País purista a prosear bonito, a versejar tão chique e tão pudico, enquanto a língua portuguesa se vai rindo, galhofeira, comigo - Alexandre O'Neil

sexta-feira, março 27, 2015

Encontros prováveis


A pique


Qual a razão de tanto alarme?


Os laranjas já têm ensaiado o discurso «da igualdade de tratamento», no caso da protecção dos dados, aplicada a Cavaco, Passos Coelho, Núncio e ao Portas!
Ou seja, os putativos laranjas Marco António Costa e Morais Sarmento repetem a mensagem do «mentor» Marques Mendes que, defendia a não existência de uma lista de contribuintes VIP mas antes um alarme aplicado a todos os contribuintes.
Esta foi a forma habilidosa e ardilosa que a escumalha encontrou para desviar as atenções do foco principal – a existência dos intocáveis – e «estender» a hipotética salvaguarda dos dados a todos os portugueses.
Aos milhões de portugueses que são escrutinados e revistados em todos os actos, pouco ou nada se importarão que se saiba a sua vida de contribuinte.
Os que têm MUITO a esconder é que devem estar preocupados.
Por isso se defende a extensão da protecção.
Por um acaso já alguém se lembrou de levantar o sigilo bancário?
E QUAL A RAZÃO PELA QUAL ALGUNS PANTOMINEIROS NÃO APARECEM NAS LISTAS DOS DEVEDORES?
Ou isso seria «strip tease» à moda do Coelho da Páscoa?
Pois é…DESVIAR A ATENÇÃO PARA A ALTURA DA SAIA E, ESQUECER O DECOTE QUE DESCOBRE AS TETAS!
Quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele!

Sócrates III

 

Com tanta acusação, um dia destes ainda o vão indicar como gerente da Tecnoforma.
Só falta!


Sócrates II



É mau de mais para um sujeito que foi 1.º ministro de Portugal!
O Alves dos Reis ao pé deste Sócrates era um menino de coro!

Sócrates I


 
A ser verdade, Sócrates é um mentiroso compulsivo.
E, como tal, sofre de uma patologia qualquer a necessitar, urgentemente, de tratamento!
 

quinta-feira, março 26, 2015

Quem tramou quem?


A «coisa» continua muito confusa…
Desde a linguagem codificada até ao professor das célebres quatro cadeiras, ou bancos, tudo parece demasiado estranho…
Expressões como "fotocópias", "dossiê", "livros do Duda" e aquilo "que gosto muito", revelam o quê?
“Se puderes [Santos Silva] trazer um bocadinho daquela coisa que, gosto muito”!
Gosta muito?
Dizem que são «sinónimas» de … dinheiro!
Podem até ser, mas o mistério é enorme…
Depois há aquela do professor, mais um amigo da adolescência do Pinto, na Covilhã, o «tal» das quatro cadeiras (ou seriam bancos?) da Universidade Independente, suspeito de pressionar a família do empresário Santos Silva, para que este diga que a sua fortuna pertence ao ex-primeiro-ministro …
Estranha-se!
Alguém que fez a doação dos bancos vem agora exigir a mesa!
Estranho!
Mais estranho ainda …quando o engenheiro e ex-professor do Pinto de Sousa foi constituído arguido, pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), por suspeitas de pressionar a família do empresário de Carlos Santos Silva.
Na origem do processo está uma queixa apresentada pela advogada de Carlos Santos Silva, Paula Lourenço, que diz que o ex-professor da Universidade Independente terá pressionado familiares do empresário para que este admitisse que a fortuna de 23 milhões de euros, registada em seu nome, pertence a Sócrates.
António Morais, que chegou a trabalhar com o ex-ministro Armando Vara, o caixeiro de meias guindado à condição de administrador da agiotagem, sentou-se no banco dos réus com uma ex-companheira acusados de corrupção e branqueamento de capitais na construção, da célebre estação de tratamento de lixo, na Cova da Beira.
Em 2005, quando Sócrates chegou ao poder como primeiro-ministro, o engenheiro e professor Morais foi nomeado para o Instituto de Gestão Financeira e Infra-estruturas do Ministério da Justiça.
Saiu ao fim de nove meses.
Fim da gestação… sem prematuro!
Quem tramou quem?
Quem trama quem?
O «rabbit»?

....A lista VIP....

 

Então o Núncio é que não ia ter o nome na lista?
Claro que teria que ter…
O caminho vai-se fazendo… Évora cada vez mais perto…
Cuidado, levem desinfectante … há por lá pulgas ENORMES E MORDEM MUITO, segundo consta!

Poleiro para que te quero!


É mais um que pertence à dita rede… que a Procuradora falava!

O «galheteiro»

 
Um galheteiro é, por definição, um instrumento que «vai à mesa»!
Este «galheteiro» vai à faustosa mesa da agiotagem, ladra e parasita!
Como gostam de «aparecer» para ... impressionar!
Olha o boneco, parolo!

