quarta-feira, setembro 09, 2026

O mesmo

E mais uma volta da Terra em torno do Sol, movimento de translação, para os que estudaram, e mais ilusões de um governo de Montenegro.

Anuncia, numa moção de censura(??), a descida do IRS e um bónus para os pensionistas lá para dezembro.

Ora, já todos deviam saber que isto é uma ilusão.

Repete-se a farsa, já que a tragédia continua incessantemente. 

É preciso repetir-me? Educação, saúde, justiça, habitação, poder de compra, inflação, salários. Não se vive, sobrevive-se e mal.

E Montenegro insiste na aldrabice de há muitos anos. Não é virgem a idiotice. 

Dá-se com uma mão e rouba-se com as duas.

Atente-se a alguns pormenores.

Há pouco tempo o ministro das finanças, o Sarmento, dizia que seria “muito difícil” atribuir em 2026 um suplemento extraordinário aos pensionistas, face ao peso dos empréstimos do Plano de Recuperação e Resiliência (o célebre PRR) nas contas públicas.

E, afinal, acontece.

Claro, lá para março do próximo ano eles fazem-vos a tosquia. 

Lembrar ainda que o suplemento (bónus?) é atribuído por pensionista, e não por pensão. Ou seja, mesmo os pensionistas que recebem várias pensões — por exemplo, de velhice e de sobrevivência — só vão receber um “brinde”. Nesses casos, vão ser somadas as pensões para ser apurado o montante do suplemento a atribuir. Melhor justificação? Não há.

Já quanto às descidas do IRS, é só fingimento. Para março fazem-vos a tosquia toda. Em vez de receberem, ou de não pagarem, irão pagar a dobrar, nem duvidem.

Como dizia o outro, quem vos manda ser carneiros? Para serem tosquiados? Pois então contentem-se.

Um pormenor, senhor Montenegro. 

No Pontal, disse que o salário mínimo, antes do final da legislatura, estaria nos 1 600 euros.

Lembra-se?

Mas disso não falou. Estranho? 

Claro que não. Só falam de dar com uma mão e roubar com as duas.


 

Ilusões

A seguir à audição ao Neves, a moção.
Coisa nunca vista. Uma moção debatida e votada após uma audição.
Mas será que a moção não tinha nada a ver com a audição?
Não, não tinha.
A prová-lo o facto de proponentes e propostos não tocarem a mesma música para adormecer.
Uns falavam de Luís Neves e outros respondiam de «trabalho feito». Que trabalho?
Por isso a dúvida que muitos portugueses têm: moção de confiança ou moção de censura?
A resposta de um Montenegro foi clara. Bónus para os reformados e descida do IRS.
Mas cuidem-se, são só ilusões, como foi a moção de censura.



Cá te espero...

Já disse o que senti quando vi e ouvi a audição parlamentar ao ex-diretor da Polícia Judiciária e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Uma farsa. 

Neves esperava que o Ventura estivesse presente. 

Ventura, ladino, não apareceu. Neves ficou a responder a imberbes. 

Ventura não lhe deu corda.

O confronto será no inquérito parlamentar.

Neves ficou receoso. Tremeu e engoliu em seco.

Ansiava pelo debate em fase de audição.

Ventura é lobo verdadeiro com pele de carneiro.

Tudo irá ser desventrado no inquérito, se o Ministério Público o quiser e desejar.

Até lá, haverá primas. Muitas primas a quererem ser parideiras, mas metidas em demasiadas vestes, as curvas todas em colares e folhos e os narizes sempre empinados. Com aias, mesmo que se julgue que já não as há. 



terça-feira, setembro 08, 2026

Pega de Cernelha

 


O assunto é dinheiro.

 


O dono de tudo

Um pedófilo, cagão, mijão, arruaceiro, nojento quer dominar tudo e todos.

E ainda falta o resto do quintal.




O sabichão.


Sabe tudo. Nunca tem dúvidas de nada. Acha-se o maior.



Nojo

 O Trump publicou isto na sua conta?

A ser verdade, é nojento.

Nada espanta num ser tão escaroso como ele.




Neves, onde está o processo?

 


Durante a Moção de "Confiança", desculpem, de "Censura", Montenegro anunciou que vai haver redução do IRS para a "classe média" e suplemento extraordinário para os pensionistas. 

Apenas anúncios, nada de concreto, como convém.

Mas há outra medida na calha. Preparem-se.

Para os emigrantes.

Só anúncios.

O Euro Milhões para todos fica anunciado para o dia da Santa Justiça.



Comédias

Fechou a Comissão de Inquérito ao Luís Neves.

Mais um gasto exorbitante para o cidadão contribuinte.

Nem me vou pronunciar sobre a impreparação dos deputados, uns imberbes, outros já traquejados nestas comédias.

Uma inutilidade completa.

Quem se ficou a rir foi o Neves.

Sois uns tacanhos.

Deixo-vos um exemplo elucidativo da comédia que aconteceu hoje no circo da Assembleia da República.

Garanto-vos que, se o Eça fosse vivo, ia rir e gozar com tamanha palhaçada.

"O parlamento ressoa. O ministério, todo encolhido, diz aos partidos — calados! 

As secretarias cruzam os braços... 

O conselho de Estado rói as unhas. O exército toca guitarra." 

E, no fim, toque-se o hino.




Cursos curtos?

E, na senda do retrocesso educacional, o que dizer de "cursos curtos"?

Saber ler com o dedo a acompanhar, não compreender um texto com mais de dez caracteres, contar pelos dedos, só utilizar as quatro operações elementares. Cultura? A do centeio.

Não há pachorra para aturar idiotas.




A propósito...

 


Retrocesso

Já tínhamos dito. O retrocesso civilizacional, e consequentemente o retrocesso educacional, está em marcha acelerada.   

Os escândalos sucedidos nos exames e nas provas são bem elucidativos da incapacidade governativa em resolver o problema. Mas o problema não é recente. Tem décadas de paralisação. 

O Alexandre já veio dizer, para sacudir a água do capote, que a falta de professores vai continuar. Querem melhor justificação para o retrocesso?