sábado, setembro 12, 2026

Pensem

 


Holocaustos

 


Exigimos

 É urgente que se divulgue.

Já basta de tanto tempo sem resultados ao inquérito.




A melhor do dia...

"Uma vez que Luís Neves aparece sem óculos na capa da revista do Expresso, devo depreender que os óculos também eram do Xuxas?"




Ilusões

 Mais uma proposta à «xuxa».

É já habitual o PS, quando está na oposição, prometer tudo e mais alguma coisa a tudo e todos.

Já no governo a coisa muda de figura. Esquecem-se as promessas e adiam-se compromissos.

Numa convenção autárquica e tendo como cenário a discussão e aprovação do Orçamento de Estado para 2027 e face à mordidela do Ventura face à descida do IVA dos combustíveis e dos bens de primeira necessidade, Carneiro avança com mais uma distração.

Dar às câmaras o dobro do IRS e IVA e uma fatia das renováveis.

Oh senhor Carneiro já pensou ou imaginou, sentir não sente, tem bons fundos de maneio que os portugueses estão a atravessar uma enorme crise com consequências inimagináveis face à duração dos conflitos mundiais?

Pense, se não lhe der muito trabalho.

É que se não sabe, devia aprender que a combinação de uma crise energética com o aumento descontrolado da dívida pública, veja-se o que está a acontecer em economias como França e Alemanha, criam um risco real de recessão profunda ou de crises de dívida soberana generalizadas.

Direi mesmo de "colapso", se bem que os economistas evitem tal termo pois assusta os cidadãos, apenas isso, e como tal preferem falar de "estagnação prolongada" ou "crises de liquidez sistémicas". 

Prometer mundos e fundos para depois cairmos em bancarota é algo que ninguém com mínimo de inteligência quer.

Contenha-se e seja sério.



Quem sabe?

O enorme valor deste investimento foi direcionado para aumentar a influência e o controlo público em dois setores fundamentais e estruturais do país: a energia (redes de transporte de eletricidade e gás da REN) e a água. 

Estranha-se que há pouco tempo se falava das enormes vantagens da privatização de tais setores e pouco tempo depois mudam as opiniões.

Estranho? Nem tanto.

Embora dê peso político ao Estado, analistas apontam que a entrada no capital não dita uma descida direta e imediata das tarifas para os cidadãos.

Logo cai por tera uma promeira permissa: melhoria do serviço público.

Então o que obrigou o governo a mudar de posição?

Na altura da intervenção da troika era preciso e necessário vender. O dinheiro fazia falta. 

Hoje fala-se da necessidade de segurança e soberania nacional, para evitar que infraestruturas críticas fiquem excessivamente dependentes de capitais de fora da União Europeia, nomeadamente da China.

Ontem não se olhava à segurança e perda da soberania hoje já preocupam.

Outro aspecto a considerar é a descarbonização. Será que os chineses querem perder o domínio das energias renováveis?

Já quanto à água fala-se de «crise climática». É evidente que estamos a entrar num período grave de falta de água potável. Mas será que os privados vão abdicar de receitas que os sustentam?

Não acreditamos que o foco do Estado mude tão rapidamente da "consolidação orçamental imediata" (vender para obter dinheiro e abater défice) para a "autonomia estratégica" (gastar para garantir resiliência face a um futuro global imprevisível). 

É que os interesses e os poderes são muitos e a crise que se vai aproximando pode mudar tudo num ápice.




O baile

E o Carneiro tem o lobo à perna.

O secretário-geral do PS acusou o Ventura de “procurar enganar os portugueses” no debate sobre a redução do IVA nos combustíveis, referindo que o partido contribuiu para o chumbo de propostas dos socialistas nesse setor.

Senhor Carneiro ontem o Ventura vetou as vossas propostas de redução do IVA dos combustíveis e nos bens alimentares essenciais.

E agora será que o PS vai aceitar as mesmas propostas mas originárias do Ventura ou fará o mesmo que na altura fez o líder da extrema direita?

Justificar-se com decisões do passado é não ter convições. Mas não espanta quem, ao longo dos anos, vos vai vendo a zigazear pela estrada.

Sucede sempre a quem não tem um rumo fixo e bem definido.

A valeta está bem perto e será mais uma vez para onde irá cair o socialismo de gaveta.

