terça-feira, outubro 20, 2015

Os trapezistas

 
 
Toda a escumalha, porca e sebenta tem sempre o mesmo discurso «o poder não me interessa, só acarreta chatices e … muito trabalho»!
UMA TRAMPA!
Isso é só enquanto não saboreiam os doces das mordomias, a gestão dos interesses dados e recebidos, o desejo vão de mandar, de ter súbditos, lambe cus que os lambuzam a toda a hora e instante…
JÁ SE SABE A DECISÃO DE UM CAVACO!
Mas insistem, insistem com a mesma argumentação…
CONVERSA DA MERDA!
Até já há quem abdique do lugar de «carroceiro» para dar o lugar a outro…
Só que a carroça lá irá por montes e vales aos solavancos com os tristes de sempre a puxarem-na e, os «passageiros» a cantarem alegremente o «Lá vamos, cantando e rindo… levados, levados sim …»!
A trampa do costume.
Não se excitem nem se masturbem antes do acto… o Cavaco pensou tanto, mas tanto, que tem a solução mais que pensada…
Será?
Não foi a «cagarra» que disse que tinha todos os cenários em cima da mesa?
Não sei se estaria a pensar nos produtos da horta ou do pinhal…
Cada um come do que mais prover!
Vá lá, mata a fome de poder da corja!
Para ela um poema do Bocage…
Assertivo quanto baste… 
SONETO AO VIL INSETO
Enquanto a rude plebe alvoroçada
Do rouco vate, escuta a voz de mouro,
Que do peito inflamado sai deste ouro
Por estreito bocal desentoada;
 
Não cessa a cantilena acigarrada
Do vil insecto, do mordaz besouro;
Que à larga se criou por entre o louro
De que a sabia Minerva está coroada;
 
Enquanto o cego ateu, calvo da tinha,
Com parolas confunde alguns basbaques,
Palmeando a amatória ladainha;
 
Eu não me posso ter; cheio de achaques,
Cansado de lhe ouvir — "Bravo! Esta é minha!"
Cago sem me sentir, desando em traques.
 
Bocage