quarta-feira, setembro 30, 2026

Camus

Para Camus, a inteligência suprema reside na solidariedade e na resistência, e não no domínio. O verdadeiro herói camusiano não é o criminoso que domina a sociedade, mas sim o Dr. Rieux (da obra A Peste), que usa a sua inteligência de forma silenciosa para combater o sofrimento humano, sem querer mandar em ninguém.

Leiam-se, compreendam-se e estudem-se as metáforas.

Se houver capacidade para tal, obviamente.




Conhecimento

 Com esta metáfora, Aristóteles defendia que a educação e o conhecimento transformam profundamente o ser humano, permitindo-lhe viver de forma plena, consciente e racional, enquanto a ignorância limitaria a existência a um estado de mera sobrevivência.




Sem teto

 Li isto e não podia ficar indiferente.

Acontece em Portugal, neste caso em Faro. Mas podia ser noutro qualquer ponto deste país miseravelmente maltratado.

Transcrevo:

"Hoje, por razões pessoais, dirigi-me mais uma vez ao Hospital Distrital de Faro!

Não pude ficar indiferente a este cenário e dirigi-me ao homem da fotografia, se vivia ali! Disse-me que sim, há cerca de dois anos, com uma companheira diabética e invisuall! Perguntei-lhe por que não tentava arranjar uma solução, contactando alguma entidade que pudesse resolver a situação!

Informou-me que entidades oficiais, nomeadamente a Câmara Municipal de Faro, a Segurança Social e outras entidades, já tinham sido contactadas e nada tinha acontecido!

Quando chove, tentam usar a entrada do hospital para se abrigarem, mas são escorraçados pela segurança, para não dar má imagem…

Num país onde a Constituição consagra o direito à habitação, onde o Estado social foi uma das grandes conquistas do 25 de Abril, é intolerável sermos confrontados com imagens destas!

Num país em que se gastam 175.000 € em eventos de inauguração de uma escola!

E vivemos em democracia…."

António Almeida Pires.




Portas giratórias

 Uma empresa portuguesa, a Mariculture Systems Portugal, acaba de conseguir uma coisa inédita: vai explorar o primeiro grande projeto de aquicultura offshore licenciado em Portugal.

A Mariculture Systems Portugal pertence à Mariculture Systems Ltd. Israelita.

A tecnologia utilizada no projeto Coralis foi desenvolvida pela empresa-mãe israelita e é tecnologia proprietária e patenteada. Não estamos a falar apenas de alguém que vem criar peixe numa gaiola ao largo do Algarve. Estamos a falar de um sistema tecnológico de aquicultura offshore, totalmente automatizado e monitorizado.

Aquilo que é apresentado como um contributo para a soberania alimentar portuguesa poderá, afinal, produzir peixe em águas portuguesas, por meio de uma empresa local pertencente a uma empresa israelita, utilizando tecnologia israelita patenteada, para depois ser comercializado por meio de uma empresa dos Países Baixos.

Por detrás desta operação está Fausto Brito e Abreu, atualmente Deputy CEO da Mariculture Systems Portugal. O nome talvez não diga muito à maioria das pessoas, mas a carreira diz. Antes de passar para esta empresa privada, teve funções públicas diretamente relacionadas com o mar. Foi secretário regional do Mar dos Açores, trabalhou na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia e teve responsabilidades ligadas à política marítima portuguesa.

Mais um processo para vender o território português ao estrangeiro e, pior, aos assassinos de Israel, com o conluio de alguém que teve responsabilidades governamentais. Um nojo de governo.



É preciso lutar

Maricarmen poderá voltar para casa: oito anos de contrato e uma renda semelhante aos 500 euros que pagava antes.

Cinco dias depois de vê-la sair de maca da casa onde viveu sete décadas, os representantes de Maricarmen e Urbagestão chegaram a um acordo para que ela pudesse voltar. Após mais de quatro horas de negociação com mediação da EMVS, o pacto prevê um contrato de oito anos e uma renda que não excederá 30% da sua receita, cerca do valor que vinha pagando antes do despejo. Ainda falta que a própria Maricarmen, internada no Gregório Marañón, dê o seu acordo definitivo.

