quarta-feira, março 25, 2026

Repugnante

A propósito do excelente discurso de hoje, dia 25 de março de 2026, de António Guterres, nas Nações Unidas, lembrei-me do rei Leopoldo da Bélgica e do terror cometido no Congo.
Mas, como disse Guterres, e muito bem, nós, os portugueses, também cometemos muitos e terríveis crimes. A seu tempo.



E se a canalha liberal te falasse a verdade e te contasse isto e muito mais que escondem?

 


A noite de breu

O ataque aéreo mais mortal que até hoje aconteceu não foi nem a bomba de Hiroshima nem a de Nagasaki.
Foi um ataque aéreo dos Estados Unidos da América do Norte, como era de esperar, sobre Tóquio. E como uma primeira-ministra se submeteu a ser insultada por um pedófilo.

?



A história da família mais rica de Portugal.

A tal meritocracia? Ahahahah.
Não me façam rir até estamos na Quaresma.



Que país é este?

 


Ponto de vista

Com o ataque dos Unidos da América do Norte e de Israel ao Irão, muito se tem falado do estreito de Ormuz e da presença portuguesa naquelas paragens no século XVI.
Este nosso resumido olhar pelo que foi feito pelos portugueses naquelas paragens está devidamente documentado em várias obras publicadas, e basta consultá-las e aferir a veracidade do que vou dizendo. Falo de obras como “A Expansão Portuguesa - Um prisma de muitas faces”, de Luís Filipe Thomaz e de outra obra, “Conquistadores - Como Portugal criou o primeiro império global” de Roger Crowley e muitas outras podiam ser citadas. É que muito do que nos foi ensinado, e principalmente obrigando-nos a memorizar datas da História na perspectiva de uma epopeia como difusora da fé e religião católica, é uma parte da aventura marítima e das consequências que se seguiram. Nos achados das terras, não houve descoberta nenhuma. Havia povos originários, senhores de uma cultura milenar, que os povos colonizadores, todos eles, destruíram e, pior, saquearam a seu belo prazer. Os colonizadores, e em especial os portugueses, levavam numa mão a Bíblia, mas na outra a espada.
A História não é uma memorização de datas e muito menos o olhar de um único prisma sobre os acontecimentos. É um olhar global sobre os acontecimentos. A História é a ciência humana que estuda as ações, experiências e transformações das sociedades ao longo do tempo. Analisa vestígios e documentos, as fontes históricas, para investigar o passado, compreender o presente e ajudar a construir a identidade e a memória coletiva. O seu foco central é o ser humano no tempo.
Ter sempre presente, como frisaram Edmund Burke ou George Santayana: "Um povo que não conhece a sua história, ou seja, de onde veio, está condenado a repeti-la". Ela sublinha que ignorar as raízes e o passado elimina a capacidade de tomar decisões conscientes sobre o futuro.  A história não é apenas memorizar datas, mas sim investigar o "porquê" e o "como" das ações humanas. Analisemos então o tão famoso estreito de Ormuz e a presença dos portugueses por lá. E como estamos em maré de citações, lembro a célebre frase de Karl Marx na sua obra "O 18 de Brumário de Luís Bonaparte": "A história repete-se, primeiro como tragédia, depois como farsa". Ora, o que se passou em Ormuz no tempo da presença portuguesa e o que se está a passar é a tradução exemplar da frase de Karl Marx. Primeiro tragédia, depois farsa.
O primeiro ocidental que bloqueou o estreito de Ormuz foi Afonso de Albuquerque. Pelo estreito passava muito dinheiro, muitas especiarias, muita seda, cavalos e pérolas, tudo o que interessava aos portugueses e aos banqueiros de Florença que patrocinavam as viagens marítimas. Em 1507, o rei Dom Manuel I mandou uma embaixada portuguesa que saiu da Índia, de Goa, e foi até o Irão tentar um acordo com o Xá. Já naquele tempo havia um Xá no Irão de nome Ismail. Afonso de Albuquerque tentou convencer Ismail a estabelecer um acordo com o objetivo de formar uma aliança estratégica contra o Império Otomano e garantir o domínio português no Estreito de Ormuz.
Mas, como não conseguiu os seus intentos, bombardeou e conquistou a ilha de Ormuz. Mas só conseguiu ficar por lá um ano porque a ilha não tinha condições e, principalmente, faltava água potável, e os seus soldados mercenários achavam que estavam a ganhar pouco face às duras condições da ilha. Por outro lado, houve uma reação muito grande do Império Otomano. Afonso de Albuquerque e o seu exército foram expulsos daquelas paragens.
Mas Albuquerque havia de se vingar da derrota. Em 1515, voltou com um exército de inúmeros mercenários e conquistou definitivamente Ormuz, que se manteve sob o domínio da coroa portuguesa até 1662. Durante esse intervalo de tempo, os portugueses bloquearam a passagem de barcos pelo estreito e cobraram de quem o quisesse utilizar. No que se refere ao estreito de Ormuz, fica claro que, desde sempre, o interesse por aquelas paragens era o comércio. Ainda hoje o é, sendo que o que mudou foram os produtos em causa e outros conquistadores sempre ávidos de dominarem o mundo.
Tenham uma excelente semana.




