domingo, fevereiro 15, 2026

Assim vai o poder dos regedores.

O "quero, posso e mando"!
Agora a Câmara do Sabugal é acusada de comprar terreno dez vezes mais caro do que o valor de mercado. Um terreno que só é utilizado uma vez por ano, para as célebres festas do concelho. Na mesma altura, a filha do presidente eleito pelo PSD adquiriu outro terreno aos mesmos proprietários a preços bem mais simpáticos. Há ainda os milhares de euros em contratos para o pai, o presidente da câmara chama-lhe progenitor, do autarca e a quota numa imobiliária que não terá declarado, como estava obrigado a fazer enquanto titular de cargo político. O medo de denunciar é um denominador comum. Os munícipes não querem denunciar com medo de sofrer represálias. Estamos no século XXI. Os próprios vereadores calam e consentem. Exemplo mais paradigmático, o vereador do PS. O que faz a Judiciária e o Ministério Público? A procuradoria-geral da República confirma que foi aberto um inquérito criminal. E depois? Mais um papel esquecido numa gaveta? Como em muitas outras casas do mesmo género e mal frequentadas, os regedores controlam os presidentes de junta. Nas assembleias municipais, cujas atas só meses mais tarde são dadas a conhecer, dizem a tudo o que lhes é proposto pelo regedor, ÁMEN. O Sabugal é um dos muitos exemplos do que vai acontecer por terras onde o regedor é dono de tudo. E são tantas.



O liberalismo

Reforma trabalhista de Milei CORTA PELA METADE O SALÁRIO DE QUEM ESTIVER COM CANCRO, por ser considerado pouco produtivo para o patrão, enquanto estiver de licença.
É assim que funciona o liberalismo económico. Cuidem-se. Depois da ameaça da motosserra, a morte.



Brindar a quê?

Brindar a quê?
Esta canalha acha que somos todos imbecis.
Haja respeito.
Detesto hipocrisias e salafrários.



A treta e a sua afirmação e concretização.

 Luís Montenegro, líder do Governo, de saltos altos:

- "Quero dizer que ninguém está esquecido, ninguém vai ficar para trás." Luís Montenegro, líder do Governo, de chinelos: "Famílias e empresas vítimas de Kristin com dívidas fiscais ficam de fora dos apoios do Estado." A treta e a sua afirmação e concretização.


Filhos de um Deus menor.

Há pais a optar por lares de idosos e outros deixam de trabalhar.
Como sempre há promessas, sempre as promessas a iludirem os incautos cidadãos. O governo diz que há 85 "projetos em obra"! O que isso quer dizer? No papel ou nem isso. Todos os cidadãos merecem respeito, estes muito mais. Haja um pingo de vergonha. Já nem vou falar na decadência que se vai verificando na dita inclusão nas escolas. Sinto nojo da canalha que nada faz e pior, finge fazer.



Ponto de vista

Finalmente, os portugueses escolheram o presidente da República, António José Seguro. Numa votação à segunda volta, José Seguro ganhou, como era de prever, a um candidato populista e demagogo. A vitória de José Seguro é a prova de que tudo em política é possível. Com um leque de candidatos muito mal preparados e a exorbitar os poderes presidenciais, a vitória de José Seguro não espanta. Ao novo presidente, e dentro dos limites constitucionais, exige-se acima de tudo que cumpra e faça cumprir a Constituição. Que, de uma vez por todas, o dito semipresidencialismo que alguns tanto defendem para o sistema político português deixe de ser causa e consequência de uma governação que prejudique a vida já difícil da quase totalidade dos portugueses.

De uma coisa o novo inquilino do palácio não se poderá queixar, o seu vencimento e o orçamento que vai ter que gerir para a Casa Civil, Casa Militar e demais pecúlios para assessores, consultores e outras despesas de representação, viagens e tudo o mais. O orçamento desta infraestrutura é de 25 milhões de euros. Mas deixemos os gastos com a estrutura e centremo-nos no que deve ser um presidente da República. Os portugueses, por muito que nos queiram fazer crer do contrário, estão cansados de um presidente de retratos de afetos e de pieguices. Querem um presidente atento e que seja o garante do cumprimento da Constituição. E seria o suficiente.

Acabada a festa das promessas e das frases do costume, a célebre e sempre repetida frase de “o presidente de todos os portugueses” lembro-me, aqui e agora, a poesia de Carlos Drummond de Andrade: “E agora, José”. O José de José Seguro.

O autor desta poesia, Carlos Drummond de Andrade, foi poeta, cronista, ficcionista, tradutor, uma das figuras maiores da literatura da Língua Portuguesa no século XX.

O poema de Carlos Drummond de Andrade atravessa gerações ao dar nome às transições e às perguntas que surgem quando o sentido da vida parece faltar. “E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você?”

Carlos Drummond de Andrade, não oferece respostas nem caminhos claros. Ele apenas repete uma pergunta simples e quase banal que, na verdade, carrega um peso existencial enorme: o que fazer quando nada mais parece sustentar quem somos?

Mas há mais semelhanças no poema com a vida dos portugueses. O momento em que a festa acaba, a luz se apaga, os projetos não se cumprem e aquilo que antes dava sentido agora já não basta. É um texto sobre o vazio, mas também sobre a coragem de encará-lo sem disfarces. A pergunta “E agora, José?” aparece como um refrão no poema e não é por acaso, como não o é agora. A sabedoria e o discernimento em tempos incertos, esse questionamento representa algo profundo do ponto de vista psicológico e um retrato sensível das transições humanas mais difíceis.

