À elite gatuna da Europa não lhes bastou delapidar, ontem como hoje, as riquezas materiais de África, como fazendo dos povos nativos escravos transportados para outras regiões como mão de obra barata. Ainda tiveram a ousadia, desfaçatez, ignóbil sobranceria própria de quem se julga donos do mundo, dividir com régua e esquadro a África. Separaram tribos, culturas e criaram conflitos que resultaram não só em guerras terríveis como deram a ganhar mais e mais lucros para os hipócritas construtores do novo mapa de África, com a venda de armas.
Mas isto não vos dizem nas escolas. Só vos falam no mapa cor-de-rosa, um embuste, mais um.
quinta-feira, maio 21, 2026
Professores em luta
Em Espanha, como em Portugal, os professores reivindicam melhores condições de trabalho.
Em defesa da Escola Pública democrática, com gestão participada dos seus intervenientes, menos burocracia, contra uma municipalização idiota comandada por interesses eleitoralistas privilegiando os amigalhaços com contratos milionários.
Criminosos
Os
criminosos e donos do mundo apoiados por idiotas e assassinos humilham
cidadãos que o único crime que cometeram foi oferecer ajuda a um povo
alvo do maior genocídio do século.
O que não nos dizem nas escolas.
O ocidente nunca pode ser considerado o único centro do conhecimento.
Há e houve muitos outros.
A história da ciência guarda segredos que desafiam o que aprendemos na escola. Cerca de mil anos antes de Charles Darwin, o polímata iraquiano Al-Jahiz já descrevia mecanismos modernos de adaptação e sobrevivência. Na sua obra monumental, O Livro dos Animais, escrita no século IX, ele detalhou como as espécies se transformam ao longo do tempo, antecipando conceitos fundamentais da biologia evolutiva muito antes da era moderna.
Al-Jahiz identificou a luta pela existência, observando que os animais competem constantemente por recursos e pela hipótese de se reproduzir. Ele compreendeu que fatores ambientais forçam os seres vivos a desenvolver novas características para sobreviver, transmitindo esses traços às gerações futuras. Essa visão pioneira revela que a Idade de Ouro do Islão já debatia com profundidade como o meio ambiente molda a vida.
Uns aliados covardes.
E se Hitler invadisse Portugal Salazar iria fugir para o Brasil como o fez o rei "merdoso" D. João VI? O único monarca europeu a fugir para outro continente deixando um povo entregue aos gatunos ingleses e aos assassinos franceses.
Uma neutralidade que podia ter originado uma tragédia. Os tais "aliados" sempre utilizaram Portugal para o explorar. Estude-se.
Por onde anda o senhor "recuperador"?
O descalabro total. As ajudas não existem. Os meios de comunicação, linhas de telefone, redes móveis ainda por funcionar. Mas os cidadãos a cada mês a pagarem às operadoras um serviço que não têm. Eletricidade ainda não existe na totalidade atingida pelas intempéries. Habitações destruídas. Empresas fechadas. Roubos, e desfalques mais que muitos.
Alguém, por um acaso, mas só por um acaso ouviu falar do magnânimo, insubstituível senhor Paulo Fernandes, ex-autarca do Fundão, nomeado pelo governo do Montenegro para liderar a "Estrutura de Missão" encarregada de recuperar as zonas afetadas pela depressão Kristin? Num país civilizado, onde a transparência, a frontalidade e a lei fosse apanágio dos governantes e nomeados já devia a estar a dizer aos contribuintes tudo o que fez e o que não fez. E quanto já gastou, pessoalmente ou em prol da tal recuperação anunciada.
Ou será que está a tentar resolver uma dívida que a autarquia do Fundão, sob a sua batuta de autarca exemplar, por isso logo nomeado, tem para com as Águas do Vale do Tejo no valor de 47 milhões de euros?
Por tal trabalho tão meritório foi logo nomeado, bem de ver.
O modelo de autarca que hipotecou para longo tempo a vida dos munícipes.
Brilhante!
Uma condecoração e JÁ.
quarta-feira, maio 20, 2026
O existencialismo
O
existencialismo é uma corrente filosófica que explora a liberdade, a
responsabilidade e o absurdo da vida. Filósofos como Jean-Paul Sartre,
Albert Camus, Søren Kierkegaard e Friedrich Nietzsche refletiram sobre a
angústia, a identidade e o propósito humano.
Byung-Chul Han
Byung-Chul Han é um filósofo e ensaísta sul-coreano, nascido em 1959 em Seul, que construiu a sua carreira académica principalmente na Alemanha.
É considerado um dos pensadores contemporâneos mais influentes, conhecido por analisar criticamente a sociedade atual — especialmente o impacto do capitalismo, da tecnologia e das redes sociais sobre a vida humana.
Para ajudar...
Um ladrão é um indivíduo que comete furtos ou roubos, apoderando-se de bens alheios sem permissão.
O termo também é amplamente utilizado como adjetivo para classificar pessoas desonestas ou que agem com má-fé.
