quarta-feira, setembro 30, 2026

Justiça?

Uma justiça vergonhosa.

Perdões, prescrições, medos, atrasos e mais atrasos, aceitar que uma ministra lhe dê ordens?

Nojo.

O procurador que se demita.




Oitavo mundo

 Portugal é um país do oitavo mundo.

Parece que estamos na América Latina.

Só faltam as bandeirinhas. Não sei se foram da autoria de um labrego que veio «sacar» milhões a Portugal ou se terão sido do convencido Marcelo, o escorpião.

Os problemas dos portugueses podem ser escamoteados por uma zanga entre um bronco treinador de futebol e um convencido e mal-educado que dá pontapés numa bola?

Estou a ouvir uns parolos dizerem que os portugueses «devem» muito ao senhor dos pontapés. Isto é um ultraje.

Eu nunca beneficiei EM NADA com o dito cujo.

Já todos percebemos que precisam do dinheiro, da presença e só da presença do «amuadinho». 

Tudo isto o Montenegro agradece, pois, enquanto a palhaçada continuar, os problemas dos portugueses vão continuar ou mesmo agravar-se.

Já desliguei todos os canais do lixo de Portugal. Não quero em nada contribuir para esta palhaçada.

Até imagens do avião privado do «cometa» estão a aparecer nos canais do lixo. Tipo Pai Natal ou do Papa.

Isto é vergonhoso. 




Habitação

 O Instituto Nacional de Estatística (INE) vai passar a divulgar informação sobre o tipo de senhorios. 

Interessante!

A quem interessa? Ao governo? 

E a informação sobre inquilinos? Não vos interessa, claro que não.

Para já se confirmou algo que já se suspeitava. 

Um quinto dos novos contratos de arrendamento tem empresas como senhorio. Em Lisboa já é de 30%.

Ou seja, para todo o mal, vai crescendo o domínio empresarial no arrendamento. E, consequentemente, os escritórios de advogados mais eficazes a despejar inquilinos, a negociar rendas e tudo mais que seja nefasto para os inquilinos.

Os dados do INE são mais que úteis para os senhorios verem crescer a bolha.

O estouro imobiliário vai ser arrasador. Aumento de casas para arrendar? Nada disso. Cada vez menos casas para arrendamento e a preços exorbitantes. Os portugueses não têm salários para arrendar casas. Os reformados estrangeiros, com reformas douradas, continuarão a comprar casas bem mais baratas que nos países de origem.

Barracas, tendas e cidadãos a viverem debaixo da ponte serão muitos. 




Cultura não interessa

Sem qualquer anúncio, o executivo da Câmara da Guarda deliberou por termo ao “Projeto De Teatro Na Escola”.

Razão apontada: falta de verba.

Quando as despesas crescem exponencialmente e as receitas não acompanham, é certo e sabido que a cultura, toda ela, sofre sérios cortes ou desaparece. 

O teatro desempenha um papel fundamental no desenvolvimento integral de crianças e jovens, sendo uma ferramenta pedagógica poderosa. A sua inclusão nos planos curriculares traz benefícios profundos a nível emocional, social e cognitivo.

Mas isso nada interessa aos poderes instalados. 

Interessa-lhes mais proteger o desporto e fornecer-lhe todos os meios e equipamentos.

A cultura não ganha eleições. E as aprendizagens deficientes aumentam e alimentam os idiotas, tão úteis na hora de votar.

A dependência do homem do balde é crucial para as bajulações e ganhos eleitorais.




Geminar

Esta coisa de se fazer uma geminação com uma terrinha algures na Argentina é um fartote.

O executivo camarário foi a Marcos Paz, Argentina, celebrar um protocolo de geminação.

O fotógrafo oficial não foi?

A delegação da Guarda, diz-se, foi constituída por 2 ou 3 elementos.

Só?

As geminações são sempre motivo de algazarra, festa e fotografias, mas desta vez houve recato. Devem estar a revelar as fotos.

