segunda-feira, agosto 31, 2026

Faltam enfermeiros e a culpa é do governo

Mais um exemplo de como o Montenegro e a ministra(??) da saúde querem acabar com o Serviço Nacional de Saúde.
Há 3.000 novos enfermeiros e o sistema não os quer contratar.
As unidades do Serviço Nacional de Saúde continuam sem poder celebrar contratos estáveis devido ao atraso na aprovação dos planos de desenvolvimento organizacional para 2026. 
Resultado: os novos enfermeiros que fazem falta ao Serviço Nacional de Saúde ou vão para o privado, a solução mais que apetecível ao governo do Montenegro, ou partem para o estrangeiro.
Gasta-se dinheiro dos contribuintes na sua formação e quem aproveita? O privado ou o estrangeiro.
Mas isto é pensar seriamente em prol do desenvolvimento do país?
Imbecis.
Lembrar que a Ordem dos Enfer­mei­ros alertou em maio que faltavam cerca de 14 mil enfer­mei­ros nos hos­pi­tais e cen­tros de saúde.
A não contratação efetiva de enfermeiros vai deixar as uni­da­des de saúde “em risco de colapso”.
Mas é isto que o "inteligente" governo quer. Já todos percebemos.



Copiem

E se «copiassem» a medida? Já que copiam tudo, mais uma cópia e com muito alcance seria deveras importante.

Ia ser muito interessante ver como certos trabalhos são "produzidos".

"A Dinamarca quer que estudantes defendam oralmente os seus trabalhos para mostrar que realmente entendem o conteúdo que entregaram, especialmente diante do avanço de ferramentas de inteligência artificial."

Espero que os professores saibam avaliar, obviamente, sem recurso a algoritmos.

Façam o mesmo por cá.

Acham que irão fazer? Desenganem-se.

A batota e não apenas o copianço, aliada à corrupção, são elementos principais no percurso escolar em Portugal.

Nem se duvide. 




Ilusões

No encerramento da "Universidade de verão do PSD", Montenegro trouxe para o discurso final o ensino.

Percebemos a razão. Há que defender o ministro Alexandre, pois o outro ministro já tem patins e está à beira de ser empurrado para fora da carroça.

Mas escolheu mais um caso polémico. Não havia mais nada de sério para discursar, é evidente.

O ridículo dos exames, a trafulhice total das classificações e dos respectivos recursos, das provas que desapareceram e tudo mais que arrasaram uma candidatura ao ensino superior, transformando-o numa lota de peixe podre.

Mas, para acalmar as hostes e dar mais uma de enganador, malabarista, contorcionista e ilusionista, anunciou mais uma universidade. No interior norte, em Bragança.

Se Montenegro se preocupasse com o que realmente interessa, teria muito mais a dizer sobre o ensino. Desde logo pela exigência e rigor nas aprendizagens. Mas, para quem obteve uma licenciatura numa escola de oitava categoria, tal tema é muita areia para a camioneta.

Ficou-se pelo anúncio de mais uma escola. Se ao menos fosse uma escola das que fazem falta, dado haver alunos que não têm vagas e se sujeitam a ficar sem escola, era de homem.

Como seria se falasse de rigor de aprendizagens em todos os níveis de ensino, mormente nas escolas públicas, e com o fim de sessões degradantes e das tão anunciadas praxes e agora com as cópias do Campeonato de "farmar aura", que é importado de países de fraco nível de aprendizagem, da América do Sul, e que, nas palavras dos organizadores, serve para ridicularizar os intervenientes. Isto é aprender o quê, senhor Alexandre?

Mais e mais entretenimento de péssimo gosto.

Tudo em conformidade com o nível de aprendizagens de muitos dos novos e atuais frequentadores das escolas, onde, para além do coçar os cotovelos pelas mesas e as bebedeiras, nada mais interessa.

Fale, senhor Montenegro, que as Associações de estudantes vão gostar de o ouvir.




As fragatas

O que têm a esconder?
Quem paga, os contribuintes têm TODO o direito de saber o custo total e as condições da negociata.
Não revelando tudo, é possível supor muita coisa.
Já estamos habituados a esconderem as verbas gastas.
Isto chama-se democracia? E transparência?
Entendido.



quinta-feira, agosto 27, 2026

Quem foi o aldrabão que disse que o país, Portugal, estava melhor?



Tirar aos mais desfavorecidos

A vingança continua e eis que vem com a recuperação do dinheiro desbaratado em aventuras próprias de acéfalos.
A culpa de tudo, e foi muito, que correu mal nos exames, deve-se, segundo o Alexandre, ainda no "poiso" de ministro, a «erros técnicos».
Cada pedante chama-lhe o que mais lhe convém. 
Em frente.
Há que recuperar o dinheiro, para já. O resto virá depois.
O Ministério da Educação, já sabemos, o «patrão da tasca», dirá que não é do seu conhecimento, lavando as mãos, decidiu retirar pontos de avaliação com impacto na progressão da carreira de alguns técnicos.
Isso mesmo.
E quem foram os atingidos?
Os da classe menos reivindicativa: psicólogos, terapeutas da fala, educadores sociais vinculados às escolas pelo Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários.
Os «atingidos pela medida» estão a ser notificados para devolverem as verbas resultantes da progressão na carreira.
Já há casos de famílias a pedirem empréstimos para pagarem tais verbas.
Acrescentar que há uma decisão judicial que deu razão a uma trabalhadora.
Faz jurisprudência?
Se sim, cuidem-se, Alexandre, Montenegro e Sarmento.



