quinta-feira, março 12, 2026

Enorme fdp.

O secretário de Guerra, Hegseth, após matar meninas em idade escolar e destruir infraestrutura energética: "Bendito seja o Senhor, minha rocha, que adestra minhas mãos para a guerra e meus dedos para a batalha." Ele é um terrorista cristão radical.
Enorme fdp.



A lei selvagem.

O governo do MonteNegro vai publicar uma lei que, segundo os poderosos, servirá para acelerar os despejos e «dar confiança» aos proprietários para colocarem mais casas para alugar.
A solução é facilitar os despejos. O mesmo de sempre. Despejos e despedimentos são sempre a solução dos abutres. Ou seja, em vez de se investir na construção de habitações condignas, aumenta-se a facilidade de despejar um inquilino que vegeta numa casa insalubre. Enquanto os proprietários preferem continuar a ter as casas devolutas do que arrendá-las. Ainda não perceberam, ou não querem perceber, que o negócio dos proprietários é dinheiro. Deem-lhes a possibilidade de aumentarem as rendas, com compensações financeiras, e logo vão surgir casas para arrendar. Ao inquilino tudo lhe é exigido, até viver em espeluncas, ao senhorio, só benesses.



Este país, decididamente, vive momentos do "Far West".

Os xerifes, donos e senhores do povoado, exercem a lei à sua vontade e prazer e a mando dos ricos proprietários.
No "saloon", a jogatina é grande, entre os mais desgraçados e pobres, com recurso aos cartões de crédito. As rameiras mais que muitas. Dançam, bebem à pala do cliente endinheirado com os fundos. Fingimento dos prazeres mais que muitos. O enriquecimento dos donos dos ranchos, acolitados em bandos armados e acéfalos, faz-se com o saque do que é público. A justiça faz-se no "saloon" com a mesa cheia de armas, dinheiro vivo e garrafas. A lei é ditada pelos senhores das armas. Assim vai o país.



Sem médico de família

Em vez de dizeres asneiras, conversa da tanga, com a possibilidade de pedires um padre ao bispo resolve seriamente os problemas dos doentes.
Não queiras iludir os pobres cidadãos com o obscurantismo e a cegueira da falta de conhecimento. O outro nunca mais falou da cegueira. Já teria lido o Saramago? O governo do MonteNegro fez publicar um «despacho» que obriga os utentes a terem contato com TODO o SNS durante cinco anos. Se não o fizerem, perdem o médico de família. Lembrar que esta «medida» já era aplicada a emigrantes e a estrangeiros. Agora, com padre ou sem ele, alarga-se a medida a TODO e qualquer cidadão. Nem o bispo te salva do espírito maligno. Médico de família? Quantos milhões de portugueses já não o têm?



Trabalhem

Em vez de pedirem um padre ao bispo, trabalhem para voltarmos a ter condições mínimas de saúde, para todos e não apenas para alguns.
Há canalha que faz da religião um meio para preservar o seu feudo, onde o obscurantismo tudo esconde.



Recordando Mujica.

 


quarta-feira, março 11, 2026

Mais uma idiotice.

A presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda, Rita Figueiredo, pediu ao bispo da Guarda um padre a tempo inteiro.
Um padre? Para tratar do espírito? Mas isso é função de uma Unidade Local de Saúde? E quem paga ao padre?
Em vez de reivindicar junto da tutela médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, dinheiro para medicamentos, que todas as instituições acedam a realizar exames prescritos a doentes, a dama pede um padre.
Com um hospital a cair aos pedaços. Com urgências lotadas com doentes nos corredores, enfermarias sem condições, e pede um padre.
Isto é do mais ridículo que pode existir.
A senhora saberá que o Estado português é laico?
Alguém que ensine à senhora o que isso significa.
Ou será que vai pedir pastores, rabinos, imãs, monges, ialorixás ou babalorixás às outras religiões?
Se não o fizer, é discriminação e pode configurar, no mínimo, má-fé.
Agora percebo a proliferação de beatas a venderem todo o tipo de artefatos religiosos, incluindo revistas, pelas enfermarias.
Haja respeito pelos tais utentes que dizeis preocupar-vos.
Foto do jornal "O Interior".



É o facilitismo total e a ascensão dos incultos.

