quinta-feira, outubro 27, 2016

Ponto de Vista


Esta semana foi finalmente revelado o nome do feliz contemplado com o cargo de presidente da Caixa Geral de Depósitos. Ficou também a saber-se que António Domingues colocou como uma das condições para sair do BPI e ir para o banco do Estado a retirada da CGD do guarda-chuva do gestor público, estatuto esse que colocava limites a aumentos salariais. O Governo aceitou. A partir daí escancararam-se as portas para António Domingues receber apenas o dobro daquilo que auferia o seu antecessor.

O primeiro-ministro admitiu que o nível dos salários da nova administração da Caixa Geral de Depósitos pode ser "muito impopular", mas defende que só assim é possível o banco público ter uma gestão "capaz, competente e profissional". Ora, este argumento do primeiro-ministro é tudo menos rigoroso. Basta perguntar-lhe quantos gestores super-bem pagos deste nosso país arruinaram bancos ou grandes empresas, como por exemplo a PT.

O primeiro-ministro também não explicou a um país imerso em dificuldades e sacrifícios como é que o novo administrador da CGD pode acumular o seu prometido galáctico ordenado com uma milionária reforma antecipada concedida por Fernando Ulrich, o tal do «ai aguenta, aguenta».

Mas não se julgue que este caso é único. Muito pelo contrário. Nem que as coisas tenham de funcionar pela ordem inversa, a imoralidade foi feita para estar lá sempre. O presidente do Santander Totta, que é apenas o mais bem pago de todos os presidentes dos bancos portugueses, acumula o vencimento da instituição com uma reforma paga pela CGD.

Pouco me impressiona que Catarina Martins tenha vindo dizer que para o Bloco o salário de António Domingues “não é um assunto encerrado” e que o Governo tem a sua “total oposição” neste dossiê. A mim o que me interessa é que o Bloco teve a faca e o queijo na mão para impedir estes salários obscenos e, se necessário, esta nomeação, mas as coisas aconteceram na mesma. Talvez lhe devamos chamar hipocrisia.

Menos me impressiona ainda que o Presidente da República tenha afirmado, no texto em que promulga o decreto-lei, que só aceitava esta situação porque era a única forma de António Domingues ser nomeado, com um recado de permeio ao Governo sobre o cuidado a ter com a fixação do bendito salário, mas que no fim tenha tudo ficado igualmente na mesma.

Se o Presidente não concordava com um salário destes, poderia muito bem ter vetado o documento e por essa via forçado o Governo a repensar o assunto. Só há uma conclusão a tirar: aparte os estados de alma para enganar português crédulo, para Marcelo também os fins justificam os meios. Tal como para o Governo, o Bloco e para todos aqueles que se limitam a fazer o patético papel do “agarrem-me que se não eu bato-lhe”.

Para além da revolta que esta situação me causa, para além do crónico e hipócrita argumento de que temos de pagar fortunas para contratar os melhores, para além da realidade que nos ensinou que os melhores de hoje são geralmente os nossos coveiros do amanhã, para além de tudo isto, há ainda coisas que indignam mais.

Sabe-se por exemplo que António Domingues ainda era vice-presidente do BPI e já tinha acesso aos dados da Caixa; que ainda antes de vir para a Caixa contratou uma consultora para trabalhar num plano de recapitalização do banco público; que fez convites sem saber (ou sem prevenir os convidados) que a lei impedia acumulações de funções; que afirmou não ir fazer a auditoria aprovada em Conselho de Ministros em Junho; ou que se recusa a passar-nos cartão sobre aonde é que vai parar tanto dinheiro metido nesta recapitalização;

Com tantos defeitos de caráter e entradas com o pé errado, não compreendo mesmo o vencimento astronómico deste tipo. A não ser que para se ser bom gestor se tenha de ser desprovido de qualquer tipo de qualidade. O que não deixa de ser bizarro. Ou, olhando-se um pouco para trás e para tudo aquilo que nos trouxe ao buraco onde estamos, talvez nem seja preciso tanto.

Tenham um bom dia! 

(Crónica na Rádio F – 24 de Abril de 2016)

O «charuto»


GRITO DE REVOLTA


VEMOS, OUVIMOS E LEMOS

Não vale a pena iludir o quer que seja: ESTA ESCRAVATURA É DE HOJE!
HAJA VERGONHA E ACABEM COM A HIPOCRISIA!

quarta-feira, outubro 26, 2016

Reza a História


Ontem assisti a uma entrevista de Jerónimo de Sousa a Rodrigues Guedes de Carvalho, na SIC!
PATÉTICA!
O Comité Central não deve ter gostado da entrevista…
Vi um Jerónimo periclitante, inseguro e pior NERVOSO em tudo quanto dizia!
Nunca imaginei um dia ver um secretário-geral de um partido dito comunista chegar ao ponto de elogiar o poder, seja isso o que quer que seja…
O poder é servil.
É obnóxio, absolutamente!
LIBERTE-SE, SENHOR JERÓNIMO!
Já nos bastou um «Jerónimo, o último dos moicanos»!
Para desgraça de um povo que se extinguiu!

O Viajante


Em tempos, um presidente da República Portuguesa era, a toda hora, vilipendiado por comentadores e arruaceiros que se queixavam das muitas viagens que fazia…

Hoje, um Marcelo segue-lhe as pisadas e os mesmos que ontem criticavam Mário Soares calam-se … metem a viola no saco!

A isto se chama HIPOCRISIA BARATA!

segunda-feira, outubro 24, 2016

Os «ajustes»

