País purista a prosear bonito, a versejar tão chique e tão pudico, enquanto a língua portuguesa se vai rindo, galhofeira, comigo - Alexandre O'Neil

quinta-feira, Setembro 18, 2014

Crónica de uma feira da ladra e outras loucuras

Com a primeira sentença do caso “Face Oculta” virou-se uma página na história recente do país amargurado que é hoje Portugal. Aparte os meandros do processo, que a maioria de nós apenas conhece através do filtro nem sempre isento da comunicação social, fica para registo a condenação a uma pena de prisão efetiva de cinco anos de Armando Vara, personagem que, no seu tempo, foi incontornável nos mais altos círculos do poder. Do que está para vir nem vale a pena falar, até para não estragar a crónica.
É impossível não recordar aqui a célebre frase de Lord Acton de que «se o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente». No fundo, é da história do mundo que falamos e, por inerência, da essência da própria natureza humana.
A resistência à corrupção (já nem sequer falo do combate à dita cuja) obriga a uma estrutura mental individual tão peculiar e simultaneamente frágil que só sobrevive de forma estatisticamente significativa em países com um tecido social e legislativo muito apurado. Em suma, a resistência à corrupção implica, desde logo, um sistema educativo verdadeiramente vocacionado para a cidadania, mas também a construção de aparelhos financeiros, administrativos, fiscais e jurídicos à altura de uma tarefa quase impossível num país do sul da Europa.
A provar a dificuldade daquilo que falo estão os diversos incidentes caricatos que trespassaram este processo. Desde caixas de robalos a escutas que ninguém deveria ter produzido, passando por um pífio elogio final da procuradora-geral da República àqueles que marcaram os golos deste jogo e que não fizeram mais do que a sua obrigação, houve um pouco de tudo. Aquilo que deveria ser rotina e asséptico transforma-se, no país da bola e das touradas, numa espécie de paródia de ópera bufa.
Dizem os entendidos que a corrupção é um peso morto que a economia arrasta com sangue, suor e lágrimas. Recordo-me de há uns anos ter lido algures que se a corrupção acabasse por artes mágicas em Portugal passaríamos imediatamente a ter o nível de vida existente na Finlândia. Isto representaria uma subida de cerca de 40% para todos nós. 40% de aumento nos salários reais, 40% de aumento no poder de compra, nas reformas, na qualidade de vida e por aí fora. Quem ficaria a perder seriam aqueles que nos últimos 40 anos têm vivido como nababos num país de remediados.
Isto remete-nos para uma questão mais profunda: como é possível que as coisas sejam assim? A resposta conduz-nos ao povo. Portugal é, de facto, um país de corruptos. A começar pelo povo, que preferiu adaptar-se a combater o fenómeno.
Edmund Burke, político e filósofo irlandês do século XVIII e contemporâneo de Lord Acton, autor de obras como “A Vindication of Natural Society: A View of the Miseries and Evils Arising to Mankind”, afirmou um dia que no meio de um povo geralmente corrupto a liberdade não pode durar muito. Defendia por isso que a liberdade também deve ser limitada, a fim de poder ser possuída. O Marquês de Maricá defendia, de forma bem mais popular e brejeira, que um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto. E isto diz tudo da coisa.
Confesso-vos que as condenações deste caso, que ainda havemos de ver se perduram, não me satisfizeram particularmente. Não porque ache que não foram merecidas. Mas por remeterem para uma suspeita generalizada de que foram apenas uma exceção num universo de impunidade enraizada.

É nestas alturas que me assalta aquela vontadezinha de ser ditador. O que eu não faria então... O problema é que as penas eram capazes de não ser só de 5 anos e não haveria prisões que chegassem. Por isso, antes que alguém me chame de louco, vou limitar-me a sonhar. É verdade que a sociedade perdoa mais facilmente a um criminoso do que a um sonhador. Mas pelo menos o louco tem inimigos, enquanto o sonhador se tem a si próprio. E isso, por agora, basta-me.

Crónica publicada no jornal "O Interior" a 11 de Setembro 2014.

