segunda-feira, agosto 24, 2026

Compreender exige trabalho

"Vivemos uma época que recompensa o imediato. Tudo parece projetado para ser entendido em poucos segundos, para passar para o próximo vídeo, para a próxima manchete, para a próxima distração. Confundimos facilidade com qualidade e rapidez com profundidade. Esta dinâmica também presidiu à poética nas últimas décadas.

Mas as coisas mais valiosas da vida raramente são imediatas. Uma amizade verdadeira. Um grande amor. Uma vocação. Uma língua. Um poema. Tudo o que nos transforma costuma nos pedir tempo, paciência e trabalho."




E-mails

Ainda o caso de um Neves, ex-diretor da Polícia Judiciária e agora ministro.

Mensagens trocadas na Direção Nacional da Polícia Judiciária contrariam as declarações do agora ministro, Luís Neves, para a entrega ao empreiteiro João Santos, de Barcelos, do atrelado com produtos químicos usados na manipulação de droga. 

Os e-mails deixam claro que o orçamento de 150 mil euros de que falou Luís Neves seria, sim, para a destruição de todos os produtos e materiais depositados no Seixal e em Tires.

Mas, supostamente, há mais a contar.

Os bidões com os produtos químicos recuperados pela Polícia Judiciária em Barcelos já estavam desselados e com evidências de já terem sido usados.

Tudo isto e muito mais pode ser lido na imprensa.

Tanto me importa que seja o jornal A ou B, e não o C, propriedade de um magnata de barcos e viagens turísticas, a dar a notícia.

Nas tintas, para não ser mal-educado.

Importa que o Ministério Público averigue.

Já agora, dizer que a excelência Luís Neves, agora ministro do Montenegro, continua a utilizar um carro desportivo, curiosamente apreendido pela Polícia Judiciária.

Carro descaracterizado?

Entendido.



Roubo

A tal «democracia representativa» é a forma mais ladra que existe. Rouba e nem dá cavaco a ninguém.

Falo de um imposto, Contribuição de Serviço Rodoviário, considerado ILEGAL pelo Tribunal de Justiça da União Europeia, em 2022. Mas uns ilusionistas do governo da tal «democracia representativa» o integraram de imediato no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos, o que significa, na prática, que quem paga por combustível continua a pagá-lo. Ou seja, hipocritamente esconderam-no de forma a enganar o tribunal.

Os impostores dizem que o valor continua a reverter a favor das Infraestruturas de Portugal.

Será?

Quando os ouvirem falar em descida do imposto sobre combustíveis para «compensar» a subida dos mesmos, lembrem-se de que, por litro comprado: 8,7 cêntimos no caso da gasolina, 11,1 cêntimos no gasóleo e 12,3 cêntimos por quilograma no GLP Auto são do tal imposto ilegal.

O negócio dos combustíveis é assunto de gatunos, nem se duvide.

«Dois milhões por dia» só na tal Contribuição de Serviço Rodoviário! 




domingo, agosto 23, 2026

A propósito de privatizar a Segurança Social, a Saúde e tudo o resto, lembrei-me de um poema de José Saramago.

 


Caracterização perfeita dos 4 cavaleiros da tolice. E há tantos, cada vez mais.

 


A universidade não educa, apenas te dá um canudo.

 


A classe média

 A classe média: origem, necessidade do capitalismo na sua existência e agora a sua decadência.

Tudo bem explicado.

Só não percebe o idiota.




Ser professor não é fácil.

E a aula é apenas uma das atividades do professor. A mais visível. Mas há muitas mais. Há tantos professores que gostariam de ouvir alguém dizer: "Hoje a aula foi tranquila e todos ganhámos e consolidámos aprendizagens."

Ser professor não é fácil.




"Ensinaram-me tudo." A escola liberta nunca deve formatar.

 


Lacónicos

E, mais uma vez, são as redes sociais a informar os guardenses do muito de mal que vai acontecendo no concelho.

Quem devia informar cala-se. Já se entendeu a razão.

O senhor feudal é dono de tudo.

Depois de calados sobre a decisão do tribunal sobre a legitimidade da Associação de Maçainhas sobre o cobertor de papa, agora a qualidade da água da rede e o corte, suspensão dela em Gonçalo.

Caladinhos!

A freguesia de Gonçalo sofreu, ou continua a sofrer, suspensões no abastecimento de água da rede e, nalgumas zonas, mesmo cortes.

