sábado, maio 16, 2026

Para pensar...

"Em 2025, o Serviço Nacional de Saúde gastou cerca de 250 milhões de euros com a contratação de médicos tarefeiros, a maioria para assegurar as escalas das urgências, um aumento de 17,3% em relação a 2024."
E ainda falam da revitalização do Serviço Nacional de Saúde?
Seguramente mais um retrocesso civilizacional.
O Serviço Nacional de Saúde será, como eram os hospitais no tempo da ditadura, para ajudar a morrer os cidadãos.
Apenas e tão só.
Os ricos continuam a ir, como naquele tempo, para o privado.



Morreu o arquiteto, pintor, ilustrador e cartoonista João Abel Manta.

 Figura ímpar da nossa cultura. Filho de um ilustre pintor de Gouveia, Abel Manta.
João Abel Manta manteve sempre uma ligação afetiva e cultural ao concelho de Gouveia e ao legado artístico do pai. O artista teve um papel determinante na valorização do Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta, através da doação de obras ao município em 1985 e 2001, contribuindo para o enriquecimento e afirmação daquele espaço museológico como uma referência nacional da arte moderna e contemporânea portuguesa. João Abel Manta ficou conhecido por obras emblemáticas do pré e do pós-25 de Abril usando o desenho como forma de intervenção política e crítica social. Os seus cartoons publicados em jornais como o Diário de Lisboa e o Diário de Notícias tornaram-se símbolos da luta contra a ditadura e do entusiasmo revolucionário após o 25 de Abril. O seu estilo combinava humor mordaz, referências culturais e comentário político. Durante o Estado Novo foi alvo da censura e chegou a ser preso pela PIDE em 1948 devido à sua ligação ao MUD Juvenil. Em 1972 enfrentou ainda um processo judicial por um cartoon satírico publicado no suplemento A Mosca, do Diário de Lisboa, acabando absolvido. Após o 25 de Abril produziu intensamente cartoons e cartazes revolucionários, mas acabou desiludido com o rumo político pós-1975. Participou em projetos marcantes como os prédios da Avenida Infante Santo, a sede da Associação Académica de Coimbra, os desenhos das tapeçarias da Fundação Gulbenkian, o mural de azulejos da Avenida Calouste Gulbenkian, o pavimento da Praça dos Restauradores, em Lisboa, ilustrações para A Cartilha do Marialva e Dinossauro Excelentíssimo. É justamente considerado “o cartoonista da Revolução” e bem considerado. O melhor contributo que se pode prestar quer à obra do pai Abel Manta e do filho é visitar o museu em Gouveia. À família, apresento minhas mais sinceras condolências.





Fechar os olhos

A alteração do montante a que o Tribunal de Contas vai fiscalizar os contratos públicos é mais uma forma de ROUBAR o erário público.
Diz a canalha que há muita burocracia na aprovação das "obras". Voltamos aos projetos das "casinhas" do Sócrates aqui pela Guarda. Sempre no rumo certo: mercandejar. Fechem ainda mais os olhos, que os vigaristas e corruptos agradecem.



Coincidências, obviamente.

Um ex-cambista, de Vilar Formoso, nos tempos áureos do franco francês, franco suíço, da peseta e do marco, assim que o negócio acabou, com a moeda única, mudou-se para terras da Ribeinha. Tornou-se sócio, maioritário(??), de uma empresa de carros, topo de gama, que noutros tempos era privilégio de empreiteiros, mas hoje, pelo menos aqui pela Guarda, são conduzidos, em grande número, por damas de donos de poços de petróleo que vão existindo na cidade e concelho e pelos "sapatilhas".
Mas a ambição aumentou e partiu para a política. Para já integrou as listas do presidente da câmara da Guarda, Sérgio Costa. E agora é empreiteiro. Tem em construção, passe a publicidade, um empreendimento ali perto da rotunda da nunca esquecida "Ti Joaquina". Só coincidências, obviamente.







Semana académica na Guarda? Já era!

Segundo o que é dado a conhecer pelos próprios elementos que constituem a Associação Académica da Guarda, este ano não deverá haver semana académica.
Dizem os elementos da associação que a razão de não existir a semana académica resulta da existência de uma dívida de 100 mil euros que se acumulou dos anos anteriores. E não denunciam o caso às autoridades? Pois, muita máquina de lavagem. Se esta gente se habitua a dar desfalques desta ordem de grandeza, imagine-se um dia quando estiverem donos e senhores do erário público. Alguém se pode admirar do que vai acontecendo por Portugal com aprendizagens destas? Bem sei que há autonomias face aos órgãos diretivos, mas é o dinheiro dos contribuintes que está em causa. Exigia-se responsabilidade a todos. Como dizia o outro, quando se denunciaram roubos bem evidentes: "Com amigos destes, não precisam de ter inimigos". Hoje acho piada ao folclore de então e às sucessivas vigarices e apadrinhamentos em múltiplas atividades, mesmo curriculares. Máquinas de lavar dinheiro e muito brandy, pois então. (Foto Jornal "O Interior").



