quinta-feira, outubro 08, 2026

Enganos que servem a elite

 Mas em Portugal os pasquins, os canais do lixo, os idiotas dos comentadores só falam de tricas e futricas.

Canalha mais insolente.

Falai de coisas sérias que arruinam milhões.




A direita no poder

 Dois meses de governo de ultradireita na Colômbia e não têm dinheiro para pagar as pensões.

E depois será a Argentina, México, Peru, Venezuela...




Aprenda-se

 Um comentário que devia merecer a atenção de todos.

"Sam Altman promete saúde e educação, Musk fala em acabar com a pobreza, Zuckerberg e Amodei em curar doenças. O futuro da IA é maravilhoso.

Depois Jon Stewart faz uma pergunta muito mais modesta: e os empregos?"




Falta de cuidado como sempre

 Em Lisboa, como por quase todo o Portugal.

Plantam-se árvores, mas não se cuida delas.

Alguém lucra com tal falta de cuidado.

"Ser-se árvore neste país é difícil… As Câmaras (ou as Juntas), como a minha de Lisboa, devem pensar que as árvores crescem do ar e se alimentam de... gravilha.

Se fosse só este exemplo, não era sequer tema, mas é que isto é demasiado a regra para ser verdade, e demasiado mau para não deixar de notar. Para mim, isto é das mais altas faltas de respeito de toda uma cadeia de valor, onde incluo - lamento ferir - "todos, todos, todos."

Só de me lembrar que Lisboa foi Capital Verde Europeia, há uns anos (não há muitos), dá-me náuseas iguais às que tenho ao ler um Relatório de Sustentabilidade de 30 páginas, só de texto, e com imagens da Getty Images.

Se calhar, betuma-se isto para depois (agora, ao abrigo dos fundos ambientais das alterações climáticas e zonas de sombra, blablabla,) se pagar para partir, quando as árvores morrer, vai-se lá saber porquê! 

Será?

Entretanto, árvores morrem e árvores vão. Os números de plantação, esses, não.

Ps:Já agora, sabia que Lisboa prepara-se para a 2.ª temporada do “Querida, mandei abaixo uma árvore!”? A primeira foi sobre os jacarandás, e agora vai ser sobre as tílias da Av. Almirante Reis."

João Pedro Pereira Reis



Detesto fardas

 Nem humanidade têm.

Um capanga com um uniforme da polícia não pode ser polícia.

A bater num cidadão deficiente numa cadeira de rodas. Isto não é um incidente. 

É barbárie ranhosa.

É covardia. Só se metem com os fracos e os frágeis.

Metem nojo.

Chamam a isto de "segurança"?

É covardia com um uniforme.

Concordo e concordarei sempre com o escritor de língua portuguesa, Luís Stau Monteiro, que afirmou "detestar fardas". Também eu, Stau Monteiro.

Já não sabeis quem foi Stau Monteiro; assim vai o ensino em Portugal.

Deixo-vos a lembrança de algumas obras: "Um Homem não Chora", "Angústia para o jantar" e "Felizmente há luar", entre outras. Para além da celebérrima "Guidinha".

Aprendei, iletrados e imbecis, e ensinai se souberdes, obviamente.




Ficam as palavras. Serão rapidamente esquecidas?

 


Habitação de quem e para quem?

Percebem a vontade de alterarem a lei das rendas e liberalizarem ainda mais a habitação?

Canalha nojenta.



Roubos

E o povo, na sua ingenuidade, vai acreditando nas crendices da canalha. Tudo se faz em prol do bem-estar da comunidade. Qual delas? 

Só podia — a deles.

Um dia a justiça dirá, alegremente, "arquive-se" por falta de meios.




terça-feira, outubro 06, 2026

Paguem o que devem

 A Banca ainda deve 70% dos 30 mil milhões de euros das ajudas dos contribuintes.

Imagine que tinha uma dívida qualquer à agiotagem.

Comunicação imediata ao tutor dos agiotas, o Banco de Portugal, o seu nome arrastado pelas quelhas e passadiços de lama da canalha.

Lembrar aos mais distraídos que já passaram mais de duas décadas desde a crise financeira. 

Até final de 2025, foram injetados 30 mil milhões de euros, tendo sido recuperados 8,9 mil milhões. 

Lembrar que o que falta pagar pela agiotagem é quase tanto quanto o valor do Plano de Recuperação e Resiliência, o pacote de verbas a fundo perdido e empréstimos, que terminou este ano.

Imagine-se a grandeza da dívida.

Lembrar que o minorca do Banco Português de Negócios (BPN), um pequeno banco privado que se veio a revelar um enorme buraco financeiro, ainda deve 5,8 mil milhões de euros da ajuda total de que beneficiou.

Mas há mais agiotas a deverem aos contribuintes, nomeadamente Banco Espírito Santo/Novo Banco e o BANIF - Banco Internacional do Funchal.

Lembrar os apoios generosos que a agiotagem recebeu dos sucessivos governos desde 2008 em nome da "estabilidade do sistema financeiro". 

Andaram a jogar nos casinos e os contribuintes portugueses continuam a ver navios.

Importa frisar que muito dinheiro público vertido sobre os agiotas serviu também para tapar buracos gigantescos nos balanços e pilhas de crédito malparado, fruto de negócios ruinosos, de crimes como associação criminosa, corrupção ativa, burla qualificada, manipulação de mercado e branqueamento de capitais, segundo os muitos processos judiciais que correram e ainda correm.

