quarta-feira, fevereiro 18, 2026

Ponto de vista

Finalmente, as tempestades deram tréguas aos portugueses. O nosso protetor, o “anticiclone dos Açores” que tirou férias e foi até às Canárias, possibilitou que as tempestades formadas, principalmente, no Golfo do México, eu vou continuar a chamar-lhe assim, dado não ter havido nenhum acordo, nem ortográfico que fosse, que me obrigue a mudar-lhe o nome. Basta estudar e saber que Américo Vespúcio deu o seu nome a um continente, aproveitando o “achado” de Cristóvão Colombo e não atribuindo nome a país algum. 
Mais uma falsa notícia. 
Mas deixemos a falsidade e a hipocrisia de Vespúcio e o sonho que levou para o eterno um Colombo que acreditou ter arribado às Índias e voltemos ao contemporâneo. Felizmente, o anticiclone dos Açores parece ter-se deslocado para bem mais próximo do seu poiso normal, protegendo, principalmente, Portugal e Espanha das tempestades atlânticas. Parece. Por que isto das alterações climáticas, que uns imbecis continuam a negar, veio para ficar, que não se duvide. Mas se os fenómenos extremos, como ventos fortes, chuvas e o surgimento da neve que há anos não se via, principalmente pela nossa região, são resultado das alterações climáticas, há no entanto que ter em atenção que a incúria, a inércia, inépcia e o muito favorecimento das autoridades em não haver cuidado em prevenir e muito mais em reagir às intempéries é manifesto. 
Todos sabemos que todas as estruturas responsáveis pela realização, fiscalização e manutenção de infraestruturas indispensáveis ao bom funcionamento dos vários serviços que os cidadãos pagam a bem pagar não funcionaram e não funcionam. Quem pode admitir que se permitam construções em leito de rios? Quem pode admitir que se continue a construir estradas sem qualquer segurança e com materiais de péssima qualidade, elevando o risco de acidentes? Elaboram-se planos e mais planos pagos a peso de ouro para depois tudo ficar na mesma. Tretas e mais tretas, conferências de imprensa com conversa fiada e bem orquestradas, onde só falta dizer que a culpa é das populações. Como se pode admitir que, após semanas dos temporais, ainda haja um número elevado de populações sem água, sem eletricidade e sem comunicações? Como é possível existirem locais de trabalho onde a segurança não é levada em conta. Quem fiscaliza? Quem aprova? Quem permite? Mas tudo isto acontece quer em época invernal, mas igualmente no verão, quando os incêndios assolam o território nacional. Nada se prepara atempadamente com planos de ação e atuação definidos, com estruturas bem delineadas, com coordenação e com responsabilidades atribuídas para que não se verifiquem atropelos. A incompetência é generalizada, nada a admirar. A destruição de habitações, edifícios e recheio das mesmas. Que condições têm a maioria das habitações em Portugal? As mais antigas sem condições de habitabilidade e as novas onde a fiscalização de toda a espécie não existe. E os estabelecimentos comerciais destruídos, bem como os produtos comercializáveis. Prejuízos e mais prejuízos. Apoios? Que apoios? As moratórias? Suspensão dos pagamento de prestações de crédito por uns meses e depois com aplicação dos juros os valores aumentam desmesuradamente. Novos créditos de muito valor. Com que garantias para serem pagas? Até a isenção das portagens das áreas mais fustigadas já acabaram. Milhares de cidadãos sem eletricidade e só os que têm meios financeiros conseguem adquirir geradores. As unidades de produção com prejuízos elevadíssimos, que põem em risco a sua viabilidade futura e os postos de trabalho. Fala-se de milhões e milhões de euros para recuperar tudo. Sem esquecer as outras atividades, como a agricultura e a pesca. Um colapso total que trouxe à tona todas as imbecilidades que foram realizadas ao longo dos anos. 
Há culpados, é preciso dizê-lo com toda a frontalidade. Há dramas humanos de uma grandeza extrema, lembrem-se. Depois dizem que ninguém fica para trás. Só conversa da treta. Há vidas que vão ter que ser reconstruidas. Como? Não se pode atribuir as culpas apenas e tão só aos fenómenos meteorológicos. E, eis que um governo decretou o fim do estado de calamidade. Como é possível? Nós, cá pela Guarda, devido à posição altaneira, vamos, salvo raras exceções, escapando a inundações, se bem que há elevados prejuízos a nível da queda de muros. 
Mas, apesar da muita água que vai existindo, o executivo camarário não se coibiu de aumentar o custo da mesma. Nada a estranhar quando as despesas aumentam de forma exorbitante e as receitas são poucas. 
Mas, para além dos aumentos, eis que surge a notícia de que a Polícia Judiciária teria realizado um conjunto de buscas a três empresas do norte do país, à biblioteca municipal da Guarda e à própria câmara, tendo como objetivo a recolha de elementos de prova, no âmbito de um inquérito instaurado por participação económica em negócio e prevaricação de titular de cargo político, como é referido em comunicado da própria Polícia Judiciária. 
Ora, em simultâneo com esta notícia, o site oficial da Câmara Municipal da Guarda e da Biblioteca ficaram fora de serviço. Não é possível acessar os sites. Para além do lacónico comunicado da Polícia Judiciária e da ineficiência da comunicação do presidente da câmara, os munícipes nada sabem. Dizem que houve um ataque informático. Só afetaram os sites da câmara e da biblioteca municipal, logo aqueles visados nas buscas? Os munícipes deviam ser devidamente informados do que está a acontecer. Foi a Polícia Judiciária que bloqueou os sites? Foi um hacker? Houve acesso a ficheiros que foram adulterados, roubados? Importa esclarecer para se evitarem especulações. Mas parece que nada disso importa à folia do carnaval. Só perceções? Esclareçam, pois os cidadãos têm o direito de tudo saber. Ou não será?
Tenham uma excelente semana.
 

