A presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda, Rita Figueiredo, pediu ao bispo da Guarda um padre a tempo inteiro.
Um padre? Para tratar do espírito? Mas isso é função de uma Unidade Local de Saúde? E quem paga ao padre?Em vez de reivindicar junto da tutela médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, dinheiro para medicamentos, que todas as instituições acedam a realizar exames prescritos a doentes, a dama pede um padre.
Com um hospital a cair aos pedaços. Com urgências lotadas com doentes nos corredores, enfermarias sem condições, e pede um padre.
Isto é do mais ridículo que pode existir.
A senhora saberá que o Estado português é laico?
Alguém que ensine à senhora o que isso significa.
Ou será que vai pedir pastores, rabinos, imãs, monges, ialorixás ou babalorixás às outras religiões?
Se não o fizer, é discriminação e pode configurar, no mínimo, má-fé.
Agora percebo a proliferação de beatas a venderem todo o tipo de artefatos religiosos, incluindo revistas, pelas enfermarias.
Haja respeito pelos tais utentes que dizeis preocupar-vos.
Foto do jornal "O Interior".