 
Ajustes directos do município de Coimbra aproximam-se da “linha vermelha”.
A autarquia de Coimbra diz que cumpre a lei, a oposição condena e os empresários não comentam directamente. Entre o fim de Setembro e o início de Outubro, a Câmara Municipal de Coimbra celebrou dois contratos por ajuste directo: um de consultoria para o Convento de São Francisco e outro de serviços de comunicação e consultoria.
No entanto, os donos de cada empresa detêm outras empresas que tinham sido contratadas igualmente por ajuste directo em 2014 e 2015 para serviços semelhantes, tendo atingido o limite legalmente imposto para contratos deste tipo. A informação foi inicialmente publicada no site Notícias de Coimbra.
Em Julho o presidente da autarquia tinha dito ao PÚBLICO que a gestão do Convento voltaria a ser entregue a João Aidos por ajuste directo. Assim o fez, mas não através da J. Aidos – Consultoria e Gestão de Projectos, Limitada, da qual João Aidos é sócio gerente, tal como tinha sucedido em Maio de 2014 por 45,6 mil euros e em Julho de 2015 por 74,8 mil euros (valores aos quais acresce IVA).
Ambos os contratos tinham como objecto a coordenação e gestão do projecto do convento, tiveram a duração de um ano e a autarquia, conforme o limite legal estabelecido, ficou impedida de voltar a contratar esta empresa por ajuste directo até 2017.
Em Setembro de 2016, a CMC adjudicou por ajuste directo um contrato no valor de 74,8 mil euros à Metáforas e Vírgulas, uma sociedade unipessoal de João Aidos, que foi da lista com que Manuel Machado concorreu à presidência do município nas eleições autárquicas de 2013. O registo da empresa data de 5 de Agosto de 2016, menos de dois meses antes de ser assinado o primeiro contrato com uma entidade pública, a CMC. Contactado pelo PÚBLICO, João Aidos não quis comentar.
O objecto do contrato é a aquisição de consultoria cultural, artística e de programação municipal para o Convento de São Francisco. No documento publicado na base dos contratos públicos, o nome do adjudicatário está em branco, tal como não consta a assinatura do representante.
Já a 4 de Outubro deste ano, a Informacíon Capital Consulting, Lda. foi contratada pelo município com o mesmo procedimento para prestar “serviços de consultoria de comunicação”. A empresa, detida na totalidade por José Manuel Diogo, recebe da autarquia 40,480 mil euros pelo trabalho de um ano.
Nos dois anos anteriores, a empresa contratada para prestar “serviços de consultoria de comunicação” tinha sido a Valor de Fundo, Sistemas de Conhecimento Estratégico, Lda, detida em partes iguais por José Manuel Diogo e por Luís Viana, antigo director da Agência Lusa. A Valor de Fundo esteve envolvida na campanha eleitoral do PS na corrida à câmara em 2013 e recebeu 44 mil euros em 2014 e 40,480 mil euros em 2015, o que significa que só poderá voltar a ser contratada em 2017 por ajuste directo. O trabalho mais visível da empresa era a comunicação do Convento de São Francisco.
José Manuel Diogo refere apenas que a Informacíon Capital é contratada porque “as pessoas confiam no trabalho da empresa” que existe desde 2005.
O município não respondeu às questões enviadas pelo PÚBLICO, referindo apenas, através do gabinete de comunicação, que a “Câmara Municipal de Coimbra cumpre a lei em todos os contratos que celebra”.

Entre a legalidade e a “linha vermelha”

Um professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra especializado em contratos públicos que preferiu não ser identificado entende que, tanto o caso do contrato para a gestão do convento como o da comunicação, não sendo ilegais, aproximam-se de uma “linha vermelha”.
Ressalvando que, “no plano estritamente formal, não parece haver ilegalidade”, a criação da Metáforas e Vírgulas foi “claramente” um “expediente para contornar um regime jurídico que, de forma inequívoca, não permitiria um terceiro ajuste directo à mesma entidade”. O advogado entende que, “por ser tão evidentemente artificial”, esta é uma “situação perigosa” para a Câmara Municipal pois aproxima-se da “da linha vermelha da utilização de expedientes que podem ser interpretados como casos de fraude à lei”. O advogado aplica a mesma conclusão ao contrato celebrado com a Informacíon Capital.
O advogado João Amaral e Almeida não quer pronunciar-se especificamente sobre os contratos em questão, mas aceitou falar com o PÚBLICO sobre a interpretação do Código dos Contratos Públicos.
O advogado refere que “a voz corrente no meio jurídico” avalia a norma que estabelece os limites dos contratos por ajuste directo para bens e serviços como sendo “propícia a uma figura que se chama fraude à lei”. Ou seja, “alcançar um objectivo que a lei visa impedir por um meio que é legalmente admitido”. A entidade pública “convidaria outra empresa e com isso conseguiria ultrapassar o objectivo que a lei quer. É outra empresa, mas no fundo são as mesmas pessoas”, exemplifica.
No entanto, João Amaral e Almeida tem “as maiores dúvidas” que a figura da fraude à lei “exista realmente”, uma vez que a lei não proíbe a contratação de outra empresa com os mesmos sócios. O membro do grupo de trabalho que deu origem ao projecto do Código de Contratos Públicos em vigor, afirma que a figura da fraude à lei, apesar de considerada pela comunidade jurídica, não está plasmada no ordenamento jurídico português.
Quando se defende que se trata de uma fraude à lei, tem que se “demonstrar inequivocamente” que o objectivo foi contratar pessoas que não o podiam ser “por via do impedimento da primeira empresa”. “O que não é uma prova fácil de fazer”, conclui.


A razão pela qual ainda terminaram os ajustes diretos só pode ser entendida pelo facto de serem muitos os cães e cadelas atrás do ... osso!
Se não, já há muito que tinham terminado!
É FARTAR VILANAGEM QUE O CONTRIBUINTE PAGA!

Saiba a quem paga salários dourados

Conheça os casos de salários polémicos no Estado
423 mil euros/ano
Este é o salário que António Domingues vai auferir como presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, cargo para o qual foi nomeado pelo actual Governo.

No Parlamento, o ministro das Finanças, Mário Centeno, confirmou o valor e acrescentou que os vogais executivos vão receber 337 mil euros por ano. Estes números deixaram a esquerda em polvorosa, com Catarina Martins e dizer, em plenário da Assembleia da República e perante o primeiro-ministro, que os salários eram “simplesmente inaceitáveis” e que o assunto não estava encerrado.
16.075 euros/mês
Os aumentos de 150% nos rendimentos dos administradores da Autoridade Nacional de Aviação Civil surpreenderam o próprio ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, no início do seu mandato.

Decididos em Outubro de 2015 pela comissão de vencimentos e aplicados com retroactivos a Julho, quando o executivo de Passos Coelho já estava de saída, os salários subiram de 6030 euros mensais para 16.075 euros no caso do presidente (Luís Ribeiro), de 5499 euros mensais para 14.468 euros no caso do vice-presidente e de 5141 euros mensais para 12.860 euros no caso de uma vogal.
30 mil euros/mês
Menos de um mês depois de Sérgio Monteiro ter tomado posse como gestor do Fundo de Resolução do Novo Banco, o PÚBLICO revelou que o salário do ex-secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações rondaria os 30 mil euros mensais brutos (incluindo os encargos adicionais assumidos pelo supervisor). Apesar de ser suportado pelos bancos que financiam o Fundo de Resolução, o vencimento terá reflexo no défice, acrescentou, mais tarde, o Jornal Económico. O contrato de Sérgio Monteiro pressupõe que o ex-governante disponha de 12 meses, a contar de 1 de Novembro de 2015, para finalizar a venda do banco.