Os administradores da APAL-SIM, em comunicado lacónico, como lhes convém, vêm dizer que, em resultado de um condicionamento temporário na disponibilidade de água que abastece o sistema, será necessário proceder à interrupção temporária do fornecimento de água na freguesia de Gonçalo. E acrescentam ainda mais: "esta medida, de caráter temporário, é necessária para assegurar a gestão do sistema de abastecimento durante o período de condicionamento da disponibilidade de água. O abastecimento será restabelecido logo que estejam reunidas as condições para o efeito."

Brilhante retórica para enganar papalvos.

Logo a seguir, as excelências recomendam que os utilizadores adotem as medidas necessárias para minimizar os eventuais transtornos, nomeadamente assegurando previamente a disponibilidade de água para os consumos essenciais.

A APAL-SIM, a administração, entenda-se, paga pelos guardenses, e não só, agradece a compreensão e lamenta os incómodos causados.

Lamenta o quê?

E sobre a qualidade da água? Nem uma palavra. 

Para quem tem piscinas, vivendas e posses para comprar água engarrafada, comunicados lacónicos que não dizem nada aos cidadãos servem na perfeição aos seus interesses. É preciso que os vencimentos caiam todos os meses. 

Cortes, suspensão dos serviços públicos e a péssima qualidade deles nada lhes interessa. Os cidadãos que votem nos porcos no espeto e nas bebedeiras.



sexta-feira, agosto 21, 2026

O pastel

Só cá faltava o "pastel de nata" com teorias equipáticas que geram conclusões inanis.

Diz o "pastel" que: "É importante que o país saia do seu retangulozinho".

Mas que retangulozinho???

Já se fazem pastéis de nata com a forma de um retângulo?

Álvaro Santos Pereira, a quem o Montenegro doou o lugar de Governador do Banco de Portugal, apoia as conclusões do estudo (??) do grupo de trabalho, criado pelo governo, que sugeriu a adoção de planos de pensões profissionais de adesão automática que permitem a renúncia.

Outra coisa que saísse da cloaca era para estranhar.

Sempre em sintonia.

Disse o "inane pastel" que o país deve "deixar de ideologia" e ver o que os outros países estão a fazer no que diz respeito a mecanismos para complementar o sistema de pensões.

E apresenta os exemplos da Suécia e da Dinamarca, que, nos anos 90, iniciaram uma grande reforma do sistema de pensões, de Segurança Social, para permitir que as pessoas tenham pensões melhores no final, quando acabam de trabalhar”.

Mas o "pastel" quer chamar de idiotas aos portugueses?

Os países citados têm salários comparáveis com a maioria dos portugueses? Só o teu ordenado é de 19.915 euros brutos por mês.

A maioria dos portugueses, num ano de trabalho, não ganha o que tu ganhas num mês. Já pensaste nisso? 

Pois falham os neurónios, quando os há.

E o pastel continuou com afirmações próprias de um néscio.

Dizer-se, e logo um Governador do Banco de Portugal, que esses países, Suécia e Dinamarca, “apostaram em reforços de mecanismos de poupança das pessoas, para que as pessoas possam depois, independentemente do seu perfil de risco”, complementar o sistema de pensões público, com algo que possa aumentar as suas poupanças.

Mas quantos portugueses conseguem poupar o que quer que seja com os miseráveis ordenados que auferem?

Deixa de ser ridículo.

É que nem para comprar ações da Galp e da Jerónimo Martins os ordenados da maioria dos portugueses permitem. 

Mas tu, com os mais de 19 000 euros mensais, já o consegues fazer, mesmo ilegalmente.

Mas, para alguém como tu, e outros que tais, que desconhecem o princípio basilar da previdência social, que se traduz na solidariedade, que se desdobra em pilares essenciais como a contributividade e a compulsoriedade para garantir o equilíbrio financeiro e a proteção coletiva entre todos os cidadãos, é difícil de perceber.

Muita areia para a «galera».




quinta-feira, agosto 20, 2026

Tenho sérias dúvidas se há governo em Portugal.

 


Para além dos péssimos ordenados, ainda há o perigo, quando não é a fatalidade.

 




Chacota

A chacota é enorme pelo estrangeiro. 
Por cá, as coscuvelhices habituais dos politiqueiros.