Domingo, Novembro 15, 2009

 

SUCATA PERMITIDA A CÉU ABERTO


Depois da palhaçada do sucateiro de Ovar eis senão que, a Câmara Municipal de Celorico da Beira, de maioria PS, permite que um espaço público seja depósito de veículos em final de vida.
O local da exposição é a Quinta dos Cedros – Celorico da Beira.
O local fica situado entre o Centro Coordenador de Transportes e os nós de acesso à Auto-estrada (A 25),
Mais a sul encontra-se o Museu do Agricultor.
Este terreno é propriedade do Município e encontra-se aberto ao público, os veículos foram ali depositados por funcionários da Câmara Municipal de Celorico da Beira há cerca de um ano.
Pergunta-se: é assim que a Câmara dá o exemplo em termos de ecologia? ou será que o sucateiro de Ovar não teve tempo para passar por Celorico da Beira?

Esclareçam, mas rapidamente.
Já agora, não se esqueçam de limpar o terreno.
Era importante a bem da SAÚDE PÚBLICA, sabiam?
À atenção de quem de direito, se é pedir muito!!!

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

 

Que Justiça?

Já toda a gente(?) percebeu que Sócrates usa e abusa da vitimização.

Quando as «coisas», na fazenda pública, não lhe estão a correr bem, aí vem «caso».
A polícia ajuda.
A Comunicação social ajuda.
A orquestra bem afinada AJUDA.
Depois, perde-se tempo a descobrir que houve escutas telefónicas que não deviam, nem podiam ser feitas.
Alguém vem dizer que o segredo de justiça foi violado.
Ou seja, que houve um inúmero de atentados à justiça.
À justiça deles, claro está.
Violações e mais violações até dizer basta!!!
O País parou para assistir à encenação.
O País ouviu argumentos e contra argumentos.
Discussões fúteis e inúteis.
Depois, tudo volta ao mesmo.
Ou seja, acalmam-se as hostes.
É que a seguir vem aí NOVO caso.
E, tudo se repete até à exaustão.
Quem ainda acredita na polícia, nos juízes, nos advogados enfim no Sócrates.
Parem com a comédia.
Já toda a gente deu conta que muitos ganham com o espectáculo.
Vendem-se a peso de ouro os favores dos «escândalos».
Vendem-se as notícias.
Vendem-se as peixeiradas.
Vende-se TUDO.
Até a vergonha de falar em nada e coisa nenhuma.
Eu já dei para o peditório. Obrigado, mas palhaçada nem no circo, muito menos no da vida.

 

Vai uma promoção?


O Governador do Banco de Portugal, o tal que dormiu a bem dormir aquando das supervisões, vai, ao que dizem, ser promovido.
Isso mesmo, PROMOVIDO.
Não vai ser promovido por cá, pois já não há lugar que lhe dê maior vencimento e promoção que a que tem.
Vai para Bruxelas.
Isso mesmo, Bruxelas.
Ou seja, depois de tanta incompetência Vítor Contâncio só podia mesmo ser promovido.
É assim que se faz a avaliação entre-pares.
Mas que avaliação, com objectivos claros e bem alcançados.
Constâncio superou os objectivos.
Vai, vai Constâncio que por cá não deixas saudades!!!

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

 

Assaltos


A Câmara de Gouveia foi assaltada.
Isso mesmo.
Um assalto de uns ditos amigos do alheio entrou, ao que dizem, pela calada da noite, na Câmara de Gouveia, por uma das janelas do Registo Civil.
Dizem!!
Pelo que dizem, os larápios revoltaram TUDO e, espante-se abriram o cofre da Câmara.
Pelo que é dito «levaram» 50€!!!
Como anda este País.
Uns irmãos metralha dão-se ao trabalho de roubar 50€.
Se não fosse demasiado grave dava vontade mesmo de rir.
Mas....50€????
Estes larápios ainda vão «apanhar» no mínimo uns 50 anos de cadeia.
No mínimo.
Já agora não dizem, mas como quem não quer a coisa, pergunta-se: só levaram mesmo 50€?
Nenhum documento? Mesmo nenhum documento?
Vejam lá bem....
É que andam por aí uns quantos rumores que..........
Depois, não venham dizer que não houve inquérito ou que o mesmo não foi compulsivo e muito menos conclusivo.
Pois é!!!

