quinta-feira, julho 16, 2026

Alguns

Alguns dos seres mais abjetos.
Mas há mais, muitos mais.



Lembranças

É só para lembrar.
O amante dos cortes! Com ele é tudo para cortar. No Ministério da Educação, desmantelou estruturas, cortou 50% dos funcionários e contratou em
presas privadas dos "amigos" para fazer os serviços.
Não quer saber dos investigadores.
Agora, leiam com atenção.
Ele não fala em todos os portugueses. Pois também era atingido.
Falou dos aposentados.
Não vos diz nada?



É bingo

E o mais anedótico da questão é que, questionada sobre os critérios utilizados para selecionar fornecedores, a Polícia Judiciária esclareceu que o histórico de insolvências, dívidas ou a situação de sócios e gerentes não constitui, por si só, fundamento legal para excluir uma empresa dos procedimentos de contratação pública, salvo quando existam impedimentos previstos na lei ou irregularidades na documentação exigida. 
Como se percebe nos 17 contratos, nunca, mas mesmo NUNCA, se encontraram impedimentos.
Só para rir.
O «amigo» do ministro esteve ligado a 14 sociedades de diferentes áreas de atividade, desde a construção civil à restauração, contabilidade, transporte de mercadorias, aluguer de automóveis e até uma tabacaria. Todas, com exceção de duas, registram processos de insolvência judicial, dissoluções e dívidas. 
«Tudo limpinho»!
Lembrar que, no total, segundo dados da própria PJ, os contratos celebrados com a empresa Construbarcelos ascenderam a cerca de 2,3 milhões de euros.
NUNCA houve impedimentos. De quem? Dos contribuintes que pagaram? Não, não houve.
O dinheiro não é deles, é dos contribuintes. Por acaso sabiam?
O Estado está podre.
Estava-me a lembrar do avião carregado de inspetores da PJ a caminho da Madeira. Lembram-se?
E tantos outros casos.



O filme

O filme do ano.
Numa sala perto de si.
Se não for pela falta, é pelo custo.



Nojo

O que alguns lambe-cus merecem.
Outros, a maioria deles, foram insultados.
Nojo.



Transparência?

Nesta novela, Neves, há muita coisa que me deixa perplexo.
Desde já falo-vos em «novela», dado que, mais uma vez, tudo vai ser atirado ralo abaixo como a água de lavar o termoço que acompanha a bejeca.
Não duvidem.
Depois de tudo quanto já foi dito, rebatido pelos «amigos», a novela vai apenas durar até o fim do verão.
Depois vem o inverno e tudo se esquecerá. Os incêndios acabarão.
Enquanto ainda há memória, continuo a afirmar que, mais uma vez, só encontro uma explicação: falta de responsabilidade de tudo e de todos e a célebre máxima de que quem está no poder está sempre a salvo de qualquer suspeição. 
E se o cargo é de excepcional relevância para a investigação, então os «amigos» e o protecionismo ainda são maiores — nem se duvide. 
Ainda vamos ouvir alguém dizer que, face aos acontecimentos, os tais «amigos» estiveram sempre presentes a confortarem o «injustiçado».
Ora bem. Uma vez cavaleiro, toda a vida a andar a cavalo.
O ministro Neves escondeu da Entidade para a Transparência até o dia em que tomou posse, a empresa detida pela sua mulher.
Lembrar que é a mesmíssima empresa que suportou pagamentos relacionados com as obras realizadas na propriedade do ministro, em São Teotónio, no concelho de Odemira. Por ser casado em regime de comunhão de adquiridos, Luís Neves encontra-se obrigado, nos termos da lei e da interpretação jurídica da Entidade para a Transparência, a declarar empresas detidas pelo cônjuge.
Transparência! Percebes?
Se tiveres pachorra e tempo, as festas são muitas e as atividades desportivas, para enganar incautos, ainda muitas mais. Uma leitura da Lei n.º 52/2019, de 31 de julho, e, em particular, do artigo 13.º, é de todo útil.
Talvez fiques a saber o que é transparência. 
Digo eu!



quarta-feira, julho 15, 2026

Cavaco? Mas a múmia não é apoiante do governo?
Qual era o português que não gostaria de ter um tanque daqueles em casa?
Lei obriga a comunicação prévia à autarquia antes da construção.
Que inocentes.
As leis são só para serem cumpridas pela plebe.



É a vida

"Isto é triste, sinto-me triste por condenar três agentes da autoridade. Não é bonito, não é uma conduta normal ter agentes da autoridade a fazerem acordos com toxicodependentes", afirmou a juíza Ana Castro Dias ao condenar polícias que se apropriavam de dinheiro e droga apreendidos em operações para os entregarem a consumidores, em troca de informações sobre alegados traficantes.
Senhora juíza, olhe à sua volta. Quantos acordos se fazem por todo o país sem que, por razões várias, nem à barra dos tribunais cheguem. E olhe que, na minha modesta opinião, são incomensuravelmente menores do que esse que a senhora lamenta.
Com isto não deixo de condenar os atos praticados, obviamente.



À mão? Mas isso era há anos....

 


Só mais um dia? Mas não disseram que estava tudo pronto?

 


Já sabes o que é transparência?

 




E agora chama-se fundo de maneio?

Já lhe ouvi chamar muita outra coisa...



E a culpa é dos professores?

 


Qual cultura?

A cultura é muito perigosa, em especial para a elite governante. Mas atenção, como argumentava António Lobo Antunes, uma "cultura" mercantilizada e superficial serve para anestesiar as massas. 
Por outro lado, um povo com acesso à cultura de pensamento crítico torna-se subversivo perante o poder instituído.