixa desgovernar por um coio de indigentes que, só está interessada em pagar as dívidas, do jogo no casino, dos ricos e dos milionários portugueses.
Esta merda tem de acabar!
ACORDA POVO!!!!

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Parabéns ao INTERIOR

 
O jornal "O Interior" faz anos.
A TOD@S quantos trabalham naquele jornal os nossos parabéns.

Uma «chumbada»

 
Este Ps do Seguro só dá «chumbadas» nos pés.
Brevemente termos um Seguro sem pés....
Então não é que um Coordenador para a área da saúde, do governo «sombra» Ps, veio dizer esta coisa espantosa: «A ADSE TEM DE ACABAR!!!».
Álvaro Beleza coordenador do PS para a área da saúde defende o fim da ADSE, um subsistema "único na Europa" e "injusto, e garante que essa intenção fará parte do programa do próximo Governo socialista.
O fim da ADSE é uma das exigências do memorando de entendimento assinado com a ‘troika', que impõe a extinção progressiva de todos os subsistemas de saúde até 2016, para conter a despesa e deverá ser um dos pontos que irá constar no plano de reforma do Governo para cortar quatro mil milhões de euros na despesa estrutural do Estado.
E QUEM ASSINOU COM A TROIKA???
Ps, Psd e Cds.
PERCEBERAM????
Depois não venham os funcionários públicos dizer que não foram avisados...e BEM AVISADOS!!!!
Tão avisados foram que, um Lello veio logo dizer que a maioria dos funcionários públicos são do Ps!!!
TUDO ESCLARECIDO.
Agora até um Zorrinho veio dizer o contrário e assim como um Correia de Campos que lá quis deitar água no fogo, dizendo que a ADSE «devia ser substituída por outro qualquer subsistema».
TUDO MUITO CLARO!!!!
HIPOCRISIA A MAIS E, QUANDO O VERNIZ ESTALA....LÁ VAI «CHUMBADA»!!!
AFINAL QUAL DIFERENÇA???
COM «D» ou SEM ELE???

Carlos Moedas: uma raposa sorridente no galinheiro

 
Esta semana Moedas tentou o impossível: afirmar, sorridente, que o relatório do FMI é bem feito e que serve os interesses do País. Nem a direita engoliu o recado. Mas quem é e quem representa este Secretário de Estado?
 
