quinta-feira, junho 18, 2026

Imoral

Na Espanha, mas por todo o mundo é assim. "Considero que é injusto e imoral que a monarquia viva entre luxos sem sequer ter sido eleita, enquanto o povo vive na miséria. Não é ético e assim o denuncio", diz Pablo Hasél.
Fazem 5 anos e 4 meses desde que Pablo Hasél entrou na prisão por denunciar a monarquia espanhola. Leva mais tempo preso que Bárcenas e Rodrigo Rato juntos por roubarem 50 milhões de euros...
Sai mais barato roubar a mãos cheias o povo do que pôr tweets contra a monarquia espanhola.




Missiva

É apenas e tão-só um aviso sério à navegação.
O Banco de Portugal foi condenado a pagar 30 mil euros a um trabalhador por assédio moral.
Tinha 34 anos em 1989 e era, há quatro anos, administrativo do Banco de Portugal quando se candidatou a um concurso interno para exercer funções de monitor no Museu do Dinheiro, que o banco central previa abrir no ano seguinte.
O trabalhador foi solicitando autorização para participar em colóquios e seminários, mas viu os pedidos serem sucessivamente recusados. Enquanto o museu não existia formalmente, acompanhava algumas exposições temporárias, mas o seu quotidiano profissional era marcado por tarefas que descreve como “residuais” ou mesmo “inexistentes“.
Percebido?
Na sentença de primeira instância, o tribunal concluiu que, entre 1989 e 1999, o Banco de Portugal manteve o trabalhador “esvaziado de funções”, apesar de este ter sido contratado para desempenhar funções ligadas a um museu que, durante esse período, não chegou a existir.
Mais tarde, quando o Banco de Portugal iniciou os trabalhos de preparação de um novo espaço museológico, o trabalhador não foi integrado no projeto, apesar das responsabilidades que detinha na área.
Em 2011, enviou correspondência à instituição a solicitar o seu envolvimento no desenvolvimento do novo museu.
Em novembro de 2025, o Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a decisão da primeira instância, mantendo a indemnização de 30 mil euros.
Leram bem?
Parece que há quem não tenha percebido a intenção da missiva.
Leiam em voz alta e com o dedo a acompanhar a leitura.
Pode ser útil para certa canalha.



Digam tudo...

O Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa anulou o resultado do concurso da Polícia Judiciária que permitiu a colocação de 80 inspetores-chefes, o que vai obrigar a força de segurança a repetir entrevistas.
Mas há mais...
O tribunal determinou a constituição de um novo júri para repetir as entrevistas e elaborar uma nova ordenação final dos candidatos.
A sentença, proferida no dia 8 de junho, surge em resultado de três ações judiciais e envolve um concurso lançado em 2022.
O juiz Jorge Guerreiro de Morais determinou ainda que a avaliação curricular de uma das inspetoras que contestou o concurso seja novamente analisada, depois de terem sido identificadas falhas tanto nessa avaliação, como na forma como decorreram as entrevistas.
VERGONHOSO.
Lembrar que o atual diretor nacional da Polícia Judiciária era presidente do júri do concurso anulado.
Entendido?
Há mais...
A Polícia Judiciária afirmou não ter conhecimento formal da decisão judicial e não esclareceu quais poderão ser as consequências da sentença, incluindo a eventual substituição de inspetores-chefes que já exercem funções há anos.
Pois...
Já o Ministério da Justiça confirmou que a Polícia Judiciária já foi, entretanto, notificada e adiantou que os serviços estão a analisar a decisão, estando ainda a decorrer o prazo para apresentação de recurso.
E, por fim, algo que ninguém ousa falar.
O atual Ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi diretor nacional da Polícia Judiciária entre 2018 e 2026.
Por que razão não se fala do senhor?
Expliquem ou precisam de um empurrão? 



Incompetência

O exame de Português do 12.º ano continua a revelar a incompetência que reina no governo de Montenegro.
Como se sabe, há uma questão no exame de Português, ipsis verbis, uma questão publicada num caderno de exercícios de uma conhecida editora.
Questionado, o Ministério da Educação veio dizer tão-só isto:
"a elaboração do exame foi anterior à publicação do livro de exercícios da Leya, e a autora do livro não faz parte de nenhuma equipa de provas. Nem ela nem a editora tiveram acesso antecipado ao exame."
O ministério agora vem dizer que, afinal, os itens do exame nacional foram feitos depois da publicação do livro de exercícios da Leya: “Ao contrário da informação reportada inicialmente pelo EduQA ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, aquele caderno de exercícios foi disponibilizado em agosto de 2025, tendo a prova sido elaborada no início de 2026”.
Em que ficamos, seus incompetentes?
Farto de tanta incompetência.
Mais que evidente que há uma falta de equidade entre alunos.
Mas quem duvida?
Demitam-se, já cheiram muito mal. 



Aprendizagens?

E assim vai a aprendizagem nas escolas em Portugal, de má a péssima.
Agora soube-se que uma pergunta do exame de Português foi copiada de um livro de exercícios de apoio de uma editora.
Que capacidade vai naquela gente nomeada por um ministro incompetente para elaborar provas de exame.
Compreende-se facilmente a cópia e as nomeações.
"Quem elaborou o exame não teve o cuidado de verificar se a leitura do cartoon já estava presente num manual de apoio. Quem estudou pelo manual parte em vantagem em relação aos outros alunos”, refere António Carlos Cortez, professor e escritor.
Tanto na prova como no livro de exercícios, o limite de palavras é o mesmo. Também iguais são os três pontos pedidos na análise.
Preciso acrescentar mais alguma coisa?
Mas não era isso que o ministério queria?
Mas há mais críticas.
Acompanhamos as críticas à prova feitas pela Associação de Professores de Português, que criticou o excesso de respostas de escolha múltipla. Num exame que devia ser de Língua e Cultura Portuguesa e não apenas de Português, mas isso a choldra não reformula conteúdos nem contextos, não sabe.
Colocar respostas de escolha múltipla é de uma cretinice e idiotice completa.
Acompanhamos o professor e escritor António Carlos Cortez quando diz com propriedade: “Pergunto-me: este tipo de exames facilitistas e primários está a preparar os nossos alunos para serem universitários? Não está. E não admira que, na universidade, sejamos um dos países em que os estudantes mais consomem antidepressivos no primeiro ano. É quando percebem que não têm as competências necessárias.” 