816 mil euros/ano
Em 2009, Fernando Pinto consolidou a fama de gestor público mais bem pago de todo o sempre. De acordo com a declaração de rendimentos do presidente do conselho de administração da TAP depositada no Tribunal Constitucional, o valor da sua remuneração do ano anterior ultrapassara os 816 mil euros. Dois anos mais tarde, o CDS divulgou os dados de um estudo sobre salários no sector empresarial do Estado no qual se podia ler, por exemplo, que em 2009 Fernando Pinto havia recebido 55,7 anos de salário médio de cada português e mais do dobro do que recebera Barack Obama como presidente dos EUA. 

23.480 euros/mês
Antes de ter sido ministro da Saúde de Pedro Passos Coelho, Paulo Macedo foi director-geral dos Impostos, nomeado por Manuela Ferreira Leite. Mais do que a nomeação de um gestor bancário para a mais importante pasta do fisco, o que originou fortes polémicas, na altura, foi o seu salário: 23.480 euros mensais. Aos críticos, Paulo Macedo respondeu quando estava de saída do cargo. “O erro estará ao nível do salário do primeiro-ministro, do Presidente da República, dos deputados”, disse em entrevista ao Expresso.


É FARTAR A PANÇA QUE O PAÍS TEM BASTANÇA!
 
 

Cartões de débito podem sair caro
O cartão Multibanco que tem na sua carteira está cada vez mais caro. Em média, em 2016, os bancos cobram pela anuidade de um cartão de débito 15,17 euros.
Ou seja, mais 28% do que há um ano e 56 vezes superior à taxa de inflação, segundo as contas feita pela Deco. Mas há cartões de crédito (os duais) que já são mais baratos do que os de débito, permitindo aos consumidores obter por ano poupanças entre os 13 e os 18,72 euros.
Desde 2009 que tem sido sempre a subir nas comissões dos cartões Multibanco: mais 120%. "A única justificação é a procura de receita da parte dos bancos", aponta Nuno Rico, economista da Deco-Proteste, cujo negócio tem vindo a ressentir-se da queda das taxas de juro para valores negativos.
 
Mais um assalto aos cidadãos....
Os agiotas arranjam sempre forma de se cobrarem dos vários serviços... pior que as prostitutas!

sábado, outubro 22, 2016

MAIS UMA VERGONHA


Ontem, dia 21 de Outubro de 2016, a RTP deu-nos a conhecer a
HIPOCRISIA, A LOUCURA E OS PSICOPATAS que pastam no
reino da parasitagem dos «chicos»!
Estou com o Sttau Monteiro quando dizia que «detestava fardas, quaisquer que elas sejam»!
Encobrem o ranho sebento de uns loucos e parasitas que não sabem fazer mais nada que viver à custa dos outros!
Ficou-se a saber aquilo que a «chicalhada» não quer que se saiba.
NOS «CURSOS» DE COMANDOS PRATICAM-SE SEVÍCIAS!
SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER!
Há culpados em várias mortes nesses pseudo cursos e NUNCA foram punidos.
SEMPRE COBERTOS PELOS MESMOS PARASITAS DE SEMPRE!
São de tal forma hipócritas e parasitas que escondem tudo e só respondem quando e a quem querem...
A cara de gozo de um «chico» entrevistado revela tudo... parasita!
ACABAR COM ESTA PARASITAGEM!
QUER O MARCELO DOS AFECTOS QUEIRA QUER NÃO!
Gostaria o afectos de ver ali os netos?
DEIXEM-SE DE HIPOCRISIAS!
DÃO-ME VÓMITOS!
«SINTO UMA FORÇA ENORME A CRESCER-ME NAS MÃOS...»!
FARTO DE PARASITAS! 
Parabéns ao serviço público prestado pela RTP! .

A VERGONHA I


A reportagem de ontem, dia 21 de Outubro de 2016 na RTP, DEVIA ENVERGONHAR TODOS os políticos e, principalmente, os actuais e anteriores responsáveis pela saúde em Portugal.
VERGONHOSO!
Pior ainda quando se pagam salários de milhões a «gestores» bancários e se tapam BURACOS feitos por gatunos...
PARABÉNS À RTP PELO SERVIÇO PÚBLICO QUE, NESTE CASO, FIZERAM!
EXCELENTE TRABALHO!
PARABÉNS!




sexta-feira, outubro 21, 2016

Crónica


A Verdade, a Mentira, a Fé e os Pókemons

Há muitas formas de se olhar para a verdade e a mentira. Para Picasso, sem mentira não havia arte, já que a mesma não passava de uma mentira que nos permitia conhecer a verdade. De forma bem mais utilitária, Onassis achava que não se ser descoberto numa mentira era o mesmo que se dizer a verdade. Para Oscar Wilde havia simplesmente que viver no meio das duas. Pouca sinceridade era uma coisa perigosa, e muita sinceridade era absolutamente fatal. Para mim, verdade e mentira convivem com a fé. Eu explico.

Deu à estampa mais um escândalo envolvendo a ULS da Guarda, a propósito de um inédito raide noturno ao serviço de urgência, para determinar se havia médicos que lá deveriam estar a trabalhar e não estavam. Como foi a única vez que algo parecido algum dia aconteceu em Portugal, a Guarda ganhou uma espécie de Nobel da parvoeira e logo nasceram umas 20 mil teorias da conspiração acerca do que se passou. Como ninguém se entende acerca dos acontecimentos e eu não quero fazer parte da boateira que se instalou por aí, desejo vincar publicamente a minha fé sobre o sucedido.

Não acredito que seja verdade que havia mesmo um médico que há mais de um ano costuma ir dormir a casa quando deveria estar na urgência. Nem que imensa gente sabia do vício há muito. Nem que esse médico é assessor da direção clínica. E que por isso mesmo o diretor clínico não foi previamente informado do raide. Nem acredito que o diretor clínico se tenha sentido enxovalhado por tal manifesta desconsideração e que tenha colocado o seu cargo à disposição. E que o médico, para justificar não ter sido encontrado por ninguém na noite do raide, tenha inventado a desculpa de que ficou sem bateria no telemóvel. E que o diretor clínico tenha sido instruído a retirar a demissão.

