quarta-feira, novembro 30, 2016

Os macacos

 
«O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, anunciou, na sessão solene comemorativa do aniversário da cidade, dois projectos ambientais para o concelho, um relacionado com a despoluição dos rios Noéme e Diz e outro com a criação dos Passadiços do Mondego. Os dois projectos deverão custar cerca de três milhões de euros.
Quanto à despoluição dos rios, Álvaro Amaro referiu que o estudo prévio vai ser apresentado e alertou que as empresas devem ter mais cuidado porque não quer a água dos rios com várias cores.
Já no que diz respeito aos passadiços do Mondego, o presidente da Câmara da Guarda considera que se trata de um projecto ambicioso e importante para o turismo de natureza.
Municipio da Guarda vai investir cerca de 3 milhões de euros para despoluir os rios Diz e Noéme e criar 11 quilómetros de passadiços e de pontes suspensas no vale do rio Mondego.»


Até pode ser que haja capacidade para construir os ... passadiços!
Mas do que o executivo não se livra é da cópia de tudo e nada.
Copiou-se a cidade Natal!
Copiaram-se as estatuetas!
Copiou-se a Feira das vaidades!...
Copiou-se a Feira Ibérica....
Chegam os «passadiços»!
Já agora .... qual a sua localização?
Vale do Mondego? Saberá o «regedor» que o vale tem uma extensão .... enorme?
E onde haverá local em que o rio Mondego tenha leito para os passadiços?
Este executivo ficará na estória como «macaco de imitação» entre outros epítetos!

COMEMORAR UM GÉNIO EM DIA DA SUA MORTE: FERNANDO PESSOA!


 
Até pode parecer um desassossego, mas não o é!
É a prova do reconhecimento do seu inegualável valor.
LEIAM E APRENDAM, SE QUISEREM, CLARO!...
Ninguém vos obriga!

Aniversário

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…
(Nem o acho…)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes…
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio…

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim…
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

 

terça-feira, novembro 29, 2016

Uma BOA tarde

(Re)Lendo




A LÁGRIMA

- Faça-me o obséquio de trazer reunidos
Cloreto de sódio, água e albumina…
Ah! Basta isto, porque isto é que origina
A lágrima de todos os vencidos!

- A farmacologia e a medicina
Com a relatividade dos sentidos
Desconhecem os mil desconhecidos
Segredos dessa secreção divina.

- O farmacêutico me obtemperou. -
Vem-me então à lembrança o pai Ioiô
Na ânsia psíquica da última eficácia!

E logo a lágrima em meus olhos cai.
Ah! Vale mais lembrar-me eu de meu Pai
Do que todas as drogas da farmácia!

 (Augusto dos Anjos)

(Como ainda é possível não respeitar um poeta?
A poesia é a forma mais nobre da escrita!)

 
 

Lembrando


Um texto magnífico que devia merecer uma leitura atenta de todos e, em especial, dos mais novos.
 

Incendiar a Tabacaria

Álvaro, Ricardo, Bernardo, Alberto, Fernando,
sentaram-te ali no Chiado, mãozinha ridícula pousada na mesa, nem o prazer de um cigarro, nem o copo de vinho, de aguardente ou de absinto. Nem poesia, nem chocolates. Só lojas, gente feia, turistas sem metafísica que vão sentar-se a teu lado, dar-te a mão e tirar fotografias como se tu pudesses algum dia ser uma imagem.
Sentaram-te ali, muito direito como tu nunca foste, porque tinhas sempre os ombros curvados como aqueles que não se podem enganar a si mesmos sobre a inutilidade de todos os gestos, sobre a impossibilidade de todos os sonhos, sobre o absurdo de todo o existir.
Puseram-te ali à mão de semear de turistas, consumistas, artistas de rua, logo tu que tinhas uma repugnância total por todos os que não percebiam à partida a sua derrota. Logo tu, que sabias ser irónico e mordaz, logo tu que não perdoavas o logro. Logo tu...

Ah Fernando o que eu gostava era de te ver levantar dali daquela cadeira de pedra e distribuir lambada e pontapés, numa violência que este tempo condena. E chocar as esplanadas ociosas que te contemplam sem te ver. Gostava era de te ver percorrer as livrarias, as editoras, vir aqui a esta casa museu onde te enterraram para dar emprego a uns quantos maus escritores, e queimar tudo isto. Queimar tudo. Queimar, como Virgílio queria fazer com a Eneida, porque percebeu, como tu, que nenhum homem, nem mesmo os poetas geniais, podem tocar o absoluto.
Nos quartos onde tu viveste miseravelmente erguem-se agora senhoras e senhores gordos que querem ser teus donos. E escrevem livros e fazem colóquios a ensinar-te. A ensinar-Te, calcula tu?
E vendem-se a bom preço uns bonecos esfíngicos do que se pretende teres sido tu: silhueta preta, oculinhos, chapéu. Vendem-te, Fernando. Vendem-te e vendem-te. Uns como conhecimento, outros como objecto “made in china”, para pôr no frigorífico, para beber leite, para compor a estante.
A pouco e pouco as tuas palavras desaparecem sob as palavras que outros querem que tu digas. Sobre a poesia que dizem que tu escreveste. A pouco e pouco desapareces sob a imagem que o Almada fez de ti e onde tu já não habitas. Alguma vez habitaste? Como poderias? Tu que fugiste de todas as imagens, de todas as utopias.
Continuam a querer-te casado com a tal da Ofelinha, ou maricas, mas sempre quotidiano e fútil. Qualquer coisa que sirva para nós sentirmos que te possuímos. Como se a poesia fosse coisa que se tivesse ou não tivesse.

