domingo, novembro 01, 2026

Empreiteiro amigo

 A nova sede do Banco de Portugal, que nem sequer é necessária e urgente, vai custar a módica quantia de 225 milhões de euros. Quantas casas construiriam? 

Quantas famílias poderiam ter uma habitação digna com esse dinheiro? 

Para culpar os imigrantes, há sempre argumentos. 

Para explicar onde vai parar o dinheiro público, já é outra conversa!




Ódios

 Para os que tanto elogiaram o «novo Maltez» da polícia, deviam ter um pingo de vergonha na fuça e esconderem-se a sete chaves na palheira da Zefa.

O Neves terá ameaçado “esmagar” e “destruir” o antigo candidato presidencial e ex-chefe de Estado-Maior da Armada, Henrique Gouveia e Melo. Este reagiu de forma muito «fofinha» à notícia, dizendo pura e simplesmente que: “Os comentários ficam com quem os faz”.

Estranha reação de quem foi de propósito à Ilha da Madeira dar um valente raspanete, em público, e levantar um processo aos marinheiros que se recusaram a zarpar num navio por falta de segurança. 

Forte com os fracos e fraco com os fortes. Não se incomode, há muitos assim.

É que, segundo consta, o Neves tem-lhe um “ódio de estimação”. Percebida a sua reação, senhor Gouveia e Melo.




Poder judicial, vende-se.

O advogado Sá Fernandes, que defende os manifestantes, anunciou a participação criminal contra o ministro da Administração Interna e o diretor da PSP. 

E pede "posição energética" de Seguro.

A minha dúvida é se o tal poder judicial, que devia ser independente dos outros poderes, vai aceitar tal participação.

Pelo que tem acontecido, duvido seriamente.

Já quanto ao «poucochinho», continua a dormir o sono dos cúmplices.




sábado, outubro 31, 2026

Capitão Maltês

"Sem um pingo de vergonha na cara, este reencarnou o Capitão Maltês da Polícia de Choque do Estado Novo Fascista."




Lembrem-se do poeta...

 


Estudem, por favor.

 A polícia, às 18:12, retira uma "casinha" onde crianças brincavam.

Senhor agente, chamar a isso uma tenda é o mesmo que chamar a uma abelha uma ave.

Estudem, por favor.




E já tem carro elétrico? E um dia vai ser ministro...

 


Um nojo de migalha

 


Mais absolvições para a seita

 E as absolvições, as prescrições dos amigalhaços continuam.

Agora o Mário Ferreira, CEO da DouroAzul e principal acionista da Media Capital (grupo que detém a TVI, CNN Portugal e a Rádio Comercial).

Preciso acrescentar mais alguma coisa à decisão do tribunal?

Por favor, atente-se ao que o juiz diz: "Mário Ferreira simulou negócio da venda do navio Atlântida".

Olha, se fosse um pilha-galinhas. Lá iam as pitas e galos para o banquete do rei.

O país está podre, não acreditam, o que fazer? 

Votai na cambada, gostais de ser enxovalhados.




Aprende, Carneiro.

Os lobos começam a uivar e a ameaçar-nos, e a pôr em causa a legalidade e a legitimidade das conquistas e das promessas sempre adiadas de Abril. 

Mas, afinal, onde estás, Carneiro?




quinta-feira, outubro 29, 2026

Não cedem aos avisos da rua?

Se os portugueses não tiverem memória curta, o vosso fim está para breve.




A democracia está na rua.

Mas a ditadura ocupa uma parte do Parlamento.
E ainda me falam em abstenção violenta.
Haja respeito pelos portugueses.



Um sistema em falência

 E segue a falência do sistema judicial português. Curiosamente, sempre a favor dos poderosos.

Uns dirão que é a lentidão da justiça. Usem patins ou metam gasolina dos aviões.

Deixem-se de tretas.

O caso BPN voltou a marcar a atualidade judicial devido à prescrição definitiva dos crimes de vários dos seus antigos administradores e de figuras públicas envolvidas nos esquemas extraídos do processo principal.

Mais um símbolo de "impunidade" e falha do sistema judicial português no combate à criminalidade de colarinho branco.

Evidentemente.

Lembrar aos mais distraídos que, sob a liderança do fundador José Oliveira e Costa, o banco envolveu-se em negócios megalómanos fora do setor financeiro e em operações paralelas (por meio de um banco virtual em Cabo Verde, o Banco Insular) destinadas a ocultar perdas e fugir à supervisão do Banco de Portugal.

Perante o colapso iminente e a descoberta de fraudes, fraudes fiscais e falsificações, o governo de José Sócrates avançou para a nacionalização. O prejuízo total estimado do "buraco" do BPN superou os 3 mil milhões de euros.

O megaprocesso judicial resultou na condenação de 14 pessoas. Oliveira e Costa foi condenado a 15 anos de prisão, mas faleceu em 2020 sem cumprir a pena devido ao arrastamento dos recursos. Outros ex-administradores, como Francisco Sanches e Luís Caprichoso, também receberam penas de prisão efetiva.

Mas eis que o processo arrastou-se na justiça e nas fases de recurso durante 18 anos. Repito, 18 anos.

Agora o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa declarou a extinção do procedimento criminal por prescrição num dos principais processos secundários do BPN.

O ex-ministro da Saúde de Cavaco Silva, Arlindo Carvalho, e os antigos administradores do banco (como Luís Caprichoso e Francisco Sanches) viram as suas penas de prisão efetiva anuladas.

Vergonhoso.

Se fosse um pilha-galinhas, o tratamento seria o mesmo?

NÃO. Desde logo, porque o pilha-galinhas nunca teria dinheiro para tantos recursos.

E, por fim, remato com mais duas observações que traduzem o contínuo gozo que vão fazendo aos portugueses.

A derrocada do BPN já custou aos contribuintes 6 mil milhões de euros e ainda tem por saldar uma dívida de 5 mil milhões aos contribuintes portugueses.

Os responsáveis pelo buraco, condenados até à última instância, não cumpriram um único dia de cadeia.

Parabéns aos donos do país.




terça-feira, outubro 27, 2026

Peculato

 Afinal, não é só o Neves a utilizar carros que não lhe pertencem.

Também há o caso de se utilizarem carros do serviço público em benefício próprio.

Não sei se o "agente" em causa sabe o que é peculato.

Não se ensina na escola da polícia, já entendi. Nem isso, nem a Constituição.

Só prática à Rambo.