Ponto de vista

Como devia ser do conhecimento geral, a Polícia de Segurança Pública, bem como a Guarda Nacional Republicana, são as duas principais forças de segurança pública em Portugal, ambas sob a tutela do Ministério da Administração Interna e essenciais para a segurança nacional. 
A Polícia de Segurança Pública atua maioritariamente em zonas urbanas, enquanto a Guarda Nacional Republicana opera em áreas rurais e de menor densidade, partilhando missões de policiamento e criminalidade. O lema da Polícia de Segurança Pública de Portugal é "Prevenir, proteger, servir". A instituição, com 158 anos de história, tem pautado a sua atuação pela missão de garantir a segurança interna, a ordem pública e a proteção dos cidadãos, nomeadamente em tempos de democracia. 
 Já a Guarda Nacional Republicana foi criada em 3 de maio de 1911 e o lema é «Pela Lei e pela Grei». Este lema simboliza o compromisso da instituição com a estrita observância da lei e a dedicação ao povo, refletindo a sua missão de proteger a população e garantir a segurança pública. 
As duas forças devem atuar em conformidade com a lei vigente e em respeito às normas constitucionais, em dedicação à população, ao cidadão e à comunidade. 
Lembrar o historial destas duas forças e as suas principais atribuições é de extrema importância no momento presente. Quando os órgãos de comunicação social anunciam que há quase 600 membros das forças de segurança a usarem as redes sociais para violar a lei, algo de muito grave vai no mundo das instituições. 
Mais de três mil publicações de militares da Guarda Nacional Republicana e agentes da Polícia de Segurança Pública, nos últimos anos, e segundo o que foi dado a conhecer, mostram que as redes sociais são usadas para fazer o que a lei e os regulamentos internos proíbem. 
Infelizmente, o caso não é apenas. o que já seria grave, de publicações é de possíveis crimes hediondos. 
Já em 2022, eram detidos vinte e quatro agentes da Polícia de Segurança Pública por suspeitas de tortura grave, violação e abuso de poder. O caso foi denunciado ao Ministério Público pela própria polícia. 
Este ano, o caso teve novos desenvolvimentos a 4 de março, dia em que mais agentes foram detidos numa operação novamente conduzida pela Polícia de Segurança Pública e pelo Ministério Público. Vários crimes terão sido filmados e partilhados em grupos de WhatsApp, dos quais dezenas de outros agentes eram membros por mero prazer de ver a humilhação das vítimas. 
Dado o cariz das mensagens enviadas no grupo, não as irei reproduzir por respeito a quem me ouve, mas principalmente aos agredidos. 
Segundo a acusação, existiriam pelo menos dois grupos na plataforma. Num deles, com dezenas de pessoas, circulariam vídeos relacionados com o caso e, num outro grupo, com sete agentes, terão sido partilhadas imagens de agressões e humilhações a detidos no interior das esquadras do Rato e do Bairro Alto. 
Os presumíveis autores de tais crimes escolhiam vítimas vulneráveis, como toxicodependentes, pessoas em situação de sem-abrigo e imigrantes. Depois de as deterem, na maioria dos casos por pequenos delitos, levavam-nas para as instalações da Polícia de Segurança Pública, o palco dos crimes, onde se aproveitavam da fragilidade dos detidos. As vítimas eram agredidas com socos e chapadas, coronhadas na cabeça e pontapés. 
Já em novembro de 2025, dez militares da Guarda Nacional Republicana e um elemento da Polícia de Segurança Pública foram detidos numa operação da Polícia Judiciária que desmantelou uma organização criminosa de auxílio à imigração ilegal, que controlava centenas de trabalhadores. 
E, por fim, para culminar ainda em maior desgraça para as instituições, eis que são conhecidos relatórios de maio de 2026 em que um membro da Polícia de Segurança Pública alertou os agentes visados sobre as investigações e buscas que estavam a ser alvo. 
Há, em todo este processo, a presumível atuação de chefias policiais. O que ainda é mais grave a ser verdade. Infelizmente, estas situações fazem-nos lembrar casos como os vividos noutros tempos, nomeadamente em tempos de ditadura contra trabalhadores, estudantes que se manifestavam quer pela melhoria das condições de vida, quer principalmente pela liberdade. 
Salientar que, em caso algum, com todas estas notícias, é que nunca se deve confundir uma árvore com a floresta. Acreditamos que a melhoria no recrutamento, na formação dos agentes e principalmente numa educação cívica dos cidadãos, na sua generalidade, permitirá que a vida democrática continue a ser defendida. Ficam os princípios e valores democráticos. 
Tenham uma excelente semana.



terça-feira, maio 12, 2026

Tesourinhos da Assembleia Municipal da Guarda, realizada a 29 de abril de 2026.