 

Os dinheiros deles


Os novos ministros da Cultura e Agricultura tiveram rendimentos mais elevados em 2008, ultrapassando Sócrates.
Quanto a património imobiliário, Dulce Pássaro declarou 26 imóveis e Gabriela Canavilhas tem uma casa com 25 divisões.
Dos membros do novo Governo, o ministro da Administração Interna, Rui Perreira, foi o único que já entregou a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional (TC), tendo-o feito no dia da tomada de posse do Executivo. Os restantes membros têm até ao dia de Natal (dia em que termina o prazo de 60 dias imposto pela lei) para o fazer.
Segundo o DN, que consultou as últimas declarações entregues no TC, revela que dois novos membros do Governo tiveram mais rendimentos em 2008 do que o próprio primeiro--ministro José Sócrates: a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, e o ministro da Agricultura, António Serrano.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, foi o mais bem pago do último Executivo, auferindo um rendimento anual de 106 402 euros, logo seguido por Augusto Santos Silva e Teixeira dos Santos que ganharam ambos 105 291 euros.
No entanto, olhando para todos os ministros da actual equipa, o mais bem pago em 2008 foi mesmo António Serrano que, na qualidade presidente do Conselho de Administração do Hospital Espírito Santo, em Évora, teve rendimentos na ordem dos 126 mil euros, aos quais juntou 36 mil euros de direitos de autor.
António Serrano é seguido por Gabriela Canavilhas que, juntando os rendimentos que obteve no cargo de directora-regional de Cultura dos Açores aos provenientes da sua carreira de pianista, auferiu mais de 115 mil euros.
O ministro que menos rendimentos declarou no TC foi Alberto Martins (53 251 euros), cuja última declaração data de 2005, altura em que assumiu a presidência do grupo parlamentar do PS na Assembleia da República.
Tendo em conta as 18 pessoas que actualmente têm assento no Conselho de Ministros, Dulce Pássaro (74 mil euros) e João Tiago Silveira (80 mil euros) seguem-se como os que menos rendimentos apresentaram.
Nestas contas excluem-se os ministros António Mendonça (Obras Públicas, Transportes e Comunicaçõe).
Sabe-se, que enquanto comissária do Plano Nacional de Leitura, Isabel Alçada  a Ministra da Educação, tinha um vencimento mensal de 3 746,06 euros e que terá recebido, em 2008, mais de 50 mil euros de direitos de autor, devido aos livros juvenis Uma Aventura.
Bem pagos, então não houvera de ser!!

 

Estranho ou talvez NÃO


As certidões extraídas do processo, relativas a escutas telefónicas que apanharam Vara a falar com Sócrates, estão há quatro meses nas mãos do procurador-geral da República.
Há QUATRO MESES!!
Que grande confusão.
Quatro meses quer dizer que já lá estavam antes das eleições.
Percebem?
É um "tempo suspeito". Suspeito de mais!!!
Agora, Pinto Monteiro caso decida mandar investigar, terá de as entregar ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
Pois é!!!

Mesmo que o procurador-geral da República (PGR) decida arquivar as nove certidões extraídas do processo "Face Oculta", por considerar que não há qualquer indício de crime, as escutas telefónicas com conversas entre Armando Vara e José Sócrates, que originaram a extracção de várias, só serão destruídas por decisão do juiz de instrução criminal da Comarca do Baixo Vouga, que é o titular do processo.
Ou seja, depois da suspeição vem a confirmação.
TUDO NA MESMA!!!
Em Portugal os poderosos nunca são condenados!!
Mas, se, pelo contrário, a abertura de inquéritos de investigação for a decisão, Fernando Pinto Monteiro será obrigado a enviar ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha de Nascimento, "inimigo" de longa data, os novos processos que envolvam o actual primeiro-ministro.
O Código de Processo Penal (CPP) manda que as investigações sobre um titular de órgão de soberania decorram naquele tribunal superior.
Mas, se para uns os quatro meses que o PGR já leva com as certidões entre mãos começam a ser um "tempo suspeito", outros, porém, consideram que isso apenas confirma a "ineficácia, a inépcia, e a desorganização" do serviços da Procuradoria-geral da República (PGR).
Pinto Monteiro explique ou, mande alguma procuradora, daquelas que gostam de se fazer aparecer na TV, a razão dp SILÊNCIO!!
Desorganização dos serviços?
Pois, já todos percebemos que há e a quem serve tal desorganização!!
Mas, mesmo que as certidões se transformem em inquéritos criminais, a sua investigação terá de ser supervisionada pelo Presidente do STJ, Noronha de Nascimento, com quem Pinto Monteiro nunca mostrou grande vontade em se cruzar. Ou seja, as investigações sairiam da sua alçada.
As escutas, mesmo as que acompanham as certidões, vão permanecer no processo principal do caso "Face Oculta". Mas o juiz de instrução criminal António Costa Gomes pode mandar destruí-las se considerar que se trata de materiais estranhos ao processo. A decisão é só sua.
Que decida, MAS BEM é o que se exige.