A mente e o coração humanos buscam direção, narrativa e previsibilidade para se sentirem seguros. Quando isso desaparece, surge uma sensação de desamparo existencial, que mexe com o sentido da vida.

Tal como agora, nas nossas vivências, encontramos sintomas como apatia, irritação, medo, tristeza. Quando nos sentimos desamparados, isso expõe nossa vulnerabilidade e mexe com as nossas fantasias de controle. É por isso que esse estado traz tanta angústia: por ser confuso e profundamente humano.

No poema, e quiçá na vida, tudo se esvazia aos poucos: “O riso não veio/não veio a utopia/e tudo acabou.”

Não é tanto sobre o fim concreto de tudo, mas sobre o encerramento de um ciclo, de uma forma de viver, de se ver e de sonhar.

Sabemos que a vida não é linear. As coisas acontecem em tempos diferentes para cada pessoa. Nessas rupturas, não deixamos só algo para trás, somos obrigados a rever aspectos essenciais da nossa identidade e todo esse processo dói.

Quando o passado deixa de ser refúgio, algo muito profundo se perde. O passado costuma funcionar como território conhecido, um tempo em que sabíamos quem éramos, onde pertencíamos, o que fazia sentido.

Esse é o luto das transições: aceitar que a vida não será como antes. Mas também reconhecer que transições carregam, além da perda, a possibilidade do novo.

Talvez o destino, em certos momentos, não seja um ponto de chegada, mas a coragem de continuar caminhando mesmo sem mapa.

O poema nomeia um estado humano que raramente é legitimado num mundo que valoriza a imagem e a produtividade: o de estar sem rumo, sem linguagem.

Ele acolhe o silêncio e o vazio, mas também lembra, genuinamente, que existem momentos em que não há o que fazer. Só há o estar e isso basta.

E acabada a festa, e agora, José?

Tenham uma excelente semana.




sexta-feira, fevereiro 13, 2026

E vai haver nova investida para quê?

Prova de vida?
Já todos sabemos o que isto é, entretenimento para fazer esquecer (??) as desgraças que vão ocorrendo pela incúria, inércia, incompetência e inépcia de todos os governantes. TODOS!



É o "Fun Run".

Câmara Municipal da Guarda, Biblioteca Municipal da Guarda e três empresas do Norte são alvo de buscas da Polícia Judiciária.
Buscas? Ok.
De acordo com a Polícia Judiciária, o objetivo foi recolher elementos de provas "no âmbito de um inquérito instaurado por participação económica em negócio e prevaricação de titular de cargo político".
Lacónico, como convém.
O que já não se compreende, só por motivos ligados às inundações que se vão verificando, os canais do lixo nada, em especial o da "manha", nada noticiou. Nem um direto.
Não se faz e logo à câmara da capital do distrito.
Já agora, esclareçam....
A página oficial da Câmara da Guarda está em "baixo".
Dizem que houve um ataque informático!
Ataque informático? Já informaram as autoridades?
Ao que consta, a Polícia Judiciária esteve no edifício da câmara até que uns «técnicos» recuperassem o sistema. E conseguiram?
Calma, cidadãos. Estamos no Carnaval e ninguém leva a mal.
São só investigações e, como já estamos habituados às investigações e, principalmente, no que dão, e como a justiça trata estas coisas, acalmem-se.
É só fumaça.
As «buscas» já fazem parte de mais um estrangeirismo que o executivo camarário brinda os cidadãos, "Fun Run"?
Nem a Língua Portuguesa respeitam.



quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Vai estudar

Uma vez diz que o Mondego nasce em Espanha e agora a do "climatérico". 
Vá estudar. 
Mas temos de agradecer a este Geógrafo de Coimbra que explica ao Governo português que essa palavra se refere à menopausa e ao amadurecimento de frutos e não ao clima.
 

 
Um primeiro-ministro dizer que o Mondego nasce em Espanha só revela o nível educacional que vai nos governantes e não só. 
"Mondeguinho" senhor primeiro-ministro. 
Aproveite e visite a Serra da Estrela.
 

 

Racismo

Este é o nível intelectual dos trumpistas e seus irmãos como os cheganos, os bolsonaristas e outros que tais. 
E a escravatura está-lhes na génese.
 

 
Governo diz que irá demorar "semanas" a reparação de troço da A1 em Coimbra. 
Ainda vamos ter de indemnizar a BRISA, não vamos? 
Obviamente.
 

 

Crime com bênção papal

Um dos crimes mais horrendos da História teve a bênção papal. 
A história da relação da Igreja Católica com a escravização negra no continente africano é repugnante.
 

 

A Lei do Lobby

A Lei do Lobby foi promulgada pelo Presidente da República Marcelo. 
Na União Europeia, há muito tempo que os lobistas se têm que registar num “Portal da Transparência” europeu para poderem ter acesso às instituições europeias e aos seus representantes. 
No último ano, a União Europeia obrigou todos os eurodeputados a registar publicamente com quem reuniram, quando reuniram, e o que é que discutiram com os lobistas. 
Lembrar que os lobistas estão autorizados pela Comissão Europeia, esse órgão que ninguém elegeu, a reunir com eurodeputados. 
Os dados relativos ao último ano de reuniões dos eurodeputados portugueses com os lobies estão relatados no vídeo. 
Mas os mesmos dados, publicados pela União Europeia, podem ser consultados no “Transparency Register”.