quarta-feira, março 25, 2026

Tomem lá poesia.

Com os Mortos.

Os que amei, onde estão? Idos, dispersos,
arrastados no giro dos tufões,
Levados, como em sonho, entre visões,
Na fuga, no ruir dos universos...

E eu mesmo, com os pés também imersos
Na corrente e à mercê dos turbilhões,
Só vejo espuma lívida, em cachões,
E entre ela, aqui e ali, vultos submersos...

Mas se paro um momento, se consigo
Fechar os olhos, sinto-os a meu lado
De novo, esses que amei vivem comigo,

Vejo-os, ouço-os e ouvem-me também,
Juntos no antigo amor, no amor sagrado,
Na comunhão ideal do eterno Bem.

Antero de Quental, in "Sonetos"



Pensamento

 


O martelo, a marosca, o Tarantino e ela

Esta cidade às vezes não existe. Deu à estampa mais uma notícia daquelas que nos remetem para uma espécie de western assim à moda do Tarantino, com personagens das que aparecem em filmes como Os Oito Odiados Sacanas Sem Lei ou o Django Libertado. Só a nós é que ninguém nos liberta de tais personagens, ou pior, da vergonha de termos de as aturar cá pelo burgo. Concretamente, uma personagem bem nossa conhecida foi acusada de ter tentado matar à martelada um amigo. Não foi à facada, nem a tiro, por estrangulamento, atropelamento, ou com veneno, foi mesmo à martelada. Barato, rápido e simples. Se a vítima não fosse um amigo, nem quero pensar no que teria sido…

Pois bem, quando pensávamos que já tínhamos visto de tudo, eis que nos sai ao caminho mais uma historieta do burlesco, a cavalo numa data de documentos da IGAS, a Inspecção da Saúde, que vieram à superfície na última Assembleia Municipal da cidade e que são uma janela para a forma como as coisas vão funcionando por cá.

Uma determinada senhora que sempre usou a política para seguir em frente e que trabalhava na Câmara da Guarda precisava de mudar de vida, ou de poiso, que isto da política nem sempre nos corre a preceito. Queria ir para a ULS da Guarda, onde aliás até já estava o marido. A senhora, que não era burra, manobrou à maneira e ganhou um concurso a uma antiga amiga do peito, assim como quando a Espanha nossa irmã e amiga nos enfia a faca nas costas e nos dá dez a zero no futebol. O problema é que ela tinha um vínculo qualquer à Câmara que era administrativamente incompatível com o lugar para onde queria ir. Queria manter esse vínculo, para o que desse e viesse. Assim, recorreu a um mecanismo que se chama “cedência por interesse público”, que é uma solução que permite que durante um certo período, creio que de 18 meses, a coisa não seja definitiva. Isto é, eu vou para ali, mas se as coisas me correrem lá ainda pior do que já me correram aqui, sempre posso voltar para cá desde que não tenha decorrido o tempo todo da tal cedência.


O problema é que este mecanismo precisa de aprovação do governo. O lugar para onde se quer ir tem de respeitar uma data de preceitos, por exemplo, a deslocação tem de estar prevista no Plano de Desenvolvimento Organizacional, provisionada no orçamento da instituição, etc., só para que se perceba. E isso leva tempo. Muito tempo. Não é um mecanismo formatado para quem tem pressa, está feito para quem não queira tomar decisões definitivas, isto é, não dá para se ter sol na eira e chuva no nabal. Uma espécie de casamento com um período à experiência. No caso em apreço foram 24 meses até ao OK final. Só que alguém que tinha o defeito de não ser inteligente como a senhora, esqueceu-se de que neste intermédio burocrático a ULS não lhe podia pagar. Então o que fazer? Inventa-se um protocolo de colaboração entre as duas entidades, que neste caso eram a Câmara Municipal da Guarda e a ULS, para vigorar enquanto o pau vai e vem! E vai daí, a Câmara da Guarda passou a pagar à tal senhora. Isso mesmo, a senhora trabalhava num sítio, mas recebia do outro! E tudo isto invocando-se o tal interesse público. Que no caso do interesse da Câmara ainda ninguém percebeu qual fosse, excepto o de poder livrar-se de ter de a aturar por lá, benefício que pelos vistos obteve até agora.

