sexta-feira, julho 17, 2026

A galera

Os casos deste governo são tantos e tão variados que me lembro da frase presente na obra "O Conde d'Abranhos":
"Este governo não há de cair – porque não é um edifício. Tem de sair com benzina – porque é uma nódoa!".
E são nódoas atrás de nódoas. Depois admiram-se do avanço da extrema-direita. Imbecis.
A história de uma galera.
No final de 2024, a Polícia Judiciária, numa operação de combate ao tráfico de drogas, apreendia uma galera carregada de material químico para a transformação de estupefacientes.
Nada de anormal. Num país em que se faz fortuna com a miséria alheia. 
Nessa altura, devido ao risco que tais produtos representam e à escassez de espaço disponível nas instalações onde a Polícia Judiciária deposita bens apreendidos, foi decidido solicitar espaço à Marinha, que permitiu a sua colocação no Seixal.
Gasta-se tanto dinheiro em palcos, festas e outras benesses que depois falta para a construção de um pavilhão.
O habitual num país de novorriquismo e oportunistas.
No verão seguinte, depois de terem sido requeridos orçamentos para a destruição dos químicos, tendo os valores apresentados sido considerados acima da capacidade financeira da Polícia Judiciária, a Marinha terá informado que não poderia manter a galera nas instalações da Autoridade Marítima e requerido a sua retirada com caráter de urgência. Terá sido então que, numa consulta a prestadores de serviços da entidade então liderada por Luís Neves, o empreiteiro João Santos Carvalho, amigo do atual ministro Neves, e que teve adjudicadas 17 empreitadas quando este dirigia a Polícia Judiciária, ter-se-á oferecido para retirar o atrelado.
Estranhamente, ou talvez não, foi na terça-feira passada, 14 de julho, que a direção nacional da Polícia Judiciária "teve conhecimento de que uma galera apreendida, no âmbito de um inquérito relacionado com o tráfico de estupefacientes, havia sido movimentada e parqueada em Barcelos".
Estranha-se?
Entretanto, a galera foi removida do local, estando novamente à guarda da Polícia Judiciária, tal como os produtos que estavam no seu interior. Agora já há instalação para a galera?
A confirmarem-se situações deveras graves que podem ultrapassar o legal e o legítimo, desde logo, por exemplo, adjudicações sem concurso ao amigo empreiteiro de Braga, o senhor Neves, e, principalmente, Montenegro, sobre a continuidade do putativo ex-diretor da PJ.
Já quanto a ligações e gestão de empresas familiares, já vimos o filme noutras situações e nada aconteceu.
Siga para bingo e até à próxima.



Idiota

É oficial.
Notas das provas finais de 9.º ano não vão ser afixadas hoje, dia 17 de julho, como foi prometido pelo ministro e outros que tais.
Numa mensagem enviada pelo presidente do Júri Nacional de Exames aos diretores dos agrupamentos das escolas, informa-se que, devido ao "atraso verificado no processo de classificação", a fixação das pautas não será hoje, sem que se aponte quando será.
De momento, ainda não há novos dados sobre a fixação das pautas dos exames nacionais do secundário.
O país está suspenso e a meia da ponte.
Os idiotas não percebem.



Hora incerta

E o governo recusa-se a definir hora limite para afixação das pautas dos exames. 
Segundo o Leitão, ministro da Presidência, não está afastada a possibilidade de ocorrer após o horário de funcionamento das secretarias das escolas, tal como aconteceu em anos anteriores.
Ou seja, as horas extraordinárias continuam e têm que ser pagas, percebes, "Bugalhinho"?
E tu, Filinto, se tivesses um pingo de vergonha na fuça, já tinhas ido para a cama dormir.
E um aviso a alunos, pais e encarregados de educação: não se esqueçam de pedir a revisão das provas.
É que então é que a engrenagem vai rebentar com uma pequena areia. Nem duvidem.


 

quinta-feira, julho 16, 2026

Alguns

Alguns dos seres mais abjetos.
Mas há mais, muitos mais.



Lembranças

É só para lembrar.
O amante dos cortes! Com ele é tudo para cortar. No Ministério da Educação, desmantelou estruturas, cortou 50% dos funcionários e contratou em
presas privadas dos "amigos" para fazer os serviços.
Não quer saber dos investigadores.
Agora, leiam com atenção.
Ele não fala em todos os portugueses. Pois também era atingido.
Falou dos aposentados.
Não vos diz nada?



