segunda-feira, outubro 05, 2026
Concordo
Felizmente, ainda há cidadãos com responsabilidades na Justiça em quem se pode confiar.
A presidente do Tribunal de Contas admite recorrer ao Tribunal Constitucional caso sejam mantidas na reforma da instituição normas que considera inconstitucionais e o Presidente da República não peça a fiscalização preventiva do diploma.
Aplaudo com as duas mãos.
Uma das principais alterações propostas pelo governo é o aumento para 10 milhões de euros do limiar a partir do qual os contratos ficam sujeitos a fiscalização prévia, o que, segundo o executivo, elimina mais de 90% dos atuais vistos prévios.
Os contratos superiores a 950 mil euros terão, ainda assim, de ser obrigatoriamente comunicados ao Tribunal de Contas para efeitos de fiscalização concomitante e sucessiva, mesmo quando estejam dispensados de visto prévio.
Para quê? Apenas ilusionismo?
Sobre o fim do visto prévio, Filipa Urbano Calvão defendeu que a “crença de que, agilizando os procedimentos da Administração Pública”, vai ser possível “garantir a eficácia da prossecução do interesse público e das finanças públicas está por demonstrar”.
Para Filipa Urbano Calvão, o valor dos contratos não deve, contudo, ser o único critério para determinar a necessidade de fiscalização prévia, sobretudo quando estão em causa investimentos com efeitos que se prolongam para gerações futuras.
A presidente do Tribunal de Contas defende ainda que, retirando-se um mecanismo de controlo preventivo, devem existir instrumentos que permitam ao tribunal atuar de forma corretiva e não apenas por meio de recomendações, incluindo a possibilidade de travar uma obra que esteja a ser executada em desconformidade com a lei.
Quanto à demora dos processos, apontada pelo governo como um dos argumentos para alterar o modelo de fiscalização, Filipa Urbano Calvão afirmou que o tempo médio de resposta do tribunal é de cerca de um mês e meio e rejeitou responsabilidades pelos atrasos associados ao Plano de Recuperação e Resiliência.
Em concordância absoluta com tudo o que a presidente do Tribunal de Contas referiu.
Deixem-se de canalhices para enganar idiotas.
Mais e mais incompetência
E o regabofe, ao juntar-se à incompetência, resulta em falência total do sistema.
Destruídas pelas tempestades, há sete estradas em obras e só quatro abrem até o fim do ano.
E a maior imbecilidade é que há ligações em Manteigas e Tabuaço que o governo não sabe o que fazer.
Mas o que faz um Pinto Luz? Sombra?
Marquem um Conselho de ministros para as localidades.
Vão de autocarro, com os pés de fora, a cantarem a «chula».
Inaugurarem placas como se a obra estivesse concluída, e o povinho, na sua santa ignorância, acredita na tramóia, deita foguetes, bate palmas e há fotografias para a posteridade.
E o bispo benze a placa com água, se houver; se não, pode ser com vinho.
Crime
Ficar com milhões de euros que deviam ter sido entregues aos cidadãos que sofreram com fogos em Odemira e Arganil e com as cheias de 2022 é CRIME.
Quem o denuncia foi o Tribunal de Contas, o tal tribunal que a canalha quer longe e largo de tudo, nomeadamente dos concursos com valor inferior a 10 milhões de euros, que ficariam isentos da fiscalização prévia do tribunal se a proposta do governo vier a ser aprovada.
Pelo que aconteceu, imaginem o que por aí virá sem a tal fiscalização prévia.
Um regabofe completo.
Nojenta governança
Milhões de euros em subsídios de emergência que estavam previstos para famílias afetadas por incêndios e cheias entre 2022 e 2025 ficaram por entregar aos beneficiários.
Dizem, para aliviar a porca das consciências, que as causas estão em atrasos burocráticos e falhas na regulamentação pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social.
Lembrar que os apoios destinavam-se, em parte, à alimentação e alojamento.
Mas apoios, por exemplo, a governantes com casas em Lisboa, mas que pediram subsídios de alojamento, não houve, não há, atrasos burocráticos.
Na hora.
Que nojo de governança.
sábado, outubro 03, 2026
Só mentiras
Inaugurações e mais inaugurações.
Repete-se o folclore para imbecil acreditar.
Há meses que foi anunciado; agora a ministra veio inaugurar.
Não havia mais nada a fazer nem a apresentar.
Mais uma placa para a fotografia do álbum das anedotas.
Um aparelho sem licença de utilização.
Tudo para fingir.
Siga a festa que o povo paga.
quinta-feira, outubro 01, 2026
Nojento
Enquanto os portugueses lutam arduamente pela sobrevivência, um primeiro-ministro fala de futebolês.
Nojo.
Comparsas
Deixem o Luís trabalhar com a ajudinha do Carneiro e do Chega!
A tudo o que é mau, o PS abstém-se; ao que é péssimo, vota a favor o Chega.
Lixo
A reciclagem que um governo incompetente promove.
Vergonhoso.
Tu, dos óculos apalhaçados, vês bem?
A chulice
O Montenegro dança a chula com o parceiro de conveniência.
Ontem foi um «xuxa» de nome Carneiro, que, sem conhecer o Orçamento de Estado para 2027, coisa mirabolante e acéfala, decidiu que a bancada do Ps, carneiros em fila para o redil, vai se abster na votação do documento.
Sabem o que é uma abstenção? É um «nim». A meio do muro, a ver o rebanho a entrar no redil.
Mas, não satisfeito com a chula do Carneiro, Montenegro chulou com o Bentas.
Desta vez, no projeto de lei do arrendamento.
Liberalismo total nos despejos; atrasos no pagamento da renda, RUAAAA; contratos de arrendamento sem limites, é o que der na real gana do proprietário; aumentos exorbitantes das rendas e tudo mais que trame a vida dos inquilinos.
Votai neles, pois só tendes a perder. Será que ainda não percebeste? IRRA!
Com a crise que se anuncia, a habitação vai ter futuro, e de que maneira: debaixo da ponte.