Todos esses argumentos e contra argumentos são o que há de mais baixo na política.




sexta-feira, setembro 11, 2026

Dar e pagar

Os tais 8 milhões de euros do IRS e do supmento para as pensões saíram daqui.
Paga-se de um lado para se «receber» do outro.
Ganha-se?
Não, perde-se e muito.



Ilusões

Durante uma moção de apoio ou censura sobre a atuação de um Neves eis que o primeiro ministro apresenta duas ilusões para os portugueses combaterem a crise. Uma é um complemento às reformas, pago uma única vez, e outra é a redução do IRS. Para o ano, em Março fazem-vos as contas.

Mas as ilusões continuam.

Um ministro da educação vem propor a fusão do 1.º e 2.º ciclos como se tratasse da fusão do cloreto de sódio.

Atente-se que o ministro fala em fusão e não dissolução coisas bem diferentes mesmo se falarmos de cloreto de sódio.

Para o ministro o problema da educação em Portugal resolve-se com uma fusão, Parece que o ministro inventou a roda.

Ora, recentemente o ministro veio dizer que ainda faltam preencher 1 250 horários completos, a maioria no 1.º ciclo. Então como explicar que agora se fale de redução da carga horária precisamente nos professores do 1.º ciclo?

Serão os professores do 2.º ciclo a colmatar tais faltas?

Então mais uma falácia. Contrariamente ao que é dito a monodocência acaba. E a Caixa de Previdência regozija pois prolonga-se o tempo de serviço para os professores do 1-º ciclo.

Brilhante senhor Alexandre. O que vos preocupa são as pensões e não as aprendizagens dos alunos.

O que mais impressiona é que parece ser de difícil compreensão para certa gente que leccionar o 1.º ciclo e leccionar o 2.º ciclo são coisas bem diferentes.

O problema não se resolve com fusões.

O seu «colega de estrada», Nuno Crato, já veio dizer que o problema está na formação inicial dos professores. Mas como sempre só falam depois de sairem da carroça.

Continue com invenções senhor Alexandre que as aprendizagens irão continuar a ser deficitárias.

Interessa-vos? 




A poesia nunca foi um instrumento apreciado para derrubar governos, mas não há tirania que não a tema.

Nunca te esqueceremos, Victor Jara, como todos os que foram selvaticamente assassinados com a preciosa ajuda dos Estados Unidos da América do Norte.

Em 16 de setembro de 1973, o poeta Victor Jara, preso desde o dia 12 e conduzido ao Estádio Chile, foi o alvo emblemático da selvageria dos verdugos. 

A juventude do Chile, as mulheres do Chile, os trabalhadores do Chile cantavam suas canções na Peña de los Parra, nas ruas, nas alamedas, nas mobilizações em defesa do governo da Unidade Popular. Sabiam de cor suas canções. Para seus carrascos, era algo imperdoável.

Depois de ter as mãos partidas a coronhadas, recebeu 44 disparos no corpo, lançado ao anoitecer numa rua empoeirada, à beira de um riacho da saída sul de Santiago.

A pergunta que fica é: por que tamanha ferocidade?

Leia-se o poeta Pedro Tierra:

"Por muito tempo busquei uma resposta. Em 1976, quando já cumpria o quarto ano de cárcere, pus no papel, em letra miúda, esse

CANTO PARA AS MÃOS PARTIDAS DE VICTOR JARA

Quisera chorar teus dedos dilacerados:

Raízes do meu canto subterrâneo.

Quisera chamar-te “Hermano”

Como a infância dos rios

Lava o rosto da terra,

Mas minha boca sangrava

Um silêncio de canções amordaçadas.

De tuas mãos se dirá um dia:

Geravam pássaros de sangue

Como as primaveras da lua.

Tuas mãos,

tristes descendentes de canções araucanas.

Tuas mãos mortas,

Casa de canções decepadas,

Tuas mãos rotas,

Últimas filhas do vento,

Guitarras enterradas sem canto,

Sementes de fuzis,

Seara de sangue.

Quisera entregar

Minhas mãos inúteis

Ao cepo dos teus carrascos."

(2 de maio de 1976)

Pedro Tierra poeta. Militou na resistência à ditadura e ao fascismo contemporâneo. Ex-presidente da Fundação Perseu Abramo.