Arranjaram-te tantos heterónimos quantos estudiosos e viúvas e viúvos. Cada um quer achar o seu e dar-te mais um nome. Porque achar um nome é achar uma prisão. Querem-te ali sempre igual à imagem que inventaram para ti. Mas que não é a tua. Tu não tens imagem.
Queria era ver-te aqui a desmentir-nos a todos, com as tuas roupas elegantes e velhas, a tua falta de dinheiro, o teu cansaço, o teu desespero. Queria ver-te aqui quando eras um homem ignorado pelas mulheres e bebias copos solitários e rias e não eras um mito. É provável que nos fôssemos logo todos embora. Eras um bocado excêntrico, solitário, exalavas derrota e as pessoas não gostam disso. As pessoas só gostam do sucesso. E até fizeram de ti um morto de sucesso.
Ao velho que serias hoje ninguém daria lugar no eléctrico. Terias uma reforma miserável de 500 euros e é provável que não encontrasses editora que olhasse duas vezes para os teus poemas. És demasiado simbólico, metafisico, confessional. És muito pouco coloquial. Terias que dar uma no Ezra (Pound) e outra no T.S. (Eliot). Terias que ser cool, ter hype, aparecer nas revistas, ir à televisão. E tu não tinhas jeito para isso.
Não ias em modas, nem saberias como ir. Eras frágil, tímido, tinhas vergonha de existir.
Esta gente que hoje te celebra não gostaria de ti. Porque esta gente, os tais da nossa pátria, a Língua Portuguesa, gostam é da Matilde Campilho e do  Valter Hugo Mãe, e de poesia com trocadilhos do Caralho.

O mundo, como sabes, está cheio de génios e os génios são sempre aqueles que estão perto do poder. Se vivesses hoje em Lisboa não terias dinheiro sequer para pagar um quarto, porque estão todos alugados aos turistas que vêm sentar-se e dar a mão flácida à tua estátua. Não terias certamente o Esteves na tabacaria e quase não terias jornais.
E estamos hoje aqui, Fernando António Nogueira Pessoa, para te matar mais uma vez. 

---
[Texto lido hoje na Casa Fernando Pessoa na apresentação da edição da Tabacaria da Guerra&Paz a quem agradeço a ousadia de me convidar quando o meio literário português se esforça para que eu desapareça.]

Joana Emídio Marques

Mais um passo e....


Vamos lá, mais um esforço e .... chegamos aos 67 anos!
VERGONHOSO!
Lembrar que há parasitas que com 45 anos já estão na reforma.... sem qualquer esforço ou necessidade!
Apenas o lugar de corneteir@ do reino!

FALTA TUDO


 
Não é só na China que acontecem casos de derrocadas em prédios em construção....
O capitalismo não olha a meios.... é o trabalho escravo!
Trabalhar em condições miseráveis para receber um ordenado para vegetar!
ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES PARA A SEGURANÇA NO TRABALHO?
NOS GABINETES A DISCUTIR O ... TEMPO!

As presas mudam....


 
Os guardas da GNR «recebiam» dinheiro, géneros alimentares e outros bens em troca do perdão de multas...
Ex-chefe da Segurança Social em fraude de 15 milhões!
Liderava esquema criminoso que passava por facturação falsa, empresas fictícias e tributações-fantasma.
Aqui a caça é mais «grossa»!
Armas de calibre elevado....
 

Mais uma «andorinha»!


http://rr.sapo.pt/noticia/69706/economistas_alemaes_olham_para_portugal_como_um_pais_falido
 
 
“Mais horas de trabalho, mercados de trabalho mais flexíveis, talvez uma taxa de desemprego mais alta temporariamente. Coisas que o Executivo anterior fez, mas não tiveram continuação. Resta então uma única alternativa, sair do euro” é o que defende o «andorinha», o ex-economista chefe do Deutsche Bank.
Em vez de olharem para a m"#$$#$# que vai no banco alemão desviam as atenções para Portugal... o «elo» mais fraco!
VAI AOS GAMBUZINOS!

A raia miúda na rede....


http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/militar-da-gnr-admite-em-tribunal-que-perdoou-uma-multa-de-transito-a-troco-de-dinheiro#_swa_cname=bloco24&_swa_csource=sapo.pt&_swa_cmedium=web&_swa_cname=sapo24_share&_swa_cmedium=web&_swa_csource=facebook&utm_source=facebook&utm_medium=web&utm_campaign=sapo24_share
 
 
«...os militares terão durante esse período abordado “por diversas vezes condutores que incorreram em infrações rodoviárias e, em troca de quantias monetárias ou de outras vantagens patrimoniais em género, como carne ou peixe, que solicitaram, não elaboraram ou prometeram não elaborar os respetivos autos de contraordenação”.»
«O guarda disse ao coletivo de juízes que foi a situação de desemprego da mulher e a necessidade do dinheiro que o motivaram à prática deste crime.»
Ist...o configura situações de um país do 8.º mundo!
A degradação dos vencimentos leva a que as autoridades tenham esse tipo de comportamentos.
Já no que diz respeito à corrupção de altas «patentes» a «coisa» é de outra índole....
E nunca são condenados...
Irem a tribunal ainda vão, depois.... ARQUIVE-SE!
Neste caso, a raia miúda.... carapau do pequeno!
 

NÓ NA GARGANTA...



Quem vai apertar?
Eu sei, tu sabes.... só eles não sabem!
O Costa já não precisa de coligações..... eheheheheh!

segunda-feira, novembro 28, 2016

A visita real


Os reis de Espanha andam por Portugal!
Marcelo convida-os para um jantar em Guimarães... berço da nacionalidade... recebe a realeza junto à estátua de D. Afonso Henriques que deu forte e feio nos castelhanos...
Este Marcelo sabe-a toda...
O mais preocupante é a despesa de toda a visita...
ARROTA PELINTRA!