É bingo

E o mais anedótico da questão é que, questionada sobre os critérios utilizados para selecionar fornecedores, a Polícia Judiciária esclareceu que o histórico de insolvências, dívidas ou a situação de sócios e gerentes não constitui, por si só, fundamento legal para excluir uma empresa dos procedimentos de contratação pública, salvo quando existam impedimentos previstos na lei ou irregularidades na documentação exigida. 
Como se percebe nos 17 contratos, nunca, mas mesmo NUNCA, se encontraram impedimentos.
Só para rir.
O «amigo» do ministro esteve ligado a 14 sociedades de diferentes áreas de atividade, desde a construção civil à restauração, contabilidade, transporte de mercadorias, aluguer de automóveis e até uma tabacaria. Todas, com exceção de duas, registram processos de insolvência judicial, dissoluções e dívidas. 
«Tudo limpinho»!
Lembrar que, no total, segundo dados da própria PJ, os contratos celebrados com a empresa Construbarcelos ascenderam a cerca de 2,3 milhões de euros.
NUNCA houve impedimentos. De quem? Dos contribuintes que pagaram? Não, não houve.
O dinheiro não é deles, é dos contribuintes. Por acaso sabiam?
O Estado está podre.
Estava-me a lembrar do avião carregado de inspetores da PJ a caminho da Madeira. Lembram-se?
E tantos outros casos.



O filme

O filme do ano.
Numa sala perto de si.
Se não for pela falta, é pelo custo.



Nojo

O que alguns lambe-cus merecem.
Outros, a maioria deles, foram insultados.
Nojo.



Transparência?

Nesta novela, Neves, há muita coisa que me deixa perplexo.
Desde já falo-vos em «novela», dado que, mais uma vez, tudo vai ser atirado ralo abaixo como a água de lavar o termoço que acompanha a bejeca.
Não duvidem.
Depois de tudo quanto já foi dito, rebatido pelos «amigos», a novela vai apenas durar até o fim do verão.
Depois vem o inverno e tudo se esquecerá. Os incêndios acabarão.
Enquanto ainda há memória, continuo a afirmar que, mais uma vez, só encontro uma explicação: falta de responsabilidade de tudo e de todos e a célebre máxima de que quem está no poder está sempre a salvo de qualquer suspeição. 
E se o cargo é de excepcional relevância para a investigação, então os «amigos» e o protecionismo ainda são maiores — nem se duvide. 
Ainda vamos ouvir alguém dizer que, face aos acontecimentos, os tais «amigos» estiveram sempre presentes a confortarem o «injustiçado».
Ora bem. Uma vez cavaleiro, toda a vida a andar a cavalo.
O ministro Neves escondeu da Entidade para a Transparência até o dia em que tomou posse, a empresa detida pela sua mulher.
Lembrar que é a mesmíssima empresa que suportou pagamentos relacionados com as obras realizadas na propriedade do ministro, em São Teotónio, no concelho de Odemira. Por ser casado em regime de comunhão de adquiridos, Luís Neves encontra-se obrigado, nos termos da lei e da interpretação jurídica da Entidade para a Transparência, a declarar empresas detidas pelo cônjuge.
Transparência! Percebes?
Se tiveres pachorra e tempo, as festas são muitas e as atividades desportivas, para enganar incautos, ainda muitas mais. Uma leitura da Lei n.º 52/2019, de 31 de julho, e, em particular, do artigo 13.º, é de todo útil.
Talvez fiques a saber o que é transparência. 
Digo eu!



quarta-feira, julho 15, 2026

Cavaco? Mas a múmia não é apoiante do governo?
Qual era o português que não gostaria de ter um tanque daqueles em casa?
Lei obriga a comunicação prévia à autarquia antes da construção.
Que inocentes.
As leis são só para serem cumpridas pela plebe.



É a vida

"Isto é triste, sinto-me triste por condenar três agentes da autoridade. Não é bonito, não é uma conduta normal ter agentes da autoridade a fazerem acordos com toxicodependentes", afirmou a juíza Ana Castro Dias ao condenar polícias que se apropriavam de dinheiro e droga apreendidos em operações para os entregarem a consumidores, em troca de informações sobre alegados traficantes.
Senhora juíza, olhe à sua volta. Quantos acordos se fazem por todo o país sem que, por razões várias, nem à barra dos tribunais cheguem. E olhe que, na minha modesta opinião, são incomensuravelmente menores do que esse que a senhora lamenta.
Com isto não deixo de condenar os atos praticados, obviamente.



À mão? Mas isso era há anos....

 


Só mais um dia? Mas não disseram que estava tudo pronto?

 


Já sabes o que é transparência?