TODOS sabemos a disparidade de critérios na atribuição das avaliações na Função Pública.
Para além das submissões, lambidelas de toda a espécie, subserviência nojenta e as «prendinhas» há ainda os assédios de todo o tipo.
Já para não falar nos «objectivos» definidos quase nunca atingíveis, poupar energia é um deles.
Mas há mais que fazem parte do anedotário ranhoso das avaliações que uns porcos e sebentos chefes determinam.
Mas a juntar a tudo isto, que só por si devia levar um Ministério Público a intervir, há ainda as benesses aos quadros superiores.
É que segundo a proposta «xuxalista» haverá «prémios» até três mil euros para dirigentes superiores, no caso de obterem um «Excelente»!
Isso mesmo!
Consta da proposta apresentada aos sindicatos.
Se isto não é uma bajulação e a assunção clara e explícita do aulicismo, anda lá muito perto.
Nada a estranhar, dado que nas democracias representativas o aulicismo reaparece nas figuras dos cupinchas, dos cabos eleitorais e do empreguismo, que enche as repartições públicas de um funcionalismo dirigente ocioso, displicente e seguidor do chefinho ou do chefe, defendendo-o até ao último cêntimo.