Não entraram 2 800 alunos nas universidades e politécnicos, no modelo anterior, e vai de alterar o processo.
Só vai existir uma única prova para concorrer à universidades e politécnicos. Para além das «entradas úteis» bem conhecidas... Mas para quê provas, mesmo sendo únicas? Deixem entrar tudo e todos, competentes e incompetentes, preparados e impreparados. De festas de caráter erótico, sexual e outros que tais, devem estar mais que preparados. De conhecimento, de educação, civismo não interessa para nada. O facilitismo atinge o clímax. E falava a canalha de «passagens administrativas» de outros tempos. Idiotas.


Já há resultados dos inquéritos às escolas que promoveram os da propaganda erótica? Pois, tudo esquecido.

Famílias poruguesas mais pobres

Em Portugal, as famílias mais ricas têm até 17 vezes mais disponibilidade para o consumo do que as pobres.
As desigualdades acentuaram-se.
Em 2022, 26% dos agregados gastavam mais do que recebiam.
Nas famílias mais pobres, esta proporção é significativamente mais alta, atingindo os 60%, enquanto nas mais ricas é de apenas 8%.
Entre 2015 e 2022, o rendimento discricionário médio em Portugal aumentou, ou seja, aumentou mais do que o custo das despesas essenciais.
Mas lembro que se fala de média. Logo, uma variável estatística enganadora e falaciosa.
Da análise dos dados, conclui-se que, se houve uma melhoria da média nacional, esse facto não elimina as situações de maior fragilidade económica. O que mostra a falácia da variável estatística que serviu de base ao estudo.
Agradeçam aos governos do Costa e do Montenegro.
Os portugueses a definharem dia após dia.
Só os gatunos, corruptos e a elite parasitária vão aumentando a riqueza.
Depois admiram-se de a extrema direita crescer.
Idiotas.



Ponto de vista

A última Assembleia Municipal da Guarda, ocorrida a 27 de fevereiro de 2026, sem que os munícipes tivessem conhecimento prévio da ordem de trabalhos, pode-se dizer que fez justiça à célebre frase latina “Pão e Circo”. Como se devem lembrar, a referida expressão latina define a estratégia romana de controlar a plebe, oferecendo alimentos gratuitos e entretenimentos ao povo para evitar revoltas sociais e manter o poder. Criada pelo poeta satírico Juvenal, a estratégia visava despolitizar a população. A expressão assentava na lógica de que um politicamente cego e satisfeito com comida e diversão perdia o interesse pelas causas da liberdade.
Hoje, a expressão latina continua a assentar que nem uma luva a poderes que utilizam entretenimento e assistencialismo superficial para distrair a população de problemas estruturais, como a corrupção ou a má gestão.
Mas regressemos à dita Assembleia Municipal. Comecemos pela cultura ou, melhor, pela falta dela. Como devem estar lembrados, numa assembleia municipal da Guarda realizada antes das eleições autárquicas, uma representante do teatro Aquilo falou, no período destinado ao público, da ausência de uma verdadeira política cultural no concelho e criticou a postura do executivo camarário sobre apoios e relativamente à utilização do teatro municipal da Guarda para eventos do grupo teatral. Pior, muito pior, o executivo encontrava todos os motivos para fugir das reuniões e, quando por uma vez acedeu a reunir, refugiou-se na célebre e sempre oportuna fuga às responsabilidades. Por isso, a antiga vereadora responsável pelo pelouro limitou-se a remeter o assunto para o presidente da autarquia.
A cultura, para muitos dos que votaram na continuidade do executivo, é a do milho ou da vinha para acompanhar os célebres porcos no espeto. Ainda no âmbito do circo, veio à conversa o contrato celebrado entre a equipa responsável pelo texto da “morte do galo” e o executivo camarário, em que se estipulava claramente que o pagamento do serviço seria feito em duas tranches. Não está em causa se com este faseamento de pagamentos, houve ou não intenção de condicionar o texto dos autores. O que está em causa é que ninguém conseguiu explicar a razão deste desfasamento de pagamentos. Lembrar que o circo custou no total quase 210 mil euros.
Outro caso que diz tudo da falta de transparência dos atos do executivo camarário tem a ver com a falha informática que ocorreu há quase um mês na autarquia da Guarda, e com o facto de ainda ninguém saber o que aconteceu! O que determina que, após quase um mês, os cidadãos da Guarda e outros continuem sem saber o que vai acontecer no concelho. Lastimável.
Curiosamente, no mesmo dia da falha informática, a Polícia Judiciária iniciava um conjunto de buscas a três empresas do norte do país e à Câmara Municipal da Guarda e sua Biblioteca. Curiosamente, no mesmo dia. É o destino, dirão alguns.
Para não me alongar mais e dado que outros assuntos são formalidades próprias de conversa da treta, só mais duas coisas.
Diz o senhor presidente que há apoios para famílias carenciadas, nomeadamente no pagamento de eletricidade e água. Carenciadas? Todas?
Cuidado, senhor presidente, parece que, em alguns casos, haverá sinais exteriores de riqueza que fazem suspeitar o contrário.
Por fim, mas não menos importante, o senhor presidente devia ter mais cuidado quando fala na Assembleia Municipal. Falar com a mão no bolso para deputados eleitos, representantes dos munícipes, e para todos os restantes cidadãos que custeiam o tal pão e circo que faz mover esta máquina, não é de bom tom. Pode-se falar assim em um ambiente menos formal, como uma tasca ou até num cabaret, mas tenho dúvidas de que se deva fazer o mesmo em locais onde a dignidade da função merece outro tratamento. Já nos bastam cenas indignas que vão acontecendo na Assembleia da República e que muitos jovens vão interiorizando. A educação para a cidadania agradece em prol da formação integral de todos, principalmente dos mais jovens.
Tenham uma excelente semana.