A reunião reuniu sua advogada, familiares, Sindicato dos Inquilinos, representantes da Urbagestão e técnicos municipais. Antes de entrar, a defesa tinha deixado claro o objetivo: que Maricarmen pudesse voltar para a mesma casa e em condições assumíveis. A empresa tinha apresentado anteriormente outras fórmulas que não foram bem-sucedidas; desta vez o acordo permite o seu retorno imediato quando receber a alta e o ratificar.

Foram precisos milhares de pessoas na rua, um acampamento ao sol, manchetes internacionais e um decreto batizado com seu nome.

O que parecia impossível na quarta-feira apareceu negociado na segunda.

Às vezes falta moradia.

E outras vezes, o custo político de expulsar alguém é maior do que o de deixá-la viver.

Lutar é preciso e urgente.




A elite burra

 A propósito da frase «elegante mesmo é saber pronunciar estes verbos», lembrei-me da célebre história que o talentoso escritor da língua portuguesa, Ariano Suassuna, contava sobre o que o tal «senso comum» diz ser cultura.

O caso aconteceu no Rio de Janeiro, num jantar na casa de um casal abastado, logo após Suassuna tomar posse na Academia Brasileira de Letras.

Durante a conversa, a anfitriã da casa virou-se para ele e perguntou, com enorme intimidade: "O senhor, naturalmente, já foi à Disney, não é?"

Sem entender bem a abreviação, o escritor paraibano perguntou: "Já foi aonde?", ao que ela repetiu: "À Disney". Quando ele percebeu que ela falava da Disneylândia, respondeu que nunca tinha ido.

A reação da senhora foi de um choque absoluto. Segundo as palavras do próprio Ariano.

Diante disso, Suassuna concluiu, de forma genial, que aquela senhora "dividia a humanidade em duas categorias: quem foi à Disney e quem não foi".

Para a elite dita social, a discussão não é sobre o nível intelectual das pessoas, mas sim sobre o nível económico.

O escritor Walter Hugo Mãe tem um livro que aconselho vivamente: o século dos imbecis.

Mas voltemos à conjugação de certos verbos.

Aprenda-se.




Como aprender

Excelente resumo. Devia ser aprendido, compreendido, partilhado e estudado em todos os cursos de formação inicial de professores.

A contribuição de cada um dos principais pensadores para a Psicopedagogia.

Aprenda-se.

Seria de todo conveniente pesquisar e estudar aprofundadamente as teorias enunciadas.

Se não vos der muito trabalho, evidentemente.




A hipocrisia

 O caso das gémeas e a acusação deduzida pelo Ministério Público revelam o quão podre está a justiça em Portugal.

Não houve a coragem de chamar à coação Marcelo Rebelo de Sousa.

Hipocritamente, a excelência vem dizer, como já é hábito, vulgaridades para se esconder e passar entre os pingos da chuva. Recebeu o e-mail do filho e deu seguimento ao processo. Começou por fazer aquela cara de «inocente nojento», dizendo que não se lembrava de e-mail nenhum. Com a investigação e os factos a provarem o contrário, convoca os jornalistas para aquela patética declaração numa sala vazia, despida e fria. O cenário quis iludir, como aprendeu com o Salazar, com quem trocava bilhetes, e com o padrinho, o Marcelo das conversas da treta «em família», e com o sistema que serviu e se serviu - as ditaduras salazarista e marcelista.

O Sales deu seguimento ao pedido do Marcelo. Sales precisava de Marcelo e Costa, o seu «chefinho», ainda precisava mais.

A teia estava montada.

Em 14 dias, repito, 14 dias, é concedida naturalização às gémeas para poderem receber o remédio e o tratamento. Lembrar que, na altura, a obtenção da nacionalidade demorava, no mínimo, um ano. Hoje demora mais de 4 anos. Isto, se não houver dinheiro por baixo da mesa.

