quinta-feira, março 19, 2026

Ponto de vista

A semana que findou ficou indubitavelmente marcada pelo anúncio da presidente do conselho de administração da Unidade de Saúde Local, da Guarda, sobre um pedido feito ao bispo da diocese para dispensar a tempo inteiro um padre para desempenhar funções de cuidados do espírito na referida unidade. 
Não está em causa a religiosidade de cada um, mas perder-se tempo a criar a ilusão de que os problemas na saúde em Portugal se resumem a uma contratação de padres é um completo desrespeito pelos cidadãos, todos eles, independentemente da religião professada ou não. 
Os problemas a nível da saúde, ou melhor, da falta dela, são muito mais graves do que os problemas do espírito, seja lá o que quiserem que seja. Lembrar que Portugal é um país laico. Trazer para a praça pública temas sem qualquer ligação à realidade do problema, já que é por isso que pagam à senhora presidente da administração, é uma forma ardilosa de esconder os problemas graves que vão acontecer na saúde em Portugal. Lembrar à senhora presidente alguns dos problemas, pois parece desconhecê-los.
A situação no Serviço Nacional de Saúde, do qual a senhora presidente faz parte e depende, agravou-se ainda mais em 2025. E o governo quer a submissão dos agentes governamentais no terreno, submeteram-se e anuíram a tal agravamento sem piar. 
Os utentes do Serviço Nacional de Saúde aumentaram em mais de 40 mil e, em contrapartida, os médicos diminuíram mais de sete centenas.
A remuneração base média dos médicos subiu apenas 0,5%, mas a inflação foi de mais de 2%. Como consequência, os médicos mais qualificados e com maior experiência do Serviço Nacional de Saúde, estão a abandoná-lo por aposentação, ou para o setor privado, a emigrar, ou então a passar para “part-times” para trabalharem no setor privado e assim completarem as remunerações baixas do Serviço Nacional de Saúde.
Em 2011, a remuneração base média dos médicos era cerca de cinco vezes superior à média dos assistentes operacionais, mas, em 2025, já era apenas um pouco mais de três vezes superior. A remuneração média destes está cada vez mais próxima da dos médicos. Vergonhoso, senhora presidente.
O Serviço Nacional de Saúde terminou 2025 com um prejuízo de mais de mil milhões de euros. Percebeu, senhora presidente?
A dívida total a fornecedores externos ultrapassou os dois mil milhões de euros.
Entre janeiro de 2018 e março de 2024, nos seis anos do governo de um Costa, a lista de doentes à espera de uma cirurgia aumentou em mais de 40 mil utentes, e em novembro de 2025, depois de dois anos de governo Montenegro, a lista de espera de uma cirurgia aumentou para além de mais de 27 mil.
Mas mais grave é o número de cirurgias que ultrapassaram o tempo máximo de resposta garantida. Com Costa, houve um aumento de mais de mil utentes, e com Montenegro já são mais de seis mil. E a situação não é mais grave porque os profissionais têm se disponibilizado para fazer um número crescente de horas extraordinárias para além do horário normal, sacrificando o seu descanso.
Os dados apresentados, é bom frisar, são oficiais, podem ser consultados em várias instituições e nem sofrem da famigerada e sempre usada  fuga à cedência da informação por parte de certa gente que enche a boca com a transparência que apenas é propaganda primária.
A destruição do Serviço Nacional de Saúde feita por Costa e agora agravada por Montenegro por meio do sufoco financeiro devido à suborçamentação, ou seja, de orçamentos irrealistas, o que gera a desorganização e irresponsabilidade dos gestores e chefias clínicas, promovendo a promiscuidade público/privado que está a alimentar e a promover os grandes grupos privados de saúde, é que devia preocupar a senhora presidente da administração, nomeada pelo governo de Montenegro, e não andar a falar de padres e de curas do espírito. As patologias são de uma gravidade tal que não se resolvem com beatices e muito menos com o recurso ao obscurantismo de um povo.
Tenham uma excelente semana.




quarta-feira, março 18, 2026

A bala de ouro.

Lembrar que todos os líderes mundiais que tentaram mudar o custo do petróleo de dólares para euros ou Yuan foram mortos ou presos.
Os Estados Unidos da América do Norte mantêm um déficit de 38 bilhões graças à sua moeda ser a referência global. A União Europeia tem o poder de fazer um acordo com a China e a Índia para desmoronar a hegemonia do dólar que mantém à tona da água a economia americana. Tal mudança do preço do petróleo de dólares para euros ou Yuan mudaria a ordem mundial para sempre. O poder está na mesa, mas quem se atreverá a usá-lo? O renascimento do sistema financeiro é possível!