O golpe assassino

Em 11 de setembro de 1973, choveu torrencialmente em Santiago do Chile.

Cinco dias depois de bombardearem o Palácio de La Moneda e matarem o Presidente, Salvador Allende, legitimamente eleito pelo povo chileno, os fascistas liderados por Augusto Pinochet, ao serviço dos Estados Unidos, com o apoio declarado da CIA, mantinham Santiago submetida ao terror dos Carabineiros. Arrastões, sequestros, fuzilamentos. Embaixadas cercadas. Medo disseminado por toda parte. 

É preciso nunca esquecer que a canalha assassina falava que "tudo era feito em nome da democracia".

NOJENTOS.




quarta-feira, setembro 09, 2026

O mesmo

E mais uma volta da Terra em torno do Sol, movimento de translação, para os que estudaram, e mais ilusões de um governo de Montenegro.

Anuncia, numa moção de censura(??), a descida do IRS e um bónus para os pensionistas lá para dezembro.

Ora, já todos deviam saber que isto é uma ilusão.

Repete-se a farsa, já que a tragédia continua incessantemente. 

É preciso repetir-me? Educação, saúde, justiça, habitação, poder de compra, inflação, salários. Não se vive, sobrevive-se e mal.

E Montenegro insiste na aldrabice de há muitos anos. Não é virgem a idiotice. 

Dá-se com uma mão e rouba-se com as duas.

Atente-se a alguns pormenores.

Há pouco tempo o ministro das finanças, o Sarmento, dizia que seria “muito difícil” atribuir em 2026 um suplemento extraordinário aos pensionistas, face ao peso dos empréstimos do Plano de Recuperação e Resiliência (o célebre PRR) nas contas públicas.

E, afinal, acontece.

Claro, lá para março do próximo ano eles fazem-vos a tosquia. 

Lembrar ainda que o suplemento (bónus?) é atribuído por pensionista, e não por pensão. Ou seja, mesmo os pensionistas que recebem várias pensões — por exemplo, de velhice e de sobrevivência — só vão receber um “brinde”. Nesses casos, vão ser somadas as pensões para ser apurado o montante do suplemento a atribuir. Melhor justificação? Não há.

Já quanto às descidas do IRS, é só fingimento. Para março fazem-vos a tosquia toda. Em vez de receberem, ou de não pagarem, irão pagar a dobrar, nem duvidem.

Como dizia o outro, quem vos manda ser carneiros? Para serem tosquiados? Pois então contentem-se.

Um pormenor, senhor Montenegro. 

No Pontal, disse que o salário mínimo, antes do final da legislatura, estaria nos 1 600 euros.

Lembra-se?

Mas disso não falou. Estranho? 

Claro que não. Só falam de dar com uma mão e roubar com as duas.


 

Ilusões

A seguir à audição ao Neves, a moção.
Coisa nunca vista. Uma moção debatida e votada após uma audição.
Mas será que a moção não tinha nada a ver com a audição?
Não, não tinha.
A prová-lo o facto de proponentes e propostos não tocarem a mesma música para adormecer.
Uns falavam de Luís Neves e outros respondiam de «trabalho feito». Que trabalho?
Por isso a dúvida que muitos portugueses têm: moção de confiança ou moção de censura?
A resposta de um Montenegro foi clara. Bónus para os reformados e descida do IRS.
Mas cuidem-se, são só ilusões, como foi a moção de censura.



Cá te espero...

Já disse o que senti quando vi e ouvi a audição parlamentar ao ex-diretor da Polícia Judiciária e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Uma farsa. 

Neves esperava que o Ventura estivesse presente. 

Ventura, ladino, não apareceu. Neves ficou a responder a imberbes. 

Ventura não lhe deu corda.

O confronto será no inquérito parlamentar.

Neves ficou receoso. Tremeu e engoliu em seco.

Ansiava pelo debate em fase de audição.

Ventura é lobo verdadeiro com pele de carneiro.

Tudo irá ser desventrado no inquérito, se o Ministério Público o quiser e desejar.

Até lá, haverá primas. Muitas primas a quererem ser parideiras, mas metidas em demasiadas vestes, as curvas todas em colares e folhos e os narizes sempre empinados. Com aias, mesmo que se julgue que já não as há.