Ponto de vista
A transição democrática e a posterior integração europeia foram celebradas como a garantia de um futuro melhor para a sociedade portuguesa. Era a narrativa de um Portugal europeu: um país periférico, mas em aproximação lenta ao conforto das economias centrais.
Não era a promessa de um país de ricos, mas uma vida com previsibilidade. Possibilidade de emprego estável, crédito acessível, uma casa comprada a, prestações e a convicção de que os filhos viveriam melhor.
Hoje, esse horizonte está a deteriorar-se sem manifestações históricas nem bancarrotas declaradas. O colapso não chegou com estrondo, mas em rendas incomportáveis, numa crise ímpar de habitação, em salários que evaporam antes do fim do mês e numa sensação coletiva de sobrevivência vegetativa permanente. Ainda assim, o mais inquietante é não parecer um colapso porque acontece devagar.
Portugal apresenta hoje vários indicadores macroeconómicos positivos. O Produto Interno Bruto cresceu, o turismo bate recordes e o desemprego mantém-se relativamente baixo. O discurso político insiste na ideia de recuperação e estabilidade económica. "O país está melhor, mas os portugueses é que não" diz tudo sobre o que é a vida dos portugueses.
Milhões de portugueses vivem numa economia em que os preços se aproximaram da Europa rica, mas os salários continuam presos à periferia europeia. Portugal europeizou os preços antes de europeizar os rendimentos. Essa diferença tornou-se o eixo central da crise social portuguesa.
Depois existe a armadilha salarial, que se traduz em trabalhar mais para viver pior. Isto significa que praticamente um em cada dez trabalhadores portugueses tem rendimentos inferiores ao limiar considerado de pobreza. O dado é particularmente relevante porque desmonta uma ideia historicamente associada de que ter emprego garantia estabilidade económica. Em Portugal, já não garante. O fenómeno dos chamados “trabalhadores pobres” tornou-se estrutural — pessoas com emprego, salário e, em muitos casos, qualificações superiores, mas incapazes de assegurar habitação, poupança ou margem financeira no final do mês.
Os dados revelam uma realidade particularmente incómoda para a narrativa de progresso económico português. Em 2003, a taxa de risco de pobreza entre trabalhadores empregados situava-se nos 12%. Duas décadas depois — após crescimento do turismo, entrada massiva de investimento estrangeiro, expansão do ensino superior e sucessivos discursos de modernização económica — o indicador continua próximo dos 9%.
Outro dado que ajuda a compreender a asfixia social vivida em Portugal diz respeito à habitação. Os números ajudam a perceber a dimensão do problema habitacional em Portugal. Entre 2015 e 2025, o preço das casas disparou cerca de 169%, segundo o Eurostat. Já os salários cresceram pouco mais de 40%, segundo o Instituto Nacional de Estatística. Em termos práticos, a habitação valorizou quase quatro vezes mais do que os rendimentos do trabalho. Ao mesmo tempo, os novos contratos de arrendamento registaram aumentos superiores a 10%.
Nas últimas décadas, Portugal abriu-se de forma agressiva ao investimento externo no setor da habitação. Programas como os vistos "gold" canalizaram milhares de milhões de euros para o imobiliário. Esta transformação alterou profundamente a lógica do mercado habitacional português. A habitação deixou de funcionar apenas como necessidade social para passar também a funcionar como ativo financeiro internacional como o refere a própria Comissão Europeia. O resultado é uma contradição cada vez mais evidente: trabalhadores qualificados, empregados a tempo inteiro, encontram-se incapazes de viver nas cidades onde trabalham.
Talvez a dimensão mais perigosa desta crise seja invisível nas estatísticas. Durante décadas, os portugueses toleraram dificuldades porque acreditavam ser possível um futuro melhor. Existia a ideia de que o esforço compensava a médio prazo. Hoje, essa crença está a desaparecer. Cada vez mais jovens acreditam que viverão pior do que os pais.
Algo muito grave numa democracia com apenas 52 anos de existência e com um populismo exacerbado em franco crescimento. Quando uma sociedade perde a segurança económica, cresce inevitavelmente a frustração, a desconfiança institucional e a sensação de injustiça estrutural.
É precisamente isso que começa a emergir em Portugal. E a descrença no tal futuro melhor é espelhado em 54% da população ter a convicção que as suas futuras reformas não permitirão sequer vegetar, como acontece com os salários de hoje.
A perceção dominante deixou de ser ‘trabalhar para crescer’. Passou a ser ‘trabalhar para não cair’. Neste contexto, a ideia de progresso linear — trabalhar hoje para viver melhor amanhã — está a perder consistência. O que antes era uma expectativa estrutural da sociedade em geral transforma-se progressivamente numa incerteza.
Um país pode suportar pobreza, austeridade e crises temporárias. O que dificilmente sustenta é a erosão da confiança no futuro. Tendo isso em conta, Portugal entrou numa zona periclitante: um território onde milhões de pessoas continuam a trabalhar, a pagar impostos, mas deixaram de acreditar que isso será suficiente para construir uma vida com sacrifício, mas com um futuro de progresso.
Tenham uma excelente semana.