Nomeações com que critérios?

E, mais uma vez, as nomeações para lugares de chefia levantam sérias dúvidas.
Agora aconteceu nas prisões.
A recente nomeação de novos diretores-adjuntos para vários estabelecimentos prisionais portugueses, sem a adequada formação na área, está a gerar grande contestação.
Foram nomeados filósofos, enfermeiros, agrónomos e até um engenheiro florestal.
A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, que nomeou os adjuntos em causa, vem dizer que rejeita qualquer falta de qualificação dos nomeados e garante que todos os adjuntos são pessoas “dotadas de competência técnica e aptidão para o exercício da função”. Numa resposta escrita citada pela publicação, o organismo sublinha que a legislação não exige uma área específica de licenciatura, mas sim habilitações adequadas, vínculo estável à função pública e um percurso profissional que demonstre mérito, experiência, capacidade de liderança e conhecimento das dinâmicas de segurança e reinserção.
O alçapão bem aberto para as ditas nomeações.
Obviamente.
Não se admirem das fugas, do péssimo ambiente que se instalou nas prisões, das agressões e mortes entre reclusos e com guardas, da falta de segurança e do estado degradante dos espaços, da alimentação que vai aumentar e a degradação será enorme.
Mas dinheiro para viagens, alojamento e transporte de forças policiais aumenta.
Bem se sabe, desde que existe Estado, que a aplicação da lei não é neutra. A polícia tende a proteger a ordem estabelecida e os interesses das classes dominantes, o que resulta na criminalização da pobreza ou na repressão de protestos legítimos.
Bem, o sabemos.



A tal economia de sucesso

Pode faltar dinheiro para a reconstrução de tudo o que foi destruído com as intempéries mas dinheiro para viagens, transportes e alojamento dos elementos da GNR e da PSP não vai faltar.
O governo de Montenegro autorizou a GNR a gastar até 12 milhões de euros e a PSP a gastar até 4,4 milhões.
É fartar.



E a farra continua.

Mas apenas e tão somente como arguidos, pois já se conhece o destino destas "suspeitas": o arquivamento.
Todos sabemos que os ajustes diretos são mais um expediente para os "regedores", a quem pomposamente chamam de "presidentes de câmara", satisfazerem os seus dedicados servidores.
Imagine-se, e isto não é anedota nem mentira do dia das mentiras, o presidente da Câmara da Amadora, o autarca socialista Vítor Ferreira, é suspeito de ter recorrido a um ajuste direto relativo à redação de um discurso para a cerimónia do 25 de Abril deste ano, na autarquia.
O beneficiário do contrato de 2 200 euros é, segundo se diz, o diretor de comunicação do PS, Duarte Moral.
Já todos sabíamos que os regedores são o exemplo mais visível do péssimo ensino que vai existindo em Portugal. Nem um discurso conseguem redigir. Citam obras pelo nome das capas. Usam e abusam de frases de salão, ocas e dignas de um idiota. Provérbios de péssimo gosto. E, no final, a bênção sempre presente do recurso ao místico para iludir beatas, padrecas e outros que tais. 
A conduta prova a falsidade de tantas referências ao místico e, principalmente, aos dogmas da Igreja Católica Apostólica Romana.
Quanto aos outros arguidos no caso "Operação Imergente", também são só foguetes, e os que acharem piada que apanhem as canas. O destino? Arquivamento por incompetência da investigação. 
Nada a enganar.



quarta-feira, junho 17, 2026

Bandalhos

Alguém, no seu perfeito juízo, podia acreditar que esta canalha fosse limpar o país? 
Uns bandalhos. 
Sujarem-na ainda mais.



Mentirosa

A ministra aldrabou, mais uma vez, os portugueses.
Esta só fala verdade quando lhe cair um braço. 
Ainda tem os dois.



Mais e mais

Mais um lambe-cus...
Mas há mais, muitos mais.



Diferença entre estudar e ser verme

Se o «caso» tivesse lugar em Portugal, nem duvidem, a esta hora estava a ser agraciado com qualquer torre, espada e bíblia.
Que diferença ter coluna vertebral e ser verme.
Ou não perceber que uma abelha é muito diferente de uma mosca, que por acaso até caga na careca de um doutor juiz.



Olho para o negócio. Este pelo menos é vesgo....

 


Mais um nojo

O confessado elemento da extrema-direita, Jorge Martinez, fez uma música dedicada ao pedófilo Trump, seu ídolo. 
No ano passado foi aos Estados Unidos da América do Norte para atuar e foi detido pelo ICE no aeroporto. 
Depois de horas de tortura, foi enviado de volta para Portugal.
A canalha não sabe, nunca aprenderá, que mais perigoso que ser inimigo do país do pedófilo é ser seu amigo.
Lembrar que o outro irracional, armado em cagalhão, foi à tomada de posse do pedófilo. Só que não passou da porta dos fundos.