Mosca

 De cada vez que abrem a boca, sai asneira ou entra mosca- varejeira. Das tais que não gostam de mel como as abelhas.

A comissária europeia, um lugar doado e não votado por ninguém, muito menos pelos europeus, vem dizer, a propósito da «reforma» das pensões que, e passo a citar: "não se pode sobrecarregar os mais jovens".

Que engraçada entrada de mosca.

Jovens? De que jovens fala senhora comissária nomeada?

Dos mesmos jovens com o papá na algibeira que o seu governo apoia na compra de habitação, créditos e demais benesses? Entendido.

Sobrecarregar os jovens?

Não deve estar a falar dos jovens que ou têm que se sujeitar a ordenados miseráveis e pagar para trabalhar ou dos que têm que abandonar o país. 

Claro que a totalidade não tem lugares ao sol nas instituições europeias doados pelos «companheiros de partido ou semelhantes".

Haja um pingo de respeito e acima de tudo ética.

Difícil? Pois, já se percebeu há muito.




segunda-feira, agosto 24, 2026

Compreender exige trabalho

"Vivemos uma época que recompensa o imediato. Tudo parece projetado para ser entendido em poucos segundos, para passar para o próximo vídeo, para a próxima manchete, para a próxima distração. Confundimos facilidade com qualidade e rapidez com profundidade. Esta dinâmica também presidiu à poética nas últimas décadas.

Mas as coisas mais valiosas da vida raramente são imediatas. Uma amizade verdadeira. Um grande amor. Uma vocação. Uma língua. Um poema. Tudo o que nos transforma costuma nos pedir tempo, paciência e trabalho."




E-mails

Ainda o caso de um Neves, ex-diretor da Polícia Judiciária e agora ministro.

Mensagens trocadas na Direção Nacional da Polícia Judiciária contrariam as declarações do agora ministro, Luís Neves, para a entrega ao empreiteiro João Santos, de Barcelos, do atrelado com produtos químicos usados na manipulação de droga. 

Os e-mails deixam claro que o orçamento de 150 mil euros de que falou Luís Neves seria, sim, para a destruição de todos os produtos e materiais depositados no Seixal e em Tires.

Mas, supostamente, há mais a contar.

Os bidões com os produtos químicos recuperados pela Polícia Judiciária em Barcelos já estavam desselados e com evidências de já terem sido usados.

Tudo isto e muito mais pode ser lido na imprensa.

Tanto me importa que seja o jornal A ou B, e não o C, propriedade de um magnata de barcos e viagens turísticas, a dar a notícia.

Nas tintas, para não ser mal-educado.

Importa que o Ministério Público averigue.

Já agora, dizer que a excelência Luís Neves, agora ministro do Montenegro, continua a utilizar um carro desportivo, curiosamente apreendido pela Polícia Judiciária.

Carro descaracterizado?

Entendido.



Roubo

A tal «democracia representativa» é a forma mais ladra que existe. Rouba e nem dá cavaco a ninguém.

Falo de um imposto, Contribuição de Serviço Rodoviário, considerado ILEGAL pelo Tribunal de Justiça da União Europeia, em 2022. Mas uns ilusionistas do governo da tal «democracia representativa» o integraram de imediato no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos, o que significa, na prática, que quem paga por combustível continua a pagá-lo. Ou seja, hipocritamente esconderam-no de forma a enganar o tribunal.

Os impostores dizem que o valor continua a reverter a favor das Infraestruturas de Portugal.

Será?

Quando os ouvirem falar em descida do imposto sobre combustíveis para «compensar» a subida dos mesmos, lembrem-se de que, por litro comprado: 8,7 cêntimos no caso da gasolina, 11,1 cêntimos no gasóleo e 12,3 cêntimos por quilograma no GLP Auto são do tal imposto ilegal.

O negócio dos combustíveis é assunto de gatunos, nem se duvide.

«Dois milhões por dia» só na tal Contribuição de Serviço Rodoviário! 




domingo, agosto 23, 2026

A propósito de privatizar a Segurança Social, a Saúde e tudo o resto, lembrei-me de um poema de José Saramago.

 


Caracterização perfeita dos 4 cavaleiros da tolice. E há tantos, cada vez mais.

 


A universidade não educa, apenas te dá um canudo.

 


A classe média

 A classe média: origem, necessidade do capitalismo na sua existência e agora a sua decadência.

Tudo bem explicado.

Só não percebe o idiota.