Lembranças....


Sabores da infância.
As barricas de ovos moles.... 
Hoje seriam pouco viáveis e a ASAE não as permitiria.
LEMBRANÇAS DOCES!

Será?

Já chamei muitos nomes ao Schauble.... 
Agora de «andorinha»?
Ainda por cima que não faz a primavera?
Faz é o inverno e o inferno, em especial aos portugueses... por quem nutre uma «especial» desconsideração, excepção feita ao das laia...

AVISO


Senhores do governo
Venho pelo presente post dizer-vos que estou disponível para assumir as funções de administrador da CGD!
Declaro-vos que aceito o lugar por metade do vencimento do Domingues que a minha equipa é constituída por 4 assessores disponíveis para desempenhar sempre as funções em prol da Nação.
Declaro que entregarei todas as declarações ao TC e bem como todos os meus assessores.
Lembrem-se, metade do vencimento e todas as declarações que quiserem...

Já foi....



segunda-feira, novembro 21, 2016

Mesmo a propósito

Na época do ano em que por todo o país se multiplicam os trabalhos de poda, quer nos espaços privados quer nos públicos, a bióloga da Universidade de Aveiro Rosa Pinho deixa o alerta contra “as podas radicais a que as árvores são sujeitas, que lhes tiram a beleza e reduzem drasticamente as suas funções ecológicas”. Um cenário frequente que a responsável pelo herbário da academia de Aveiro quer ver alterado: "as nossas árvores continuam à mercê das vontades e não do conhecimento”.
No início do novo milénio cerca de 45 por cento da população mundial vivia nas cidades, um fenómeno de notável tendência crescente que exige a tomada urgente de medidas que promovam o desenvolvimento sustentável das cidades. Neste contexto, os espaços verdes urbanos, muitas vezes ameaçados, em favor de áreas de património construído, desempenham um papel extremamente importante na qualidade de vida do meio urbano.
São sobretudo as árvores existentes nos espaços verdes e arruamentos as principais responsáveis pela qualidade de vida das cidades, pois para além de adornarem a urbe, possuem um elevado valor ecológico devido nomeadamente ao seu contributo para a purificação do ar, para a diminuição da poluição sonora e diminuição do impacto das chuvas. Favorecem o microclima da cidade, promovendo a conveniente circulação da água e do ar, proporcionam sombra e refúgio para inúmeras espécies de animais, atraindo especialmente a avifauna, mantendo assim o equilíbrio dos ecossistemas, contrabalançam com a sua presença o artificialismo do meio urbano que tanto afeta a saúde psicossomática das populações, valorizando muito a qualidade de vida local.
Embora com todos estes e mais alguns atributos é notória a falta de sensibilidade para o importante papel da árvore no meio urbano. Comprovam isto as podas radicais a que são sujeitas, que lhes tiram a beleza e reduzem drasticamente as suas funções ecológicas.
A poda de árvores é uma agressão a um organismo vivo, que possui estrutura e funções bem definidas e alguns mecanismos e processos de defesa contra seus inimigos naturais. Contra a poda e suas consequências danosas não existe defesa, a não ser a tentativa desesperada de recompor a estrutura original, definida geneticamente.
A poda é sempre uma operação desvitalizante, elimina uma grande parte da copa das árvores chegando nos casos mais drásticos à eliminação total. Como consequência, a superfície fotossinteticamente ativa é parcial ou totalmente eliminada, pelo que a árvore fica bastante debilitada. Esta gravidade, causada pela poda, estimula um tipo de mecanismo de sobrevivência no sentido da árvore se recompor do traumatismo sofrido, recorrendo para tal às suas reservas energéticas. Se a árvore não dispõe de tais reservas em abundância, ficará gravemente debilitada, podendo em muitos casos morrer.
Uma árvore debilitada fica mais vulnerável ao ataque de pragas e doenças, sendo que alguns insetos e fungos acabam por se aproveitar destas fragilidades e instalam-se, acelerando nalguns casos a morte das árvores. Uma árvore decapitada fica completamente desfigurada e debilitada, e jamais recuperará por completo a sua forma natural. A decapitação é uma prática incoerente com a fisiologia das árvores, cientificamente errada e socialmente inaceitável.
Outro mecanismo de sobrevivência das árvores, como resposta a esta operação traumática, é a produção de múltiplos rebentos, o que lhes causa um grande desgaste. Isto é interpretado muitas vezes e erradamente como um rejuvenescimento da árvore, mas não passa de uma tentativa desesperada e inglória de reposição da copa inicial. Os novos rebentos crescem muito rapidamente, podendo nalgumas espécies alcançar 6 metros no primeiro ano. Infelizmente, estes novos ramos de grande fragilidade mecânica têm tendência para partir com facilidade, principalmente por ação de ventos fortes. Neste caso, vira-se o feitiço contra o feiticeiro, em que a mutilação vista como uma forma de proporcionar segurança, torna-se numa forte ameaça para os transeuntes. A mutilação fará uma árvore mais perigosa a médio e longo prazo.
Além da falta de estética que as árvores passam a apresentar, com a "poda radical" a que são sujeitas, as feridas deixadas pelos cortes, às vezes de difícil cicatrização, são um perigo permanente de entrada de organismos patogénicas, além disso, os gomos dormentes que as árvores possuem e que normalmente não rebentariam vão provavelmente rebentar e deformar a própria árvore. Alguns tumores, que muitas vezes são observados nas árvores ornamentais, resultam de muitas podas sucessivas.
Decapitando árvores frondosas, estas estarão à partida condenadas a não cumprir a sua função ambiental de purificar o ambiente, proporcionar sombra e frescura, servir de habitat para pequenas aves que ali nidificavam.
A poda não é uma operação cultural normal em árvores ornamentais ou florestais, mas sim em árvores de fruto. A poda em árvores ornamentais é necessária apenas em casos de emergência.
A propósito das podas radicais nas árvores o saudoso Eng. Agrónomo e Silvicultor Joaquim Vieira da Natividade dizia: o podador domina porque enfraquece, vence porque suprime, em boa verdade a vitória não é brilhante!
No livro A Árvore em Portugal de Francisco Caldeira Cabral e Gonçalo Ribeiro Telles, cuja 1ª edição foi publicada em 1960, podemos encontrar várias referências que condenam o uso de podas radicais: Qualquer supressão de que resulta um aspeto definitivamente mutilado da árvore, deve considerar-se inadmissível visto comprometer definitivamente a finalidade estética da planta ornamental. Passados 56 anos desta publicação, a evolução nas mentalidades e sensibilidades ainda não atingiu o patamar da excelência e as nossas árvores continuam à mercê das vontades e não do conhecimento.