Mas isso passou ao lado da acusação do Ministério Público. Pudera, nos media mundiais, era mais uma vez mostrada com toda a clareza como funcionam os serviços públicos em Portugal: com cunhas e corrupção.

Bandalhos.

E o ridículo da acusação do Ministério Público atinge o clímax com a acusação de a mãe das gémeas ter usurpado o Estado português com a aquisição de cadeiras que, por sinal, já tinha outras semelhantes.

Nojo. Só um meio para dizer que houve acusação.

Quando um professor de direito, pai do Doutor Nuno, vem falar que ninguém está acima da lei; que a lei deve ser igual para todos; que tem de haver independência na aplicação da lei, Marcelo está a chamar de acéfalos os portugueses. Não te admito no que me diz respeito.

Tu estiveste sempre acima da lei, não é só neste caso; «a lei deve ser igual para todos», pois só que há uns mais iguais que outros; e falar de independência dos poderes é retórica podre, suja e desonesta, réplica perfeita da célebre e asquerosa frase «à justiça o que é da justiça».

Tenho nojo.

Já nem falo das múltiplas crianças que não tiveram direito, o dinheiro não é elástico como quer fazer crer um quadrúpede, que ficaram sem tratamento e mesmo sem cadeiras.

Estamos no esgoto com frascos de "tabu" despejados a litro.

Lavem-se com palha de aço.

E, para o caso ser mais pérfido, tivemos uma ministra da justiça vir dizer que o processo das gémeas tem de ser célere.

Desde quando uma ministra interfere na justiça?

Já disse o mesmo sobre o alegado atentado ao gabinete do Ventura? Do incêndio na sede do partido fascista em Évora? E de tantos outros casos por este país? Olhe, por exemplo, aqui pela Guarda.

Não seja esdrúxula.




segunda-feira, setembro 28, 2026

Movimento

Primeira Lei de Newton: Lei da Inércia - um objeto em movimento continuará a mover-se para sempre em linha reta e com velocidade constante, a menos que uma força externa atue sobre ele.

Logo, a força nem sempre move as coisas rapidamente... 

Às vezes, simplesmente as mantém em movimento. ”




Estudem

A canalha do Observador devia estudar. O que o escritor Eduardo Galeano escreveu é verdade. 

Desde o pó branco que vicia, o açúcar, passando pelo café, e o ouro, quem ganhou foi o país colonizador, Portugal, e deixou buracos no Brasil. Roubos e mais roubos de toda a espécie. Até o bispo Sardinha roubou, mas teve azar: foi servido numa refeição antropofágica. 

Já nem falo nos 5 milhões de escravizados. 

E se não sabem, que estudem, seus acéfalos. Construíram-se templos; o de Mafra é um dos muitos. 

E a industrialização da Inglaterra dá-se com o Brasil a pagar a dívida de Portugal à Inglaterra, a juntar a empréstimos que o Brasil teve de contrair para pagar 2 milhões de libras esterlinas que ficou obrigado a pagar pela independência. 

Curiosamente, o Tratado que deu a independência ao Brasil chama-se Tratado de Paz, Amizade e Aliança, declarado em 1825. Hipocrisia até no nome.

Estudem, seus idiotas. 




Uns nojentos.

Nem conhecem o regimento e vomitam asneiras. 
É altura de fecharem a cloaca.



 

Gatunos

"Vender a casa de uma vida com 40% de desconto???"

A agiotagem e outros que tais chamam-lhe "SOLUÇÃO PARA A REFORMA"!

E como se produz a "golpada"?

Um reformado que trabalhou 40 ou 50 anos para pagar a sua casa é «convidado» a vendê-la por 60% do seu valor, para «garantir» uma reforma menos miserável.

QUE BRUTO NEGÓCIO PARA A CANALHA, EM ESPECIAL PARA OS ESPECULADORES.

A vigarice dos agiotas com os altos patrocínios da Maria Luís Albuquerque. Que gatunagem. 




Nojo

O ambiente deve ser cuidado; se não há competência para o fazer, demitam-se.