Também não acredito que tenha sido criada, de há uns meses a esta parte, na escala da urgência do serviço de cirurgia, uma posição especial para a existência de um terceiro cirurgião de serviço, quando desde sempre foram só dois ou até menos. E que isto tenha sido feito para que a Ordem dos Médicos volte a atribuir ao serviço a idoneidade para formar internos (os novos critérios assim o exigem). Nem que, devido ao número de doentes que cada vez mais fogem da Guarda devido à má qualidade da assistência médica, já reconhecida até pela própria Ordem dos Médicos, esse terceiro cirurgião, pago com o dinheiro de todos nós, seja ali tão necessário como gelo no frigorífico de um esquimó. Nem acredito que por isso mesmo, por não ser preciso para coisa nenhuma, o tal médico pudesse dar-se ao luxo de dormir fora do hospital, mas como se estivesse lá dentro.

Também não acredito que tenha sido uma médica do mesmo serviço, cujos conflitos com o médico passeador são notórios, a denunciar em estilo “bufo” tal situação. Nem acredito que Carlos Rodrigues, o presidente da administração, tenha autorizado o raide para fragilizar o diretor clínico e que acreditasse que conseguia manter tudo em família. Nem acredito que quando promete mais raides do género, porque os considera a forma normal e rotineira de fiscalizar a assiduidade dos funcionários, não esteja no seu perfeito juízo e a desrespeitar as chefias intermédias por si nomeadas.

Nem acredito que quando a coisa deu a bronca que se viu, Carlos Rodrigues tenha recebido instruções para recuar e abafar tudo e inventado a teoria de que estava tudo bem e que os médicos são afinal uma classe exemplarmente cumpridora. E que a promessa que fez de mais raides é tão disparatada como a insistência de Sísifo em empurrar repetidamente uma pedra pela montanha acima. Muito menos acredito que Álvaro Amaro tenha trazido Carlos Rodrigues para a Guarda sobretudo para arranjar uns empregositos para os amigos, ali na ULS, porque a Câmara já rebentava pelas costuras. Nem que Álvaro Amaro olhe furioso para tudo isto, perguntando a si próprio que mal é que fez a Deus.

Também não acredito que aquele hospital se tenha transformado numa espécie de manicómio. No que eu acredito mesmo, para que conste, é em gambuzinos… Ou, para ser mais moderno, em pókemons. Quer vocês creiam, quer não.
 
(Crónica no jornal O Interior - 11 de Outubro de 2016)

NOVOS VAMPIROS


quarta-feira, outubro 19, 2016

Gostei de ler

 
Miguel Guedes*

Escreve mais alto, Dylan!

"Something is happening here and you don"t know what is" - "Ballad of a thin man", Bob Dylan.

Recordarei para sempre a alegria quando anunciaram Bob Dylan como Prémio Nobel da Literatura. Tocado pelo regular fio das notícias, o sorriso abriu e ficou. É estranho e comovente como sabemos intuitivamente que nunca esqueceremos alguns momentos, como sabemos pela força dos detalhes o que atinge profundamente. "Tenho uma notícia tocante para vos dar e desta vez não é sobre o fim", disse aos amigos com que partilhava a mesa. Sei onde estava aquando da morte de Kobain, Buckley ou Bowie e lembrar-me-ei sempre onde estava quando me apeteceu, à distância da ilha de Santiago e invadido pela maravilhosa morna, resgatar todos os meus discos de Dylan e assaltar o sistema de som do restaurante. "Fantástico...", enquanto examinava meio incrédulo o meu ecrã de mão. Génio andarilho, património mundial da terra prometida para o Mundo, poeta trovador de paradeiro incerto quando nenhum sueco o consegue contactar para saber se irá ou não à atribuição do prémio. "Não estou preocupada, penso que ele vai aparecer. Se não quiser vir, não virá. Será uma grande festa na mesma", assegura Sara Danius, da Academia sueca. É assim mesmo, centelha nas vinhas da ira, cimento da adolescência e da dúvida até ao fim da vida. Já não me aproximava tanto dos suecos desde os filmes de Ingmar Bergman.

Algumas reacções literárias ao Nobel fazem parte de um romance de faca e alguidar barato regado com presunção numa saladinha mista de alcova e azia. Heresia, absurdo, sacrilégio, chegou o Nobel dos fanhosos. As canções não têm nada a ver com literatura (como se não fossem palavras escritas); o homem nem canta (afinal, a música é para aqui chamada); o perigoso precedente que se abre (quando arriscado era continuar a fingir que não há poesia nas canções); há escritores que mereciam mais (como continuam sem perceber que não há medalhas para todos os heróis?). Tolstói nunca ganhou o Nobel mas, ao que parece, nunca poderia ganhar se o musicassem. Digam, pelo menos, como Lobo Antunes: "Eu gosto".

Escritor de canções parece ser subespécie. Dylan estará muito feliz, rindo convulsivamente da reacção típica dos guardiões do templo. A oposição ao progresso é algo que conhece bem. Em 66, num concerto em Manchester, alguém na audiência chamou-lhe "Judas!" por ter abandonado a acústica acústica e pegar na eléctrica. "És um mentiroso", respondeu Dylan, ordenando à sua banda para tocar "ainda mais alto" a versão mais assombrada que já ouvi de "Like a rolling stone". "Algo está a acontecer aqui e tu não sabes o que é", escrevia ironicamente em "Highway 61, revisited". Pela forma como alguns escritores reagiram ao Nobel, há demasiada gente sem perceber que pode escrever menos em 30 anos do que em três minutos e meio. Tantas vezes, a vida em síntese.

*MÚSICO E ADVOGADO

O autor escreve segundo a antiga ortografia

Gordurosos


 
 
Ora cá está uma lista com os nomes dos maiores glutões de Portugal!
Há mais... claro que há!
O que seria deste nosso Portugal sem as eminências pardas?
As sementes lançadas à terra ... não cresciam!
Não chovia!
Não havia Sol!
O forno não cozia!
QUE HIPOCRISIA!
Estes são os tais que apertam o garrote aos que lhes pedem uma chouriça e exigem em troca um porco...
ARROTA POVO!