Fonte: Jornal Online Universidade de Aveiro, 29.1.2016

Pensar....

 
ÀS VEZES, DE TÃO TACANHA, A ESTUPIDEZ FICA EM BICOS DE PÉS... SER NOTADA!

FILHOS HOJE, PAIS AMANHÃ!

http://www.revistapazes.com/5440-2/
 
 
E HÁ TANTOS!
MESMO UNS DITOS LETRADOS, CRENTES NA PIA, MEDALHADOS E ESTUPIDAMENTE ARROGANTES!

 

Assim vai a Guarda


 
De taipais a esconderem as misérias, hoje há carroceis e animais exóticos para iludir o povo!
SÃO NA MESMA HIPOCRISIAS!

Um Estado mau pagador


http://www.dn.pt/sociedade/interior/familias-ficam-dois-meses-a-espera-para-receber-o-subsidio-parental-5508590.html
 
 
Que o Estado é mau e tardio pagador já todos o sabemos!
Agora que se chegue ao cúmulo de adiar as prestações sociais É DE MAIS!
FARTO DE HIPOCRISIAS!
Será que os funcionários da Segurança Social se regem pela mesma bitola do das Finanças?
«QUALQUER INFORMAÇÃO NÃO É VINCULATIVA»!

 

Gostei de ler


http://ionline.sapo.pt/534948?source=social
 
 
 
«Longe vão os tempos de Domingues como fervoroso militante do MRPP. Um Domingues de cabelo comprido e barras de ferro escondidas nas meias. Hoje, dizem, é um homem sem ideologia. Nada que uma gravata Hermès, um fato Canali e alguns milhões no bolso não tratem de resolver. Aliás, não deixa de ser curioso o percurso de alguns filhos do MRPP. Desde a Caixa ao Goldman Sachs, há todo um longo percurso de indivíduos a registar.»
Canalhas a mais!

quinta-feira, novembro 17, 2016

A Ignorância, a Altivez, a Tarouquice o Dilema

A ULS da Guarda tem sido pródiga em casos, escândalos e coisas do género. A bem dizer, nunca houve paz naquela casa. As razões são diversas e discuti-las a todas seria impossível numa crónica como esta. Mas há uma que é comum a todas as últimas administrações e que é facilmente demonstrável: a falta do mais elementar senso comum.

Vem isto a propósito de mais um reacendimento dos conflitos que cronicamente dilaceram aquela casa, percetível nos últimos dias em jornais nacionais, redes sociais e outras formas de difusão da mensagem. A história conta-se em poucas palavras.

Os tribunais condenaram a ULS a devolver a dois médicos a famosa multa de mais de 33 mil euros por causa do uso de papel timbrado da instituição na realização de um abaixo-assinado por causa das maternidades. A questão arrastou-se durante anos na justiça e o seu epílogo desabou agora em cima de uma administração tão preocupada com o foguetório e o faz-de-conta que não consegue ver mais longe do que o seu nariz.

Tanto quanto se percebeu, a administração resolveu cumprir uma das sentenças, devolvendo uma multa de mais de 15 mil euros ao anestesista Matos Godinho, mas não a outra, manifestando a intenção de recorrer na justiça contra a devolução da multa de 17 mil euros ao oftalmologista Henrique Fernandes. Isto apesar de ambas as sentenças respeitarem à mesma matéria e de visarem factos iguais. A consequência imediata foi a ameaça de demissão de Matos Godinho da direção do serviço de anestesia, face à projetada e injustificada duplicidade de critérios da administração.

É do conhecimento público que Henrique Fernandes é há anos um dos mais incómodos opositores à deslocação de valências hospitalares para a Covilhã, tendo ficado famoso o processo disciplinar que há mais de 10 anos o acusou de gastar a eletricidade do hospital por ter na altura colocado no serviço de oftalmologia diverso equipamento para tratar doentes, impedindo assim o efetivo encerramento do mesmo.

A poucos causará espanto, sabendo-se como funcionam as coisas no nosso país e conhecendo-se a pouca inteligência e a muita rusticidade da maioria dos nossos políticos, que as suas ações cívicas tenham servido de catalisador a frustradas e patéticas iniciativas repressivas. É caso para se dizer que há quem goste de ir à lã e de sair de lá tosquiado…

Estas injustiças, ironicamente, não só não alcançaram os fins pretendidos como transformaram o médico numa figura incontornável nalguns dos dossiês mais escaldantes da instituição. Que o digam Fernando Girão, o único presidente de uma ULS do país a ter sido algum dia criminalmente condenado no exercício de funções, Ana Manso, a quem o médico estilhaçou a carreira política em menos de um abrir e fechar de olhos, ou Vasco Lino, o ex-condenado por crimes de abuso de confiança fiscal que o médico escorraçou para a Covilhã no rescaldo das ilegalidades e decisões abusivas que assolaram o serviço de cirurgia da instituição e que o colocaram praticamente em coma.