Hoje encontrei mais uma vez o tal "espelho de água", no Parque Urbano do Rio Diz, na Guarda, cheio de algas que podem, como já o referi, promover a proliferação rápida de microrganismos perigosos, atrair pragas e, consequentemente, criar sérios riscos para a saúde pública e o ambiente.

Enviei e-mail que transcrevo ao senhor presidente da Câmara da Guarda e com conhecimento ao Delegado de Saúde da Guarda,

e ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR,

BASTA DE TANTA DESCONSIDERAÇÃO.

Alguém tem de pôr fim a este estado de abandono do parque e do desleixo a que votam os cidadãos.

BASTA.

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal da Guarda,

Exmo(a). Senhor(a) Delegado(a) de Saúde da Guarda,

Exmos. Senhores do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR,

O meu nome é Jorge Noutel e venho, por este meio, apresentar uma denúncia urgente relativa ao estado de total insalubridade e abandono em que se encontra o espelho de água localizado no Parque Urbano do Rio Diz, nesta cidade.

Para ilustrar com total fidelidade a gravidade da situação, anexo a este e-mail fotografias que tirei pessoalmente no dia de hoje. Como é visível nas imagens, o local apresenta atualmente uma água completamente imunda, estagnada, escura e com uma proliferação massiva de algas à superfície.

Este cenário reúne as condições biológicas ideais para o desenvolvimento de microrganismos patogénicos e para a proliferação descontrolada de insetos vetores de doenças (nomeadamente mosquitos), representando um risco biológico e de saúde pública muito grave para as centenas de cidadãos que utilizam diariamente o parque para caminhadas e lazer.

A presença de águas paradas e poluídas nestas condições, em plena zona urbana de lazer e sujeitas a temperaturas propícias ao desenvolvimento bacteriano, viola as mais elementares normas de higiene urbana e segurança ambiental.

Face ao exposto, solicito a intervenção urgente e coordenada de Vossas Excelências para que:

Seja realizada uma vistoria técnica de saúde pública e de fiscalização ambiental ao local;

Se proceda à aspiração, limpeza, desinfecção e tratamento imediato da água, ou ao esvaziamento controlado do espelho de água, eliminando o foco de contaminação na sua origem.

Na expectativa de uma atuação célere em prol da saúde e bem-estar da comunidade, manifesto a minha total disponibilidade para colaborar.

Com os meus melhores cumprimentos,

Jorge Noutel.





sábado, setembro 26, 2026

Um nojo

O riacho que atravessa o Parque Urbano do Rio Diz está seco.

Junto ao parque, prioritariamente para as crianças, não tem água. A pouca que por lá existe deve resultar de "desperdícios". Logo propícia ao desenvolvimento e proliferação de microrganismos patogénicos e insetos, representando sérios riscos para a saúde pública e o meio ambiente.

Proliferação de mosquitos propícia para o desenvolvimento de larvas de insetos, suscetível ao desenvolvimento de bactérias, tipo Legionella, transmissão de doenças hídricas, facilitando a propagação de infecções como leptospirose (por meio do contato com água contaminada por urina de roedores), hepatite A, cólera e diarreias.

Desta forma, verifica-se a degradação ambiental: a água perde oxigénio rapidamente, tornando-se eutrófica (com excesso de nutrientes), o que promove o crescimento de algas, fungos e biofilmes tóxicos. Exemplo: o tal "espelho de água".

Tudo o que foi dito aplica-se na íntegra ao estado lastimável em que se encontra o célebre "espelho de água".

Um nojo.

Manifestamente contra este tipo de desenvolvimento. 

Manifestamo-nos, temos esse direito, e nunca o deixaremos de fazer, incomode ou não o senhor feudal e restante séquito.

Exige-se uma limpeza séria ao riacho e ao dito espelho.

Não há autoridades que tomem conta do caso?

Por onde andam?

Podem ser acusadas de negligência, sabiam?

Ainda ontem, sexta-feira, um carro da polícia esteve junto ao parque de cães e cadelas. Nem se dignaram a sair da viatura,

Para fechar o turno?