 

Salário mínimo aumenta em Espanha

Ontem o discurso da elite nojenta era que a economia portuguesa tinha que crescer, ser competitiva e criar riqueza. Para depois, segundo os arautos da miséria, haver distribuição. Os dados confirmam que a economia portuguesa atingiu todos esses parâmteros. 
E onde ficou a distribuição prometida? 
Mas logo a seguir, a mesma elite nojenta, sempre ao serviço do patronato, recorreu à célebre tese do Malthus sobre a população e a produção de alimentos. 
Lembrar que Malthus dizia em 1798 que a população cresce em progressão geométrica enquanto a produção de alimentos aumenta em progressão aritmética. Tudo negado pela evolução dos acontecimentos. 
Para lembrar que em Espanha houve um aumento do salário mínimo mesmo com nível de custo de vida mais baixo que Portugal. 
Ah! Pois!!! Mas os nossos patrões e senhorios têm de enriquecer a todo o custo com base em salários baixos, mão de obra escrava e rendas elevadas, especulações e serviços podres acolitados em vendedores da banha da cobra. Estava-me a esquecer desse pormenor que a elite nojenta não refere por servidão. 
 

 

Ligações genocidas.

É só seguir as setas.
 

 

Sistema criminoso

«Necesitamos que aumente el desempleo. En mi opinión tiene que aumentar un 40-50%. Necesitamos ver dolor en la economía. Necesitamos recordar a la gente que trabajan para el empleador y no lo contrario». 
Quem diz esta barbaridade é um tal Tim Gurner, Promotor imobiliário CEO. 
O capitalismo é um sistema criminoso, nem se duvide.
 

 

Impostos para que devem servir?

Que um cidadão pague os impostos devidos nada a dizer. 
Se os paga, e só se os paga, é contribuir para a melhoria do funcionamento dos serviços públicos e para ser solidário com os milhões que nada têm. 
É um facto. 
O que temos assistido é coisa bem diferente. 
A elite abocanha a maior fatia dos impostos em proveito próprio, benesses e outras regalias, desbarata de forma inglória a melhoria dos serviços em benefício dos privados e solidariedade com os mais necessitados é coisa vã. 
Que se paguem impostos mas que os mesmos sejam bem aplicados, é só o que se exige. 
Responsabilidade, sabem o que é? 
É um facto que não sabem.
 