É só lembrar quem são os assassinos.

 


Esquecer, NUNCA!

Em vez de se trabalhar para acabar com as desigualdades e promover o tal "elevador social" o que vai acontecer é que a memória nunca esquecerá.
Um dia, adultos, estas crianças de hoje vão lembrar-se de TUDO! Só idiotas que nunca estudaram não sabem, nem sonham, o mal que estão a fazer. Ou se calhar até sabem, mas fazem-no por vingança e porque detestam pobres. Cretinos.



E diz o tal ministro supremo, como diz o outro pedante: «o problema está em repensar a distribuição dos alunos»!
Ou seja, para o ministro «pleno potenciário», a solução passa por colocar cada grupo em sua sala, bem escondidos, e não se fala mais no assunto.
Vergonhoso.




Para pensar e compreender!

 


RUA E JÁ

Se, face à situação da Europa, não te demites, dona Ursula, é porque és um nojo.
Ninguém votou em ti nem em qualquer outro membro dessa incompetente comissão.
O que gostais é do dinheiro que os contribuintes são obrigados a dar-vos. Para ti, mais de 30 000 euros!
E que avaliação do trabalho?
É só lembrar que a “lavagem facial” dos dados que apresentas, tu e a quadrilha de malfeitores, é falsa:
• Economia em queda livre; enquanto nos falam de “progresso”, a indústria europeia está a sangrar;
• Soberania roubada: as decisões que tomas são em prol do teu bolso, como dos bolsos dos outros parasitas, e são tomadas em despachos que ninguém votou diretamente;
• O fracasso energético: contas nas nuvens enquanto a Europa se aperta de mãos dadas com regulamentos que nos tornam mais dependentes e pobres.
Chega de hipocrisia!
Não é só política, é uma questão de sobrevivência!
Nem preciso falar da submissão ao pedófilo.
RUA E JÁ.



Não se esquece e não se perdoa.

 


Homem-forte do «moedas» detido.

A Câmara de Lisboa é pior do que a Cloaca Máxima de Roma. Este «banhas» é do CDS e íntimo da Helena Ferro Gouveia... Juntos ocupam 2 camas de casal...
Agora foi detido, ahahahah! Amanhã, ou ainda hoje, é posto em liberdade. A «justiça» trabalha bem! É «homem-forte» do «moedas».



Destruir

E as bandeirinhas já lá estão a delimitar(??) o trilho para ciclistas numa vertente verdejante, mesmo em frente ao lago do Parque Urbano do Rio Diz, na Guarda.
Como já o tínhamos escrito, desconfiamos da presença de um «colaborador», palavras do chefe máximo, que agora não são trabalhadores, num carro elétrico da câmara. Gente «importante» só se desloca em carros topo de gama, pagos pelos pobres contribuintes. Como descrevemos no texto, demos conta de que algo de muito estranho se iria passar. E tudo se confirma. Vão rebentar com o relvado e resta saber se não destruirão também algumas árvores. Abrirão uma vala para os ciclistas. Tipo um terreno lavrado e mal amanhado por principiantes. Só com o intuito de destruírem. Lembrar que já existe uma outra vala junto aos «morros» de saltos e outras acrobacias de ciclistas. As bandeirinhas para a festa da senhora do coito já lá estão. Só faltam a junta dos bois e os gaiteiros. A destruição do parque continua a ritmo acelerado. Outra questão! Por que razão os ditos «colaboradores» se deslocam em carros elétricos, topo de gama? Não podem utilizar, para este e outros assuntos, os transportes públicos? Pois já percebemos! A diferenciação tem sempre que existir entre os mandantes e os servos que vos pagam as viaturas e outras benesses. Siga a festa e a romaria até à falência total.









terça-feira, março 17, 2026

Só faltava mais esta.