Descobri que há em Marcos Paz uma locomotiva numa praça. Pelo menos já é algo em comum.




Os serviços

Alexandre O'Neill publicava em 1960 o livro "Abandono", que incluía o "Poema Pouco Original do Medo".

O poema retrata a atmosfera sufocante de vigilância, censura e repressão da PIDE, em que a paranoia e o medo se entranham no quotidiano de todas as classes sociais.

Ora, hodiernamente certa comunicação social afeta aos poderes instalados, os generais, brigadeiros e coronéis ávidos de sangue, e ainda os das célebres batalhas navais inventam ataques dos russos à Espanha, França e Alemanha. A paranoia do medo, que O'Neil falava noutro contexto, surge também noutras classes sociais que já imaginam encabuzados e carrinhas paradas junto a bases militares como potenciais ataques a essas estruturas. Nada é encontrado, mas o pânico alastra-se.

Até os serviços secretos, que de secretos só parecem ter o nome, dão a conhecer ataques iminentes. Onde metem o secretismo que, em princípio, devia ser apanágio dos tais serviços?

A sempre secreta CIA anuncia tais ataques. Os serviços «secretos» ingleses anunciam que a Rússia, apesar das tais ameaças, dizem que a Rússia está sem «chips» e vai tirá-los de todos os eletrodomésticos para fabricar armas. Em que ficamos? Têm armas ou não têm?

Já se percebeu, e o discurso da dona da União Europeia, que ninguém elegeu, além da quadrilha que a acompanha, já veio meter mais medo aos pobres cidadãos europeus.

Não lhes bastava a crise energética, o desemprego, a inflação, a dívida dos estados e tantos outros graves problemas; ainda têm que ouvir uma lamúria cretina da «patroa» a avisar que vêm aí os russos!

Tudo serve para agitar as águas para parecerem mais profundas e, desta forma, justificar os milhões gastos em armamento em detrimento dos apoios sociais e combate à crise.

A forma de atuarem já é conhecida.

Nada a enganar,



Camus

Para Camus, a inteligência suprema reside na solidariedade e na resistência, e não no domínio. O verdadeiro herói camusiano não é o criminoso que domina a sociedade, mas sim o Dr. Rieux (da obra A Peste), que usa a sua inteligência de forma silenciosa para combater o sofrimento humano, sem querer mandar em ninguém.

Leiam-se, compreendam-se e estudem-se as metáforas.

Se houver capacidade para tal, obviamente.




Conhecimento

 Com esta metáfora, Aristóteles defendia que a educação e o conhecimento transformam profundamente o ser humano, permitindo-lhe viver de forma plena, consciente e racional, enquanto a ignorância limitaria a existência a um estado de mera sobrevivência.




Sem teto

 Li isto e não podia ficar indiferente.

Acontece em Portugal, neste caso em Faro. Mas podia ser noutro qualquer ponto deste país miseravelmente maltratado.

Transcrevo:

"Hoje, por razões pessoais, dirigi-me mais uma vez ao Hospital Distrital de Faro!

Não pude ficar indiferente a este cenário e dirigi-me ao homem da fotografia, se vivia ali! Disse-me que sim, há cerca de dois anos, com uma companheira diabética e invisuall! Perguntei-lhe por que não tentava arranjar uma solução, contactando alguma entidade que pudesse resolver a situação!

Informou-me que entidades oficiais, nomeadamente a Câmara Municipal de Faro, a Segurança Social e outras entidades, já tinham sido contactadas e nada tinha acontecido!

Quando chove, tentam usar a entrada do hospital para se abrigarem, mas são escorraçados pela segurança, para não dar má imagem…

Num país onde a Constituição consagra o direito à habitação, onde o Estado social foi uma das grandes conquistas do 25 de Abril, é intolerável sermos confrontados com imagens destas!

Num país em que se gastam 175.000 € em eventos de inauguração de uma escola!

E vivemos em democracia…."