 

Ovos moles


Armando Vara ex-ministro e à data exercia a vice-presidência do BCP, e Manuel Godinho, um sucateiro de Ovar, dizem eram amigos.
No início do ano, e para demonstrar a proximidade entre ambos, a Judiciária de Aveiro fez-lhes várias vigilâncias.
Numa delas – anexa aos primeiros volumes do processo ‘Face Oculta’ – está documentado um encontro entre Godinho e Vara considerado suspeito pelos investigadores.
As fotografias dão conta de que estavam ambos numa zona de estacionamento, com os carros de alta cilindrada parados lado a lado, e cumprimentavam-se de forma efusiva.
Depois, Godinho entregou a Armando Vara um saco de papel, com asas, e o ex-ministro sorriu depois de espreitar para o interior.
Pergunta-se: o que teria o saco que fez sorrir o ex-ministro e amigo de Sócrates?
Dizem as más línguas, que eram ovos moles de Aveiro.
Ou seria um par de sapatilhas para a corrida da maratona?
Descubram!!
Aceitam-se apostas.

 

Jornalismo de sarjeta

Quando um qualquer Alípio Severo de Noronha Abranhos, mais conhecido por Conde de Abranhos, chega a ministro da Marinha, sem nunca ter entrado num barco, nem numa barcaça, ou é «considerado» arguido de uma qualquer «peixeirada» eis que, os jornalistas de sarjeta iniciam uma crónica sobre a vida e obra do Conde.

Ei-los, a partirem para as mais estranhas e recônditas terras deste País à procura da vida e obra feita do tal Conde, Marquês e principalmente maltês.
A crónica inicia-se numa qualquer aldeia, que por acaso até se chama Vilar de Ossos. A terra de nascimento do maltês e, onde se entrevista a tia, o primo, a sogra e a vendedora de hortelã pimenta para as dores dos calos.
Toda a gentinha diz bem do «menino». Uma crónica tirada das cartas da Maria.
Simpático, esperto e... maltês.
Subiu a pulso!!!
Com que pulso?
De caixeiro de peúgas virou balconista numa dependência da Caixa Geral de Depósitos.
Depois, porque os voos que se advinham eram altos e lá pela terrinha só havia o pombal do tio Joaquim Alcagoitas, cujas pombas não davam para sair para lado nenhum.
Lá vai o maltês para a capital.
Despedi-me das ovelhas
Do meu cão das casas velhas
Do lugar onde nasci, AI,AI,AI,
Não me importo ir á pesqueiro
Que o meu sonho é ser banqueiro.
Adeus oh terra,
Adeus linda serra de neve a brilhar
Adeus aldeia, que levo na ideia
Não mais cá voltar
Diz que a sorte é das pessoas, sempre ouvi
Vem do nome que elas têm AI, AI, AI.
Chegado a Lisboa vai de entrar para a Universidade Nova de Lisboa.
Curso? Não, recurso comer à borla na cantina.
Mas de borgas se faz a vida do maltês.
Salta da UNL e, em 2004, antes de ter qualquer licenciatura, obteve um diploma de Pós-Graduação em Gestão Empresarial no ISCTE.
Perceberam?
É assim, sem qualquer licenciatura.......
Mais tarde obteve o diploma de licenciatura no Curso de Relações Internacionais na agora defunta Universidade Independente, a mesma da licenciatura do «amigo» Sócrates.
Três dias antes da «conclusão» da licenciatura, o maltês era nomeado para a Administração da Caixa Geral de Depósitos, cargo que deixou de exercer para assumir a presidência do Banco Comercial Português, quando a maçonaria resolve «deitar a mão» à opus dei.
Protagonizou, a mais insólita promoção já alguma vez vista em todo o mundo. Não estando ao serviço da Caixa Geral de Depósitos, «foi promovido» no banco público ao escalão máximo de vencimento, o nível 18, o que terá reflexos para efeitos de reforma.
Perceberam?
Esta é a subida a pulso, do maltês de Vilar de Ossos.
Quando voltarem a fazer notícias sobre algum maltês, contem a vida TODA.
Não bastam os salamaleques e bajulações, de plástico, dos parentes e correligionários da terrinha.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