 

terça-feira, fevereiro 17, 2026

Portagens? Vergonhoso

Se temos que pagar à BRISA os arranjos na A1, então porque não se isentam os cidadãos das portagens das autoestradas das zonas atingidas pelas tempestades? Dualidade de critérios. 
Para os concessionários todas as ajudas para o resto da população pagar tudo. 
O mesmo de sempre.
 


A situação financeira da RTP é muito grave. 
Empresa pública quer avançar com um terceiro plano de rescisões voluntárias, após a saída de 135 trabalhadores no ano passado. 
Pressão nas contas e resultados negativos levam RTP a cortar custos. 
O conselho de administração da empresa pediu ao Governo um financiamento de 20 milhões de euros para viabilizar o processo de despedimentos. 
A RTP vai reportar prejuízos de 3,9 milhões de euros relativos ao exercício de 2025. As contas da operadora pública de rádio e televisão estão sob pressão e deverão manter-se no vermelho este ano. 2026. As perspetivas apontam para que 2026 encerre com resultados negativos na ordem dos três milhões de euros. 
A administração olha para os despedimentos como solução da grave crise financeira. 
E o Artigo 376.º - Peculato de uso? 
Não vos interessa? 
Só milhões para despedimentos, entendido.
 



 

Tempestade Perfeita

Ainda o caso da Tempestade Perfeita. 
O caso de corrupção no Ministério da Defesa arrasta-se sem previsão para julgamento. 
E, eis que a juíza "entende" que os autos não estão em risco de prescrever e considera “manifestamente inútil”, para já, marcar a audiência do processo que reúne 73 arguidos. Mas afinal quem paga a esta juíza? Se um trabalhador não lhe apetecer trabalhar também o pode fazer sem penalizações? Claro que não. 
Isto revela a arrogância com que certa gente olha para os pobres contribuintes. Lembrar, aos mais distraídos, que a "Operação Tempestade Perfeita" envolve o ex-secretário de Estado da Defesa, Marco Capitão Ferreira, investigado por suspeitas de corrupção desde julho de 2023. Já lá vão quase 3 (TRÊS) anos. 
Brilhante. 
O antigo governante foi alvo de buscas e constituído arguido nessa operação, que culminou na acusação de 30 empresas e 43 suspeitos, entre os quais dirigentes de topo do Ministério da Defesa, como Alberto Coelho, antigo diretor da Direção-Geral dos Recursos da Defesa Nacional. É só para lembrar! 
Em causa estão crimes de corrupção ativa e passiva, branqueamento de capitais, peculato e falsificação ou contrafação de documento, maioritariamente associados às contratações que levaram à derrapagem da despesa nas obras do Hospital Militar de Belém durante a pandemia de covid-19. 
Calma cidadãos a juíza "considera manifestamente inútil" para já, marcar a audiência do processo. 
Se fosse um pilha-galinhas já há muito que teria sido manifesto marcar e realizar o julgamento. 
Obviamente. 
Lembrar que também há a gestão do programa de seis navios patrulha oceânicos, no valor de cerca de 5,3 milhões de euros. 
O Tribunal de Contas considerou o contrato “fulminado de nulidade” e recusou o visto. 
Calma cidadãos "manifestamente inútil" a audiência, para já. 
Mas há muitos mais a apontar e a desvendar nesta tempestade. 
O povo é sereno e a elite goza com as inutilidades manifestas. É fartar vilanagem. 
 

 

Não lhes basta o vencimento?

Subsídio de reintegração no seu País! Ainda não mudaram a lei? Há subsídios para tudo, alojamento, representação, carros e combustível, motoristas e muitos mais...e até futebol via cabo. 
Isto é mesmo gozar com quem trabalha.
 