terça-feira, março 10, 2026

Um gabarolas o pedófilo

O pedófilo depravado, Donald Trump, disse:
“Vimos o navio e pensamos em capturá-lo, mas alguém sugeriu que seria mais divertido afundá-lo, e foi isso que fizemos.” O navio transportava 140 cadetes da Marinha iraniana, jovens em treinamento que participavam de uma exibição na Índia e, por isso, estavam desarmados. Ainda assim, um submarino de guerra dos EUA disparou um torpedo, afundou a embarcação, matou a maioria dos jovens e deixou os sobreviventes à deriva, sem qualquer socorro. E a rameira do pedófilo ainda teve o desplante de falar de guerra na ONU. Vómito.



Mais difícil vegetar

Já não bastava a subida exorbitante, tempestiva e fora do tempo dos combustíveis, ainda vai haver aumento dos juros.
Todos os créditos vão sofrer e muitas famílias terão de entregar casas, automóveis e outros bens à agiotagem. E a agiotagem a rir-se e a faturar em grande. Mas a inflação também vai disparar. Os preços dos bens alimentares já estão a aumentar. É a ganância descontrolada num país onde a gatunagem é dona e senhora dos nossos parcos rendimentos e onde não há regulação e fiscalização de nada.



Que educação?

Enquanto em algumas escolas há dinheiro para contratar espetáculos indignos para crianças e jovens, noutras recorre-se a empréstimos para sobreviver.
Escolas cuja educação é feita com difusão de eventos de índole pornográfica não têm falta de dinheiro, em outras, com objetivos bem mais consentâneos com a função de educar em civilidade, faltam os recursos.
Quando é que um ministro dá a conhecer inquéritos e procedimentos tomados para evitar a continuação da bandalheira que vai existir nas escolas?
Aguarda-se no caso de terem havido inquéritos.



Ilusão

Esta gente que se alconderou nos píncaros da montureira deve pensar que somos todos acéfalos.
Quando é que compraram o petróleo que hoje se vende nos postos de combustíveis?
Ainda não havia guerra, os preços estavam estáveis.
O mesmo se passa com o gás.
Quando, em tempos idos, havia uma baixa do crude, quando e como é que se registava essa descida nos preços dos combustíveis? A longo prazo e a preços muito menores do que os registados na origem.
Até inventaram, os pensadores da desgraça não se cansam de nos azucrinar a vida, o ISP, Imposto sobre Produtos Petrolíferos. Diziam os «espertos» que era um imposto tipo almofada para eventuais oscilações do preço do crude. Ou seja, para além do IVA ainda nos obrigaram a pagar o tal ISP. Uma duplicação de impostos comum cá pelo país, mas que nem uma «comichão europeia» consegue pôr cobro.
Agora, com os novos e pesados aumentos, o IVA e o ISP estão a crescer.
Esquece-se que, se os preços dos combustíveis forem muito elevados, os portugueses encostarão o carro e aumentarão o número de utentes nos degradados transportes públicos. E lá se vai a receita dos impostos.
Mas cuidado que o aumento dos combustíveis vai desencadear um aumento da inflação com consequências gravíssimas para a bolha de superávit orçamental com impacto na dívida.
O fim das ilusões e das promessas eleitorais com obras megalomaníacas.
A crise aproxima-se.