Esta guerra das multas teve origem numa decisão suicida do tempo de Fernando Girão. Não era um conflito da atual administração e muito menos de Álvaro Amaro, o verdadeiro presidente da ULS da Guarda. Um político suficientemente inteligente e sereno teria resistido à tentação de retaliar contra as divertidas provocações que o médico lhe dirigiu intencional e publicamente e ter-se-ia afastado da decorrência normal desta guerra, limitando-se a ver respeitadas e cumpridas as decisões judiciais.

Álvaro Amaro e o seu homem de mão na ULS só têm agora duas opções: manter a intenção de tratar Henrique Fernandes de forma diferente, perseguindo-o mas elevando-o aos olhos da comunidade, ou recuar e cumprir com humildade a sentença judicial, não sem deixarem de ter feito uma triste figura. De facto, não havia necessidade.

Há certos acontecimentos que humilham e que desabonam mais a sabedoria humana do que quaisquer outros eventos deste mundo. Álvaro Amaro já deveria ter experiência suficiente para o saber. Mas, pelo vistos, como diz o ditado, nunca é tarde para aprender…
 
(Crónica jornal O Interior - 9 de Novembro 2016)

A CORRUPÇÃO PULA E AVANÇA


terça-feira, novembro 15, 2016

As medalhas da ordem...


A Câmara da Guarda já aprovou, em reunião camarária, os agraciados com as medalhas do feriado municipal!
Há de ouro até de latão!
Os agraciados são, como é costume, da ordem da brigada do reumático, com uma outra entregue à ordem da «gota»!
Cada vez detesto mais estas farsas......
VIVA A RAÇA!

Sermão do leiteiro!


Há figurantes que têm lugar assegurado na galeria dos lambe botas...
Por certas coisas, lembrei-me de ter lido:
«A primeira coisa que importa dizer sobre o livro de José Sócrates A Confiança no Mundo: Sobre a Tortura em Democracia é que se trata de uma aposta inteiramente bem sucedida. Estamos perante um trabalho universitário sólido, bem investigado, bem concebido, bem argumentado, bem escrito. (...) Tem seguramente assegurado um lugar de relevo na literatura sobre o tema. Merece-o.»
- Vital Moreira, Diário de Notícias, 23 de Novembro de 2013!
Um café e um bagaço?

Memórias


Há 70 anos que não se via coisa assim….

sexta-feira, novembro 11, 2016

Pensando .... ALTO!


 
A canalhice é a ciência mais avançada do mundo actual — opera em escala global, inclusive — e o seu resultado é justamente a multiplicação de idiotas que jamais se dão conta de sê-lo. Os pequenos canalhas aproveitam-se da idiotice pronta. Os grandes fabricam-na.
Vá para dentro e embebede-se com a alegoria do canalha e do imbecil!

MAIS EMBUSTES!


Não vou falar do cidadão Fernando Madureira.
Nada disso!
Cada um fará da vida o que quiser!
Falo do tema da tese de mestrado!
Isso sim PREOCUPANTE!...
Reflecte o ESTADO DE SÍTIO a que o ensino em Portugal CHEGOU!
"A tese visa a criação de uma bancada onde ficarão os Super Dragões, sem cadeiras, uma interação maior, apoio e maior envolvência dos adeptos que vão ao estádio".
FICO ESCLARECIDO!
Logo a seguir, li algures que a Web summit deu lugar a uma tese de mestrado!
FRANCAMENTE SE ISTO É EDUCAÇÃO, o «Xico dos Gambuzinos» é doutorado!
Doutorado em caçar «totós»!

É SÓ FAZ DE CONTA....


http://www.dn.pt/portugal/interior/avaliacao-externa-das-escolas-vai-ser-revista-ate-abril-5492033.html
 
Avaliação externa?
Mas que avaliação?
Não sejam HIPÓCRITAS!
Não há e não houve avaliações nenhumas...
SÓ FUMAÇA!...
E MUITA NOS CORREDORES, CASAS DE BANHO, SALAS DE TUDO...
Este Filinto (que não o Elísio) continua a intitular-se de diretor da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas!
POMPOSO E VERGONHOSO!
VAI DAR BANHO AO MACACO!

Dia de folga


Na câmara da Guarda não se faz NADA, para além de preparar festas, repastos e outras farras....
Ontem à chegada de um detido varandas e escadas de acesso ao gabinete do presidente estavam com funcionários....
Ora, como só há acesso aqueles locais pelo lado de dentro dos serviços...
TUDO ESCLARECIDO!
E AINDA FALAM EM PRODUTIVIDADE!...
MAIS UMA RASTEIRA!
Mais uma rasteira.

Abriu a época da caça ao coelho!


Ainda faltam os cartuchos...
Maria traz o balde!

Morreu o cantor do AMOR


É tão difícil perder alguém que nos diz TANTO....
Fica a música e, em especial, a forma ímpar de interpretar!
Até sempre Leonard Cohen.

quinta-feira, novembro 10, 2016

ELES andam aí....



Quando se prestam provas para determinado lugar, nomeadamente polícias e outros paramilitares, o que interessa ao júri é o dinheiro que circula por debaixo da mesa... depois se o candidato é acéfalo e por fim se tem porte atlético de burro de carga...
TUDO O RESTO NADA IMPORTA!
Quem pode ficar admirado que um guarda prisional seja skinhead?
Quem pode ficar admirado que o mesmo, e até podia ser outro que tal, tenha sido preso por ódio e agressões?...
João Vaz, guarda na Prisão da Carregueira, foi esta quarta-feira detido pela PJ por espancamento de militante do PCP.
TUDO DITO!
Mas se fossem só entre os guardas prisionais que existem skinheads, a coisa até era fácil de resolver.. digo eu!.
MAS «ELES» ESTÃO POR TUDO O QUE SEJA FORÇA POLICIAL!

