terça-feira, janeiro 22, 2008
Ser professor em tempo de rosas
JAMAIS A VERDADE FOI TÃO BEM ESCRITA (*)
Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...
E depois ouço, alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores, observadores, secretários de estado, a ministra e, como se não bastasse, outros professores, e a ministra!...
Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo, coisas curriculares, disciplinares, departamentais, educativas, pedagógicas, comportamentais, da comunidade, de grupo, de turma, individuais, particulares, sigilosas, públicas, gerais, internas, externas, locais, nacionais, anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?
- Querem que eu dê aulas!?...
(* Recebido por mail)
São rosas, estúpido!!!
Já sabes se tens entre 15 e 25 anos, fizeste o curso completo de praia e campo, com mérito obtiveste o mestrado em gazeta às aulas, tiveste excelente nas áreas da mândria então porque esperas.O futuro está ali no IEFP.
O 9.º ano de borla e com direito a um computador.
Que tal?
Percurso de vida bem de ver!!!!
sábado, janeiro 19, 2008
Clones

O líder do PSD não poderá ser acusado de mentiroso.
Ele e o seu séquito dizem claramente ao que vieram.
LIBERALIZAR!!!
O plano de, em meia dúzia de meses, "liberalizar a legislação laboral (...) e desmantelar de vez o enorme peso que o Estado tem e que oprime as pessoas", afirmando que o "Estado deve sair do ambiente, das comunicações, dos transportes, dos portos e, na prestação do Estado Social, deve contratualizar com os privados e acabar com o monopólio na saúde, educação e segurança social" , diz tudo sobre as reais intenções dos libertinos.
«[...] Questionada depois pelos deputados do PSD sobre as funções do Estado, Manuela Ferreira Leite respondeu que começaria por privatizar «aqueles sectores em que os privados já estão, como a saúde a educação».«São dois sectores em que não vejo porque é que o Estado não se retira», disse, referindo que «antes pelo contrário, [o Estado] cada vez está a entrar mais». [...]»(TSF Online -- 15.01.08)
Não há dúvidas!!!Entre estas propostas e a prática política do PS(Partido de Sócrates) não há diferenças.
O que realmente muda é o executor, o resto tudo na mesma.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Miguel Torga

Hoje lembrei-me de Miguel Torga.
"Abolição das fronteiras. Livre circulação de pessoas e bens. Ocupados sem resistência e sem dor. Anestesiados previamente pelos invasores e seus cúmplices, somos agora oficialmente europeus de primeira, espanhóis de segunda e portugueses de terceira."
Coimbra, 2 de Janeiro de 1993, Miguel Torga.
"Continua o tráfego de consciências na feira política nacional. Compram-se e vendem-se convicções por todos os preços. Os jornais denunciam, o povo comenta, mas no dia seguinte chega a notícia de nova transacção. Depois de quase meio século de ditadura, o país, mal refeito do pesadelo passado, agoniza sob nova opressão, ainda mais tenebrosa. A arbitrariedade e a preversão policial de outrora deram lugar ao terrorismo de Estado. Agora, são os detentores do poder que oprimem e perseguem. A peitar sem rebuço os cidadãos venais, ou a talar discricionariamente o território dos legítimos interesses dos outros, é que condicionam os limites da nossa liberdade."
Coimbra, 16 de Maio de 1993, Miguel Torga
Sabem quem é António Pinto de Sousa?

Ai não sabem?
Pois fiquem a saber que é o novo responsável pelo gabinete de comunicação e imagem do IDT (Instituto da Droga e Toxidependência).
O Toni é mais um todo poderoso.
Tem competência atribuída para empossar quem quiser, independentemente da sua qualificação académica e profissional, para os cargos dirigentes do Instituto, contrariando os próprios estatutos do IDT.
E porquê o Toni perguntarão.
Perguntam e perguntam muito bem.
Não é irmão dos maçons Teixeira dos Santos ou Vítor Constâncio.
É MESMO o irmão de José Sócrates.
Esclarecidos?
Mais do mesmo