António Almeida Pires.




Portas giratórias

 Uma empresa portuguesa, a Mariculture Systems Portugal, acaba de conseguir uma coisa inédita: vai explorar o primeiro grande projeto de aquicultura offshore licenciado em Portugal.

A Mariculture Systems Portugal pertence à Mariculture Systems Ltd. Israelita.

A tecnologia utilizada no projeto Coralis foi desenvolvida pela empresa-mãe israelita e é tecnologia proprietária e patenteada. Não estamos a falar apenas de alguém que vem criar peixe numa gaiola ao largo do Algarve. Estamos a falar de um sistema tecnológico de aquicultura offshore, totalmente automatizado e monitorizado.

Aquilo que é apresentado como um contributo para a soberania alimentar portuguesa poderá, afinal, produzir peixe em águas portuguesas, por meio de uma empresa local pertencente a uma empresa israelita, utilizando tecnologia israelita patenteada, para depois ser comercializado por meio de uma empresa dos Países Baixos.

Por detrás desta operação está Fausto Brito e Abreu, atualmente Deputy CEO da Mariculture Systems Portugal. O nome talvez não diga muito à maioria das pessoas, mas a carreira diz. Antes de passar para esta empresa privada, teve funções públicas diretamente relacionadas com o mar. Foi secretário regional do Mar dos Açores, trabalhou na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia e teve responsabilidades ligadas à política marítima portuguesa.

Mais um processo para vender o território português ao estrangeiro e, pior, aos assassinos de Israel, com o conluio de alguém que teve responsabilidades governamentais. Um nojo de governo.



É preciso lutar

Maricarmen poderá voltar para casa: oito anos de contrato e uma renda semelhante aos 500 euros que pagava antes.

Cinco dias depois de vê-la sair de maca da casa onde viveu sete décadas, os representantes de Maricarmen e Urbagestão chegaram a um acordo para que ela pudesse voltar. Após mais de quatro horas de negociação com mediação da EMVS, o pacto prevê um contrato de oito anos e uma renda que não excederá 30% da sua receita, cerca do valor que vinha pagando antes do despejo. Ainda falta que a própria Maricarmen, internada no Gregório Marañón, dê o seu acordo definitivo.

A reunião reuniu sua advogada, familiares, Sindicato dos Inquilinos, representantes da Urbagestão e técnicos municipais. Antes de entrar, a defesa tinha deixado claro o objetivo: que Maricarmen pudesse voltar para a mesma casa e em condições assumíveis. A empresa tinha apresentado anteriormente outras fórmulas que não foram bem-sucedidas; desta vez o acordo permite o seu retorno imediato quando receber a alta e o ratificar.

Foram precisos milhares de pessoas na rua, um acampamento ao sol, manchetes internacionais e um decreto batizado com seu nome.

O que parecia impossível na quarta-feira apareceu negociado na segunda.

Às vezes falta moradia.

E outras vezes, o custo político de expulsar alguém é maior do que o de deixá-la viver.

Lutar é preciso e urgente.




A elite burra

 A propósito da frase «elegante mesmo é saber pronunciar estes verbos», lembrei-me da célebre história que o talentoso escritor da língua portuguesa, Ariano Suassuna, contava sobre o que o tal «senso comum» diz ser cultura.

O caso aconteceu no Rio de Janeiro, num jantar na casa de um casal abastado, logo após Suassuna tomar posse na Academia Brasileira de Letras.

Durante a conversa, a anfitriã da casa virou-se para ele e perguntou, com enorme intimidade: "O senhor, naturalmente, já foi à Disney, não é?"

Sem entender bem a abreviação, o escritor paraibano perguntou: "Já foi aonde?", ao que ela repetiu: "À Disney". Quando ele percebeu que ela falava da Disneylândia, respondeu que nunca tinha ido.

A reação da senhora foi de um choque absoluto. Segundo as palavras do próprio Ariano.