 

O sermão



Na última campanha eleitoral, para a Assembleia da República, o candidato pára-quedista Francisco Assis, do PS, afirmou que «já havia estudos preliminares, sobre a linha do TGV entre Aveiro e Vilar Formoso. Que os estudos «tinham chegado» a Celorico da Beira».
Na altura, estranhou-se que os estudos tivessem «parado» em Celorico da Beira.
Teria sido pela «vida nocturna» que caracteriza aquela vila, o que teria levado os autores do estudo a «perderem-se» na boémia?
Teria sido por falta de verbas?
Várias conjecturas se levantaram de imediato, sem que nada nem ninguém tivesse esclarecido a situação.
Mas, a verdade absoluta sobre os estudos já era conhecida das nossas fontes.
Afinal, o estudo de que se falava, existia, pelos vistos, mas pasme-se, entre Vilar Formoso e Celorico da Beira.
Será o mesmo que anunciar a estrada verde entre a Guarda e Videmonte e, afirmar-se que até já existe um estudo até à Barragem do Caldeirão.
Agora, vem na comunicação social que foi «aberto» um concurso, ao qual foram opositores onze consórcios que apresentaram propostas para a realização dos estudos prévio e de impacto ambiental do troço Aveiro-Celorico da Beira, da linha de alta velocidade ferroviária Aveiro-Salamanca, anunciou a RAVE (Rede Ferroviária de Alta Velocidade).
A empresa responsável pelo projecto adiantou que o concurso público compreende também a realização dos trabalhos de geologia e geotecnia no troço Aveiro-Celorico da Beira. Os valores das propostas, entregues, oscilam entre os 1,3 e os 1,6 milhões de euros.
Agora, está tudo explicado.
Francisco Assis só não disse que o estudo, a existir, era entre Vilar Formoso e a Guarda.
Quanto ao resto, era tudo TANGAS!!
Quanto ao TGV isso é outro assunto.
Daqui por quatro anos falamos.
Até lá ......estuda-se!!!!

 

O Polvo


A Polícia Judiciária está a averiguar alegados indícios de corrupção em negócios realizados entre as empresas de Manuel Godinho e vários municípios do país, no âmbito da operação “Face Oculta”, e tem na mira a Câmara de Gouveia – que, de acordo a última edição do semanário “Expresso”, está referenciada na investigação.
Em causa estará a venda de sucata à firma O2 - Ambiente Tratamento e Limpezas Ambientais, resultante da demolição de fábricas do concelho.

A autarquia admite ter feito um negócio com o empresário, em Janeiro, mas fala no «cumprimento escrupuloso» da legalidade.
Pois claro, então quem é que vai dizer o contrário, senhor Álvaro Amado?
No caso da Câmara de Gouveia como noutra qualquer, então não será?
Tudo bons rapazes!!!
Já na segunda-feira, a Câmara emitiu uma segundo nota, anunciando a abertura de um inquérito, que será conduzido por uma «personalidade independente», para apurar «qualquer eventual contacto por parte de funcionários ou colaboradores com as pessoas e os factos abrangidos pela operação “Face Oculta”».
Independente??
Personalidade?
Pois. Por acaso a personalidade, dita de «Independente» será, só por acaso, António Preto?
Para além da Câmara de Gouveia, também a do Sabugal negociou com o empresário de Ovar, o senhor Manuel Godinho.
No distrito da Guarda, conta-se ainda mais um negócio, realizado na Guarda, que, segundo o “Jornal de Notícias”, já está a ser investigado(??).
O alvo das suspeitas envolve a recolha e tratamento de 30 toneladas de resíduos informáticos, numa consulta pública realizada por uma entidade – cujo nome ainda não é conhecido(??).
Muito me tarda o meu amigo na Guarda!!
Só anúncios. E o resto? O apuramento de responsabilidades e de possíveis subornos, para quando???
NUNCA.
EM PORTUGAL A JUSTIÇA NUNCA CONDENA OS PODEROSOS.
Esqueceram?

