domingo, agosto 23, 2026

A propósito de privatizar a Segurança Social, a Saúde e tudo o resto, lembrei-me de um poema de José Saramago.

 


Caracterização perfeita dos 4 cavaleiros da tolice. E há tantos, cada vez mais.

 


A universidade não educa, apenas te dá um canudo.

 


A classe média

 A classe média: origem, necessidade do capitalismo na sua existência e agora a sua decadência.

Tudo bem explicado.

Só não percebe o idiota.




Ser professor não é fácil.

E a aula é apenas uma das atividades do professor. A mais visível. Mas há muitas mais. Há tantos professores que gostariam de ouvir alguém dizer: "Hoje a aula foi tranquila e todos ganhámos e consolidámos aprendizagens."

Ser professor não é fácil.




"Ensinaram-me tudo." A escola liberta nunca deve formatar.

 


Lacónicos

E, mais uma vez, são as redes sociais a informar os guardenses do muito de mal que vai acontecendo no concelho.

Quem devia informar cala-se. Já se entendeu a razão.

O senhor feudal é dono de tudo.

Depois de calados sobre a decisão do tribunal sobre a legitimidade da Associação de Maçainhas sobre o cobertor de papa, agora a qualidade da água da rede e o corte, suspensão dela em Gonçalo.

Caladinhos!

A freguesia de Gonçalo sofreu, ou continua a sofrer, suspensões no abastecimento de água da rede e, nalgumas zonas, mesmo cortes.

Os administradores da APAL-SIM, em comunicado lacónico, como lhes convém, vêm dizer que, em resultado de um condicionamento temporário na disponibilidade de água que abastece o sistema, será necessário proceder à interrupção temporária do fornecimento de água na freguesia de Gonçalo. E acrescentam ainda mais: "esta medida, de caráter temporário, é necessária para assegurar a gestão do sistema de abastecimento durante o período de condicionamento da disponibilidade de água. O abastecimento será restabelecido logo que estejam reunidas as condições para o efeito."

Brilhante retórica para enganar papalvos.

Logo a seguir, as excelências recomendam que os utilizadores adotem as medidas necessárias para minimizar os eventuais transtornos, nomeadamente assegurando previamente a disponibilidade de água para os consumos essenciais.

A APAL-SIM, a administração, entenda-se, paga pelos guardenses, e não só, agradece a compreensão e lamenta os incómodos causados.

Lamenta o quê?

E sobre a qualidade da água? Nem uma palavra. 

Para quem tem piscinas, vivendas e posses para comprar água engarrafada, comunicados lacónicos que não dizem nada aos cidadãos servem na perfeição aos seus interesses. É preciso que os vencimentos caiam todos os meses. 

Cortes, suspensão dos serviços públicos e a péssima qualidade deles nada lhes interessa. Os cidadãos que votem nos porcos no espeto e nas bebedeiras.



sexta-feira, agosto 21, 2026

O pastel

Só cá faltava o "pastel de nata" com teorias equipáticas que geram conclusões inanis.

Diz o "pastel" que: "É importante que o país saia do seu retangulozinho".

Mas que retangulozinho???

Já se fazem pastéis de nata com a forma de um retângulo?

Álvaro Santos Pereira, a quem o Montenegro doou o lugar de Governador do Banco de Portugal, apoia as conclusões do estudo (??) do grupo de trabalho, criado pelo governo, que sugeriu a adoção de planos de pensões profissionais de adesão automática que permitem a renúncia.

Outra coisa que saísse da cloaca era para estranhar.

Sempre em sintonia.

Disse o "inane pastel" que o país deve "deixar de ideologia" e ver o que os outros países estão a fazer no que diz respeito a mecanismos para complementar o sistema de pensões.

E apresenta os exemplos da Suécia e da Dinamarca, que, nos anos 90, iniciaram uma grande reforma do sistema de pensões, de Segurança Social, para permitir que as pessoas tenham pensões melhores no final, quando acabam de trabalhar”.

Mas o "pastel" quer chamar de idiotas aos portugueses?

Os países citados têm salários comparáveis com a maioria dos portugueses? Só o teu ordenado é de 19.915 euros brutos por mês.

A maioria dos portugueses, num ano de trabalho, não ganha o que tu ganhas num mês. Já pensaste nisso? 

Pois falham os neurónios, quando os há.

E o pastel continuou com afirmações próprias de um néscio.

Dizer-se, e logo um Governador do Banco de Portugal, que esses países, Suécia e Dinamarca, “apostaram em reforços de mecanismos de poupança das pessoas, para que as pessoas possam depois, independentemente do seu perfil de risco”, complementar o sistema de pensões público, com algo que possa aumentar as suas poupanças.

Mas quantos portugueses conseguem poupar o que quer que seja com os miseráveis ordenados que auferem?

Deixa de ser ridículo.

É que nem para comprar ações da Galp e da Jerónimo Martins os ordenados da maioria dos portugueses permitem. 

Mas tu, com os mais de 19 000 euros mensais, já o consegues fazer, mesmo ilegalmente.

Mas, para alguém como tu, e outros que tais, que desconhecem o princípio basilar da previdência social, que se traduz na solidariedade, que se desdobra em pilares essenciais como a contributividade e a compulsoriedade para garantir o equilíbrio financeiro e a proteção coletiva entre todos os cidadãos, é difícil de perceber.