A saga do ordenado de miséria....


De vez em quando lá surge a notícia que o ordenado mínimo nacional vai aumentar!
É TUDO TANGA!
Uns fingem que estão de acordo...
Outros limitam-se a sorrir, sem comentar, pois já sabem que a aldrabice começou...
E, por fim, o Zé vai sonhando com a nota a voar...
Triste notícia, a de um telejornal PIMBA que vai de fazer um périplo por diversas capitais europeias e comparar o salário mínimo, por lá praticado, com o nível de vida desses países.
VERGONHOSO!
COMO SE PODE COMPARAR O INCOMPARÁVEL?
ESTA CANALHA ACHA QUE TODOS SÃO ACÉFALOS?
Já para não falar nas reportagens sobre o modo de vida dos portugueses no interior, com a poupança de 100 euros em fruta, por mês (és mesmo um CRETINO BRONCO), e o que um cidadão gasta em Lisboa, por não ter uma horta à porta de casa.
ACÉFALOS!
Percebe-se bem o que esta canalha quer...
LULAS, FILHOS DE UMA RAMEIRA DESDENTADA!
CORRE ZÉ, QUE A NOTA FOGE A BEM FUGIR!

Uma educação que muitos querem de volta


A aprendizagem, qualquer que ela seja, formal, não-formal e informal, deve possibilitar a que todo e qualquer cidadão participe, activamente, na vida da sua comunidade, e nas tarefas sociais, políticas e culturais.
E neste início de ano lectivo que tal fazer sentir e dialogar com os alunos, a necessidade de aprender na perspectiva de transformação - transformação desde logo do ser, do fazer, do sentir e do viver.
Pois…
Provavelmente, haverá por aí muita gente que preferiria um ensino do tipo transmissor de «conhecimentos», de atitude passiva e receptiva, por parte dos alunos.
Um ensino à antiga…
Uma EDUCAÇÃO BANCÁRIA, POIS ENTÃO...

O respeitinho é muito bonito. 
De nada vale a luta e a revolta. 
A situação versus o reviralho. 
O calado vai longe. 
Cada macaco no seu galho. 
Está cá para executar e não para pensar. 
Cada um é para aquilo que nasce. 
A ordem natural das coisas. 
O chefe não lê o jornal, estuda-o. 
Mãos nos bolsos são sinal de inércia. 
As casas de banho das fábricas têm latrinas em vez de sanitas porque um operário fez-se foi para ter força nas pernas. 
Manda quem pode, obedece quem deve. 
Os botões das camisas fizeram-se para estarem abotoados. 
O chefe tem sempre razão, art.º 1. Em caso de dúvida aplica-se o art.º 1. 
Orelhas baixas e bico calado.
E podíamos continuar neste registo até amanhã.
Um vómito:
"A praxe ensina-nos que na vida há uma hierarquia natural e que nós vamos ter de aceitá-la, ensina-nos a respeitar essa hierarquia."
 "A besta não respira, a besta não tem direitos, a besta deve obedecer sempre ao padrinho..."
 "Sim, não foi fácil, às vezes é necessário fazer um esforço para não chorar e largar tudo e ir para casa. 
São sacrifícios fáceis, que tive de ultrapassar. 
Mas afinal de contas o que é que o futuro nos aguarda? 
Não há um Governo que nos calca tantas vezes, uns bancos que nos tentam lixar? 
Não tem um adulto que fazer tantos sacrifícios?!"
É isto que queres?
BARDAMERDA E CALADINHOS!

quarta-feira, Setembro 17, 2014

As trapalhadas da ... vizinhança


Mais um ...ACÉFALO

 
Eis que chegou a hora de certos broncos e parolos avançarem para a constituição de partidos políticos.
São dos tais que NUNCA fizeram NADA na intervenção política e social.
Sempre de pantufas calçadas para animarem os salões da cretinice.
Acham-se os paladinos da honestidade, da transparência.
Os maiores demagogos.
Paulo Freire, já no século passado, considerava que alguns níveis de captação e conhecimento da realidade eram a captação mágica e a consciência ingénua.
Na captação mágica o cidadão não compreende as ligações entre os fenómenos e não é capaz de analisar a sua situação.
Na análise ingénua, o cidadão juga-se capaz de dominar e compreender a realidade sem o ser.
Já a reflexão crítica ... essa não é para broncos, acéfalos e cochinos!! 
Muito difícil...