País pobre ou POBRE PAÍS?


Ao valor atual, o presidente da Caixa Geral de Depósitos vai ganhar por mês 57 salários mínimos. Qualquer coisa como 423 mil euros por ano (14 meses) e 1158 euros por dia.
Domingues não tem culpa do estado a que a CGD chegou, mas será ele quem vai ter de despedir dois mil trabalhadores. Com luz verde de um Governo que tropeçou nesses ricaços das pensões mínimas até 275 euros.
Os tempos de crise, como se sabe, costumam agudizar o fosso entre ricos e pobres.
Mesmo, em tempos de socialismo de gaveta!
Mas há mais… nesta «esquerda» COVARDE!
Os «vogais» receberão a módica quantia de ... 337 mil euros!
E, os «vogais» «não executivos» qualquer coisa como... 49 mil euros!
E eu a pensar que Portugal era um país pobre!
Com salários destes?
Arrota pelintra...
Portugal é isso sim um pobre país... um conjunto de cidadãos que não sabem, não querem dar uma VASSOURADA NESTA MALTRAPILHA!
Se não houvesse usurpadores destes a CGD não funcionava?
COVARDES DA TRAMPA!
UM ULTRAJE DE TODO O TAMANHO À POBREZA DE UM POVO! 
E dizem-se eles de «esquerda»!
Olha se não fossem....

A EDP, o MAAT e a irresponsabilidade social


José Vítor Malheiros
 
Foi há uns vinte anos que o conceito de “responsabilidade social das empresas” começou a aparecer no discurso público e no menu de serviços das empresas de consultoria.

O conceito tem muitas definições, mas as empresas que dizem assumir a sua “responsabilidade social” querem dizer, basicamente, que tentam relacionar-se de uma forma responsável com o ambiente e investem uma parte dos seus lucros em acções de mecenato e filantropia.

Não simpatizo com o conceito. Não porque ache que as empresas devam ter uma atitude irresponsável perante a natureza, a sociedade ou a cultura mas, precisamente pelo contrário, porque acho que a assunção dessa responsabilidade deve ser algo nuclear na actividade de todas as organizações e não um adereço de uso optativo, usado para fins de propaganda por uns e ignorado por outros.

As empresas cumprem o seu papel social e assumem a sua responsabilidade social quando cumprem as leis, quando pagam os seus impostos sem usar subterfúgios, quando criam emprego e promovem a formação profissional, quando tratam e remuneram com decência os seus trabalhadores, quando apostam no desenvolvimento sustentável, quando tentam oferecer aos seus clientes os melhores produtos e serviços, quando assumem responsabilidade pelos seus erros e os corrigem, quando apostam na investigação e desenvolvimento. É muito, mas é o mínimo. E é o mínimo mas não é preciso fazer mais. Não é exigível que uma empresa distribua refeições a sem-abrigo. Se quiser fazê-lo ou dar condições aos seus trabalhadores para que eles o façam, isso é bom, mas a sua “responsabilidade social” não exige isso. O que ela exige é o resto. Se, além disso quiser fazer mais, que faça, mas só depois de cumprir o programa básico.

O conceito tem outros problemas. Ele serve com frequência apenas para tentar esverdear a imagem de empresas poluidoras ou branquear práticas fiscais imorais. Por trás da “responsabilidade social das empresas” esconde-se ainda o pensamento segundo o qual a assistência aos pobres, a protecção do ambiente ou o financiamento da cultura podem ser assumidos com vantagem pelo sector privado e, portanto, o Estado pode desvincular-se deles. Ou a ideia de que as empresas podem compensar de moto-próprio as comunidades a que pertencem pelo abuso de recursos naturais e destruição do ambiente em vez de serem obrigadas a agir de forma responsável graças à regulação e à política fiscal e sancionadas quando não o fazem.

Claro que me parece que faz sentido que uma empresa de electricidade transforme em museu uma antiga central, como faz sentido que um banco exponha ao público as obras de arte em que investiu em vez de as ter guardadas no cofre. Mas essas acções não podem substituir aquilo que deve ser a responsabilidade central da empresa. Uma empresa como a EDP, por exemplo, deve, acima de tudo, produzir electricidade barata de forma sustentável, sendo campeã da aposta nas energias renováveis e da mobilidade eléctrica. É simples.

É por isso que é tão lamentável que a EDP, conhecida pela prática reiterada de preços escandalosos, pelo recebimento indevido de rendas do Estado e pela suspeita de práticas de concorrência ilegais, apresente o seu luxuoso Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT) como compensação bastante de todas essas tropelias, em nome da sua “responsabilidade social”, e que isso mesmo seja engolido com isco e anzol pela comunicação social e pelo Presidente da República.

Gostei de ler


Quando se mastiga, perde depressa o açúcar, mas fica mais elástico e capaz de esticar até aos limites dos partidos ou se ajustar a qualquer cavidade – até à do défice público. A Lei que o Governo negociou com os parceiros da maioria parlamentar ajusta-se à liturgia da esquerda no fim da sobretaxa ou nos aumentos das pensões, mas a direita não tem razões de queixa na troca de 1% do imposto de selo sobre os imóveis milionários pelos 0.3% do “imposto Mortágua”. O Orçamento que o Bloco defende com timidez e o PSD ataca com veemência nega aumentos a milhares de pensionistas de baixos rendimentos mas, lá para o final do ano, concederá aos assalariados mais ricos um generoso alívio fiscal via extinção da sobretaxa - o que sempre serve para mostrar o seu ecumenismo e para afundar a perigosa ideia de que em São Bento está um governo contra os ricos. A proposta devolve rendimentos aos portugueses, mas sobrecarrega-os com taxas e multas. Vale tudo para mascarar a austeridade e ficar bem Bruxelas. Ainda há por aí alguém que fale num “virar de página”?  