Ontem a excepção foram os casinos.
Ou seja, de excepção em excepção tudo ficará na mesma.
As interpretações da lei, feitas a pedido de interesses, resultarão no mais que previsível fim da mesma.
Como em tudo, quando o fundamentalismo é exacerbado e se quer dar a ideia que se «faz» trabalho decreta-se para tudo ficar na mesma.
Mais uma lei igual a tantas outras.
Existe mas não se cumpre, para alguns.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Pela ESCOLA PÚBLICA
A SOCIEDADE PORTUGUESA E AS NOVAS GERAÇÕES MERECEM UMA ESCOLA PÚBLICA MELHOR
APELO A UMA DISCUSSÃO PÚBLICA ALARGADA DO MODELO
DE GESTÃO DAS ESCOLAS
Está em período de debate público apenas por um mês o Regime Jurídico de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos Públicos da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário.
Não apenas como profissionais da Educação, independentemente de qualquer filiação organizacional, mas também como cidadãos e encarregados de educação atentos, queremos manifestar o nosso desejo de um debate digno e alargado sobre um assunto tão importante como este que não pode ficar circunscrito a gabinetes ou a algumas reuniões longe do escrutínio público de todos os interessados.
Fazemos este apelo porque temos consciência de que estas mudanças terão repercussões profundas na qualidade do ensino ministrado nos estabelecimentos do ensino público e que nem todas essas repercussões se encontram devidamente avaliadas neste momento.
Para além disso, este projecto de alteração do regime jurídico ainda em vigor não se apresenta como resultante de uma necessidade pública, claramente sentida e demonstrada na e pela sociedade civil e comunidades educativas, de reformar o modelo em vigor. Pelo contrário, surge na sequência de uma profusão legislativa que se tem norteado por alguma incoerência entre as intenções manifestadas e as condições concretas existentes no nosso sistema educativo, o que desde logo nos suscita as maiores reservas quanto à sua validade.
Não esqueçamos que:
No sistema educativo português os alunos têm sido alvo de reformas sobrepostas, mal preparadas e pior implementadas.
Tais reformas sucedem-se sem serem devidamente avaliados os resultados das reformas anteriores,
A não avaliação aprofundada de todas as medidas e do seu efeito no sistema leva a que os actores institucionais e a cidadania se interroguem sobre as razões destes sucessivos fracassos.
Apesar de todas essas reformas, os índices de literacia (global ou funcional) continuam dos mais baixos, enquanto que as taxas de insucesso e de abandono escolar são das mais altas, não apenas em termos europeus, como até mundiais.
Com um novo modelo de gestão, insuficientemente fundamentado e imposto em nome de uma desejável autonomia e abertura da gestão dos estabelecimentos de ensino às comunidades, corre-se o risco de um agudizar das disfunções que o sistema vem demonstrando, com consequências imprevisíveis não só em termos pedagógicos como da coerência, integridade e solidariedade do sistema público de ensino.
Perante este panorama, que aconselha a maior prudência em novas alterações na arquitectura do sistema público de ensino e perante as incoerências internas do projecto do Ministério da Educação em termos operacionais e a sua aparente inadequação quanto ao quadro legislativo em que se insere, nomeadamente quanto à Lei de Bases do Sistema Educativo, os signatários deste manifesto, reivindicam, por isso, ao Governo e ao Ministério da Educação que:
a) Exista um prazo suplementar de dois meses para discussão da proposta governativa;
b) Se promovam debates públicos em todas as escolas do país, mobilizando as comunidades educativas para a discussão das qualidades e óbices do novo modelo proposto;
c) Se faça a divulgação de todas as análises dos dados estatísticos e outros estudos de departamentos do Ministério da Educação, com especial relevo para a Inspecção Escolar relativos ao desempenho das Escolas em matéria de gestão que justificam a necessidade de mudança do modelo existente.
Apelamos ainda a que todos os intervenientes das comunidades educativas (alunos, encarregados de educação, docentes, funcionários não docentes, autarquias) se mobilizem para uma discussão alargada da Escola Pública.
Só com o activo envolvimento de todos na preparação de reformas com esta dimensão e impacto numa área crítica como a Educação é possível garantir que a mudança se transformará em algo positivo e não meramente instrumental.
Os órgãos de gestão das escolas e os Centros de Formação estarão, naturalmente, vocacionados para organizar e dinamizar este debate.
Os autores deste manifesto reiteram que não representam quaisquer organizações socio-profissionais de professores ou profissionais de educação actualmente existentes ou em processo de formação, sejam elas de natureza sindical, profissional, científico-profissional ou outra. Desejam afirmar, porém, que as organizações acima referidas são organizações da sociedade civil com legitimidade própria para se pronunciarem sobre as questões respeitantes ao sistema de ensino e à governação das escolas;
Deste modo, num contexto em que o poder político afirma a necessidade de envolver a sociedade civil na governação das escolas, a eventual limitação da intervenção no debate destas organizações e/ou movimentos independentes constituídos especificamente para este efeito, comprometerá gravemente a legitimidade dessa governação e das políticas que a determinam, gerando inevitavelmente fenómenos de inércia na sua aplicação, em grande parte resultantes da forma como a informação e o debate (não) se realizaram.
Para assinar esta petição: http://www.gopetition.com/online/16302.html
O verdadeiro sim sr. engenheiro!!