O «novo hino»


quarta-feira, março 25, 2015

Lucrécio o poeta maldito


Já está nos escaparates a obra fundadora da cultura ocidental, o poema filosófico "Da Natureza das Coisas" de Lucrécio.
A obra agora lançada, pela Relógio d'Água, tem esta particularidade, desde o séc. XIX que não havia em Portugal uma tradução do texto de Lucrécio.
Lucrécio influenciou escritores como Virginia Woolf, Daniel Defoe, Camus e Michel Houellebecq.
A obra “Da Natureza das Coisas” é, segundo o escritor e psicólogo Vasco Luís Curado, determinante “pela sobriedade que nos salva de tanto lixo literário e da ditadura dos bestsellers”. Ainda segundo o escritor e psicólogo, o que “impressiona é o facto de Lucrécio ter a coragem de abdicar dos deuses e das religiões e guiar o leitor numa penetração científica dos fenómenos naturais: a vida, a morte, a matéria, o vazio, a terra, os astros, os átomos, os elementos, a consciência, os sentidos, o amor, a linguagem. Se a religião oficial escraviza, o conhecimento liberta. É o triunfo de um espírito que tem a coragem de investigar o Universo só armado das suas próprias forças intelectuais e racionais.”
A ideia do simulacro, ou das imagens que se libertam das coisas e alimentam as nossas fantasmagorias internas, nunca foi tão omnipresente como na nossa modernidade tecnológica, onde estamos progressivamente a abandonar a nossa relação com o real e a viver dentro de múltiplos simulacros incessantemente produzidos pela publicidade, pela televisão, pela política, pela internet.
Para o professor Luís Manuel Gaspar Cerqueira, Lucrécio é Lavoisier antes de Lavoisier, Einstein antes de Einstein, Voltaire antes de Voltaire e, é também, Freud antes de Freud, Baudrillard antes de Baudrillard.
Lucrécio, o poeta louco fundador da modernidade escreveu: “Portanto nenhuma coisa regressa ao nada,/
mas todas regressam por desagregação aos átomos da matéria.
(…) Portanto não perece completamente tudo aquilo que parece morrer,/porque a natureza forma de novo uma coisa a partir de outra,/e não permite que nada seja (Livro I).

Lucrécio pretende situar o homem no todo do Cosmos, colocando em evidência o seu carácter contingente, as suas relações de interdependência com tudo o que o rodeia. Lucrécio volta a colocar o problema crucial: qual o lugar do Humano no mundo?”.
A principal originalidade introduzida por Lucrécio, relativamente aos seus mestres, é a ideia de que os átomos não têm trajectos fixos mas sim desvios aleatórios, e que o cosmos é portanto feito de caos, abrindo a porta ao pensamento sobre a vida individual e a forma como ela é constituída por conexões imponderáveis, pelo acaso. Daí que só o controlo das paixões da alma e do corpo, a paz de espírito e a busca do conhecimento possam levar o Humano a uma compreensão de si e dos outros.
Face a tudo isto quem pode ficar indiferente à obra de Lucrécio? Quem pode ficar sem ler “Da Natureza das Coisas”? Quem?
A minha curiosidade é ENORME!
Já tenho leitura obrigatória!

terça-feira, março 24, 2015

A Morte saiu à rua


A Bicicleta pela Lua Dentro - Mãe, Mãe

A bicicleta pela lua dentro - mãe, mãe –
ouvi dizer toda a neve.
As árvores crescem nos satélites.
Que hei-de fazer senão sonhar
ao contrário quando Novembro empunha -
mãe, mãe - as telhas dos seus frutos?
As nuvens, aviões, mercúrio.
Novembro - mãe - com as suas praças
descascadas.

A neve sobre os frutos - filho, filho.
Janeiro com outono sonha então.
Canta nesse espanto - meu filho - os satélites
sonham pela lua dentro na sua bicicleta.
Ouvi dizer Novembro.
As praças estão resplendentes.
As grandes letras descascadas: é novo o alfabeto.
Aviões passam no teu nome -
minha mãe, minha máquina -
mercúrio (ouvi dizer) está cheio de neve.

Avança, memória, com a tua bicicleta.
Sonhando, as árvores crescem ao contrário.
Apresento-te Novembro: avião
limpo como um alfabeto. E as praças
dão a sua neve descascada.
Mãe, mãe — como Janeiro resplende
nos satélites. Filho — é a tua memória.

E as letras estão em ti, abertas
pela neve dentro. Como árvores, aviões
sonham ao contrário.
As estátuas, de polvos na cabeça,
florescem com mercúrio.
Mãe — é o teu enxofre do mês de Novembro,
é a neve avançando na sua bicicleta.

O alfabeto, a lua.

Começo a lembrar-me: eu peguei na paisagem.
Era pesada, ao colo, cheia de neve.
la dizendo o teu nome de Janeiro.
Enxofre — mãe — era o teu nome.
As letras cresciam em torno da terra,
as telhas vergavam ao peso
do que me lembro. Começo a lembrar-me:
era o atum negro do teu nome,
nos meus braços como neve de Janeiro.