 

Os submissos


A tomada de posse dos novos «poderes» locais, do concelho da Guarda, teve de tudo.

Convidadas e convidados com os fatos domingueiros.
Convidadas e convidados que comem do caldo da Câmara.
Convidadas e convidados que sabem de cor as portas de entrada dos gabinetes.
Todos eles bateram palmas.
Palmas ao chefe que tudo lhes oferece, a troco dos votos das associações, agremiações e outras congéneres de má fama.
O que mais deu nas vistas, não foram tanto as presenças destes personagens dos filmes da tragédia do concelho, mas a presença de uma galeria, que nos cinemas e teatros se chama galinheiro.
Completamente repleto de funcionários, uns da Câmara, outros das ordens da irmandade.
Todos foram prestar vassalagem ao reizinho.
Houve dispensa do serviço, claro.
Que momento único, grandioso aquele quando, o reizinho terminou o discurso (terá sido da lavra do monarca?), os funcionários, como que impelidos e expelidos por uma força dinâmica os fez erguer e, em uníssono, bateram palmas, esfusiantes, em louvor do senhor.
A Guarda «inspira-os» ou será antes, que a Guarda deles QUEREM?
Muito me tarda o meu amigo na Guarda, não é?

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

 

Discurso da tomada de posse na AM da Guarda

Passado o tempo das ilusões e das promessas celebradas no deslumbramento dum poder efémero ou, na procura de objectivos eleitoralistas, traduzidos em votos que matizam de forma pouco clara os verdadeiros anseios de um concelho, é tempo de formalizar, em papel e em plástico, o protocolo das posses.
Posse dos lugares. Lugares que se dão, nuns casos que se recebem.
De novo, manifestamente, nada. A vontade é de parecer que se alterou alguma coisa para tudo mas, rigorosamente tudo, se manter na mesma.
É a mudança que não interessa fazer.
Novo, apenas porque resulta, a cada momento, do lugar de afirmação que se deseja e se espera após cada acto eleitoral, que se esvanece no tempo das memórias.
Memórias que as há nos 800 anos de uma História feita e construída por pessoas de singularidade na forma do ser e de ser mas, igualmente moldada na forma de um orgulho próprio do beirão.
Orgulho que há muito está ferido. Ferido na sua dignidade e no que sempre foi e ainda é o mais dos nobres valores que um beirão, que se considere e considera, respeita: a palavra dada.
Foi assim, ao longo dos séculos.
Nunca um beirão quis ou desejou faltar ao compromisso da palavra dada, nem que para isso significasse a perda da sua própria vida.
Trair ou trair-se, nunca foi lema do beirão.
Foi o beirão caldeado na cultura celta, na ibéria lusitana, na cultura judaica, cristã mas e, principalmente, na sempre desprezada e por vezes renegada cultura muçulmana.
Foi, também, o beirão, moldado na rudeza do clima e nas agruras de uma vida que lhe roubaram.
Obrigaram-no a deixar a escola cedo. Mas os letrados não o enganavam nem enganam.
Obrigaram-no a não ter infância e a fazer das lides do campo, das oficinas e das fábricas o tempo de uma aprendizagem com os mestres da vida.
Obrigaram-no a não ter tempo para ser jovem. O tempo dos namoros, da adolescência e da aprendizagem da vida em fraternidade e amor foi-lhe roubada por uma guerra que não lhe dizia nada. Que só existia nas paragens longínquas, para onde um barco o guiava e onde o destino era invariavelmente a morte anunciada ou o desespero de matar para não ser morto.
Obrigaram-no, ontem como hoje, a partir. Como se o seu destino fosse traçado no salto e nos bidões de terras da estranja.
Aprendeu, ontem como hoje, que não é o fatalismo que marca nem marcará a sua vida. O fado não é nem nunca fez moda na beira.
Foi, quer queiram quer não, a vontade de uns, poucos, que tudo fizeram para que o desenvolvimento de um concelho e de uma região fosse o que é hoje.
Mas, as eleições passam, os poderes estabelecem-se, adaptam-se, outros assumem-no e tudo continua na mesma. Aqui, acolá, em qualquer Portugal por mais profundo, as mudanças nas formas de administrar os bens públicos sofrem mudanças insignificantes, e as velhas/novas formas de poder e, mando, resistem, por maiores promessas que sejam feitas nas campanhas eleitorais.
