segunda-feira, outubro 26, 2026

Pro bono

Ricardo Sá Fernandes e Carmo Afonso são dois dos advogados que, em Lisboa, estão a defender pro bono os manifestantes da acampada, ou seja, sem cobrar honorários. 

Mas também estão neste grupo de defensores, que começou por ser pequeno e aumentou à medida que a atuação policial endurecia, contando agora com cerca de quatro dezenas de profissionais, advogados que se dispuseram a defender os manifestantes a título pessoal.




Desinvestir

 É desta forma que querem, se é que querem, acabar com a crise na habitação?

Por cada 100 euros de despesa prevista no Orçamento de Estado, só 1,39 euros são para a habitação.

Preciso dizer mais alguma coisa?

Só o bastão «único» que o outro viu.




O bastão

 Na carga policial no Rossio, uma representante da Aministia Internacional levou uma bastonada. 

Lembrar que os observadores da Aministia Internacional estão sempre identificados com o colete amarelo da organização, que tem a palavra "observador", e que "a polícia é sempre notificada da presença deles". 

A Amnistia Internacional precisou que, nos protestos do Rossio, a equipa era constituída por quatro elementos. 

Será que o bastão usado foi o tal «único» que o Neves viu?

Então, como justificar as dezenas de feridos?

Foram mosquitos?




Suspensão com prémio

À atenção de docentes e diretores. 

Uma antiga aluna do 11.º ano foi suspensa durante 12 dias de um colégio em Braga, Externato Infante D. Henrique, localizado em Ruílhe, depois de a direção pedagógica ter tomado conhecimento de conversas mantidas num grupo restrito do WhatsApp a insultar professores e colegas. 

O Supremo Tribunal de Justiça considerou que a escola violou o direito à privacidade da jovem ao utilizar essas conversas como prova disciplinar. 

Mas há mais. 

A aluna ganha o processo no Supremo e pode receber uma indemnização de 40 mil euros.

Proíbem o uso dos telemóveis nas escolas e, depois, na privacidade, utilizam-se as redes sociais para atacar tudo e todos e com prémio no final.

Cuidem-se.



Frase atribuída a Freud.

 



Quando alguém se escuda em Deus para mandar, repare mais no que ele faz do que no que reza.

 


A história está de regresso ao velho Continente.

Os povos da Europa exigem habitação, comida a preços justos, trabalho onde podem ser felizes. 

Os governos da Europa enviam armas e polícia. 

A história está de regresso ao velho Continente.




Com toda a certeza.

 


Lula venceu

Hoje estou feliz, o Lula ganhou as eleições no Brasil. Felizmente o bolsonarismo, movimento fascista, não derrotou o Lula.

Pode-se criticar o Lula por muita coisa. Até podemos.

Mas, entre Lula e Bolsonaro, mesmo o filho, ainda bem que para o Brasil o Lula ganhou.

Foi a primeira vez que um candidato derrotado na primeira volta conseguiu ganhar na segunda volta. 

Lula conseguiu mais cinco milhões de votos do que no dia 4 de outubro, data da primeira volta.

Impressiona.

Lula agradeceu a todos os que acompanharam nesta árdua luta após o desaire da primeira volta. Um agradecimento muito especial ao povo brasileiro “pela generosidade, sobretudo aos jovens e aos idosos”.

Quando queres, sabes ser amigo.

Lembra-te de que só será «o melhor mandato da história» se desenvolveres mais e melhor o Brasil, com políticas que erradiquem a fome, a miséria, a desigualdade social, que é um fosso enorme entre ricos e pobres, que dês uma habitação digna aos favelados, educação de qualidade e, principalmente, uma distribuição da riqueza, segundo as necessidades de cada um e não segundo as posses dos poderosos. O Brasil é rico e agora ainda mais com as terras raras, 

Mas Lula vai ter missão ingrata.

Lula terá agora de enfrentar um Congresso Nacional ainda mais hostil e uma maioria de governos estaduais alinhados à direita.

Aí está um dos grandes perigos da governação de Lula.

E outro grande desafio será a segurança e o combate contra o PCC e outras organizações que colocam a vida dos brasileiros em perigo, a cada minuto.

Por fim, a esquerda deve assumir-se como tal e começar a preparar um candidato forte e com ideias que respeitem a liberdade, a igualdade, a fraternidade e, principalmente, o desenvolvimento de um povo com tanta história construída com sangue, suor e lágrimas.

Força, Brasil. 




domingo, outubro 25, 2026

Aviso

 


É cego?