Carlos Moedas é o Secretário de Estado da Troika. Foi escolhido por Passos Coelho para essa função (que lhe perdoou o apoio a Paulo Rangel nas últimas eleições internas do PSD). No cargo Moedas procurou fazer o possível para a aplicação do plano da Troika – montou e dirige a ESAME (Estrutura de Acompanhamento de Memorandos) que concentra a tecnocracia necessária à aplicação do memorando, dirige com António Borges os processos de privatização e está na linha da frente da desmontagem do Estado social tal qual o conhecemos. Esta semana Moedas tentou o impossível: afirmar, sorridente, que o relatório do FMI é bem feito e que serve os interesses do País. Nem a direita engoliu o recado. Muito trataram de diminuí-lo, classificando-o de tecnocrata e “assessor”. Mas Moedas não é um pormenor. É o interlocutor do Governo com a troika. Defende o relatório porque o Governo defende o relatório – quer tomá-lo como ensaio do anúncio futuro ao País. Por isso, não nos enganemos. Neste processo, Carlos Moedas é o Governo. O que impõe a pergunta, quem é e quem representa este Secretário de Estado?
De aprendiz de privatizador a funcionário do Goldman Sachs
Carlos Moedas afirmou numa entrevista que os melhores anos da sua vida foram passados na Harvard Business School. O ninho de gestores da elite mundial, para onde foi depois de uma passagem pela gigante francesa Suez-Lyonnaise des Eaux, empresa que abocanhou boa parte das privatizações das águas públicas na Europa, sudeste asiático e América Latina. A passagem por Boston, em 2001, rendeu-lhe as boas graças do Goldman Sachs, o mesmo Goldman Sachs que já nessa altura emitia lixo financeiro a partir da especulação imobiliária, contribuindo com a sua parcela da crise financeira de 2007/2008. Carlos Moedas rumou depois a Londres para representar o banco em “aquisições e fusões na área imobiliária”, António Borges foi seu conselheiro e companheiro de jornada. O bom trabalho valeu-lhe a transferência para o Eurohypo Investment Bank (Grupo Deutsche Bank), onde contribuiu com o seu saber na aquisição da imobiliária sueca Tornet pelo Grupo Lehman Brothers, o mesmo Lehman Brothers que faliu em 2007, fazendo estourar a bolha do imobiliário.
De gestor imobiliário a testa-de-ferro do grupo Carlyle
Em 2004, o atual Secretário de Estado retornou a Portugal para assumir o comando da Aguirre Newman, empresa de consultoria imobiliária com grande influência no mercado português. Nos anos seguintes, a Aguirre Newman manteve relações muito próximas com a NORFIN, a sociedade imobiliária de Miguel Pais do Amaral (Quifel Holdings), João Brion Sanches (BCP), Alexandre Relvas (dirigente do PSD), António Vilhena e Filipe de Button (Logoplaste). Nesse período, Carlos Moedas intermediou várias negociações, como o fundo da Quinta da Trindade, no Seixal, que valeu 200 milhões de euros à NORFIN, ou ainda o polémico caso da Office Park Expo (atual Campus da Justiça).
A ligação foi tão intensa que, em 2008, Carlos Moedas encabeçou, conjuntamente com os sócios da NORFIN, a Crimson Investment Management, uma holding do Grupo Carlyle – o portento do armamento e petróleo (o mesmo grupo a quem Durão Barroso ofereceu 45% da Galp em 2004) – que já possui parte do Freeport em Alcochete. Três anos depois, já com Carlos Moedas no Governo, a NORFIN foi escolhida para a gestão do fundo do “Mercado Social de Arrendamento”. A vida, como sabemos, dá muitas voltas.
A senhora Moedas e o sócio do BES
Com a ida para o Governo, Carlos Moedas ficou obrigado por lei a desfazer-se das suas sociedades. O Secretário de Estado não perdeu tempo. No dia 10 de dezembro de 2011, na 4º Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, a sociedade Crimson Investment Management transformou-se em sociedade unipessoal da esposa de Carlos Moedas. Quando foi questionado sobre esse processo pela revista Sábado este esclareceu, “podia ter ficado com a empresa [crimson] mas não quis por uma questão de honra pessoal”. E honra, como sabemos, não é coisa que se transacione no terminal da bloomberg.
Esta não é, porém, a única sociedade do adjunto de Passos Coelho. Ele detém uma participação na WIN World, cuja especialidade é a organização de palestras e cursos de formação para empresários. Como sócio de Moedas na WIN World encontramos: Miguel Pitté Reis Moreno, membro do Conselho de Administração da Tranquilidade Seguros (BES), seguros (BES) e Espírito Santo Saúde. Reis Moreno é, portanto, um grande conhecedor do mercado de seguros em Portugal, um conhecimento que pode ser muito útil ao seu sócio, uma vez que Carlos Moedas é o responsável pelo processo de privatização dos seguros da CGD.
Este é o homem, o «moedinhas», que o PSD e CDS escolheram para estar numa mesa com a troika. Este é o homem que representa um Governo que podemos escolher derrubar.