Não é preciso perceber muito da História dos povos para se entender que a velha democracia idealizada pelos antigos gregos, sofre mutações cíclicas, desde aquela idealizada só para os chamados cidadãos até à nossa elaborada por “representantes do povo” e registada em papel para ser seguida por todos, mas que está ao serviço de apenas de alguns. E assim temos programas eleitorais, leis orgânicas, códigos e mais códigos escritos em papel para cidadãos de papel e plástico.
Por conseguinte, basta observar as transgressões constantes e quotidianas perpetradas pelos poderosos que, no papel e, só no papel, são passíveis de punição, mas que se tornaram tão rotineiras que tudo é visto como se fosse lícito e normal.
O último relatório sobre a Justiça em Portugal aí está a dizer alto e bom som o que todos já sabíamos: «A Justiça em Portugal nunca condena os poderosos».
São faces ou facetas umas mais claras outras obscuras que não passam, todas elas, de insinuações, acusações ou na forma mais ligth do termo, arguidos.
Arguidos que já se tornaram notados e notáveis dos tempos de antena, para Português enganar.
São os bens públicos, ou alugados, pagos com o dinheiro público, a circular nos fins de semana, visto em festas, utilizado para passeios, é o público que se confunde com o privado, ninguém sabe o que é propriedade particular ou propriedade pública, máquinas públicas utilizadas em propriedades particulares noutras acções consideradas normais, pois de tão rotineiras se tornaram “lícitas”.
As licitudes e os devaneios que tanto jeito dão a certos comensais de uma democracia oca e vazia.
As denúncias veladas são mais que muitas. Em todas as esquinas deste imenso burgo que é o país, nas mesas de bares, nas alcovas, nas rodas de amigos e inimigos fala-se do muito que se cobra para se conseguir uma benesse, as exorbitâncias que se pagam na execução de grandes e pequenas obras, como também em facturação, aquisição de produtos de péssima qualidade por preços elevados, funcionários fantasmas, os chamados marajás entre tantas formas ilícitas e transgressoras da nossa democracia de papel.
Não é novidade, neste país que emprega empregadas domésticas como assessoras parlamentares ou secretárias só para receber proventos provenientes do erário público, que privilegia os amigos de todos os reis. Assim, os papéis onde estão escritos os nossos direitos e deveres, são rasgados a cada minuto e a cada esquina, atirados ao lixo, principalmente quando são para beneficiar aqueles que exercem o poder ou aqueles poderosos por força do dinheiro.
Por isso um cartão de cidadão, na forma simplex, entre outros números que nos identificam, não nos transformam em cidadãos plenos de direitos, mas em cidadãos de papel e plástico, pois não somos e nunca seremos iguais em deveres e direitos enquanto essa democracia não sair verdadeiramente do papel e ganhar as ruas deste país.
Enquanto isso, no nosso concelho a angústia não veio para o jantar; veio em forma de desemprego, avassalador, que a todos atinge, mas, principalmente os trabalhadores da Delphi e as suas famílias.
Os mesmos trabalhadores que foram enganados por falsas promessas de emprego em lugares e paragens longínquas mas que não lhes eram destinados; enganados por falsas promessas de formação profissional, como se de formação se tratasse o pão para matar a fome; os trabalhadores que se enganam com falsas promessas; que se enganam com falácias de indemnizações que apenas duram enquanto um cigarro, do português suave, arde no canto da boca de um beirão melancólico e triste, mas nunca e nunca resignado.
Furaram-lhe as entranhas da vida e da esperança de uma vida acreditada, pensada e mitigada na sua terra.
Hoje, como ontem parte como já partiram os amigos da rua, da escola e do jogo da moeda.
No entanto, não resignaremos. Não calaremos face às mentiras, às quimeras e às promessas de maus pagadores.
É que, as refeições quentes fornecidas por um restaurante chique e pagas com verba indemnizatória, um dia acabarão;
Filhos, noras, cunhados, netos, primos de presidente não serão mais nomeados através de actos secretos e sigilosos.
Não se duvide.
Um dia a Justiça, sim a Justiça mas, principalmente a História em Portugal irá condená-los. Seguramente.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

 

O tsnunami da Delphi

Para quem quiser perceber a crise social que aí está, nomeadamente, na Guarda.
Entenda-a quem quiser.....
Aqui.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

 