Esquemas de SIGNIFICAÇÃO


Mezirow explica isso tudo!
Só estudar!
Falta a transformação dos esquemas de significado...mas isso...muito complicado para acéfalos e cochinos!

Afinal....

 
Era isto MESMO que a CORJA QUERIA!
Quem não acreditava....os factos confirmam a tramoia!
GRANDE GOLPADA!
Pior que os assaltos aos bolsos dos contribuintes!
O cidadão português AGUENTA isto?
Até quando?
ACORDA!!

terça-feira, Setembro 16, 2014

Condenações a conta, peso e medida...


Agora foi a Dona Lulu, Maria de Lurdes Rodrigues, a ser condenada! Uma apoiante confessa do PS!
Uns dias antes foi a leitura da sentença do caso «Face Oculta». TUDO gente do PS!
Já tinha sido o célebre caso da Casa Pia onde só apareceu gente ligada ao … PS!
Mas então não há ninguém, mesmo ninguém, apanhado na «malha» dos outros partidos do «arco do governo»?
Tudo isto cheira a esturro.
Não que duvide que esta, e outra gente mereciam mais e mais aperto para confessar tudo, mas tudo, quanto fizeram aos contribuintes portugueses.
NADA DISSO.
Mas, não acreditamos que as coisas só pesem e tombem para um dos braços da balança.
NÃO ACREDITAMOS!
Afinal quando vem à barra dos tribunais o caso BPN?
O caso dos submarinos?
O caso do Jacinto Pinto Leite?
E TODOS os outros?
Das duas três.

Ou os do PP e do PSD sabem-nas fazer e não há investigação que os incrimina; ou então os do PS estão tão atolados na «merda» que nem respirarem podem, e afogam-se à primeira tentativa de saída da fossa!
Mesmo assim, que os julgamentos avancem, mas com penas bem mais graves, e nada de cócegas nas orelhas ou nas carteiras bem recheadas!

domingo, Setembro 14, 2014

A barbárie



Portugal ainda não conseguiu ultrapassar hábitos medievais que vão caracterizando, muita da nossa péssima forma de ser e estar em sociedade.
Bem sei que, tudo isto só é conseguido com a aprendizagem, com uma educação que possibilite uma transformação do indivíduo por forma a ser civicamente actuante quer comportamental quer participativamente.
Mas, desde que o construtivismo e o humanismo deram lugar ao racionalismo, dificilmente haverá mudanças estruturais.
A escola, instituição, demitiu-se de todo o processo de transformação do indivíduo, logo tudo, mas tudo, é de esperar.
São vários os exemplos que, infelizmente, nos marcam, negativamente, em termos comportamentais na vivência em sociedade, desde cuspir para o chão, urinar nos sítios mais variados, atirar papéis para o chão e tantos outros.
Mas, o que mais me impressiona é esta forma de estar, não solidária e mercantilista que nos caracterizou ao longo de séculos de história.
Vem a propósito falar das mortes na Moita, numa largada de touros.
Declaração de intenções: SOU CONTRA TODA A FORMA BÁRBARA DE UTILIZAR QUAISQUER ANIMAIS PARA DIVERSÃO SANGUINÁRIA.
Depois desta declaração, o que mais me impressionou foi a desfaçatez, com que um elemento da organização veio dizer que não via motivo para serem canceladas as largadas de touros porque, havia muito dinheiro em «jogo», e que tinha sido feito um grande investimento financeiro nas largadas.
ESPANTO DOS ESPANTOS.
Não posso acreditar que, no século XXI, alguém coloque os interesses financeiros acima do respeito que a condição humana deve merecer.
Mas, quem faz da barbárie com os touros uma festa, provavelmente que para essa gente a vida humana VALE COISA NENHUMA.
Uma curiosidade: gostaria de ter acesso ao processo instaurado pelas autoridades. Deve ser do mesmo teor dos acontecimentos.
BÁRBARO!

