segunda-feira, julho 17, 2023

Jane Birkin

 Jane Birkin iria imortalizar uma canção que era tema obrigatório nas rádios e bailes daquele longínquo 1969 - Je t'aime... Moi nom plus!
Um tema censurado, mas que mesmo assim rompeu barreiras de um puritanismo bacoco e retrógado que teimava em querer travar a liberdade.
A começar pelo próprio Vaticano, imagine-se!
O autor da canção Serge Gainsbourg chegou mesmo a dizer que o melhor publicitário do tema era o próprio Vaticano.
Para se ter uma ideia de como certos tabus dominavam as sociedades lembrar que na capa do disco surgia a indicação de "Proibido para menores de 21 anos"!
Ridículo. 
Como podiam uns abutres, vampiros e censura proibir a audição de uma canção que, "misturado com os suspiros explícitos e a voz grave de Gainsbourg, dá à peça um tom de inocência distorcida e reforça a perturbação sentida pelo ouvinte"? 
A podre e asinina forma de censurar. 
Houve, inclusive, uma «rainha» dos «países baixos», uma tal Juliana, que se atreveu a telefonar para a editora Philips a expressar a sua insatisfação com o título.
Nojo. 
Que olhasse antes para a podridão das monarquias europeias e que se calasse. 
Mas não, quis abrir a cloaca.
O tema foi sendo proibido em vários países e as rádios silenciaram-no.
Mas os acéfalos esquecem-se da máxima que «o fruto proibido é o mais desejado», Gainsbourg fechou um acordo com a Major Minor Records, que adquiriu os direitos da canção para lançá-la como single no Reino Unido, permitindo que a canção alcançasse um enorme sucesso, tornando-se o primeiro single proibido em língua estrangeira a atingir um recorde de vendas.
Assim, com uma canção simples se venceram muitos preconceitos de uma sociedade em completa destruição.
Pena é que durasse pouco tempo a revolução dos costumes medievais enraizados numa sociedade podre e hipócrita.