A justiça da CAMBADA

Motoristas de Crato ganham mais que professores!!!
O ministério liderado por Nuno Crato tem ao seu serviço um total de 13 motoristas, 12 deles com um salário-base mensal de 1.850 euros, noticia esta segunda-feira o Diário de Notícias.
De acordo com o jornal, também sete secretárias pessoais têm salários-base acima dos 1.800 euros, e outros dez funcionários de apoio técnico administrativo ganham mais de 1.500 euros brutos, de acordo com os valores que constam das listas de nomeações publicadas no Portal do Governo.
O Ministério da Educação assegura, contudo, que desde que Nuno Crato assumiu funções já cortou as despesas de funcionamento do seu ministério para menos de um terço dos valores registados nos anteriores ministérios da Educação e da Ciência e do Ensino Superior que foram, entretanto, unificados na mesma pasta.
O DN alerta ainda que a maioria dos motoristas e secretárias pessoais dos gabinetes do ministério ganham melhor que todos os 15 a 20 mil professores contratados a termo, que auferem um salário de 1.373,13 euros brutos, e também mais que os professores do quadro até ao terceiro escalão.
E quer esta CAMBADA mandar para o desemprego 100 mil funcionários para REDUZIR O QUÊ????
Despesa???
Que gatunos, falarem em despesa quando eles são os mais despesistas que se conhecem neste triste país.
RUA QUE JÁ CHEIRAM MAL, MUITO MAL!!!!

domingo, janeiro 13, 2013

Um dia a casa vem abaixo....

Dívida da câmara causa falências
A Câmara da Guarda pediu 18 milhões de euros ao Governo para pagar dívidas de curto prazo a algumas empresas da região, a instituições a quem foram prometidas verbas, a empresas de pequena dimensão e ao próprio comércio.
Algumas das empresas da construção civil faliram, ou estão em risco de fechar portas.
Ao grupo de construção civil Chupas e Morrão, cuja insolvência foi reclamada por antigos trabalhadores, a autarquia tem pagamentos em atraso de 1,4 milhões de euros. À ARL, outra empresa do ramo que faliu em 2011 e deixou cem pessoas sem trabalho, a dívida ascende a 360 mil euros.
A regularização destes valores está dependente do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), uma linha de crédito para municípios endividados, que impõe mais aumentos de impostos e cortes na despesa.
Uma das taxas municipais que mais sobem este ano é a dos resíduos sólidos urbanos, somada na fatura da água.
Um dia a casa vem mesmo abaixo...só pode!!!

Onde chega a HIPOCRISIA

Como é do conhecimento público, o executivo da Câmara Municipal da Guarda «vendeu» ao Turismo de Portugal o hotel Turismo da cidade.
Um negócio em que o «amigo» Sócrates deu uma «mãozinha» às depauperadas finanças do município.
É do domínio público.
Segundo o «contrato», o Turismo de Portugal comprometia-se a fazer obras no edifício e....a abrir uma escola de hotelaria!!!
CARTA DE INTENÇÕES - só acreditou nela quem quis.
Mais tarde, e já com Sócrates «a banhos» em Paris, ou seja FORA DO POLEIRO, o Turismo de Portugal vai de pagar o negócio à Câmara da Guarda mas diz que escola NÃO!!!
Ou seja, a tão propagandeada escola de hotelaria e as obras no edifício ficam adiadas.....até talvez se degradarem tanto que um dia destes vendem o imóvel por ....um pastel de nata!!!
Agora ficou-se a saber que o Turismo de Portugal  vai gastar 415 mil euros num novo portal de promoção turística e respectivo serviço de atendimento, de acordo com a página da contratação pública (www.base.gov.p). Trata-se de um contrato por três anos e três meses e foi feito com a Infoportugal, uma empresa comprada pelo grupo Impresa em 2007.
A entidade liderada por Frederico Costa decide assim, três anos depois do relançamento do portal, proceder a uma renovação da presença na internet. A adjudicação ao grupo liderado por Pinto Balsemão surge após um concurso público que previa uma despesa de mais de 900 mil euros. Na promoção internacional, o Turismo de Portugal vai gastar, em média, um milhão de euros por ano, em campanhas publicitárias feitas pela empresa Nova Expressão.