Há políticos que são o verdadeiro «yes man».
É o caso do doutor engenheiro Carmona.
Carmona Rodrigues, bem de ver.
Enquanto ministro das obras públicas, defendeu que o aeroporto seria na Ota (lembrado aqui), por simpatia aos empresários do Bombarral.
E, para não ser desagradável para com o PSD, quando foi para presidente da CML, defendeu o Poceirão.
Como Vereador de Lisboa, por simpatia, defende a continuação da Portela.
Aliás, o Eng. Carmona também já defendeu que a nova ponte deveria ser apenas ferroviária porque "Parece-me que do Barreiro não é preciso virem mais carros" (um pouco antipático para com o Barreiro, é certo, mas simpático para os alfacinhas durante um debate da campanha para Lisboa) e o seu contrário.
Agora é acusado no caso Bragaparques.
Agora é acusado no caso Bragaparques.
Que promessa lhe falta cumprir senhor doutor engenheiro?
Quem apostaria num cavalo que não sabe distinguir aveia de cevada?
Uma questão de corridas.......... de cavalos, claro!!!
quarta-feira, janeiro 16, 2008
terça-feira, janeiro 15, 2008
Faz toda a diferença
Bruto da Costa, uma autoridade nacional na luta contra a pobreza, afirmou na passada sexta-feira dia 11 de Janeiro, que se os 10% dos mais ricos homens do planeta doassem 1,7% da sua vastíssima riqueza, isso seria o suficiente para acabar com a pobreza extrema, que é o mesmo que dizer que era o suficiente para acabar com a morte por fome no mundo inteiro!Aguadeiros
Hoje os noticiários das televisões e dos jornais deram-nos a conhecer um «encontro» entre Jardim e o Presidente do Psd Madeira. Assunto: A INDEPENDÊNCIA DA MADEIRA.
«Se essa for a vontade dos madeirenses eu(Jardim) estarei com eles» - fim de citação.
Estranha notícia.
Desde logo pelo encontro em si, ou seja, o presidente do PSD recebido pelo chefe do governo madeirense.
Na Madeira, o presidente do PSD não é Jardim?
Estranho.
Mas, se o facto em si é caricato (ou será que vai haver referendo para a independência?) talvez já não o seja assim de todo quando ficámos a saber que O Tribunal Constitucional chumbou, esta segunda-feira, a lei de incompatibilidades e impedimentos dos deputados aprovada na Assembleia Legislativa da Madeira.
Ora, Jardim garantiu, em 5 de Maio de 2007, que não aplicaria a lei de incompatibilidades dos deputados aprovada na Assembleia da República.
“É uma atitude de violação da Constituição, mas é sobretudo uma provocação, uma afronta e uma represália por parte do PS em relação aos resultados eleitorais que tiveram na Madeira. Mas se quer de facto um braço de ferro, desde já fica claro que a lei, para além de vir a ser impugnada constitucionalmente, nós não a vamos aplicar. Agora mandem a marinha de guerra."
Ora como a marinha portuguesa não avançou, então Jardim decide-se pela independência.
Ou seja só fumaça.
Ameaças e mais ameaças.
À maneira de Jardim com o conluio dos jornais aguadeiros.
Quando derem notícias digam tudo, mesmo tudo não se fiquem pelas aparências.
Perceberam?
domingo, janeiro 13, 2008
A diferença
Ainda não é hoje que vou falar da lei do tabaco. Não me apetece.

Reparei, no entanto, ao consultar a «nova» lei, que o legislador quis marcar a diferença.

Comentários?
A DGS explique a diferença.
Nós por cá bem.....

Aumentos
Aumento de algumas despesas das famílias determinado pela subida de preços em 2008: 56,64 euros.
Aumento médio mensal dos rendimentos das famílias trabalhadoras e pensionistas em 2008: 23 Euros (ilíquidos)
"Em todos estes anos, sempre pude dizer que o ano que começa agora foi melhor que o ano anterior. Foi assim em 2005, foi assim em 2006 e tenho todos os motivos para vos dizer que o ano de 2008 será ainda melhor que o de 2007", garantiu, sem pormenorizar, o primeiro-ministro Sócrates.
A avaliação que os portugueses fazem da situação financeira da sua família nos últimos doze meses é actualmente a mais negativa desde Outubro de 2003, altura em que a economia portuguesa se encontrava na fase mais baixa do ciclo económico e em nítida recessão.
Os dados de Dezembro do inquérito de conjuntura publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam a continuação de uma quebra da confiança dos consumidores que se prolonga desde Novembro de 2006.
Este indicador voltou a baixar a barreira dos -40 pontos, o que o coloca ao nível mais baixo desde o início de 2006.
O aumento das falências de empresas registado em 2007 foi o mais alto da última década.
Sempre a melhorar, bem de ver, claro!!!
Nós por cá bem.........bem MAL!!!!