Nunca no Portugal recente houve um orçamento tão pantomineiro como o de 2017 e nesta designação não se expressa apenas censura. Há nas suas alíneas tantas contradições, tanta oposição entre boas e más medidas, entre propostas inteligentes, sensatas e de esquerda e outras patetas, demagógicas e também de esquerda que, no final do dia, é caso para se dizer que o orçamento não é bom nem mau, antes pelo contrário. O documento é uma obra que combina extorsão (a receita cresce 4.1% e sobe para 44.1% do PIB), com sensibilidade social, com propostas amigas das empresas (redução de IRC no interior ou benefícios fiscais para aumentos de capital) ao mesmo tempo que devolve rendimentos, esquece camadas sociais especialmente frágeis e penaliza investimentos em áreas sensíveis como o turismo residencial. Se o Governo se esforça por manter promessas eleitorais ou acordos negociados com os parceiros, fá-lo através de fórmula política inovadora: a do conta-gotas. Uma pinga em Janeiro com a taxa de inflação, outra lá para o Verão até aos dez euros, outra lá para o Inverno com o desmantelamento final da sobretaxa do IRS.

Pode parecer fácil. Para o PSD ou para o CDS parece até pior – uma mentira ou um “embuste” e por aí fora. Mas não é. Vários analistas olham para o orçamento como mais uma prova acabada do génio político de António Costa. E é impossível não estar de acordo. Não tanto pelo carácter desalmado, chiclete, de um orçamento que é tudo e coisa nenhuma ao mesmo tempo. Mas pelo facto de, finalmente, ter amarrado o Bloco e o PCP ao compromisso europeu. Por os ter obrigado a perceber que não se fazem omeletes sem ovos. Toda a ginástica conceptual do orçamento se explica em função dessa prioridade do Governo: toma lá dez euros para as pensões e deixa-me em paz a aumentar o excedente primário em 0.6% do PIB; entretenham-se lá com o aumento da tarifa social da água que o primeiro-ministro e o ministro das Finanças têm de ir a correr a Bruxelas dizer que o défice vai ficar em 1.6%. Costa tornou-se um sedutor que depois manipula as conquistas. Ele é o rei e senhor da coligação. O homem com poder de contar os ovos para determinar o tamanho, o sabor e o grau de fritura da omelete.

Domar as feras (onde está a Frenprof e a CGTP?) e chamá-las para o espaço do consenso democrático, liberal e europeu que é a matriz do PS é para António Costa uma tarefa cada vez mais fácil. Porque ainda anda por aí um bicho papão que torna palatável a obsessão do défice e legítima a “submissão” (na gíria do PCP) a Bruxelas: o passado recente. Ou, melhor, Passos Coelho. “O OE prossegue o caminho de reposição de direitos e rendimentos iniciado há um ano com a derrota do Governo PSD/CDS e da sua política de exploração e empobrecimento”, justificava o deputado Paulo Sá, do PCP; “A direita agrediu o país durante quatro anos com um mantra sobre a suposta inevitabilidade de empobrecermos” e este orçamento riscado pelas “forças da maioria política que viabiliza o Governo” começaram a “transformar a esperança em futuro”, nota José Manuel Pureza, do Bloco. Não se vê como pode um país e uma economia sobrecarregada de impostos encarar o futuro. Não se entende como se baixam impostos a quem tem casas que valem mais de um milhão de euros e não se aumentam algumas pensões mínimas. Não se compreende como se abdica de 350 milhões de euros de IVA na restauração e não se consegue encontrar cabimento orçamental para recrutar auxiliares para as escolas. Mas, pronto, antes isso que o regresso da direita.

O problema maior do orçamento não é por isso o que ele é. É mais o que ele não é. É uma lei ditada pelo instinto de sobrevivência política, não é um plano com ideias para o futuro. É uma construção casuística, incoerente e frágil, não é um plano de ataque aos problemas essenciais do país. É um remendo nas dificuldades de algumas camadas frágeis da sociedade, mas não é capaz de atrair investimento, de responder ao drama de milhares de desempregados de longa duração ou dos jovens. Como nos tempos de Sócrates ou de Passos, António Costa tergiversa em relação ao problema essencial: o de puxar por uma economia e uma sociedade incapaz de pagar tanta despesa pública. Enquanto houver um contribuinte para colectar impostos ou um utente para pagar taxas (e, já agora, o BCE a segurar a dívida pública), jamais haverá orçamentos exigentes e voltados para o futuro. Enquanto houver um governo minoritário que sobrevive com o apoio de partidos que não subscrevem o essencial do seu programa, não haverá lugar para outra política que não a da pastilha elástica. Com orçamentos destes, só dá para navegar à bolina. Estamos a iludir-nos com a ideia de que empobrecer lenta mas inexoravelmente é bom.

O mal maior deste orçamento está por isso no contexto e na ilusão de que basta um pouco de ginástica fiscal para o mudar. Por isso ele estica para abraçar a liturgia do Bloco e do PCP, para sintonizar a esquerda utópica que acredita na redistribuição mesmo quando nada há para redistribuir e a exigência dos mercados e de Bruxelas. Não é um orçamento nem mais nem menos rigoroso do que os anteriores – é apenas mais inventivo e mirabolante. É, essencialmente, um orçamento que olha para o Estado como uma entidade esmoler e para o país como um alvo ideal para a caça de multas e taxas. Daqui a um ano, havemos de olhar para trás, reparar na nota de vinte, ou menos, que nos devolveram e lamentar mais um ano perdido. Podemos conseguir aplacar a ira de Bruxelas (e esse compromisso é de elogiar), mas haveremos de reparar que estivemos a assobiar para o lado enquanto alimentávamos um monstro que no final de 2017 será mais caro e muito mais difícil de vergar.
Ou ainda acreditam que o Pai Natal nos salva do défice e da dívida?      

terça-feira, outubro 18, 2016

Gostei de ler


Paulo Baldaia
 
O ano escolar começou na perfeição? Não. Ainda assim, os problemas foram em número reduzido e rapidamente resolvidos? Não. Então o que se passa para os sindicatos estarem tão caladinhos? A paz social que hoje vivemos, muito melhor do que no tempo dos outros senhores, é "comprada" e não adere à realidade. Os sindicatos da CGTP, do mais profissional que existe neste país, não dão ponto sem nó. Inteligentes, recuam enquanto recuperam influência para poderem contra-atacar quando tiverem a faca e o queijo na mão.

Tudo contestou a Fenprof de Mário Nogueira, quando não faziam parte da solução. Tudo parecem aceitar, agora que interesses maiores se levantam.

Vamos ver já nesta semana, quando houver uma reunião da concertação social e o governo puser em cima da mesa dossiês que são ganhos claros para a CGTP. A começar pela renegociação dos contratos coletivos e da caducidade dos mesmos que, agora, sem novos acordos, remete para a lei geral e, no futuro, vai fragilizar o poder negocial dos empresários. Uma negociação do Orçamento não se faz apenas sobre o deve e haver das contas do Estado, também se joga nestas negociações paralelas.

