País purista a prosear bonito, a versejar tão chique e tão pudico, enquanto a língua portuguesa se vai rindo, galhofeira, comigo - Alexandre O'Neil

domingo, junho 26, 2016

Os amarelos e os peidos na missa!


D. Manuel, o Clemente, e outras figuras gradas da Igreja apostólica e romana, vieram a terreiro para vociferar contra Brandão, Costa e, valha-nos o Senhor, os malvados comunas e demais esquerdalhada que inspiraram a decisão de acabar com a gosma de certas escolas privadas com dinheiros públicos.
Trata-se, damas e cavalheiros, da mais rematada demonstração de ingratidão.
INGRATIDÃO, SIM!
É que só alguns contratos vão acabar...
MEDROSOS!
Depois, bem depois...
Ficou-se a saber que três colégios católicos, todos de Fátima, foram poupados à sanha deste governo de hereges, apoiado por anti-Cristos.
NUNCA HOUVE A CORAGEM DE CONSTRUIR UMA ESCOLA PÚBLICA EM FÁTIMA!
COVARDES!
Trata-se de um milagre perpetrado, tal como os crimes, por um governo que não teve a coragem de levar a coerência até às últimas consequências, com receio, talvez, das línguas viperinas de cónegos, cardeais, generais ao serviço de Deus ( O VIL DEUS) nesta guerra pela cristandade e os seus trinta dinheiros.
Cauteloso, temente a Deus talvez, Costa não quis que as sedes do PS, no Norte e no Centro, em Braga ou Rio Maior, tivessem o mesmo destino dos centros de trabalho do PCP e do MDP nos idos de 75: o fogo posto, a purificação nas chamas do Inferno.
OS CRÁPULAS NUNCA PERDOAM A COVARDES!
SABEIS IRMÃOS (irmãos deles, foscasse)?

Gostei de ler



Entre cientistas que desprezam a filosofia como mera especulação de sofá e filósofos que a dizem intelectualmente superior, muitos alegam que a diferença entre ciência e filosofia é que a ciência é experimental e a filosofia é conceptual. É um erro sedutor mas o exemplo da matemática, alegadamente semelhante à filosofia na sua pureza intelectual, ajuda a duvidar da distinção. Por um lado, a matemática é mais parecida com a física do que com a filosofia. Tão parecida que os físicos mais famosos eram matemáticos. Ou vice-versa. Por outro lado, porque a matemática é fundamentalmente empírica. Só no início do século XX é que se tentou formalizar a noção de número numa teoria lógica sobre conjuntos. Além da noção de conjunto provir também da nossa experiência, durante dois mil e tal anos, de Euclides a Frege, ninguém sentiu falta de uma definição formal de “número”. Aqui estão três cabras, ali duas maçãs e este é um pau para dar na cabeça de quem se puser com perguntas parvas. A matemática sempre foi, e ainda é, uma abstracção da nossa experiência empírica. Tal como a física, a biologia e a química. E a filosofia.

Muitos julgam que há disciplinas filosóficas, como a ética, em que não se pode usar a experiência para seleccionar teorias. A ilusão resulta de haver várias teorias éticas que a experiência ainda não permite descartar. Mas seria trivial rejeitar empiricamente a teoria ética de que tudo é permitido se for azul e condenável se for de outra cor, por exemplo. A nossa experiência diria de imediato que tal teoria não serve. E, tal como na ciência, o progresso na ética foi sempre guiado pela experiência. O que mudou de Sócrates a Singer não foram premissas a priori. Foi o acumular de experiências e observações que permitiu compreender melhor problemas como a escravatura, a igualdade ou o sofrimento dos animais. Nem é por acaso que os argumentos da filosofia ética se baseiam tantas vezes em experiências conceptuais. Estas são uma forma expedita de fundamentar a teoria naquilo que sabemos por experiência.

