sábado, agosto 08, 2026

Mais uma...

Ficou por cumprir mais uma promessa do ministro Fernando Alexandre, o da educação ou da falta dela.

Há escolas sem pautas afixadas e alunos à espera das reapreciações. 

O processo não ficou fechado na sexta-feira como estava previsto. Vários agrupamentos receberam os dados com atraso e erros. 

O ministro da Educação tinha garantido que as pautas seriam todas afixadas na sexta-feira.

E houve logo lambe-cus a gritarem hossanas, que desta vez a «coisa» tinha corrido bem.

Aldrabões.

Ide lamber a excelência; o vosso tacho está a precisar de arroz.




Vandalismo

 E o vandalismo continua no Parque Urbano do Rio Diz, na Guarda.

Agora foi uma mesa para a prática do teqball.

Vândalos, pois claro.

Aproveitam-se do facto de o parque estar sem segurança para destruírem tudo.






Aluguer de espaço?

 A "festa da cidade", falamos da Guarda, terminou há uma semana.

Pois o palco e uma carrinha de venda de produtos continuam no espaço.

Pagam renda?

Nunca se sabe...

Até quando?

Nova festança à vista?








O ridículo acontece em Portugal.

Alguém no seu perfeito juízo admite que um ministro, neste caso a ministra da Justiça, audite um colega do próprio governo?

Só em Portugal.

Auditar em causa própria.

Deixem de enganar os portugueses.

Luís Neves sabe que tem poder, muito poder.

"Daqui não saio, daqui ninguém me tira"!

Sabe, inclusive, que pode mandar para o lixo muita da corja.

E, assim sendo, tremem as pernas e a voz aos comprometidos.

Todos eles.

Uns piam de mansinho e outros gritam alto e bom som: "agarrem-me que me vou a ele", só para impressionar.

O ministro vai continuar e ser agraciado com todos os louvores que se possam imaginar, até o da coleira da raça.




A revolta é enorme.

Ouvir uma elite escabrosa, ranhosa dizer que os portugueses estão a viver melhor é ultrajante.

Mentirosos.

Esta reportagem dos deserdados da sociedade, a recolher garrafas e latas para depositar no sistema Volta e encher um pouco a carteira, é sinónimo de que a vida dos portugueses está a piorar dia após dia.

Ao ler a notícia, ocorreu-me uma imagem que não esqueço.

No Parque Urbano do Rio Diz, de manhã bem cedo, após a noitada da festa, um cidadão abria os contentores à procura de latas e garrafas.

Aqui na Guarda, note-se.

Uns míseros 10 cêntimos que ajudam os deserdados, os "ninguém" desta vida.

Na reportagem diz-se que “agora anda muita gente a apanhar. As raparigas da faxina vão ao lixo, tiram as garrafas, os seguranças, até os varredores de rua já andam com dois sacos, um só para as garrafas. Está tudo a aderir. Isto é um suplemento muito grande para a vida das pessoas”.

Tal modo é um suplemento ao qual, em algumas cidades, já há muito cidadão a recorrer ao expediente.

Estamos melhor?

Quem?

Tu mais a laia parasitária?

Pois, com toda a certeza.

E a agiotagem "ganhou" mais de meio milhão de euros por hora nos primeiros 6 meses do ano.

E ainda lhes perdoam dívidas.

Gatunagem.

Revolto-me. 

Não me calo, nem me calarei. 




sexta-feira, agosto 07, 2026

É urgente que se levantem e reajam.

 


Difícil perceber?

 Será que, nem com uma imagem que qualquer criança com mais de 3 anos entenderia, uma sociedade não consegue perceber o roubo que está a sofrer?



Falsidades convenientes

Quando da vinda para Portugal de muitos ditos "retornados" das chamadas províncias ultramarinas, muitas habilitações levantaram dúvidas.
Um simples e genérico documento bastava para testar que alguém era licenciado.
Mormente entre médicos e professores, a «coisa» foi muito comentada.
Outras licenciaturas até chegaram a ser forjadas nas instituições abandonadas, sem funcionários legitimados e apenas com o selo branco a trabalhar em prol da mentira e da falsidade.
Depois vieram as universidades privadas. Quem queria um diploma só tinha que o pagar. O lucro é e será sempre o objetivo do privado.
Quem se pode admirar da falsidade de certas habilitações?
São tantas e aumentam a cada segundo.