 

As trevas

Em Portugal as ditaduras salazarista e marcelista executaram a mesma política educacional: memorização, proibido criticar, taylorismo, aceitar sem questionar a transmissão do conhecimento do professor para o aluno, o professor detinha o saber que era inquestionável, não interessava para nada o saber adquirido na família, sociedade e coletividades de cultura e os submissos premiados, colocados nos quadros de honra e sempre na primeira fila da sala de aula. 
O célebre estrado que diferenciava as posições de quem mandava e de quem obedecia sem questionar sem admitir sequer o diálogo. 
Também houve milhares de professores mortos, presos que sofreram as mais repugnantes sevícias, expulsos do ensino e muitos abandonaram Portugal. 
Já nem preciso de retroceder no tempo e lembrar o fim da Reforma em Portugal em tudo copiada e iniciada e incentivada por uma Espanha retrógrada. 
D. João III conseguiu que a inquisição se implantasse em Portugal e que a Contra Reforma vingasse apoiada na Inquisição. Os colégios da Reforma, dos melhores da Europa, dirigidos por Judeus foram encerrados e os humanistas foram expulsos e perseguidos muitos deles acusados de pedofilia. 
O tempo não demorou a desmascarar a hipocrisia e os verdadeiros interesses da seita jesuíta que se impôs no reino a todos os níveis impondo o obscurantismo e seguindo os dogmas do Concílio de Trento. Portugal e Espanha caíram séculos e séculos na mais profunda noite das trevas.
 

 

Insanidade

Da insanidade das escolhas: Para comprar 5,8 mil milhões de euros em armas não falta dinheiro e não vai sequer ao défice, mas para ajudar as vítimas das tempestades já "é muito importante manter o equilíbrio das contas públicas e a redução da dívida pública".  
Sacanices. 
Hipócritas.  
Sempre submissos aos ditames de pedófilos, assassinos e gatunos. 
Que esperar?
 

 
 
 

O peso na consciência...

Com a notícia que o Governo do MonteNegro gastava 20 000 euros em canais de futebol quando a maioria do povo português sofria a bem sofrer com as tempestades eis que retrocederam no contrato. 
Lembrar que uma onda de indignação percorreu as redes sociais. Sim, os canais do lixo mudos e quedos. 
Idiotas. 
A vergonha foi tal que reduziram o número de ligações de oito para duas, passando de um custo mensal de 585 euros para 146 euros. 
Sou dos que penso que o cidadão português não tem que pagar este tipo de luxo. Quem quiser ter acesso aos canais premium da Sport TV, que detêm os direitos de transmissão de competições como a Primeira Liga de futebol, a Liga dos Campeões e a Liga Europa, que pague a subscrição do seu bolso. 
Haja vergonha. 
Depois dizem que não há dinheiro para nada. 
Pois entende-se a razão. A elite tem as benesses todas que quer e os pobres que vivam na miséria. 
Hipócritas. 
 

 

segunda-feira, fevereiro 16, 2026

Estado de calamidade no estado

E acabaram eles com o estado de calamidade. 
Desde quando um estado, seja ele qual for e pior se no domínio do social, o de calamidade, pode ser decretado o seu fim? 
Sois quem para decretar tal coisa? 
Milhares de cidadãos sem eletricidade, sem água, sem comunicações, sem eira nem beira, sem emprego, sem condições para trabalhar há semanas e uns iluminados "decretam" o fim do estado de calamidade. 
Sois uns nojentos.
Mas pagar 20 000 euros para ver a bola no palácio é estado de sobranceria. 
Tenho nojo.
 

 

História de Portugal.

 «Olha o fado 
 
Ora é tão vingativo 
Ora é tão paciente 
Amanhã é comedor 
Hoje abstinente 
Mentiroso alcoviteiro 
Doce e verdadeiro 
Uma vez conquistador 
Outra vez vencido 
Amanhã é navegante 
Hoje é desvalido 
Sensual aventureiro 
Doido e bandoleiro» 
 
Fausto Bordalo Dias - Por este rio acima.