Num país a precisar urgentemente de concertação, confirma-se que direita e esquerda são demasiadas vezes sinónimo de defesas corporativas. Raramente é o cidadão comum o objeto de interesse do exercício do poder. Importa mais à direita defender as corporações empresariais e à esquerda as corporações sindicais. A resposta do lado contrário, percebe-se, é idêntica. Anda Portugal, para os patrões, no melhor dos mundos quando a direita está no poder e no melhor dos mundos se encontra, para os sindicatos, quando o poder é da esquerda.

A educação dos nossos filhos é coisa séria de mais para estar sujeita a estes caprichos. Já não era suposto haver problemas um mês depois da abertura do ano escolar, mas há. E há, por parte dos sindicatos, um silêncio que os devia envergonhar. Não quero esquecer este tema, porque tenho vergonha alheia. Ainda me lembro de que o verdadeiro emplastro televisivo era Mário Nogueira, que aparecia a protestar onde quer que fosse o primeiro-ministro. Alguém sabe onde ele para?
 
HAJA VERGONHA!
SERÁ QUE SABEM O QUE ISSO É?

 

MAIS & MAIS ROUBOS


 
Os portugueses a circular pelos troços concessionados pela Infraestruturas de Portugal já pagaram 225 milhões de euros em portagens entre janeiro e agosto deste ano. É uma média de quase um milhão de euros por dia de encaixe com os automobilistas.

Entre os troços concessionados pela Infraestruturas de Portugal - que resulta da fusão da Estradas de Portugal com a Refer - estão sete antigas Scut, a Via do Infante (A22), a Costa da Prata (A29 ) e a A25, que atravessa as beiras Litoral e Alta, só para dar alguns exemplos da rede portajada pela empresa pública.

Os dados da receita com portagens constam do último relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que usa dados da Direção-Geral do Orçamento (DGO). Estes 225 milhões de euros verificados até agosto representam 70% do total previsto no Orçamento do Estado de encaixe com as portagens da Infraestruturas de Portugal: 328 milhões de euros.

A análise da UTAO é mais abrangente no tempo, dado que analisa os dados recolhidos até agosto. Ainda assim, a própria empresa pública nota, no relatório e contas relativo ao primeiro semestre do ano, que as portagens nas antigas Scut são cada vez mais importantes para a sustentabilidade financeira da empresa.

"No que se refere às ex-Scut, incluindo o troço da A23 integrado na rede IP, a cobrança de portagens rendeu aproximadamente 83,4 milhões de euros", cerca de 68% do total da receita arrecadada com portagens no primeiro semestre apenas.

A cobrança de portagens nas ex-Scut continua a ser contestada, mesmo depois de o Executivo liderado por António Costa ter aplicado um desconto de 15% em portagens em algumas antigas Scut, maioritariamente as localizadas no interior do País e no Algarve. Para diferentes comissões de utentes, o desconto é "manifestamente insuficiente".

Outra «malvadez» do Sócrates NUNCA investigada!
Outra ... e há muitas mais...
É FARTAR VILANAGEM!

A RTP é um poiso de abutres


O Grupo RTP deverá ter no próximo ano receitas totais de 235,8 milhões de euros, segundo dados presentes no Orçamento do Estado para 2017, um aumento de 1,7 milhões em comparação com o previsto para este ano, que se fixou nos 234,1 milhões. Este valor significa que, em média, a empresa pública terá 646 mil euros para gastar por dia, mais cinco mil euros do que em 2016.A grande fatia das receitas da RTP no próximo ano advém da Contribuição sobre o Audiovisual (CAV), que vai dar ao grupo público 183,7 milhões de euros (503 mil euros diários), uma subida de 3,5 milhões face ao valor previsto para este ano (mais dez mil euros diários).
Recorde-se que o Governo fixou o valor da CAV em 2,85 euros mensais (a que acresce 6% de IVA, colocando o total em 3,021 euros/mês, ou 36,25 euros anuais por cada cliente), que são pagos
quem tem tarifa social paga cerca de 1 euro mensal.
As contribuições públicas vão totalizar 77,9% do total de receitas da empresa de rádio e televisão (mais 0,9 pontos percentuais do que em 2016). Os outros proveitos da RTP, nos quais se incluem os ganhos com publicidade e distribuição de canais, entre outros, serão de aproximadamente 52,1 milhões de euros, uma quebra de 1,8 milhões face a este ano.
Contas feitas, com as receitas comerciais, a empresa pública terá mais 143 mil euros por dia. Ou seja, somando as receitas públicas com as comercias, atingimos o valor de 646 mil euros diários.
 
ISTO É UM ROUBO!
Em média, a RTP terá 646 mil euros para gastar por dia, mais cinco mil euros do que em 2016.
Não há dinheiro para a saúde, SNS já em ruptura financeira, não há dinheiro para a Educação, exemplo escolas degradadas - caso da José Falcão em Coimbra, não há dinheiro para as reformas mais baixas....
Mas, no entanto, pagam-se BRUTAIS ORDENADOS a pseudo jornalistas, malabaristas, «coisinhas que se acham com piada» para estarem na televisão pública!
VASSOURADA JÁ!...
FARTO DE SUSTENTAR PARASITAS

segunda-feira, outubro 17, 2016

Estudos e ....


http://www.dn.pt/sociedade/interior/alunos-portugueses-mais-indisciplinados-com-os-professores-mais-velhos-5447048.html
Há estudos para todos os gostos e para todos os fins.
Não conheço os dados que serviram de base ao estudo...
Como tal vou esperar por mais informação.
Lembrar que há muito pouco tempo houve quem falasse de uma classe docente envelhecida...
Há sempre forma de fazer uma não notícia!...
Estranha-se o facto de serem dois jornais «ligados» à mesma empresa a divulgarem tal notícia...
ESTRANHA-SE!

Mas que fim? Da linha?


 
 
A prova provada que as pessoas cada vez mais VIVEM PIOR!
FIM DA AUSTERIADE?
HIPÓCRITAS!
NÃO HÁ DINHEIRO NEM PARA O PÃO!
O aumento dos 25 cêntimos RESOLVE TUDO......
ACÉFAOS E ALDRABÕES!
MAS AS REFORMAS VITALÍCIAS PARA OS PARASITAS VÃO VOLTAR!
IMBECIS!