Ainda assim, parece que a filosofia e a matemática dependem mais de experiências passadas e menos da recolha de novos dados do que a química ou a astronomia. Mas antes de seguir esta linha queria desatar mais um nó. Há quem proponha que esta é uma diferença na quantidade de experiências e implicações empíricas. Mesmo sendo sempre preciso um fundamento empírico, esta tese diz que a filosofia depende menos disso do que a ciência. Um exemplo clássico é a diferença entre uma afirmação como “nenhum solteiro é casado” e outra como “existe água em Marte”. Parece que a verdade da primeira depende apenas do significado dos termos enquanto a verdade da segunda tem mais alcance empírico. Até chega a Marte. Mas isto é falso. Nenhum solteiro é casado se o estado após o casamento não intersectar o estado anterior ao casamento. O que será verdade se o tempo for linear e unidimensional mas pode ser falso se o tempo for um círculo ou se tiver mais do que uma dimensão. Também se tem de assumir que o tempo é igual em todos os referenciais, e isso já sabemos ser falso. Portanto, uma pessoa até pode ser solteira num referencial e casada noutro, no mesmo instante medido em cada referencial. Afinal, a afirmação aparentemente inócua de que “nenhum solteiro é casado” tem implicações empíricas profundas. Talvez até mais do que “há água em Marte”. Seja como for, não conseguimos quantificar devidamente as implicações empíricas de uma afirmação de forma a possamos dizer, por essa quantidade, se é filosófica ou cientifica. Não é uma distinção que faça sentido.

Há diferenças naquilo que é imediatamente mais produtivo para avançar na investigação. O matemático que quer provar propriedades de uma função criptográfica, mesmo dependendo da experiência que fundamenta a matemática, vai precisar mais de pensar nas demonstrações do que de obter dados novos. O astrónomo que estuda supernovas, pelo contrário, vai dedicar mais tempo a recolher dados do que a demonstrar teoremas. Mas isto também faz o matemático que desenvolve modelos de risco para uma seguradora enquanto o físico que tenta normalizar uma função de onda vai recorrer mais à inferência do que à experiência. E mesmo que haja diferenças médias na necessidade mais imediata de recorrer à experiência ou à inferência entre disciplinas como a matemática e a bioquímica, não me parece ser isto que distingue ciência e filosofia.

O mais relevante é que, da matemática à biologia, a investigação tende a seguir um caminho bem delimitado pelos dados experimentais e por teorias dominantes para os interpretar. À parte de ocasiões em que os fundamentos são reformulados – com Copérnico, Bolyai ou Einstein, por exemplo – nas chamadas “ciências exactas” é normal conhecer-se bem o limite do plausível. Na filosofia, e nas “humanidades”, isto já não acontece. Por isso, nestas, a ênfase é na organização de hipóteses, na identificação de lacunas e na procura da fronteira em vez do progresso por um caminho bem definido. Não vale a pena concentrar o esforço da comunidade, durante gerações, numa teoria específica quando se concebeu várias igualmente plausíveis e há, provavelmente, outras tantas por conceber. É por isso que o filósofo tem de estudar muito mais história, e conhecer mais autores, do que o físico. Porque precisa de uma visão panorâmica do terreno que está a explorar. Mas, conforme o acumular de experiências e a sofisticação das teorias que as interpretam vão afunilando as possibilidades, organizar alternativas torna-se menos importante do que compreender a fundo as teorias dominantes, pô-las à prova e melhorá-las.

A filosofia não difere da ciência por ser menos empírica ou mais conceptual. Isso são ambas, conforme dá jeito. O que acontece é que chamamos ciência à filosofia que já encontrou teorias dominantes, como a relatividade ou a teoria da evolução, nas quais valha a pena todos investirem. E chamamos filosofia à ciência que ainda não tem teorias dessas. Chamamos filósofo a quem as procura e castigamos o filósofo que encontre uma passando a chamá-lo cientista.

Por Ludwig Krippahl às 9:13 da tarde 22 comments

Pode conter vestígios de: ciênciafilosofia

Retirado daqui: http://ktreta.blogspot.pt/

sábado, junho 25, 2016

Olha a «novidade»....