 Só vês o que te interessa. 

Só vês um tanque onde todos vemos uma piscina.

E o Golf?




Balcão de quê?


Lembram-se da célebre frase do CEO do BPI, Fernando Ulrich, dita em outubro de 2012, aquando das imposições da troika e das medidas ainda mais gravosas para a vida dos portugueses por parte de um Passo Coelho: "O país aguenta mais austeridade?... Ai aguenta, aguenta!".
Pois os cidadãos da Guarda-Gare e das freguesias e lugares próximos ou eventualmente de outros cidadãos que se desloquem à agência do BPI continuam a não a poder utilizar.
Tínhamos dado conta do seu encerramento durante todo o verão. 
Agora, novo aviso, e o «Ai aguenta, aguenta» repete-se e prolonga-se no tempo.
Até o fim do ano, a agência estará encerrada, prejudicando seriamente os cidadãos, todos eles, os clientes e os que necessitam dos serviços do multibanco.
Pergunta-se com toda a legitimidade e legalidade.
O que faz o BPI ter aquele espaço se não lhe dá utilidade? 
O executivo camarário não tinha por obrigação questionar o BPI pelos graves prejuízos que tal encerramento está a causar aos cidadãos?
Claro que sim,
Mas voltamos ao mesmo de sempre: o mais importante são as festas, porcos no espeto e bejecas.
Os cidadãos que aguentem.



A Lei é igual para todos?

 E o PSD vai pagar juros?

É que a lei é para ser aplicada a todos, não é, senhor Montenegro?

Há 9 anos?

Esperam um perdão ou amnistia?

Dizem que o Papa vem a Portugal em breve, aproveitam?

Se fosse um cidadão vulgar, imagino o que o Fisco não teria já feito.

No mínimo, prisão e o arrastar de todos os pertences do cidadão.

Mas nem se duvide.

Se até estão a pedir a um cidadão uma propina de mais de mil euros por não ter apresentado a tese de mestrado, só ficando pela parte teórica.

Imagine-se numa situação idêntica à do PSD.

Esqueçam lá essa de que a lei é igual para todos.




A Bem da Nação

 Recorro ao grande Eça de Queirós.

Para o escritor, as críticas ao Parlamento e à classe política do século XIX centravam-se na corrupção, na incompetência, no teatro partidário e no afastamento dos problemas reais do país.

Do século XIX para o século XXI, encontram-se diferenças?

Pelo contrário, semelhanças são muitas e, para pior.

Eça via a vida parlamentar portuguesa não como um espaço de debate sério ou de progresso, mas como uma encenação vazia, marcada pela retórica oca e pela troca de favores.

Diferenças? Nenhuma.

Denunciava o "compadrio" e as redes de influência, nas quais os cargos públicos eram distribuídos por conveniência e lealdade partidária, e não por mérito ou capacidade.

Alguma diferença? Nenhuma.

Os políticos do "oitocentos" (século XIX) viviam numa bolha urbana e palaciana, alheados da miséria, do atraso estrutural e das necessidades do povo português.

Alguma diferença? Nenhuma.

Assim sendo, acho que se gasta em demasia com incompetentes. A sonolência é manifesta na maioria dos deputados.

Alguns nunca abriram a cloaca, agora já nem se levantam para votar, dava muito trabalho, basta carregar no botão. 

Os problemas do país continuam por resolver. Nem o papel legislativo conseguem fazer.

Comissões e mais comissões, com múltiplas comichões, não faltam, com senhas de presença sempre a faturarem.

Insultos vários, gritarias, cânticos, pendões e tudo mais que ajuda à festa do regabofe.

De vez em quando mandam evacuar as galerias. A elite não pode ser incomodada. O barulho incomoda a digestão.

Cada deputado com computador. Correio eletrónico e outras páginas consultadas a propósito ou sem ele. 

Faz-se o registo de entrada e também para os amigos e amigas que foram tratar da sua «vidinha» lá fora.

E o bar em serviço permanente, assim como o restaurante que serve pratos de elevada qualidade e a preços módicos, ganha-se mal. E foram aumentados por eles próprios. 

Esqueçam a Lei n.º 4 de 85, que fixa o ordenado-base de um deputado. É que, se quiserem, alteram todo o disposto com uma «simples» votação. 

As leis foram feitas para não se cumprirem!

Pois é.

Se demorou um minuto a ler este texto, lembre-se de que voaram 365 euros dos seus impostos para o Parlamento.