sábado, Setembro 13, 2014

Mais um ROUBO


Mais uma viatura para os Portugueses pagarem.
Esta não consta sequer nos ajustes directos Portal BASE, e é alugada apenas durante quatro anos.
Parece que, quando um Presidente entra em funções, uma das coisas que renova não é a cadeira do gabinete ou a decoração deste, mas sim o carro.
Estas viaturas custam consideravelmente mais do que a decoração interior, diga-se.
Ao contrário de outras Câmaras Municipais que compram viaturas podendo durar mais de 48 meses, o Município de Pinhel decidiu alugar uma à empresa Matos & Prata, SA.
Mais estranho é que ao serem solicitadas informações ao Município, o mesmo enviou dois despachos.
Um, com o número 103/2014, dava conta da aquisição de serviços de “Aluguer Operacional de uma viatura para a Presidência” pelo valor de 42.778,80EUR mais IVA. 
Outro, mais antigo e com o número 17/2014, que dava conta do Ajuste Directo para a aquisição do mesmo serviço, mas com o montante de 44.500,56EUR, formalizando o convite à empresa Matos & Prata, SA.
Fazendo as contas…
Havendo três valores diferentes (um de convite, outro de aprovação e outro enviado pela empresa convidada) não se consegue entender ao certo o valor desta adjudicação, tendo ainda em conta que o registo no Portal BASE não existe.
NÃO EXISTE!!
Mas, dada a aprovação pelo valor de 42.778,80EUR, mais IVA, entende-se ser o valor final de 52.6179,24.
Se tivermos em conta os 9.627 habitantes e os 52.000EUR do aluguer da viatura, podemos afirmar que cada pessoa vai pagar cerca de 5,50EUR por este aluguer.
E se não gostou desta despesa, terá que pensar no futuro, porque daqui a quatro anos este contrato acaba e a Presidência fica sem esta viatura para uso.

E depois, haverá um novo contrato?

Vergonha de quê?


Tenho cada vez mais revolta contra uns portugueses que elegeram esta escumalha que nos diz governar.
A ser verdade a notícia, é um ULTRAGE à condição humana.
UNS HIPÓCRITAS!
Como pode alguém, sem ser NAZI, fazer o que fizeram ao funcionário do hospital?
Para esta escumalha os deficientes, os inválidos, os pobres, os velhos e os doentes deviam ser encaminhados para um campo de concentração e serem mortos.
ESCONDER UM DEFICIENTE PARA NÃO SER VISTO PELO CRETINO DO GOVERNANTE É UM ATENTADO AOS DIREITOS DOS DEFICIENTES!

TENHO NOJO DE TER UM PAÍS QUE ELEGE ESTA ESCUMALHA! 
VERGONHA É ROUBAR E NÃO SER JULGADO NEM CONDENADO.

É FARTAR VILANAGEM


ESTÃO OS PORTUGUESES DISPOSTOS A PAGAR ESTA ROUBALHEIRA?

Albarde-se o burro....