Novembro — meu filho — quando se atira a flecha,
e as praças se descascam,
e os satélites avançam,
e na lua floresce o enxofre. Pegaste na paisagem
(eu vi): era pesada.

O meu nome, o alfabeto, enchia-a de laranjas.
Laranjas de pedra - mãe. Resplendentes,
estátuas negras no teu nome,
no meu colo.

Era a neve que nunca mais acabava.

Começo a lembrar-me: a bicicleta
vergava ao peso desse grande atum negro.
A praça descascava-se.
E eis o teu nome resplendente com as letras
ao contrário, sonhando
dentro de mim sem nunca mais acabar.
Eu vi. Os aviões abriam-se quando a lua
batia pelo ar fora.
Falávamos baixo. Os teus braços estavam cheios
do meu nome negro, e nunca mais
acabava de nevar.

Era Novembro.

Janeiro: começo a lembrar-me. O mercúrio
crescendo com toda a força em volta
da terra. Mãe - se morreste, porque fazes
tanta força com os pés contra o teu nome,
no meu colo?
Eu ia lembrar-me: os satélites todos
resplendentes na praça. Era a neve.
Era o tempo descascado
sonhando com tanto peso no meu colo.

Ó mãe, atum negro —
ao contrário, ao contrário, com tanta força.

Era tudo uma máquina com as letras
lá dentro. E eu vinha cantando
com a minha paisagem negra pela neve.
E isso não acabava nunca mais pelo tempo
fora. Começo a lembrar-me.
Esqueci-te as barbatanas, teus olhos
de peixe, tua coluna
vertebral de peixe, tuas escamas. E vinha
cantando na neve que nunca mais
acabava.

O teu nome negro com tanta força —
minha mãe.
Os satélites e as praças. E Novembro
avançando em Janeiro com seus frutos
destelhados ao colo. As
estátuas, e eu sonhando, sonhando.
Ao contrário tão morta — minha mãe —
com tanta força, e nunca
— mãe — nunca mais acabava pelo tempo fora.

Herberto Helder, in 'Poemas Completos'
 
Morreu Herberto Helder.

Coluna vertebral


Estudantes recusam almoçar com Passos Coelho.
Associação Académica de Coimbra (AAC) recusou o convite do primeiro-ministro para um almoço no Dia do Estudante.
"Os problemas não se resolvem em almoços".
"O Dia do Estudante deve ser celebrado com os estudantes, unidos, a reivindicar por melhores condições e por um ensino superior com mais qualidade", sublinhou o presidente da AAC, Bruno Matias, referindo que esta posição surge em sentido contrário à da maioria do movimento associativo nacional, que se irá sentar à mesa com Pedro Passos Coelho.
Para o dirigente estudantil, a presença na rua nesse dia "é mais importante do que almoços com o primeiro-ministro", de cujos resultados políticos duvida assim como da "discussão profunda" do ensino superior português.
"Os problemas não se resolvem em almoços", apontou Bruno Matias, considerando o convite "deselegante".
O presidente da AAC recordou que a associação de estudantes tinha já convidado o Governo a estar presente no dia 24 de Março em Coimbra, para conhecer "as dificuldades dos estudantes", tendo esse mesmo convite sido recusado.
"Era expectável", comentou, criticando a atitude "cobarde" do Governo de se recusar a conhecer os problemas da comunidade estudantil.
Quanto à presença no almoço da maioria das associações de estudantes, Bruno Matias salientou que a AAC "tem uma visão diferente do restante movimento associativo".
No Dia do Estudante, a AAC promoveu um cordão humano com os estudantes com as mãos e pés atados em protesto contra os cortes no ensino superior.
Na altura, Bruno Matias referiu que a manifestação pretendia mostrar "solidariedade" para com aqueles que abandonaram o ensino superior, querendo a AAC "trabalhar para que mais nenhum volte a abandonar e para que os outros voltem" a estudar.
Ou seja, esta é de facto uma VERDADEIRA ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES E NÃO UMA COMISSÃO DE FESTAS!
Uma associação que não se VENDE a troco de NADA ou EM BENEFÍCIO PRÓPRIO DOS SEUS DIRIGENTES!
Esta é uma Associação que DEFENDE OS SEUS COLEGAS E NÃO OS DESCARTA A TROCO DE UNS EUROS «METIDOS» NOS BOLSOS DOS DIRIGENTES!
Esta é uma Associação que SABE o que são os DIREITOS dos estudantes e por qualquer razão não os enjeita por mordomias e festanças para enganar burros!
Esta é uma Associação de verdadeiros dirigentes que se recusa a VENDER-SE, seja por dinheiro, lugares, cursos e estágios.
Esta é uma Associação que não precisa da Academia para satisfazer caprichos pessoais e, muito menos ATRAIÇOAR colegas que os elegeram.
Esta é uma Associação em que os dirigentes não se servem dos poisos para se promoverem e angariar fundos roubados aos contribuintes, e aos colegas, para construírem o seu império!
Esta é uma Associação que não usa de estratégias de persuasão e, de violação de estatutos para servir os interesses dos chefes.  
Para já…