Desconsiderações

E na cidade da Guarda continuam os insólitos, ou, se preferirem, as desconsiderações pelos cidadãos, em especial do concelho.
Publiquei recentemente uma notícia em que os maiores bancos portugueses registaram, no total, lucros de 2,4 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano.
Feitas as contas, os agiotas "ganharam" 562 mil euros por hora.
Mas o que tem isto a ver com a Guarda?
Eu explico.
Na Guarda-Gare há uma dependência do banco BPI. Fica bem junto à célebre rotunda da máquina dos caminhos de ferro, que continuamos a pagar o seu aluguer à CP.
Em frente.
Lembrar que o BPI teve um CEO que ficou célebre com o «Ai aguenta, aguenta» no tempo da entrada da troika em Portugal e pelos sacrifícios que alguns milhões de portugueses tiveram de suportar.
Em frente.
O aguenta chegou aos dias de hoje. 
Quem se dirigir à dependência encontra um aviso que diz só isto:
«Balcão temporariamente encerrado. 
Este balcão está encerrado de 1 de julho a 30 de setembro de 2026.
Durante este período, pedimos o favor de se dirigir ao Espaço BPI mais próximo:
Guarda Misericórdia
Rua Alves Roçadas, 12, 6300-633.
Horário de Funcionamento: 08h30 às 12h e das 13h00 às 15h00
Horário de Caixa: 13h00 às 15h00.
Caso necessite de alguma informação ligue para o BPI Direto 217 207 707."
Ou seja, um cidadão que resida naquela zona, Guarda-Gare ou em freguesias próximas, e que seja cliente do BPI, não pode tratar dos seus assuntos nesta dependência; tem que se deslocar, ou em viatura própria, à dependência sita junto da Misericórdia ou recorrer aos transportes públicos, cujos horários podem não ser compatíveis com os definidos no aviso.
A distância é de cerca de 4 km.
Lastimável. Como pode um banco tratar os seus clientes com tal desprezo?
Mas, se os clientes do banco merecem tal tratamento vergonhoso do banco, que dizer dos restantes cidadãos que utilizavam a caixa de multibanco localizada na dependência?
É que também a caixa multibanco não pode ser utilizada pelos cidadãos, clientes ou não do banco.
A caixa multibanco mais próxima encontra-se na estação dos caminhos de ferro.
Se tivermos em conta que a grande maioria da população é idosa, imagine os problemas de mobilidade que os cidadãos sofrem.
Lastimável.






Mais um roubo

A elite governativa está a coagitar uma forma de perdoar à EDP e Movhera cerca de 335 milhões de euros em impostos relativos à venda das barragens por 2,2 mil milhões de euros, efetuada em 2019/2020.
E a forma encontrada é igual ao que já vai acontecendo com aldrabices, sacanices que permitem aos poderosos não pagarem o que é devido. O processo é o já conhecido e repetido: deixar caducar o processo.
Simples, barato e rende milhões aos implicados.
A caducidade da liquidação de impostos devidos pela venda de seis barragens no Planalto Mirandês, caso a Autoridade Tributária não aja até outubro de 2026.
Mas o caso é ainda um atentado à igualdade de tratamento do fisco face aos cidadãos.
Sim, sem pejos e falsidades.
Se um qualquer cidadão se vir em conflito com o fisco, é obrigado primeiro a pagar e só depois é analisada a situação.
Pois, no caso das barragens, o Fisco usou um método diferente. Não exigiu o pagamento como teria feito se o caso fosse com um cidadão qualquer.
Mas o mais grave deu-se quando o Ministério Público determinou/ordenou à Autoridade Tributária que reclamasse os 335 milhões de euros em impostos relativos à venda das barragens. O Fisco não cumpriu a ordem judicial.
E esta desigualdade de tratamento e esquecimento do Fisco nada diz à justiça?



São só mentiras.

Não vos venho falar do facto de o Montenegro ter dito que não ia de férias e agora ter viajado para o Al Garve.
Nada disso me interessa,
A mim interessam-me os problemas dos portugueses.
Um deles são os exames.
Um ministro tinha dito que hoje, sexta-feira, dia 7 de agosto de 2026, as pautas das "classificações" da 2.ª fase dos exames do 12.º ano seriam publicadas, bem como as reapreciações. Acrescentou que, mesmo logo pela manhã, os resultados das reapreciações chegariam às escolas. Mentiu.
Enquanto as classificações parecem ter sido publicadas, já as reclamações nem vê-las.
Não há sinal do seu paradeiro.
Os alunos e as famílias continuam a desesperar pela bagunça criada por um Alexandre, ministro de qualquer coisa.



terça-feira, agosto 04, 2026

Contratos & audições

Finalmente o contrato entre o EduQA e a Deloitte, a consultora privada chamada pelo Ministério da Educação para "ajudar" a resolver o caos na classificação dos exames nacionais, foi publicado esta segunda-feira no Portal Base. 

Precisamente no dia em que o Alexandre, ministro da Educação, era ouvido no Parlamento.

Coincidências do "arco da velha".

O contrato "visa" a prestação de “serviços especializados de suporte técnico urgente às plataformas de digitalização e classificação de provas” e foi celebrado por ajuste direto pelo valor de cerca de meio milhão de euros no total. 