Um estudante Eramus escreveu este artigo.
Como gostei quis partilhá-lo.
Vai servir de espelho a muita escumalha.
Mas, quando não há coragem de assumir o que vai acontecendo pelas instituições de ensino; quando a cobardia é de tal ordem que os cega, sem perceberem que há uns tantos a apunhalarem colegas, a tratarem da «vidinha», então desabafos como este são sempre uma denúncia do muito de escabroso vai acontecendo, sem que NADA NEM NINGUÉM diga ou faça alguma coisa!
O caso da praia do Meco poderia e deveria levar a muita outra investigação.
Só que as areias são demasiado movediças...
Faz lembrar aquela rameira que se entregava a tudo e a todos, mas que na opinião dos pais era a virgem Dulcinea que esperava e suspirava pelo Quixote que nunca chegava, mas que se ia aproveitando do «Rocinante» para aliviar as necessidades ....
Antes Rocinante que cavaleiro falido!
O artigo é este: 
A TRISTEZA DA JUVENTUDE ACADÉMICA
Estava a ver na TV o final do concerto dos Metallica no Rock In Rio, e um deles regurgitava água (ou uma bebida qualquer) e cuspia-a para cima dos espectadores, todos eufóricos; no entanto, o pior aconteceu quando um deles abre a boca para receber o líquido expelido pelo seu ídolo, atitude doentia, submissa e pornográfica. Que eu me lembre, tirando aquela tribo africana do filme Ace Ventura, não há nenhuma sociedade onde cuspir em cima de alguém não seja um acto de desprezo (tirando algumas sub-sociedades sexuais sadomasoquistas).
Este incidente despoletou em mim uma série de reflexões, todas conectas, considerando que são todas manobras para manterem as pessoas ocupadas e abstraídas do que realmente é importante, e que se podem agrupar em, histeria colectiva, juventude controlada, submissão doentia a novos deuses de uma juventude académica, acrítica, telecomandada e submissa.
Vejamos como tudo isto está interligado.
A única actividade que sei que a associação académica da minha escola realiza é: festas!
Ah, e quem está inscrito nela tem descontos no valor dos exames da segunda época e afins (ou seja, podes faltar às aulas e não entregar os trabalhos a tempo que terás descontos depois para o fazer mais tarde). Mas e o que faz um reitor, director ou outro qualquer órgão pedagógico da escola? 
PACTUA!
É tudo o que eu sei… tem outras vantagens ou faz outras coisas? Talvez, mas durante os anos que por lá ando, desde licenciatura a mestrado, nunca tive conhecimento de outras actividades.
Uma espécie de fingir que se faz, para que TUDO FIQUE na mesma.
Como estou em Erasmus tudo isto me parece estranho.
Fez-me espécie quando, cá em Portugal, Europa (?), ao ouvir falar da semana académica dei conta que de académico não tem nada e que é apenas um motivo para agrupar jovens e dar-lhes de beber até cair em nome do espírito universitário. Até me admira que Portugal consiga ser mais desenvolvido que o meu país se os seus académicos são o que tenho visto; a maioria é borrachona, irresponsável e a semana académica é para mostrar aos bares de má fama de que precisam de se esforçar mais para manter a reputação. Senão vejamos: há bêbedos e bebedores descontrolados nesses bares, também nas semanas académicas, há passadores e drogados nesses bares, nas semanas académicas idem, há sexo comprado nesses bares.
Não sei se as semanas académicas são uma tradição secular, embora duvide, considerando que antes as universidades costumavam estar sob as estritas ordens dos padres e confrades, e até antes do 25 de Abril (pelo que julgo saber) as restrições sobre ajuntamentos do género eram outras. Não, não quero e nem estou a justificar esses tempos, sou a favor da liberdade de se juntarem pessoas quando quiserem e sou a favor do afastamento das regras dos conventos das universidades, embora ainda tenhamos ficado com as togas e as bênçãos de fitas que mostram que apesar de ser um antro científico as universidades, pelo menos as portuguesas, são ainda católicas no seu âmago.