Muita areia para a «galera».




quinta-feira, agosto 20, 2026

Tenho sérias dúvidas se há governo em Portugal.

 


Para além dos péssimos ordenados, ainda há o perigo, quando não é a fatalidade.

 




Chacota

A chacota é enorme pelo estrangeiro. 
Por cá, as coscuvelhices habituais dos politiqueiros.



Serviçais

Já se falou no emprego que aumentou em Portugal, mas, em contrapartida, os salários vão sendo cada vez menores. É a tal riqueza que a canalha tanto falava para haver distribuição.

Nojentos. 

Montenegro, no Pontal, para enganar incautos, disse que o número dos que ganham 3 000 ou mais duplicou desde que é Primeiro-Ministro. São 125 mil os mais abonados, valor mais alto dos registos do Instituto Nacional de Estatística, embora pesem só 3% do total.

A «corrida» aos lugares de topo, principalmente no setor público, é por mais evidente. 

Mas não há concursos, ou, se os há, aparecem sempre as «beneméritas» entrevistas que tudo resolvem. 

A Bem da Nação.

O salário médio líquido dos tais abonados, que são políticos, muitos das «juventudes partidárias» e gestores, subiu mais de 17%.

Logo, o tal grupo, em que os salários mais sobem, mereceu rasgados elogios de competência por parte de Montenegro. 

Como seria de esperar.




Mais uma promessa da festa do Pontal.

Montenegro fez mais um anúncio para tótós.

Fez questão de gritar a plenos pulmões que:

"Tenho uma convicção muito firme de que nós vamos iniciar a recuperação total do valor que os portugueses investiram na TAP. Nós vamos ter um primeiro encaixe com a venda desta percentagem do capital e vamos projetar para o futuro os resultados da empresa, para que os respetivos dividendos possam vir, paulatinamente, a compensar o investimento que lá fizemos."

Mas será que há algum português que acredite em tal presságio?

Analisemos, em primeiro lugar, o montante que está em causa para se perceber a dimensão da mentira.

Em 2020, o Governo de António Costa começou por avançar com um empréstimo de emergência de 1.200 milhões de euros. 

Valor que, em conjunto com juros decorridos de 59 milhões, acabaria por ser convertido em capital da companhia aérea. 

No âmbito do programa de reestruturação da TAP acordado com Bruxelas, há ainda que somar os 569 milhões em compensações pagas pelo Estado à TAP devido aos danos provocados pela Covid-19 e 1.516 milhões em aumentos de capital. 

Tudo somado, são 3.344 milhões de euros.

Será que os valores que a Air France-KLM e a Lufthansa vão bater os tais 3.344 milhões de euros?

Ninguém sabe quanto ofereceram, e nem Montenegro ousa dizer a oferta feita.

Diz que os portugueses vão recuperar "paulatinamente" as verbas que os portugueses investiram na TAP.

Quando?

Século XXX?

Segundo estudos recentes, o valor estimado na venda dos 49% a privatizar permitirá um encaixe do Estado de 1.116 a 1.241 milhões de euros.

Então, e os quase 2.000 milhões em falta, ou seja, os 63% ainda em dívida aos portugueses?

Século XXX.

Mais uma falsa promessa de um Montenegro. Mas ainda nem há eleições marcadas e já se fazem anúncios eleitoralistas de nenhuma credibilidade?

Haja tino na língua, pois ou me engano muito ou os portugueses já perceberam que as papas e os bolos já não enganam os tolos.

Será? 



quarta-feira, agosto 19, 2026

E a verdade venceu.

O verdadeiro cobertor de papa, defendido pela Associação “O Genuíno Cobertor de Papa”, com sede na freguesia de Maçainhas, e que lutou durante seis anos contra a contrafação do produto, ganhou em tribunal.

A presidente da Associação, Maria do Céu Reis, dá conta em publicação no Facebook dessa luta:

"Foram 6 anos, em tribunal, num processo em que o que estava em causa era a defesa do Cobertor de Papa genuíno, o património mais identitário da Guarda», refere, acrescentando que «foram 6 anos como arguida, muitas idas ao tribunal a Lisboa, no meio de tempestades, com imensos afazeres: participação em feiras e certames, recebendo visitas, produzindo cobertores, preparando e expedindo encomendas, comprando materiais, tratando de logística, a vários níveis, cumprimento de obrigações fiscais e institucionais, deslocações ao estrangeiro». Foram, salienta, «imensas situações» que foi resolvendo «com muito esforço e trabalho» e conseguindo estar disponível e «fazer acontecer cultura».

«Fez-se justiça e a verdade venceu, tendo sido provado que imensos consumidores foram enganados com um produto que falsamente designavam de cobertor de papa, não passando de uma fraude e um ataque despudorado ao nosso património e à verdade factual. Sempre acreditamos neste desfecho porque somos autênticos, nada temos a esconder e sempre dissemos a verdade, o que foi reconhecido e considerado provado pelo tribunal», conclui Maria do Céu Reis.

A dirigente admite que não sabe «o que o futuro reserva», mas assegura que defenderá «sempre este património genuíno» que faz parte da «identidade territorial» e da «forma de ser e estar» das gentes de Maçainhas. 

Parabéns à Associação e a todos quantos trabalharam nesta causa.

Foto: Céu Reis – Associação Genuíno Cobertor de papa.