A hipocrisia continua


http://ionline.sapo.pt/533645?source=social
 
A HIPOCRISIA CONTNUA!
SOMA E SEGUE!
O Governo APROVOU, O MARCELO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PROMULGOU UM DECRETO LEI QUE ISENTA OS ADMINISTRADORES DA CGD DE APRESENTAREM A DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS E DE PATRIMÓNIO!
AGORA PARA QUE SERVEM TANTAS HIPOCRISAS?
SEJAM HONESTOS!...
UMA VEZ NA VIDA!
PEDIR MUITO?
HIPÓCRITAS!
VÃO CHAMAR ACÉFALOS ÀS VOSSAS SANTAS PARIDEIRAS!
BARDAMERDA E CALADINHOS!

Insistir?

http://rr.sapo.pt/noticia/68140/cgtp_insiste_salario_minimo_deve_subir_para_600_euros_em_2017?utm_source=rss
 
Insiste?
Que me importa que o senhor Arménio frequente um ginásio e faça «flexões»?
HIPOCRISIA!
O outro também era cego e queria ver!
QUERIA!

Colegas & Afectos!


Uma oprtunidade única


Não percam a oportunidade de ver a SUPER LUA!
UM ESPECTÁCULO ÚNICO!
Pena se o tempo não ajudar....

 

quarta-feira, novembro 09, 2016

Ponto de Vista

Para Guy Debord, em A Sociedade do Espectáculo, «nunca o poder foi mais perfeito, pois consegue falsificar tudo, desde a cerveja, o pensamento e até os próprios revolucionários. Ninguém pode verificar nada pessoalmente. Ao contrário, temos de confiar em imagens, e, como se não bastasse, imagens que outros escolheram. Para os donos da sociedade, o espectáculo integrado é muito mais conveniente do que os velhos totalitarismos». Fim de citação.
Face a esta constatação sobre o poder, esqueçamos um pouco a questão dos vencimentos galácticos dos novos administradores da CGD e o espectáculo hipócrita da exigência de apresentação da declaração de rendimentos e de património.
Na verdade, quer queiramos, quer não, essa questão há muito que está decidida, como o tempo o demonstrará. Vamos por isso procurar mas é a razão para toda esta polémica e a origem dos verdadeiros problemas.
Soube-se agora que a CGD se arrisca a perder uma autêntica fortuna no "caso La Seda". A novela é mais simples de explicar do que de compreender: há precisamente dez anos a CGD recebeu orientações políticas para entrar numa aventura industrial luso-espanhola que se viria a revelar um erro tremendo.
Estiveram envolvidas a espanhola La Seda e as portuguesas Selenis e Artlant, numa relação que se prolongou entre 2006 e 2010. A fazer de santo casamenteiro, com a bênção inconsciente de todos nós, esteve sempre a CGD. As orientações políticas para esse casamento vieram de José Sócrates e do seu ministro Manuel Pinho, aquele da cena dos corninhos na Assembleia da República.
Foram executantes materiais desta espécie de menage-à-trois os socialistas Carlos Santos Ferreira e Armando Vara, à altura administradores na CGD. Este facto, só por si, evidencia as inaceitáveis cumplicidades entre muitos gestores bancários e as mafiosas orientações dos governantes.
Hoje, o casamento desfez-se e as três empresas em causa encontram-se insolventes. A factura já ultrapassa os 900 milhões de euros. Ou seja, quase 22% do esforço público de recapitalização (que é de 4100 milhões) que vai ser feito na Caixa (e que é no total de 5200 milhões).
Mas este é apenas um dos dossiers que ajudam a perceber a degradação do balanço do banco do Estado, que entre 2011 e 2015 contabilizou mais de 6000 milhões de créditos perdidos, e no fim, de todo o sistema bancário.
Por exemplo, a administração da CGD emprestou mais de mil milhões a accionistas do BCP para, em 2007, entrarem na guerra de poder dentro da instituição concorrente. Nem quero imaginar o que mais descobriríamos se efectivamente algum dia fosse realizada uma auditoria independente ao funcionamento da instituição, digamos, nos últimos 15 anos.
E o problema de fundo nem sequer é esse. O problema é que os portugueses já carregam às costas, escondida na sua dívida pública, a pena de terem de pagar também por todas as vigarices da banca privada.
A mensagem que recebem do sistema é sub-liminar e por vezes envergonhada, mas realmente muito clara: quer optem ideologicamente por um sistema totalmente assente nas regras de mercado ou por um sistema em que o Estado assuma um papel importante e estratégico na economia e na finança, serão sempre eles quem no fim paga a factura.
Isto equivale a uma sentença de morte para qualquer democracia. Ao cidadão é concedida a possibilidade de votar e em troca concedem-lhe o estatuto de uma espécie de escravo. E garantem-lhe, através do engordar mafioso de uma dívida pública absolutamente impagável que também os seus filhos e netos serão eternamente escravos.
Na Roma antiga, qualquer cidadão podia ser convertido em escravo por causa de dívidas. Os políticos conseguiram fazer isso, hoje, connosco, em massa. É caso para se dizer que há sonhos que só se realizam verdadeiramente passados mais de dois mil anos. É obra! Muito bom dia.