Todos com a prescrição à vista, obviamente.

Ter atenção de que muito do valor devido a acionistas e clientes simplesmente desapareceu, magia, e o que sobra assenta em garantias e ativos que pouco valem ou que desvalorizaram brutalmente, havendo dúvidas sobre se os quase 21 mil milhões de euros agora contabilizados pelo Tribunal de Contas alguma vez serão devolvidos na íntegra aos contribuintes.

Esqueçam, pois nunca mais o voltarão a chamá-lo «seu».

Em resumo, segundo parecer do Conselho das Finanças Públicas, assinalou-se que existe um "risco orçamental" relacionado com as dívidas deixadas pela agiotagem, com "potencial impacto adverso" para os contribuintes: a eventual ativação de uma provisão de 630 milhões de euros.

Segundo parecer do Conselho das Finanças Públicas, o BES/NB tinha ainda 93% do apoio orçamental por saldar;

O segundo pior caso é o do BPN, do qual ainda falta ressarcir aos portugueses 91% do apoio concedido;

O terceiro mais atrasado é o universo BANIF, que falta pagar 85% aos portugueses.

É fartar vilanagem.

Acrescentar que os cinco maiores bancos a operar em Portugal (CGD, BCP, Santander, BPI e Novo Banco) registaram um lucro conjunto de cerca de 13,9 milhões de euros por dia no primeiro semestre de 2026.

Paguem o que devem.




Afundanço

 O procurador-geral da República, Amadeu Guerra, extinguiu o grupo de reflexão sobre a fraude no uso de fundos europeus. 

Razão?

Fim da execução do Plano de Recuperação e Resiliência em Portugal e à saída de várias entidades públicas com responsabilidades na gestão e controlo de fundos europeus.

Amadeu Guerra fala ainda de falta de "impacto direto significativo" das atividades do grupo no funcionamento das estruturas do Ministério Público que se dedicam a investigar e combater a criminalidade económico-financeira, nomeadamente o Departamento Central de Investigação e Acção Penal.

Importa dizer que a opinião do senhor Amadeu não é consensual, nem na procuradoria e muito menos fora dela.

A procuradora Ana Carla Almeida alerta que medidas adotadas pelo governo para acelerar a execução de fundos europeus vão aumentar risco de irregularidades e fraude. Diz que o Plano de Recuperação e Resiliência tinha “fragilidades” e alerta que apenas é conhecida “a ponta do iceberg” sobre fraude com dinheiro europeu.

Percebeu, senhor Amadeu? Nós percebemos, e muito bem.

Lembrar ao senhor Amadeu que o Organismo Europeu de Luta Antifraude recebeu mais de 2.300 comunicações de irregularidades relacionadas com a PAC e com os fundos comunitários do PT2020. 

Destas, 67 envolviam suspeitas de fraudes e verbas no valor de 47,4 milhões de euros.

Coisa pouca não é, senhor Amadeu?

Tudo esclarecido.

Só conhecida a ponta do iceberg, mas o Titanic foi ao charco. 




Queda

 O governo de esquerda, se assim se podem definir certas forças políticas, está a escancarar as portas do poder à direita.

Com a dissolução do parlamento na Espanha e a convocação de eleições antecipadas, a direita, toda ela, tem fortes hipóteses de ascender ao poder.

As causas de tal ascensão são sempre as habituais. O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente. Não se aprende ou não se quer aprender, e quem sofre são as classes sociais que nunca decidem nada, apenas lhes pedem um papel numa urna. Sim, há luta de classes, por muito que a elite evite tal proposição, mas a luta é sempre desigual e em territórios de nenhum interesse para os mais frágeis. E essa elite, com roupagens democráticas de esquerda, comete os maiores atropelos à transparência e dá o flanco à direita. Corrupções, políticas que não respondem aos interesses legítimos dos mais fracos, que só beneficiam a própria elite, seus correlegionários e os patrocinadores endinheirados. O mesmo de sempre.

O povo assiste, incrédulo, umas vezes, e outras vinga-se nas eleições. Sabe que, com a direita, tudo será pior. 

Vingança. 

Por falta de conhecimento e lavagens ao cérebro, deixaram de acreditar na utopia. Os tempos vão ser duros, conjugados com crises de todo o tipo e feitio. Liberdades, garantias e direitos já foram. O tempo da primazia do social, guarda-chuva de tanta solidariedade e diluição da pobreza, acabou.

Voltam os agiotas e o primado do mercado, que tudo vai controlar. Até o teu descanso eles o querem. 

Acreditar em falsários só podia dar nisto.




E a França ainda é "Liberdade, Igualdade e Fraternidade"?

França está a viver o terceiro dia nacional de mobilização estudantil, numa jornada que junta estudantes, professores, sindicatos e, em algumas escolas, também pais.

O que começou como uma contestação às condições do ensino transformou-se, entretanto, num dos primeiros grandes focos de tensão da atual campanha eleitoral. 

Os estudantes protestam contra a falta de professores e funcionários, as condições de alguns estabelecimentos, a dimensão das turmas e as dificuldades de acesso ao ensino superior. 

Onde é que eu já vi isto?

Só que o «português é suave». Demasiado suave.

Mas, na França, as manifestações passaram também a refletir um descontentamento mais amplo com as condições de vida, a pobreza, as desigualdades e as restrições à despesa pública.

Onde é que eu já vi um povo que só sabe obedecer?




segunda-feira, outubro 05, 2026