Tudo boa gente

Vara recebeu 'luvas' na sede do BCP.
Segundo a investigação Paulo Penedos, também recebeu 225 mil € em cheques.
Armando Vara e Paulo Penedos receberam dinheiro do sucateiro Manuel Godinho.
Para lá do pedido descoberto numa escuta, o dinheiro foi efectivamente entregue e na própria sede do banco onde é vice-presidente.
Quem o diz é a PJ de Aveiro que, durante meses, montou vigilâncias a todos os envolvidos na operação ‘Face Oculta’, que, à excepção do empresário detido, começam a ser ouvidos pelo juiz na próxima semana.
O Ministério Público de Aveiro sustenta a existência de uma associação criminosa que tinha por objectivo favorecer um empresário de Aveiro junto de empresas participadas pelo Estado. O administrador da maior empresa de consultadoria do País foi constituído arguido mas, em declarações ao DN, nega qualquer envolvimento em práticas ilegais.
Foi este ano, a 25 de Maio, que, segundo o Ministério Público de Aveiro, Armando Vara terá recebido de Manuel Godinho, empresário detido na "Operação Face Oculta", dez mil euros em dinheiro.
O encontro entre ambos ocorreu num gabinete que Armando Vara utilizava enquanto vice-presidente do Millennium bcp.
Este é um pormenor que consta do despacho do MP de Aveiro que ordenou as buscas desta semana. No documento, Vara é incluído numa rede tentacular que tinha como objectivo favorecer os negócios de Manuel Godinho junto das maiores empresas participadas pelo Estado. A investigação assenta, sobretudo, em factos ocorridos este ano.
A investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária de Aveiro (PJ) não se limitou a escutas telefónicas. Há no processo inúmeros relatórios de vigilâncias aos suspeitos, os quais incluem fotografias.
Por exemplo, relativamente a Armando Vara, além de escutas, há relatos de vigilância sobre os encontros que manteve com Manuel Godinho. E nos quais, segundo o MP de Aveiro, terá prometido usar a sua influência junto de empresas e decisores públicos a troco de contrapartidas monetárias. Por isso, o vice-presidente do Millennium bcp terá sido constituído arguido pelo crime de tráfico de influências. Além de que Armando Vara é referido no despacho, de acordo com informações recolhidas, como tendo feito um contacto com o anterior ministro das Obras Públicas Mário Lino no sentido de a Refer colocar um ponto final numa contenda judicial com uma empresa de Manuel Godinho.
No que diz respeito a contactos políticos, o MP descreve ainda conversas entre Manuel Godinho e Lopes Barreira, consultor de empresas e constituído arguido no processo, e um dos membros fundadores da extinta Fundação para a Prevenção e Segurança, à qual Armando Vara esteve ligado e que, recorde-se, ditou a sua saída do Governo de Guterres. As escutas na posse dos investigadores dizem respeito a contactos em que Lopes Barreira terá prometido interceder junto de Jorge Coelho no sentido de conseguir mais contratos de empresas do sector empresarial do Estado.
No âmbito político, sabe-se que uma das referências que constam do despacho do MP que ordenou as buscas se prende com os presentes que Manuel Godinho oferecia, por altura do Natal, a titulares de cargos políticos, administradores de empresas, funcionários destas e de serviços públicos, como serviços de finanças, e até para militares da Guarda Republicana.
As suspeitas envolvem ainda Paulo Penedos, filho do presidente da REN, José Penedos, que também deverá ser constituído arguido no processo. O MP de Aveiro afirma que Penedos usou a sua influência junto do pai, com a conivência deste, para conseguir negócios para Manuel Godinho. Por esta intermediação, Paulo Penedos terá recebido 270 mil euros.
Nas suspeitas de crimes de corrupção que terão sido cometidos neste processo, aparece ainda um cabo da GNR que terá recebido uma palete de cimento para "fechar os olhos" a determinadas actividades do empresário de Aveiro.
O ex-ministro e o advogado de Coimbra – filho do actual presidente da REN – receberam de Manuel Godinho contrapartidas monetárias.
Os mandados são claros e as vigilâncias e a apreensão de documentação bancária também não deixam dúvidas.
Desde luvas, cheques ou em dinheiro vivo e a cores a corrupção neste País vai de vento em proa.
Já vale tudo.
Até aqui as corrupções eram ao nível de bancos, facturas falsas, empreiteiros e outros que tais.
Hoje, chegou aos sucateiros!!!
Tudo boa gente, então não é?
«A Justiça em Portugal nunca condena os poderosos».