quarta-feira, dezembro 07, 2022

Corrupção

 Se quiserem saber com «algum» detalhe a narrativa de cordel do assalto ao pote no ministério da defesa leiam este resumo.

Está lá tudo.
Corrupção ativa e passiva, abuso de poder, peculato e participação económica em negócio é o que por ali se encontra a rodos.
Há cinco detidos, 19 arguidos e foram executados 59 mandados de busca, dos quais 29 buscas domiciliárias e 30 buscas não domiciliárias.
Tudo isto ligado com um ministério dito da DEFESA! Imagine-se, e apenas um suponhamos, que a «tempestade perfeita» era desencadeada no ministério da Segurança Social. Lá iam as freiras, padres, empreiteiros, sapateiros, regedores e tanta mais canalha que nem a procissão do acto de fé da Inquisição lhe ganhava em número de participantes. Isto sem falarmos dos mirones.
Diz a Judiciária que dos cinco detidos três são dirigentes(??) e ex-dirigentes(???) e dois empresários. Dirigentes e ex-dirigentes quer dizer chefes máximos do ministério, directores? Entendido!
Os empresários são o que no meu tempo se chamavam de empreiteiros. Só que hoje têm o estatuto de empresários pois em vez de andarem de bicicleta andam de Mercedes e têm rameiras a cargo.
Em causa estão ajustes directos a empresas que, alegadamente, não cumpriram as regras da contratação pública!
Ahahahah!
Mas alguém neste Portugal cumpre o quer que seja? Aina para mais «regras da contratação pública». As regras existem neste Portugal para não serem cumpridas.
O ex-director de Recursos da Defesa Nacional, Alberto Coelho, é o principal visado da investigação.
Afinal era director!
Para se ter uma noção da «tempestade perfeita» a tal derrapagem foi de 750 mil euros para 3,2 milhões de euros. Uma derrapagem igual a tantas outras que atiram o povo português para a miséria.
Mas o Alberto Coelho já estava sob investigação, num inquérito que tinha partido de uma denúncia no âmbito do processo de Tancos, sob suspeita de crimes de peculato, participação económica em negócio e corrupção.
O caso de Tancos que metidas as mãos pelos pés, e os pés pelas mãos nada foi conclusivo. Não é Marcelo?
Avante!
Alberto Coelho, um dos mais antigos quadros do Ministério da Defesa Nacional, foi nomeado para as funções na Diretor-Geral de Recursos da Defesa Nacional - a mais relevante estrutura do Ministério por onde passam todos os contratos de aquisição de bens e serviços - durante o mandato do ministro Aguiar-Branco (Governo PSD/CDS-PP), em Janeiro de 2015, cargo que ocupou até Fevereiro de 2021, quando já estava sob suspeita. Ou seja seis (6) anos a servir...
Acrescentar que este Coelho é conhecido militante do CDS-PP!
Mas o ministro da Defesa de então, o Cravinho, nomeou-o para Presidente do Conselho de Administração da ETI (EMPORDEF - Tecnologias de Informação, S.A), uma empresa do universo da holding IdD Portugal Defence (Indústrias de Defesa), detidas pelo Estado, cargo que ainda ocupou até há poucos meses.
Ou seja, Cravinho depositava no Coelho a maior das confianças mesmo já com suspeitas a circularem.
Cravinho testemunhou, por escrito, os altos e relevantes desempenhos do Coelho aquando da auditoria do Tribunal de Contas ao Ministério da Defesa Nacional!
Percebe-se tudo!
Por isso, ou também por isso, Coelho recebe uma reconfortante punição de 15mil e trezentos euros a ser paga em prestações suaves!
Ahahahaha!
Já se sabe que tudo isto vai ficar em águas de bacalhau. A servido na consoada como consolo dos serviços prestados.
Viva a malandragem e paz na terra aos homens e mulheres de muito saber na arte de roubar.