Não levo o estado universitário tão a sério como antes, aliás tenho uma relação amor-ódio com ele, amor porque gosto de saber coisas e de estudar e ódio porque preciso de um canudo tutelado por um desses prostíbulos… desculpem, antros de saber para que esse conhecimento seja valorizado. Não consigo levar a sério uma instituição que é apenas uma desculpa para manter as pessoas ocupadas com coisas que nunca irão usar (enalteço assim os cursos técnicos) e cujo 80% de frequentadores, senão mais, estão ali não pelo amor ao saber, mas à pesca do estatuto. Sim, estatuto, ser universitário é ainda um título de respeito, porque associado a isso, no senso comum, vem a ideia de inteligência, conhecimento e responsabilidade, e não importa que tenhas menos disso do que um aluno do ciclo, é diferente a forma com as pessoas olham para ti e falam contigo. Eu já fui tratado diferente quando se descobriu que andava a frequentar mestrado, apesar das coisas que costumava dizer não se terem alterado, mas passaram a ser já ouvidas com mais atenção.
Antes de entrar para a universidade eu admirava muito os universitários, e quanto maior o título mais eu admirava. Mas, depois que comecei a lidar com universitários piores do que eu, e uns tantos professores doutorados que andam a repetir pensamentos ultrapassados e obsoletos, arrogantes e quadrados, e que usam mais o argumentum ad verencundiam (sim, usei o latim para parecer mais inteligente, como fui ensinado a fazer), ou seja argumento da autoridade, do que um raciocínio lógico que realmente convença, comecei a perder cada vez mais o respeito que tenho para o meio.
A universidade é apenas um lugar para perpetuar estereótipos, boa parte deles disfarçados de científicos (não estou a dizer que todos os que para lá entram saem tão ou ainda mais vazios do que quando lá entraram, não, tem muitos bons estudantes – não alunos apenas – ali dentro) e a semana académica por conseguinte mostra a vacuidade do sistema. Quando vês pessoas com o traje universitário, podes desconfiar que vão faltar as aulas nesse dia e estarão num jardim qualquer a praxar ou a serem praxados ou numa confraternização (leia-se bebedeira) num bar qualquer.
Dizer-me que és licenciado ou doutorado era um motivo para te respeitar, academicamente falando, mas depois de a maior parte das pessoas mais inteligentes, que eu conheço, não serem universitários, e por conseguinte os mais estúpidos e irresponsáveis o serem, perdi o respeito ao sistema. No entanto, ainda estou a estudar, e aconselho a qualquer um que possa que o faça, porque preciso de um canudo e só estou a estudar para o ganhar (pois conhecimentos encontro-os eu mesmo, procurando por eles), pois a nossa sociedade está desenhada para “facilitar” e valorizar quem tenha um.
Se as universidades e academias fossem lugares sérios, eu recomendaria que chamassem outra coisa às semanas académicas, mas como um só espelha o outro… bah, que se lixe... eles precisam que os jovens se mantenham inactivos, ou activos a emborracharem-se do que a usar o tempo para pensar e procurar fazer coisas que realmente importam, pois bebem e drogam-se mais à vontade quando sabem que isso está sob a protecção de uma instituição universitária (feitores do progresso e do futuro), e a acreditar neste artigo da ciência hoje, o efeito nefasto ver-se-á principalmente no futuro.»
Como é natural e recomendável o autor do artigo nunca será desvendado.
Agora que estás a entrar para uma instituição superior, fica o aviso, CUIDA-TE E BOA SORTE!

A caridadezinha da tia


Como é que um povo ainda vai na conversa da «solidariedade» de uma tiazinha destas?
Um dia, abriu a cloaca e vai de dizer que os portugueses (alguns portugueses, claro) têm que se resignar em serem pobres e, chegou mesmo a dizer que os portugueses (alguns, pois) não se podiam habituar a comer bifes!
Agora tem esta saída?
PROFISSIONAIS DA POBREZA?
Alguém é pobre só por que o deseja?
Alguém é pobre para viver da caridezinha da tia e dos betos dos «motinhas e portinhas»?
HAJA DECÊNCIA.
RECUSO-ME A SER TRATADO DE ACÉFALO, SUA CRETINA!
Eu já decide quando quiser e tiver oportunidade sei bem como ser solidário, NUNCA SERVIRIA INTERESSES DESTA TIAZINHA!
Já agora uma pergunta: «alguém, por um acaso, só por acaso, já pensou em investigar a vida desta tiazinha?»
Pois é… há muita coisa OBSCURA ali para os lados da quinta da dama!
Aviso: Que nenhum dos betinhos e betas da seita se aproxime de mim quando tiver necessidade de ir a uma grande superfície.
CUIDEM-SE!!