Gostei de ler


A austeridade das esquerdas

João Gonçalves *

O primeiro-ministro, quando está mais "apertado", começa invariavelmente as respostas por um mal pronunciado "vamos lá a ver". E "pegou" o vício ao Orçamento para 2017. É natural. Um orçamento - do Estado, das compras para a casa ou de uma obra de construção civil - é uma previsão de despesas e de receitas. No caso do Estado é, também ou sobretudo, um documento político. Um governo, o de Mota Pinto em 1979, viu a sua proposta orçamental rejeitada pelo Parlamento e caiu a seguir. Na derradeira legislatura, para não irmos mais longe, foram vários os pedidos de aferição da constitucionalidade de algumas normas orçamentais. E outros tantos foram os rectificativos por causa das decisões do Tribunal Constitucional ou apesar delas. Nenhum presidente vetou qualquer orçamento mas também nenhum, até agora, se privou de suscitar questões de constitucionalidade, ou outras, junto de quem de direito. O próprio dr. Centeno encarregou-se de cobrir o seu documento de política ao declará-lo "de Esquerda", uma inovação "doutrinal" em matéria de Finanças Públicas e Direito Financeiro. O Relatório do Orçamento, aliás, menciona a "estabilidade política" decorrente de uma maioria parlamentar explícita, que o orienta e justifica, o que decerto agradará a Bruxelas. O "visto" europeu não depende de "ideologias". É-lhe indiferente se os orçamentos são de "Esquerda" ou de "Direita" desde que a execução orçamental cumpra os limites do défice. É por isso que, entre manobras de ilusionismo orçamental, este Orçamento prolonga a austeridade (Jerónimo chama eufemisticamente "limitações" à austeridade e Catarina descreve-a hipocritamente com "um Orçamento do PS"), não dá garantias à economia e instabiliza fortemente o sistema fiscal com um "modelo" agravado de tributação indirecta que mais parece copiado daquilo que Costa fazia na Câmara de Lisboa: taxas e taxinhas a nível nacional. É um Orçamento instável, clientelista (por exemplo, dos 445 milhões de euros para Cultura, 0,1 % do PIB, 236 são para a RTP, o que só por si equivale a 84% da rubrica do total das "reposições" horárias e de "cortes" na Função Pública), tacticista e cheio de vasos comunicantes em forte risco de entupimento na execução. É, afinal, o "vamos lá a ver" em números. A Direita, porém, deve levar a sério mais a afirmação da "estabilidade política" que os números. Embora não saibamos o que tem para troca. Porque esta "estabilidade", com mais ou menos austeridade, veio para ficar. Custe o que custar.

* JURISTA

O autor escreve segundo a antiga ortografia

BACOCO

 
O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, considera que Portugal é um "país com demasiada pobreza", uma situação que "é urgente" mudar.  
Nunca vi TANTA HIPOCRISIA!
É por termos TANTA POBREZA que este governo, da geringonça, NÃO AUMENTOU AS REFORMAS MAIS BAIXAS?
CRETINOS!

Será?


O mais procurado no País!
Dizem os acéfalos!
E OS OUTROS?

A grande vitória

Deram-se as eleições nos …. Açores!
Deram-se, isso mesmo, dado que hoje tudo se ganha e tudo se perde com cenouras e, o tubérculo é coisa que abunda por aquelas paragens…
Todos gritam a plenos pulmões VITÓRIA!
Todos?
Bem!
Todos NÃO.
O PSD não poderá gritar vitória alguma….
BEM PELO CONTRÁRIO!
Mas o que a corja dos eleitos não diz é quem ganhou foi... a ABSTENÇÃO!
A ABSTENÇÃO ATINGIU 59%!
Ou seja, quem se pode achar representante de 49% da população?
ASININOS!
É A CENOURA PARA BURROS!
Podem até dizer que há muitos recenseados no arquipélago que não estão a viver por lá!
Mas logo 59% da população? Vai enganar a tua mãezinha, acéfalo!
Já agora!
Não seria altura de se fazer a limpeza tão DESEJADA dos cadernos eleitorais lá, como cá?
Já percebemos que NÃO INTERESSA!
Lá se iam as subvenções… partidárias e certas mordomias bem caras aos contribuintes!
VIVA A PALHAÇADA!
É FARTAR A PANÇA CAMBADA!
Pobres contribuintes que PAGAM a parasitas sociais!
CUIDADO A VOSSA CREDIBILIDADE BATEU NO FUNDO SEUS HIPÓCRITAS!

terça-feira, outubro 11, 2016

O MAAT não é da EDP


https://www.publico.pt/economia/noticia/o-maat-nao-e-da-edp-1746849?frm=opi
 
A receita da EDP que lhe permite alimentar a Fundação tem em grande parte origem num mesmo ponto, mesmo que pareça distante, ou seja, nas tarifas que cada consumidor paga, directa ou indirectamente. Olhando para o circuito do dinheiro será justo dizer que o MAAT não é da EDP. É dos seus clientes directos, que nas suas facturas mensais de electricidade contribuíram para ele. É dos 5,4 milhões de consumidores actuais de electricidade e dos mais de meio milhão no gás em Portugal; é do milhão na electricidade e dos mais 800 mil no gás em Espanha; é ainda dos 3,2 milhões de electricidade no Brasil. E por fim é um bocadinho dos clientes da EDP de países onde esta só na produção. França, Bélgica, Itália, Polónia, Roménia, EUA e Canadá. De uma forma ou de outra, no final deste enredo, está a casa do consumidor, qualquer que seja a fórmula de definição das tarifas que pagam as actividades necessárias até os electrões chegarem ao destino. Deste ponto de vista, o MAAT será de todos nós e a EDP, sua administradora.

Para a semana há mais....


segunda-feira, outubro 10, 2016

Pensamento

«Quando perceberes que, para produzir, precisas de obter autorização de quem não produz NADA; Quando comprovares que o dinheiro flui para quem negoceia não com bens, mas com favores; Quando perceberes que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de nós; Quando perceberes que a corrupção é recompensada, e a honestidade converte-se em auto sacrifício; Então poderás afirmar, sem medo de errar, que a TUA SOCIEDADE ESTÁ CONDENADA»!
Ayn Rand.


OLHA À TUA VOLTA E VERÁS QUE ESTAMOS LÁ!

A SOCIEDADE ESTÁ CONDENADA!