Se reduzem os valores das reformas… o que havia de esperar?
Uma funcionária TODA A VIDA a TRABALHAR numa escola pública, como auxiliar de acção educativa, ou seja, a cuidar de milhares de crianças e jovens… pediu a «reforma»!
Já não tem saúde para mais…
Recebeu a carta da SS e, ESPANTO DOS ESPANTOS, o que vai receber mensalmente por aquilo que chamam de «reforma» são uns míseros 300 euros!
LERAM BEM SUAS BESTAS?
Nem mais, nem menos …. 300 euros!
ABAIXO DO LIMIAR DE POBREZA!
Depois ainda falam em ter mais poderes!
TER MAIS FORÇA!
Para quê?
HIPOCRISIA!
Esta cidadã, que tem número de cartão, CARTÃO DE CIDADÃO e não a palhaçada que inventaram para distrair o Zé e a Maria!
CIDADÃO PERCEBES ACÉFALO?
Esta cidadã NÃO TEVE DIREITO A UMA REFORMA, SE a 300 euros se pode chamar de «reforma», não foi por estar sentada numa qualquer bancada parlamentar ou em empregos de boys e girls!
NÃO!
ESTA CIDADÃ, COMO MUITAS OUTRAS, TRABALHOU….
LOGO, VAI PARA A SOPA DOS POBRES!
PARA A MISÉRIA!
ELA COMO OUTRAS TANTAS!
Uma outra funcionária recebeu a «cartinha» do valor da reforma e… MONTANTE: 100 EUROS!
REPITO 100 euros!
Percebes acéfalo a razão pela qual muitos funcionários se ARRASTAM pelos serviços?
QUANDO VIRES UM DESSES FUNCIONÁRIOS LEMBRA-TE DO MUITO TRABALHO QUE FIZERAM E AINDA FAZEM!
E, MUITO DO QUE SOMOS A ELES O DEVEMOS!
RESPEITO, EXIGE-SE!
NO MÍNIMO! 
PARASITAS SOCIAIS!

sexta-feira, junho 24, 2016

(Re)Lendo




O Menino de Sua Mãe

No plano abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
— Duas, de lado a lado —,
Jaz morto e arrefece.

Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.

Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lha a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
«Que volte cedo, e bem!»
(Malhas que o império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.

Fernando Pessoa, in 'Antologia Poética' 
 
MARAVILHOSO!

A Guarda a mexer...

 
Que o arraial está montado não se IGNORA!
Do que me espanto, e espanto seriamente, é o facto de há uns anos antes, quando 4 ou 5 tendas eram montadas no centro da cidade, ver muita gente a refilar contra a falta de estacionamentos, contra os cortes de estradas e sei lá mais o quê...
Chegavam a ir à câmara solicitar o livro de reclamações e protestar, por escrito, contra tais medidas!
HOJE, COM TENDAS E MAIS TENDAS ESPALHADAS POR TUDO O QUE É SÍTIO, GARRAFAS DE VIDRO ESPALHADAS PELOS PASSEIOS, RUAS IMUNDAS E PESTILENTAS COM VOMITADOS, CORTES EM VÁRIAS ARTÉRIAS, COM O ACESSO AO HOSPITAL DIFICULTADO A QUEM VIVE NO CENTRO DA CIDADE, BARULHO ATÉ DIZER BASTA...SEM ESTACIONAMENTOS E, A JUNTAR A TUDO ISTO AS CÉLEBRES OBRAS... DO EMBELEZAMENTO!
A cidade da Guarda MEXE?
CLARO, NEM QUE PARA ISSO HAJA FEIRA!
Hoje ninguém refila ou critica...
TUDO APAZIGUADO ....
Será do calor ou da... bola?

Casa onde não há pão.....

 
A versão 5 da saga «FOI VOCÊ QUE TRAMOU O BPN?».
É para continuar...
E, para espanto dos espantalhos do costume...
SIGA PARA BINGO!

PORTXIT


quinta-feira, junho 23, 2016

(Re)Lendo


 
TEORIA DA RELATIVIDADE

Ah como choram os poetas portugueses d'agora,
como gritam os jovens plumitivos desta época,
corações em sangria e vinho d'alhos,
versos sinistros e chocalhos nos pés.
Oh malvadez, guarda de culpa tanta arte.
Oh musa, não queiras que se acabe o raro uso
de sacrificar em verso coxo o hálito dos deuses.
Cesse tudo aquilo que as porras antigas nos legaram
e deixemos aos séculos meia dúzia de peúgas.
Oh fadas, três remendos valem bem um açafate.

Quanta beleza nestes jovens dados às letras
e à difícil harmonia dos fonemas,
poetas tempestivos e sem hora,
cultores da nova tecnologia do ripanço,
brilhantina gorda na caneta e sebo nas gravatas
ajudam o tal gamanço feito a quatro patas.