Agora a direção do colégio católico dos Salesianos, em Cascais, vem dizer que a existência de duas refeições diferentes, uma pra ricos e outra para pobres, é uma imposição da tutela.
Isso mesmo, acusam o governo. Lembrar que o dito colégio tem 770 alunos em regime do privado e 797 alunos que frequentam a escola gratuitamente porque o Ministério da Educação financia as turmas por falta de oferta de rede pública. Segundo a direção, a legislação fixa 1,46 euros por almoço, que pode ser cobrada aos alunos apoiados(??) pelo Ministério da Educação, a que acrescem 1,53 euros comparticipados pelo Estado. Recordar que, durante vários anos, os alunos que frequentavam a escola ao abrigo de contratos de associação, podiam escolher a refeição da cantina mediante o pagamento da diferença entre o valor pago pelo Estado e o valor pedido aos alunos do privado. Até que, há dois anos, o colégio começou a cobrar seis euros aos alunos do contrato de associação para terem o menu dos alunos do privado. Lembrar que os contratos de associação não englobam apenas e tão-só o pagamento de 1,53 euros por refeição. Há outras verbas bem mais avultadas envolvidas nas negociatas. É bom lembrar para que tudo fique esclarecisdo e devidamente esclarecido. Mas os tais seis euros vieram a ser penalizados pelo Ministério da Educação e o colégio devolveu aos pais todo o dinheiro pago a mais. Resultado, duas refeições diferentes, uma para ricos, outra para pobres. Os pais dos alunos do contrato de associação, os pobres, dizem que as refeições dos ricos são mais variadas e ricas. Pudera, com os avultados valores pagos, extra refeições, tudo é melhor para os ricos. Mas isso a direção não fala. Pudera, não lhe convém. O Ministério da Educação, como em muitos outros casos que acontecem nas escolas, esconde-se e nem resposta dá a quem o questiona. É o tal senhor que um gordo, sebento e porco de um programa de um canal do lixo proclamou como um «bom ministro» fosse qual fosse a «pasta» que lhe fosse atribuída. Vai dar uma volta ao bilhar, cretino. Por fim, dizer que o que se passa nas cantinas das escolas com a qualidade das refeições e a cantina da Assembleia da República é só pura coincidência, sem falar dos restaurantes do Isaltino e das despesas de representação que por aí vão a existir.



A degradação do Parque Urbano do Rio diz continua a ritmo acelerado.

Ilhas nos lagos por falta de assoreamento.
Lixo mais que muito. Vandalismo com tentativas de destruir os equipamentos existentes, nomeadamente aparelhos de exercício físico. Trilhos imundos. Árvores há meses tombadas e sem limpeza. Vandalismo com ramos de árvores partidas. Mas eis que a destruição do parque vai se acentuar com o aumento de uma pista para bicicletas, lavrando o morro relvado situado junto aos lagos. Ontem, não um, mas dois carros da câmara, acompanhados por um ciclista devidamente equipado e com bicicleta topo de gama, fizeram vistoria ao espaço. Vamos ter mais destruição do relvado e das poucas árvores que não secaram. Mas há que gastar o dinheiro de qualquer forma e a empresa precisa faturar. Quando arranjam o passadiço que há quase um ano continua destruído? Já nem falo na zona a que pomposamente chamam Parque Infantil. Uma destruição completa. Os vândalos, com idades muito superiores às indicadas para o parque infantil, continuam a utilizá-lo e a destruí-lo. Haja respeito pelos cidadãos. Continuo a pensar que os ditos "colaboradores camarários" devem sofrer de artroses ou outras patologias que os impedem de caminhar. Por que não estacionam os carros com que se fazem transportar fora da área do parque? Todos os carros topo de gama, pagos pelos munícipes, Há tanto estacionamento. Donos e utilizadores de tudo, bem sabemos.




Liixo no Parque Urbano do Rio Diz, na Guarda

É assim que se cuida do Parque Urbano do Rio Diz, na Guarda?
Lixo mais que muito, algum espalhado pelo chão.




O acordo

E, com uma velocidade incrível, muito maior que a da luz, contorna-se a lei.
Centeno não podia, não devia ter este presente às custas de milhões de cidadãos - antecipação da reforma. Centeno, ao contrário do que um paspalho disse ontem num canal do lixo, reúne «apenas» os requisitos impostos pelo Banco de Portugal para se reformar, mas esconde o mais penalizador para todos os cidadãos - a idade. Centeno não tem idade para se reformar. E se quiser a reforma, com ou sem acordo, tem de sofrer penalizações como qualquer outro cidadão que antecipa a sua merecida reforma. A lei DEVE ser igual para todos. Se não é isto, não é um Estado de direito, é uma quadrilha. Lembrar que o acordo foi celebrado por dois ex-governantes. Um, o Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia do Passos, e o Centeno, ministro de um Costa e inclusivé indicado para o substituir no cargo de primeiro-ministro. Se não fosse real, era uma anedota. A elite, na sua plenitude, contorna a lei, como sempre o faz, em benefício próprio, e ninguém, mas mesmo ninguém, põe cobro a esta safadez. Pois é, mais uma. Lembrar que nem o Álvaro, pastel de nata, nem o Centeno anunciaram o montante da reforma. Ora bem, o segredo é a alma do negócio.