Alguém cheirou o esturro por trás disto tudo e fez uma queixa anónima, enviando o tal protocolo manhoso para a Inspeção da Saúde, que se pôs em campo e desmascarou uma série de coisas. Por exemplo, a tal senhora garantiu à IGAS que quem lhe pagava era a ULS, quando na verdade era a Câmara que o fazia. A garantia é aquela coisa que costuma fazer esquecer aos inteligentes que se apanha mais depressa um mentiroso do que um coxo. Mas há mais. Por exemplo, a senhora em causa tentou convencer a IGAS de que nem tinha tido intervenção nenhuma na marosca, quando afinal … ela também subscreveu o tal protocolo! Isso mesmo, assinado pelos três, a senhora, a Câmara e a ULS! A cerejinha no cimo do bolo foi a figura que o presidente da Câmara fez na tal Assembleia Municipal, a tentar convencer toda a gente de que é um tipo transparente, quando até confessou não perceber porque é que as coisas se passaram assim! E um chefe de divisão a confessar nas barbas dele que foi feito assim… só para se contornar a lei! A IGAS fala em fraude e mandou tudo para o Ministério Público. O Tarantino, esse, já pode voltar à Guarda, agora já está perdoado!




terça-feira, março 24, 2026

Pedofilia

 E o partido em causa continua a ter candidatos e eleitos pedófilos.
No entanto, há outros que os contratam e nada acontece. Até têm empregos «seguros» e são contratados. No entender dos contratantes, os pedófilos deveriam fazer «segurança» a um pavilhão, mas vigiam quem «mija fora do penico», ou seja, fora dos urinóis, na linguagem de taberneiro sem habilitações, apenas a de servir minis e andar com a bandeira do partido do patrão nas arruadas. Oh, idiota, não se chamam urinóis, são mictórios. Vai estudar, idiota, tu e quem te contratou. Já agora, aponta e diz ao «patrão» quantos cães e cadelas mijam e dejetam fora e andam sem trela. Sabes ao menos contar? Duvido. És um reles «olhos e ouvidos» do «reizinho». Cagando para ti, para o teu patrãozinho e para os que te vão levar as novidades. Como diz o Alberto Pimenta, há filhos da puta pequenos que um dia sonham em serem filhos da puta grandes. Tu nunca lá chegas, idiota e ignorante.



Amizade

Um cão estava a proteger um pequeno gato da chuva na beira da estrada.
Eis que alguém que passava e deu conta do sucedido resolveu resgatar e adotar os dois. Ainda dizem que cão e gato são inimigos. Que lição de carinho. Ainda os chamam de irracionais. Há muita canalha, muito mais irracional.



Agora é assim..

Suspeitas?! Muda-se o gestor de "paróquia" e não se fala mais nisso.



A ilha e a prisão

Vocês achavam que a Ilha Epstein era um antro de pedófilos e logo do mais nojento que pode existir e seria única?
Desenganem-se. Israel construiu a única prisão militar do mundo destinada a crianças. Crianças são submetidas a espancamentos, tortura e estupro regularmente. As taxas de condenação nos tribunais chegam a 99,7%. E é só para crianças não judias. Está entendida a «relação» entre o Epstein e Israel?



Quantos pobres, pobres na miséria, há nos Estados Unidos da América do Norte?

 


Jogar com as mãos cheias de sangue

Enquanto decreta uma paragem (??) de cinco dias para reuniões com o Irã, já desmentidas pelos responsáveis do país, eis o pedófilo a caminho de mais uma partida de golfe.



Idiotas

A incompetência é generalizada neste conjunto de acéfalos que se dá o nome de "governo de Portugal".
Mas isto os canais do lixo e os pasquins não falam. Trocar o endereço da embaixada de Israel por um cidadão do Brasil é coisa de idiotas.



O Calígula II.

 


Honra? Qual?

Segundo Trump, o Irã bloquear a passagem de petróleo no Estreito de Ormuz é terrorismo, mas os Estados Unidos da América do Norte bloquearem a passagem de petróleo para Cuba é democracia e apoderarem-se de um país é uma honra.
"Terei a honra de conquistar Cuba e fazer do país o que eu quiser", diz o pedófilo.
Que honra nojenta, pedófilo?





Liberdade? Qual?

Assim funciona o globalismo, ou melhor, a dita democracia e a liberdade da justiça.
"À justiça o que é da justiça e à política o que é da política" é a frase mais batida da canalha. Uns idiotas. O juiz francês Nicolas Gouyou, que emitiu um mandado de detenção contra Netanyahu no TPI: • A Visa e a Mastercard bloquearam todos os meus cartões • Não consigo fazer compras • Sou juiz, mas sou tratado como um criminoso • Juízes, advogados e políticos estão a ser intimidados • Um colega disse-me que o meu nome não será retirado da lista negra até ao fim do mandato de Trump • Apesar da intervenção do presidente francês, as autoridades norte-americanas não responderam.



Fim da hipotética democracia

O prestigiado Instituto V-Dem da Universidade de Gotemburgo lançou o alerta vermelho: os EUA deixaram de ser uma democracia liberal pela primeira vez em meio século.
A culpa é de um anormal de nome Donald e ainda por cima Trump.