Ou seja, dinheiro para a instalação da escola de hotelaria e para as obras de recuperação do imóvel NÃO HÁ!!!
Mas para portais na internet concessionados aos amigos do costume ...JÁ HÁ!!!
É A REBALDARIA TOTAL!!!!!
Esta concessão está no relatório do FMI????

Em abono da verdade.

Importa que os cidadãos tenham consciência da importância da educação para os media.
Saber distinguir o que é acessório do importante APRENDE-SE!!!
Saber distinguir uma notícia sensacionalista, de uma informação com conteúdo é necessário e educa-se.
Educa-se no TODO que é a formação cívica.
Porque também essa formação é uma forma de aprendizagem para a cidadania.
A aprendizagem devia ser feita no local próprio - A ESCOLA.
Não o é por razões que aos vários poderes instalados não interessa que se faça.
Seria na óptica bacoca e parola dos mandantes a politização da vida escolar.
ACÉFALOS.
Mas em frente...
Vem isto a propósito, de numa semana marcada, indubitavelmente, pelo relatório «encomendado» pelo governo do Coelho ao FMI.
No entanto, muitas capas de jornais surgiram com notícias sensacionalistas - distração e ruído na mensagem.
NÃO DEMOS, NÃO DAMOS PUBLICIDADE A NOTÍCIAS FABRICADAS PARA DISTRAIR.
A célebre parábola da cenoura e do burro.
Só que a uns interessa produzir tais notícias para aumentar a venda dos jornais, pasquins e outros boletins mais ou menos catequistas.
A outros, importa beber para esquecer.
Esqueçam seus parolos....
As notícias que falo e mereceram debates, petições, acesas discussões foram a «pepa», a «sumol» e o caso do cão que matou a criança.
É que em todas as conversas o tema foi sempre o mesmo.
Um ópio à medida do já falado obscurantismo.
Será que os 50 mil assinantes da dita petição contra o abate do cão, que MATOU UMA CRIANÇA sabem em consciência o que estão a propor?
Manifestamente só por ignorância, estupidez e acefalia se propõe tal petição.
Mas, num país em que o que está a dar é ser BURRO E IGNORANTE nada espanta.
Vivam as petições!!!
E que tal uma a favor da institucionalização da burrice?
A pobreza não é só material.......

Crónica no Jornal "O Interior"