(Crónica na Rádio F - 7 de Novembro de 2016)

Mais uma idiossincrasia

Como se sabe os alunos do ensino secundário são OBRIGADOS a pagar os transportes de casa-escola-casa!
São valores que cada encarregado de educação PAGA A BEM PAGAR à empresa de transportes.
Mais, o dito transporte era suposto ser só para os estudantes!
NÃO O É!
Nele viajam os estudantes e restantes cidadãos das freguesias que necessitam de se deslocar à sede do concelho!
Se um dia há um azar gostava de saber se alguma companhia de seguros assume o risco de um transporte misto: escolar e regular!
Mas, o que me leva a voltar a falar neste ROUBO que é cometido contra pais e encarregados de educação que pagam o transporte escolar, num ensino dito de escolaridade obrigatória, que ainda o é até ao 12.º ano, é o facto de o ROUBO ser declaradamente abusivo.
Os pais e encarregados de educação pagam, como qualquer outro cidadão, através dos impostos a sobrevivência das empresas de transportes e ainda têm que pagar os passes dos filhos. DUPLA TRIBUTAÇÃO!
Em meses em que as aulas terminam a meio do mês os pais pagam metade(?) do passe. SÓ QUE NÃO É METADE!
Veja-se o caso de um aluno que se desloca da Benespera para a Guarda, paga por mês 34,98€ e, em Dezembro 19,24€!
Já um aluno que se desloque de Vale de Estrela paga por mês 20,00€ e no mês de Dezembro 15,00€!
Ou seja, que critério preside a tal discrepância de preços?
É FARTAR VILANAGEM!
Não seria a altura do governo se preocupar com os custos dos transportes escolares? Ou isso não interessa dado que há muitos privilégios em disputa?
Ou será que mais preocupados com falsas licenciaturas?
Pois é...
HÁ MUITAS!
Em lugares de cabos de vassoura!
INVESTIGUEM OU..... REBENTA A CASTANHA!

Um louco ... mais um!


sexta-feira, novembro 04, 2016

Anedota


 
COM A VERDADE ME ENGANAS...

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O BÊBADO, O PADRE E A ARTRITE

...

Num autocarro, um padre sentou-se ao lado de um bêbado que, com dificuldade, lia o jornal.

De repente, com a voz 'empastada', o bêbado perguntou ao padre:

- O senhor sabe o que é artrite?

O pároco logo pensou em aproveitar a oportunidade para passar um sermão no bêbado e respondeu:

- É uma doença provocada pela vida pecaminosa e sem regras: excesso de consumo de álcool, certamente mulheres perdidas, promiscuidade, sexo, farras e outras coisas que nem ouso dizer.

O bêbado arregalou os olhos, calou-se e continuou lendo o jornal.

Pouco depois, o padre, achando que tinha sido muito duro com o bêbado, tentou amenizar:

- Há quanto tempo o senhor está com artrite?

– Eu?... Eu não tenho artrite!... Diz o jornal que quem tem é o Papa!

ATENÇÃO


Um «trump» na residência?

UM DESASTRE!

É FARTAR VILANAGEM


quarta-feira, novembro 02, 2016

Quem entende?


Gostei de ler

Praxes estudantis, entre a tradição e a submissão

Existirá uma correlação entre a intensidade das praxes e o enfraquecimento do movimento estudantil? Em Coimbra, a tradição académica é antiga e marcou a cidade até hoje. A violência e os excessos foram uma constante ao longo dos séculos. Nas primeiras décadas do século XVIII registaram-se diversas ações e conflitos, animados por trupes, caçoadas e investidas, práticas que chegaram a ser proibidas por D. João V em 1727. Com o fim da polícia universitária e da Prisão Académica, a vigilância dos novatos foi aos poucos sendo transferida, ainda que informalmente, para os estudantes mais velhos, que controlavam o recolher dos caloiros e asseguravam a preservação de um código ético consentâneo com o estatuto elitista da sua condição. Aí reside a origem da praxe. Paralelamente, como se sabe, a tradição e a cultura estudantis não deixaram de promover formas de dissidência e contracultura.
Em alguns períodos, como na década de 1960 em Coimbra, os rituais académicos, incluindo a praxe e a atividade das "repúblicas" estudantis, chegaram a ser usados como meios de dissimulação da resistência estudantil face ao Estado Novo, à Guerra Colonial e a um ensino considerado obsoleto. Todo este passado se inscreve na tradição e na história da Universidade de Coimbra. Uma tradição que é desconhecida pela generalidade da comunidade estudantil mas que é constantemente invocada para justificar os atuais ritos de iniciação, inclusive por outras instituições de ensino superior sem passado histórico, e onde, paradoxalmente, as praxes de hoje tendem a assumir formas bem mais duras do que na cidade que as viu nascer.
Com a institucionalização da democracia, multiplicaram-se as universidades e os institutos por todo o país, e os estudantes passaram dos escassos milhares para as várias centenas de milhares. A invocação das tradições na atualidade não esconde a sua permanente reinvenção, ao mesmo tempo que oferece aos jovens a promessa de reconstrução dos laços de pertença coletiva que têm vindo a esbater-se em diversas esferas de sociabilidade. É à luz destas tendências e sob a influência de pulsões comunitaristas, que os comportamentos dos jovens estudantes - sobretudo em contextos de multidão, de excitação consumista e de dinâmicas de grupo - convergem na adesão massiva às praxes académicas. A vocação "associativa" (a Gesellschaft) tem-se esvaziado, enquanto a "comunidade" (a Gemeinschaft) parece renascer, pelo menos momentaneamente, sob a forma de uma exaltação ficcionada da identidade tradicionalista do corpo estudantil.
O caloiro quando chega está inseguro e, mais do que nunca, precisa do grupo. Por isso aceita os rituais, mesmo quando as "vozes de comando" dos "doutores" adquirem um tom mais autoritário, com os corpos em sentido, os olhos no chão ou colocados na deplorável postura "de quatro". Depois, findo o ritual mais "duro", passados os momentos de "tensão", é chegada a hora da celebração. Os jovens adotam hoje o hábito de "beber em festa" (o binge drinking, como é conhecida essa nova modalidade de convivência): à mistura com muitos "gritos de guerra" (F-R-A e obscenidades gritadas em público) e muitos brindes "E vai acima! E vai abaixo! E vai ao centro! E bota abaixo!" Divertem-se com isso e "integram-se" por esta via. A posteriori, quase todos dizem maravilhas das experiências de praxe. A distância que liga a "humilhação" à "diversão" é muito curta; e essa passagem rápida - dir-se-ia do frio para o quente - cria um efeito de catarse, que se torna marcante, que fortalece as amizades entre "iguais na adversidade"; e exalta os laços tutelares entre "caloiros" e "doutores". Por isso, alguns chegam a gritar pelo "direito à humilhação". Na conceção de muitos, esse é um requisito para se triunfar na vida. Enfim, ano após ano, as cenas repetem-se e os papéis alteram-se com novos protagonistas a reverenciar o poder do "doutor/padrinho". E assim se fabrica e perpetua a lógica disciplinar e o "respeitinho" pela hierarquia, uma condição que - supostamente - pode augurar uma carreira promissora...
 
Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigador do CES

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Solução talvez útil: acordar


Gostei de ler

Jorge Bacelar Gouveia
 
A transparência é para os outros
 
O Estado fez uma lei geral e abstracta para o CEO da Caixa Geral de Depósitos, isentando-o de um dever democrático de transparência.
A vida não para de nos surpreender. Imagine-se que o presidente (CEO) de um banco 100% do Estado se recusa a entregar a declaração de rendimentos e património, ao abrigo de um elementar dever de transparência que um Estado de Direito, que a lei supostamente excepcionou. Uma “habilidade” que nem será do próprio bancário, pois que se limitou a aproveitar a “borla legislativa” que lhe foi dada pelo Governo – que aprovou o diploma – e pelo Presidente da República – que o promulgou.
Aliás, não há uma, mas duas “habilidades”: encontra-se, primeiro, em dar a entender que se trata de actualizar um antigo regime em função de uma nova regulamentação europeia das instituições de crédito; depois, cifra-se no facto de em globo se excluírem desse regime os deveres do gestor público, sabendo-se de antemão que o único caso significativo em causa era o da CGD.
Em resumo: o Estado fez uma lei geral e abstracta para o CEO da Caixa Geral de Depósitos, isentando-o de um dever democrático de transparência. O que está em questão é o resultado da criação de um regime de excepção para os dirigentes de instituições financeiras públicas, retirando-os do regime geral de gestor público, conceito usado na Lei n.º 4/83 para impor aquele dever de transparência. Do ponto de vista da inconstitucionalidade disto tudo, julgo que há pouco a dizer, dada a evidência do assunto.
Desde logo, a desigualdade manifesta criada e a qual nada tem que ver com a substância da gestão pública na actividade bancária: não é por se ser dirigente bancário que tais deveres de transparência ficam inadequados. Porquê: primeiro, porque sempre assim foi até agora e, ao que se saiba, nenhum problema isso causou à atividade da CGD; segundo, porque o BCE veio esclarecer que em nada interveio na matéria; terceiro, porque os deveres de transparência não se relacionam com a competência da gestão, mas com o controlo democrático e social que a comunidade tem o direito de fazer sobre a idoneidade de quem prossegue um interesse público, lidando com dinheiros públicos.
A explicação contraditória e sobretudo pouco inteligente do Ministério das Finanças a este respeito é reveladora da total desorientação que por lá reina, ao dizer que a dispensa da entrega de tais declarações não poria em causa o dever de transparência porque seria o Governo-accionista a encarregar-se desse controlo… Se assim fosse, então porque razão não aprovou o Governo a dispensa de tais declarações para todos os gestores públicos, uma vez que é também ele a entidade que os nomeia?
Igualmente está em crise o princípio da transparência, o qual se afigura crucial na actividade dos dirigentes que prosseguem o interesse público e que administram o nosso dinheiro. Sendo verdade que a lei ordinária tem alguma margem de liberdade de conformação, por certo que essa margem não chegará ao ponto de isentar de um dever de transparência o lugar porventura mais poderoso de todos para ser fiscalizado: o de presidente de um banco totalmente público, que é a maior instituição bancária do País. Se aqui não há motivos para exercer um controlo sobre património e riqueza, pergunta-se: sobre quem, então, tal dever impenderá em primeiro lugar? Ninguém…
Esta alteração legislativa do Governo é “gato escondido com a cauda de fora”: não alterou a Lei nº 4/83, que também aplica aquele dever de transparência aos gestores que sejam indicados pelo Estado quando acionista, mesmo que minoritário. Se assim é para os gestores públicos minoritários, claro que tem de ser assim – por maioria de razão – para os gestores públicos maioritários ou exclusivos num conselho de administração de uma sociedade que seja detida a 100% pelo Estado.
Politicamente e eticamente, o mal que este episódio cria é manifesto, fazendo crer ao cidadão comum que as leis não são para todos: esta, pelo menos, não está a ser.
O momento não podia ser pior: numa altura em que a Assembleia da República criou uma comissão especializada sobre a transparência, vai o Governo fazê-la recuar, sem que tal alteração – mesmo que seja pontual – pudesse ter sido inserida num debate genérico sobre o assunto, numa clara manobra de ultrapassagem legislativa pela “faixa das ambulâncias”.


Felizmente ainda há gente com clareza de pensamento!