Simultaneamente, o EduQA publicou no mesmo dia o respetivo Caderno de Encargos e a carta-convite.

Coincidências as publicações serem realizadas no dia em que o senhor Alexandre falava aos parlamentares.

Coincidências, apenas.

Lembrar que o contrato foi formalmente assinado no dia 12 de julho e só ontem, dia 3 de agosto, dia da audição parlamentar, era publicado no portal.

O povo é sereno, é só fumaça.

Lembrar que outro contrato foi celebrado com a norte-americana Deloitte, no dia 2 de julho de 2026, por 4 999,99 euros mais IVA, para resolver outro problema: “a correção dos processos de leitura de QR Codes” dos exames que permitiriam identificar os alunos, mas que, conforme foi noticiado, terão sido substituídos por agrafes.

Tanto agrafe? Dos "QR Codes para os agrafes", brilhante.

Além destes dois contratos com o EduQA, a Deloitte tem vindo a ser contratada este ano pelo Ministério da Educação para vários outros serviços, por meio de uma outra entidade, a Agência para a Gestão do Sistema Educativo.

Gestão do sistema? Entendido. 

A Comissão de Proteção de Dados estará atenta a estes fenómenos? 

Seria de todo interessante saber.

O valor total destes contratos atingiu o valor de 2 160 000 euros.




O "tsunami" aproxima-se silenciosamente...

O "amigo empreiteiro" do senhor Neves terá recebido quase 1 milhão de euros do Plano de Recuperação e Resiliência para obras de remodelação e eficiência energética da sede da Polícia Judiciária na cidade da Guarda.

Entre as obras na sede da Guarda estão a instalação de painéis solares, impermeabilização do edifício, revestimento da fachada e outros melhoramentos. 

Para além da Construbarcelos, estiveram envolvidas mais cinco empresas:

- MQT – Serviços de Engenharia, que recebeu 530 mil euros;

- FXC Construções, com 388 mil euros;

- Encosta – Construções, com 299 mil euros;

- Eletro Solução – Componentes Elétricos, com 287 mil euros;

- Variáveis Contínuas, que obteve 279 mil euros.

Tudo financiamentos do Plano de Recuperação e Resiliência. Por isso a Procuradoria Europeia ter entrado na investigação.

De acordo com a Polícia Judiciária, entre dezembro de 2019 e setembro de 2025, a força policial, então liderada pelo atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, celebrou 17 contratos com a Construbarcelos, num total de cerca de 2,2 milhões de euros, para obras no Departamento de Investigação Criminal da Guarda, na Unidade Local de Investigação Criminal de Évora e na Diretoria do Norte, no Porto.

Quem disse que o "tsunami" tinha terminado, desengane-se.




O habitual...

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários recusa fornecer os documentos pedidos pelo Ministério Público sobre a venda de uma herdade do Novobanco por parte de um antigo gestor da Lone Star, Volkert Reig Schmidt, à sua própria mulher.

O Schmidt, então quadro do fundo americano que detinha o Novobanco e que geria o vasto património imobiliário do banco português, vendeu a Herdade da Ferraria, junto ao Meco, em 2022, a um grupo de investidores ao qual se juntou mais tarde a sua mulher, Ana Flor Argos, por 1,5 milhão de euros, abaixo das estimativas de especialistas do mercado, que apontavam para valores acima dos dez milhões. 

Os procuradores têm “fortes suspeitas” de que o "negócio" tenha lesado não só o banco, mas também o Estado português.

Mas a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários recusa fornecer documentos e o benemérito Tribunal da Relação de Lisboa veio-lhe dar razão com o argumento de que a informação que o Ministério Público pedia “está sujeita a dever de segredo profissional” e “foi obtida fora do exercício das funções em matéria de prevenção e combate ao branqueamento de capitais ou ao financiamento do terrorismo”.

Brilhante acórdão.

Lembrar que o Ministério Público, que em outubro fez buscas no Novobanco e também na KPMG por causa da venda da Herdade da Ferraria, considerou que este caso se insere numa investigação mais ampla sobre “fundadas suspeitas” relativamente à forma como o Novobanco tem negociado e vendido ativos imobiliários “por valores mais baixos do que os registados contabilisticamente ou a indivíduos/entidades com conflitos de interesses”.

Curiosamente, o último administrador do Novo Banco foi António Ramalho, marido da ministra do Trabalho do governo do Montenegro. Coincidências.

Também o Tribunal de Contas concluiu que nem governo, nem Fundo de Resolução, nem banco salvaguardaram o interesse público, enquanto demonstrava os negócios milionários que os fundos internacionais fizeram com o imobiliário comprado a preços de saldos ao Novobanco e revendido a peso de ouro.

E agora, como sempre, prestável "ajudinha" do tribunal. Sempre na defesa dos interesses dos poderosos.

A Bem da Nação.