Vítimas, parolos, cabrestos e fascistas

Decorrida mais uma época festiva, sinto-me, vá-se lá saber porquê, algo melancólico.
Daí até me pôr a meditar, foi um passo.
E, olhem só o que descobri!
Os leitores já pensaram que vivemos afinal num estado fascista?
Sim, daqueles à moda antiga, como no tempo de Salazar, Franco ou Mussolini?
Só que agora, adocicado com uma espécie de “canderel” da política, ou algo parecido, que vai dando pelo nome de “eleições”?
Não acreditam? Então eu explico.
Um conjunto muito significativo de empresas mudou a sua sede para a Holanda, Luxemburgo, San Marino ou outros países, para poupar milhões de euros em impostos. Como recompensa, passaram a ter, por lá, acesso a crédito com juros muito mais baixos.
Falo da Cimpor e da Semapa (produção de cimentos), da Cofina (proprietária, entre outros, do “Correio da Manhã”, do diário desportivo “Record”, do “Jornal de Negócios”, dos jornais gratuitos “Destak” e “Metro”, da revista de informação “Sábado”, bem como de outros títulos, entre os quais a “TV Guia”, “Flash!”, “GQ” e “Automotor”), da Inapa (distribuição de papel) da Novabase e da ParaRede (informática), da Soares da Costa, da Altri (produção papeleira e energético) do Banco Espírito Santo, do Banco Português de Investimento, do Banif, da Brisa, da EDP, da Galp, da Jerónimo Martins, da Mota-Engil, da Portucel, da Portugal Telecom, de todo o grupo Sonae, da ZON, da Media Capital (empresa de comunicação social que detém a “TVI”, “TVI24”, “TVI Internacional”, “TVI Ficção” e várias rádios, como sejam a “Rádio Comercial”, “Star FM”, “Cidade FM”, “Best Rock FM”, “Vodafone FM”, “Mix FM”, bem como outros títulos da imprensa escrita, a saber, a “Lux”, “Lux Woman” e “Maxmen”; e ainda operadoras de internet ou aparentadas, como a “Internet IOL”, “Portugal Diário”, “Agência Financeira” e “Mais Futebol”).
Ufa!!! Acabei…..
E por aqui me fico…
Perceberam? Tudo empresas ou grupos empresariais caracterizados por aquilo que vulgarmente apelidamos de peso político. Isto é, gente com acesso direto ao poder. A todo o poder, seja lá o que isso for. Gente que não só controla o nosso dinheiro e a informação a que temos acesso, como controla também uma fatia significativa do emprego em Portugal. Empregos esses que muitas vezes passam a ser dos políticos, assim que abandonam os cargos para os quais foram eleitos…
Curiosamente (ou não…), foi aprovado pela Assembleia da República, sem votos contra de nenhum deputado (da direita à esquerda!), um conjunto de normas fiscais que estabelecem que, por uma divida de IRS, IVA ou Imposto de Selo retido e não entregue, de valor igual ou superior a 7.501,00€, o cidadão passa a ser acusável de um crime de lesa-majestade, punível com pena de prisão!
Conclusão: não se paga 7.501,00 € e é-se acusado de ter praticado um crime contra o Estado. Não se paga milhões e é-se recebido pelo presidente da República, primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República, etc., com beijos e abraços e direito a coleira no dia da raça. Como prémio, passa até a ser-se considerado um mecenas! Um comendador!!! E quiçá um «senador»!!! E, já agora, um “democrata”.
Este é o velhinho Estado das corporações, reconstruido à custa de várias “cirurgias plásticas” realizadas nos últimos 30 anos. Representa o domínio encapotado e hipócrita do económico sobre a política. Seja qual for o resultado das eleições, a política há-de ser sempre a mesma, conformada ao desejo de quem verdadeiramente manda no país e na Europa.
Ora, o simulacro de eleições é a pedra de toque dos fascismos da história. Sim, porque os fascismos procuraram sempre uma qualquer forma de legitimação. Nem que seja à custa de paródias pseudodemocráticas, como aquela em que infelizmente já vivemos.
No meio disto tudo, há dois grupos de cidadãos.
Um deles, não se tendo ainda apercebido de todo este circo, vive recusando a ideia de tal realidade e apoiando escatologicamente os novos messias da economia. É gente que se resigna. Carregam, conformados, o cabresto. Ainda por cima, dão à resignação o lindo nome de contentamento. São aquilo a que chamo os parolos da democracia. Ou, melhor dito, da democratura.
No outro grupo há gente que pertence a dois mundos em luta mortal. Ambos sabem muito bem do que se trata. Uns são os tais fascistas, gente fina e bem-falante, que tem sempre razão e nunca se engana. Os outros, uma certa minoria esclarecida e inconformada, são as vítimas, aqueles que têm total consciência da perversidade daquilo que a que estão submetidos. Ao contrário dos parolos, carregam o cabresto, mas pelo menos sempre vão mandando uns coices. Com honra. Porque a honra, para eles, é afinal a poesia do dever. Acham simplesmente que um homem desonrado é algo pior do que um homem morto.
Dito isto, o leitor a que grupo acha que pertence?

(Publicado no jornal "O Interior" em 9 de janeiro 2013)

Sem o relatório......mas sobem!!!

Ida às Urgências vai ser mais cara....
Diz o governo que o relatório do FMI, ainda não passa de intenções....
Pois é, mas uma ida a uma urgência hospitalar vai passar a ser mais cara a partir da próxima semana. Realizar análises clínicas e exames médicos também vai passar a custar mais para os doentes. Os aumentos acompanham a taxa de inflação, de 2,8 por cento, refere o Ministério da Saúde.
Acompanhe o que quiser.......SÃO AUMENTOS!!!!!
MAIS E MAIS IMPOSTOS, percebes Gaspar & Macedo?