Tomem lá poesia.

Com os Mortos.

Os que amei, onde estão? Idos, dispersos,
arrastados no giro dos tufões,
Levados, como em sonho, entre visões,
Na fuga, no ruir dos universos...

E eu mesmo, com os pés também imersos
Na corrente e à mercê dos turbilhões,
Só vejo espuma lívida, em cachões,
E entre ela, aqui e ali, vultos submersos...

Mas se paro um momento, se consigo
Fechar os olhos, sinto-os a meu lado
De novo, esses que amei vivem comigo,

Vejo-os, ouço-os e ouvem-me também,
Juntos no antigo amor, no amor sagrado,
Na comunhão ideal do eterno Bem.

Antero de Quental, in "Sonetos"



Pensamento

 


O martelo, a marosca, o Tarantino e ela

Esta cidade às vezes não existe. Deu à estampa mais uma notícia daquelas que nos remetem para uma espécie de western assim à moda do Tarantino, com personagens das que aparecem em filmes como Os Oito Odiados Sacanas Sem Lei ou o Django Libertado. Só a nós é que ninguém nos liberta de tais personagens, ou pior, da vergonha de termos de as aturar cá pelo burgo. Concretamente, uma personagem bem nossa conhecida foi acusada de ter tentado matar à martelada um amigo. Não foi à facada, nem a tiro, por estrangulamento, atropelamento, ou com veneno, foi mesmo à martelada. Barato, rápido e simples. Se a vítima não fosse um amigo, nem quero pensar no que teria sido…

Pois bem, quando pensávamos que já tínhamos visto de tudo, eis que nos sai ao caminho mais uma historieta do burlesco, a cavalo numa data de documentos da IGAS, a Inspecção da Saúde, que vieram à superfície na última Assembleia Municipal da cidade e que são uma janela para a forma como as coisas vão funcionando por cá.

Uma determinada senhora que sempre usou a política para seguir em frente e que trabalhava na Câmara da Guarda precisava de mudar de vida, ou de poiso, que isto da política nem sempre nos corre a preceito. Queria ir para a ULS da Guarda, onde aliás até já estava o marido. A senhora, que não era burra, manobrou à maneira e ganhou um concurso a uma antiga amiga do peito, assim como quando a Espanha nossa irmã e amiga nos enfia a faca nas costas e nos dá dez a zero no futebol. O problema é que ela tinha um vínculo qualquer à Câmara que era administrativamente incompatível com o lugar para onde queria ir. Queria manter esse vínculo, para o que desse e viesse. Assim, recorreu a um mecanismo que se chama “cedência por interesse público”, que é uma solução que permite que durante um certo período, creio que de 18 meses, a coisa não seja definitiva. Isto é, eu vou para ali, mas se as coisas me correrem lá ainda pior do que já me correram aqui, sempre posso voltar para cá desde que não tenha decorrido o tempo todo da tal cedência.