 

PAULO JORGE FIDALGO

(de Síntese Poética da Conjuntura, Hiena Editora, 1993)

(Re)Lendo


 

Recordo ainda... E nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas ai,
Embora idade e senso eu aparente,
Não vos iluda o velho que aqui vai:

Eu quero meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...

Recordo ainda...
Mário Quintana

(Re)Lendo


A juventude é esquisita,

Um tanto quanto interessante.

Uma mistura pop rock de adulto

Com soda pop de criança.

 

A juventude é Coca-Cola,

Marlboro, whisky e energético,

O eterno monólogo da vida,

CPF, RG, IPTU e Netflix.

 

A juventude é John Lennon,

Che, Hendrix e Fidel,

História contemporânea,

História antiga e medieval.

 

A juventude é calça jeans rasgada,

Picolé, pirulito, cara pintada,

Chicle, café e batata-frita,

Ponto G, minissaia e camisinha.

 

A juventude é Dalai-Lama,

Tecno, rave e rasta,

Drogas, drops e guitarra,

Punk, samba e tomara-que-caia.

 

A juventude é a contramão da contramão,

É uma sexta-feira à meia-noite,

Mostarda, Ketchup e maionese,

X-salada, misto-quente e X-men.

 

A juventude é o dia D,

Vietnã, Hiroshima e Nagazaki,

Testosterona, Woodstock e Waterloo,

Afeganistão, TPM e MTV.

 

A juventude é uma panela de pressão,

Isis, Síria, sukiyaki,

Anonymous, Al Qaeda, arroz e feijão,

Gênesis, Apocalipse e bala de menta.

 

A juventude é esquisita,

Um tanto quanto interessante.

Uma mistura pop rock de adulto

Com soda pop de criança.

 
Adroaldo Barbosa Jr.
 
 

(Re)Lendo


Lá na Ribeira Nova

onde nasce Lisboa inteira

na manhã de cada dia

há uma varina

e se não fosse ela

ai não sei

não sei que seria de mim!

Por ela

fiz dois versos a todas as varinas:

E vós varinas que sabeis a sal

e trazeis o mar no vosso avental!

Acho parecidos estes versos

com as varinas de Portugal.

 

Uma vez falei-lhe

para ouvi-la

e vê-la

ao pé.

A voz saborosa

os olhos de variar

castanhos de variar

castanhos-escuros de variar

com reflexos de variar

desde a rosa

até ao verde

desde o verde

até ao mar.

 

Num reflexo reflecti:

não dar aquele destino

ao meu destino aqui.

 

     Escrito em  1926

     Inédito

  

José de Almada Negreiros

poesia

estampa

1971

REGABOFE

 
Já todos sabemos do regabofe que vai nas cadeias! Os únicos que fingem não saber são os serviços prisionais, as polícias e o ministério da Justiça!
Guarda prisionais que fazem FORTUNAS com esquemas de droga a entrarem nas cadeias, uso de telemóveis, venda de todo o tipo de produtos…
NINGUÉM QUER SABER!
Chega-se ao escândalo de certos crimes serem perpetrados a partir … das cadeias!
Os sinais exteriores de riqueza de certos guardas prisionais são assustadores….
VIVENDAS, CARROS TOPO DE GAMA, FÉRIAS EM PARAÍSOS, ETC….
QUEM PÕE MÃO NESTA GATUNAGEM?
NINGUÉM…
OS DE FORA TÃO GATUNOS, OU MAIS, QUE OS QUE ESTÃO DENTRO…
CÃES E LOBOS COMEM TODOS!

ESTOIROS & GATUNOS

E o que fazem os administradores…
PARAÍSOS….
Zeinal Bava que recebeu, só em 2009, mais de 2 milhões e 500 mil euros, Granadeiro que recebeu mais de 1 milhão e 600 mil euros…
Somando toda a parcela paga aos administradores chega-se a um número superior a 11 milhões de euros pagos a estas «inteligências»!
ESTÁS A PERCEBER A RAZÃO DO SÓCRATES TER FEITO O APAGÃO?
É FARTAR VILANAGEM!

RECEBEM?

 
Quem o diz é… o próprio ministro… e, se ele o diz…