A Aldrabice do ano

Mais uma aldrabice de uns acéfalos que nos DESGOVERNAM.
INCOMPETENTES.
Pedir faturas em 2013 é irrealista e coloca em risco a privacidade do cidadão.
O ficheiro SAFT-PT que é obrigatoriamente enviado ás finanças mensalmente não está encriptado, e mesmo a estar, podem-se cruzar atividades políticas e religiosas.
O esquema é simples: se todas as pessoas pedirem faturas de tudo, o estado pode gerar bases de dados políticas, religiosas, hábitos de consumos e outras.
Algumas destas bases de dados são ilegais e passíveis de autorização prévia do consumidor.
As possiveis bases de dados “ilegais”
O exemplo é dado pelo site Disco Bar que neste artigo indica:
«O Sr. Foo acorda num belo dia de férias de verão. Toma o pequeno almoço no café da esquina (fatura 1) e vai ali á sede do partido X pagar a sua cota mensal (fatura 2). Passa pelo templo da sua religião e paga o dízimo (fatura 3). Almoça no seu restaurante favorito (fatura 4), vai ao cinema ver um filme (fatura 5), compra 2 “brinquedos” na sexshop da esquina (fatura 6) e janta uma mariscada á beira mar (fatura 7).
Ao longo dos vários meses, o estado além das faturas que entram nas Finanças pode criar bases de dados paralelas.
No exemplo dado, consegue-se apurar onde tomou o pequeno almoço, a sua filiação política, a sua religião, onde almoçou e o que comeu, o filme que viu, o brinquedo sexual que comprou e onde jantou e o que comeu.
Algumas destas informações, obtidas por sistemas informáticos, tornam-se ilegais à luz da constituição, nomeadamente do Artigo 35º que fala da Utilização da Informática.
Pode ler-se nesse artigo:
3. A informática não pode ser utilizada para tratamento de dados referentes a convicções filosóficas ou políticas, filiação partidária ou sindical, fé religiosa, vida privada e origem étnica, salvo mediante consentimento expresso do titular, autorização prevista por lei com garantias de não discriminação ou para processamento de dados estatísticos não individualmente identificáveis.
 
Percebeste Gaspar?
Não, não percebeste.
Já sabemos  és um cínico e não passas disso.
Cínico e asinino.
Mas, há mais muito mais, que revela a acefalia da cambada.
Ficheiro SAF-T não é seguro
Vulnerável a ataques informáticos e a descuidos dos próprios funcionários, o ficheiro SAF-T, que tem que ser entregue mensalmente às finanças, está completamente disponível para ler até com o Bloco de Notas do Windows.
Sem proteção, sem estar cifrado, sem estar minimamente protegido.
Pedir fatura para poupar é irreal
Era preciso gastar cerca de 25 mil Euros para ter os 250 Euros no IRS.
Mas o mais grave não é isso, pois a própria FAQ do site das Finanças foge à pergunta que é colocada pelos próprios:
11 – Como se calcula o valor do incentivo fiscal?
O cálculo do benefício fiscal é efetuado automaticamente pela AT e comunicado aos consumidores durante o mês de fevereiro do ano seguinte ao da emissão das faturas.
Ao longo do ano, a AT disponibiliza informação sobre o valor do incentivo relativamente às faturas já comunicadas com o NIF de cada consumidor, nos setores de atividade abrangidos.
Na verdade, esta pergunta não responde ao “como”, mas diz que outros fazem Um olhar mais atento a esta notícia do Público dá-nos a conta que devemos fazer: gastar 26 mil euros anualmente.
Depois de leres tudo isto, vale a pena pedir fatura?

sábado, janeiro 12, 2013

TUDO EXPLICADO