O problema é que este mecanismo precisa de aprovação do governo. O lugar para onde se quer ir tem de respeitar uma data de preceitos, por exemplo, a deslocação tem de estar prevista no Plano de Desenvolvimento Organizacional, provisionada no orçamento da instituição, etc., só para que se perceba. E isso leva tempo. Muito tempo. Não é um mecanismo formatado para quem tem pressa, está feito para quem não queira tomar decisões definitivas, isto é, não dá para se ter sol na eira e chuva no nabal. Uma espécie de casamento com um período à experiência. No caso em apreço foram 24 meses até ao OK final. Só que alguém que tinha o defeito de não ser inteligente como a senhora, esqueceu-se de que neste intermédio burocrático a ULS não lhe podia pagar. Então o que fazer? Inventa-se um protocolo de colaboração entre as duas entidades, que neste caso eram a Câmara Municipal da Guarda e a ULS, para vigorar enquanto o pau vai e vem! E vai daí, a Câmara da Guarda passou a pagar à tal senhora. Isso mesmo, a senhora trabalhava num sítio, mas recebia do outro! E tudo isto invocando-se o tal interesse público. Que no caso do interesse da Câmara ainda ninguém percebeu qual fosse, excepto o de poder livrar-se de ter de a aturar por lá, benefício que pelos vistos obteve até agora.

Alguém cheirou o esturro por trás disto tudo e fez uma queixa anónima, enviando o tal protocolo manhoso para a Inspeção da Saúde, que se pôs em campo e desmascarou uma série de coisas. Por exemplo, a tal senhora garantiu à IGAS que quem lhe pagava era a ULS, quando na verdade era a Câmara que o fazia. A garantia é aquela coisa que costuma fazer esquecer aos inteligentes que se apanha mais depressa um mentiroso do que um coxo. Mas há mais. Por exemplo, a senhora em causa tentou convencer a IGAS de que nem tinha tido intervenção nenhuma na marosca, quando afinal … ela também subscreveu o tal protocolo! Isso mesmo, assinado pelos três, a senhora, a Câmara e a ULS! A cerejinha no cimo do bolo foi a figura que o presidente da Câmara fez na tal Assembleia Municipal, a tentar convencer toda a gente de que é um tipo transparente, quando até confessou não perceber porque é que as coisas se passaram assim! E um chefe de divisão a confessar nas barbas dele que foi feito assim… só para se contornar a lei! A IGAS fala em fraude e mandou tudo para o Ministério Público. O Tarantino, esse, já pode voltar à Guarda, agora já está perdoado!




terça-feira, março 24, 2026

Pedofilia

 E o partido em causa continua a ter candidatos e eleitos pedófilos.
No entanto, há outros que os contratam e nada acontece. Até têm empregos «seguros» e são contratados. No entender dos contratantes, os pedófilos deveriam fazer «segurança» a um pavilhão, mas vigiam quem «mija fora do penico», ou seja, fora dos urinóis, na linguagem de taberneiro sem habilitações, apenas a de servir minis e andar com a bandeira do partido do patrão nas arruadas. Oh, idiota, não se chamam urinóis, são mictórios. Vai estudar, idiota, tu e quem te contratou. Já agora, aponta e diz ao «patrão» quantos cães e cadelas mijam e dejetam fora e andam sem trela. Sabes ao menos contar? Duvido. És um reles «olhos e ouvidos» do «reizinho». Cagando para ti, para o teu patrãozinho e para os que te vão levar as novidades. Como diz o Alberto Pimenta, há filhos da puta pequenos que um dia sonham em serem filhos da puta grandes. Tu nunca lá chegas, idiota e ignorante.



Amizade

Um cão estava a proteger um pequeno gato da chuva na beira da estrada.
Eis que alguém que passava e deu conta do sucedido resolveu resgatar e adotar os dois. Ainda dizem que cão e gato são inimigos. Que lição de carinho. Ainda os chamam de irracionais. Há muita canalha, muito mais irracional.



Agora é assim..

Suspeitas?! Muda-se o gestor de "paróquia" e não se fala mais nisso.



A ilha e a prisão

Vocês achavam que a Ilha Epstein era um antro de pedófilos e logo do mais nojento que pode existir e seria única?
Desenganem-se. Israel construiu a única prisão militar do mundo destinada a crianças. Crianças são submetidas a espancamentos, tortura e estupro regularmente. As taxas de condenação nos tribunais chegam a 99,7%. E é só para crianças não judias. Está entendida a «relação» entre o Epstein e Israel?



Quantos pobres, pobres na miséria, há nos Estados Unidos da América do Norte?