"O Bota Abaixo"!
O senhor presidente da Assembleia Municipal da Guarda continua a fazer intervenções no mínimo de muito mau gosto, principalmente para quem devia manter algum respeito e seriedade ao presidir uma assembleia de representantes dos munícipes. Não esquecer que a Assembleia Municipal, para quem não sabe ou não quer saber e fica a saber, é um órgão deliberativo. Que se perceba. Os guardenses ficaram a saber que o senhor presidente da Assembleia Municipal, quando estudante em Coimbra, frequentava a Real República "Do Bota-Abaixo". Curioso, senhor presidente, eu a pensar que o senhor era mais frequentador da "Real República Rápo-Táxo". Esclarecido.





Pastéis de nata...

Ontem comprava ações que depois teve de despachar, imposição do Banco Europeu, note-se. Diz-se que tem pouco mais de mil euros em depósitos bancários. Para quem recebe mais de vinte euros mensais, é estranho. Mas cada um sabe as linhas com que se cose.
Agora, aproveita-se de facilidades concedidas aos trabalhadores da instituição para comprar carro a juros bem vantajosos, 1,4%. E o crédito concedido foi só de 29 mil euros. Teve que dar fiança? Qual era o cidadão português que rejeitaria tal benesse? Mas o Álvaro arranjou um tacho ou uma panela de pressão? Quantos pastéis de nata Portugal tem que vender para comprar um BMW à Alemanha? Eis a questão...



Mais e mais...

Gafe ou intencional?
Montenegro, a trocar “future” por “führer”… em solo alemão. Isto nem inventado.





Covardes

Concordo em absoluto com Miguel Sousa Tavares nessa covardia do governo português.
Transformaram-nos num país de servidores, ontem de café nos preparativos da invasão do Iraque, hoje na subserviência a um idiota mercantilista. Fazem dos portugueses uns covardes. Que nojo. Vergonhoso.



A França e o armamento nuclear

Talvez fosse bom lembrar, ou quiçá aprender, que a França, entre 1960 e 1966, realizou 17 testes nucleares na Argélia.
Décadas depois, famílias ainda relatam cancro, contaminação e consequências da radiação no deserto argelino. A história fala muito sobre Hiroshima e Nagasaki. Mas quase nunca sobre as bombas nucleares detonadas em África. Alguém na escola te falou disso? Calados, caladinhos e bardamerda.



"Portugal está melhor. Os portugueses é que não" diz um impostor.

Nem Portugal está melhor, e milhões de portugueses estão cada vez mais a sofrer com as políticas de uma corja insolente e idiota.
Só a elite vive na paz dos anjinhos. Os anjinhos papudos que acreditam que as vacas sorriem e que elas também voam. Acordai. O último relatório de uma entidade, mais uma, que diz "regular a saúde", conclui que há menos cirurgias e as listas de espera não param de aumentar. Mas esta entidade, paga pelos nossos impostos, só se limita a fazer relatórios como sinal de vida? Qualquer cidadão, bem informado, diria tal coisa. Sem gastar milhões aos contribuintes, basta estar atento e não ver balões e fazer sombra quando há sol.



sábado, maio 09, 2026

Tudo "bons rapazes"!

O que são 50 mil euros e 4 relógios?
Coisa pouca, dirão alguns. Pois o assalto ao pote, em certos casos, é muito maior. Mas esses são indeterminados e bem protegidos. Ainda há por aí uns cretinos a fazerem-nos crer que quem declara pouco mais de mil euros em depósitos na agiotagem é esperto. Pois os juros que a agiotagem paga são ínfimos. Então, o que fazem com os milhares que ganham por mês? Debaixo do colchão? Sem falar de todas as benesses que ainda usufruem. Aos montes! É vê-los a pagarem tudo, mas mesmo tudo, com dinheiro contado, sem cartões de débito ou crédito. Eu, na minha modesta opinião, penso que fazem dos colchões, dos buracos do jardim, dos alçapões falsos ou mesmo da piscina os esconderijos dos gamanços. Só pode. Mas isto fazem-nos os "espertinhos". Já os idiotas pequenotes de assaltos mais reduzidos são apanhados com a boca na botija e faz-se alarde da notícia para acalmar o "povinho iletrado e incauto" a acreditar que a investigação e a justiça funcionam. Sois uns palermas. Acreditem neles quando dizem que não há corrupção em Portugal. Não há é pouca.



sexta-feira, maio 08, 2026

Os médicos dispensados das urgências não podem ser tarefeiros. Será?

A ver vamos, como dizia o "ceguinho" do "Quebra Costas", em Coimbra.
E diz o governo, por meio de decreto-lei, mais decreto do que lei, que os internos que não ingressaram no Serviço Nacional de Saúde estão (??) também impedidos de desempenhar funções de tarefeiros. Será? Entretantos, algumas organizações da classe já vieram dizer que, se houver restrições e incompatibilidades, os utentes do interior do país serão os que mais vão sofrer. Perceberam?