Diante disso, Suassuna concluiu, de forma genial, que aquela senhora "dividia a humanidade em duas categorias: quem foi à Disney e quem não foi".

Para a elite dita social, a discussão não é sobre o nível intelectual das pessoas, mas sim sobre o nível económico.

O escritor Walter Hugo Mãe tem um livro que aconselho vivamente: o século dos imbecis.

Mas voltemos à conjugação de certos verbos.

Aprenda-se.




Como aprender

Excelente resumo. Devia ser aprendido, compreendido, partilhado e estudado em todos os cursos de formação inicial de professores.

A contribuição de cada um dos principais pensadores para a Psicopedagogia.

Aprenda-se.

Seria de todo conveniente pesquisar e estudar aprofundadamente as teorias enunciadas.

Se não vos der muito trabalho, evidentemente.




A hipocrisia

 O caso das gémeas e a acusação deduzida pelo Ministério Público revelam o quão podre está a justiça em Portugal.

Não houve a coragem de chamar à coação Marcelo Rebelo de Sousa.

Hipocritamente, a excelência vem dizer, como já é hábito, vulgaridades para se esconder e passar entre os pingos da chuva. Recebeu o e-mail do filho e deu seguimento ao processo. Começou por fazer aquela cara de «inocente nojento», dizendo que não se lembrava de e-mail nenhum. Com a investigação e os factos a provarem o contrário, convoca os jornalistas para aquela patética declaração numa sala vazia, despida e fria. O cenário quis iludir, como aprendeu com o Salazar, com quem trocava bilhetes, e com o padrinho, o Marcelo das conversas da treta «em família», e com o sistema que serviu e se serviu - as ditaduras salazarista e marcelista.

O Sales deu seguimento ao pedido do Marcelo. Sales precisava de Marcelo e Costa, o seu «chefinho», ainda precisava mais.

A teia estava montada.

Em 14 dias, repito, 14 dias, é concedida naturalização às gémeas para poderem receber o remédio e o tratamento. Lembrar que, na altura, a obtenção da nacionalidade demorava, no mínimo, um ano. Hoje demora mais de 4 anos. Isto, se não houver dinheiro por baixo da mesa.

Mas isso passou ao lado da acusação do Ministério Público. Pudera, nos media mundiais, era mais uma vez mostrada com toda a clareza como funcionam os serviços públicos em Portugal: com cunhas e corrupção.

Bandalhos.

E o ridículo da acusação do Ministério Público atinge o clímax com a acusação de a mãe das gémeas ter usurpado o Estado português com a aquisição de cadeiras que, por sinal, já tinha outras semelhantes.

Nojo. Só um meio para dizer que houve acusação.

Quando um professor de direito, pai do Doutor Nuno, vem falar que ninguém está acima da lei; que a lei deve ser igual para todos; que tem de haver independência na aplicação da lei, Marcelo está a chamar de acéfalos os portugueses. Não te admito no que me diz respeito.

Tu estiveste sempre acima da lei, não é só neste caso; «a lei deve ser igual para todos», pois só que há uns mais iguais que outros; e falar de independência dos poderes é retórica podre, suja e desonesta, réplica perfeita da célebre e asquerosa frase «à justiça o que é da justiça».

Tenho nojo.

Já nem falo das múltiplas crianças que não tiveram direito, o dinheiro não é elástico como quer fazer crer um quadrúpede, que ficaram sem tratamento e mesmo sem cadeiras.

Estamos no esgoto com frascos de "tabu" despejados a litro.

Lavem-se com palha de aço.

E, para o caso ser mais pérfido, tivemos uma ministra da justiça vir dizer que o processo das gémeas tem de ser célere.

Desde quando uma ministra interfere na justiça?

Já disse o mesmo sobre o alegado atentado ao gabinete do Ventura? Do incêndio na sede do partido fascista em Évora? E de tantos outros casos por este país? Olhe, por exemplo, aqui pela Guarda.

Não seja esdrúxula.