terça-feira, junho 24, 2014

Para que serve uma polícia de defesa do «estado»?


Alguém me sabe responder a tal questão?
NINGUÉM.
Um artista plástico morador na Quarteira vai a julgamento por enforcar a bandeira de Portugal. 
Mas Cavaco Silva também era para ir a Tribunal pelo mesmo crime em 2012, mas não chegou a por lá os pés, NEM FOI INCOMODADO PELA POLÍCIA DOS «BONS COSTUMES».
Há dois anos que este processo se arrasta. Élsio Menau,, artista plástico e morador na Quarteira, obteve 18 valores pela obra de arte intitulada “Portugal na Forca” no curso de Artes Visuais da Universidade do Algarve.
Ao mesmo tempo, também ganhou um processo em tribunal por ultraje à bandeira nacional.
Foi em 2012 que El Menau, foi chamado por carta à PJ. 
Perguntaram-lhe se ele tinha sido o responsável por “enforcar” a bandeira nacional ao que afirmou ter sido, mas na sequência de um projecto artístico. 
Isto bastou para ter um processo.
Tudo isto aconteceu depois dos acontecimentos de 5 de Outubro de 2012 onde Cavaco Silva e António Costa içaram a bandeira nacional ao contrário.
O trabalho artístico esteve exposto numa propriedade privada e também num convento, em Loulé, na Galeria do Convento de Santo António durante dois meses.
Segundo Menau comentou, “o objectivo era passar na disciplina com a maior nota possível e foi o que aconteceu, não era um crime nem era nada contra a pátria”. 
Sobre o processo, o artista comenta ainda que “o processo não tem ponta por onde se pegue” e que “eles não compreendem a arte, porque o papel da arte é também esta não é só chegarem a uma galeria e dizerem que era bonito ou feio, a arte da actualidade já não é bem assim“.
O professor que lhe deu nota 18 vai ser testemunha no processo, bem como alguns amigos do curso.
Este «caso» IDIOTA é revelador da INCOMPETÊNCIA, TACANHEZ de uns «testas de ferro» que não sabem distinguir um triciclo de um foguetão.
POBRES DE ESPÍRITO.
Quando, antes do 25 de Abril de 1974 as aulas da faculdade eram «invadidas» pelos cães raivosos e, indiscriminadamente, eramos levados para a esquadra para sermos identificados, logo uns cães passavam a «pente fino» os nossos livros.
E, a ordem que tinha a matilha era encontrar e apreender tuda e qualquer obra que tivesse o nome de Marx e de Lenine. Tudo o resto podia «passar». Não lhes tinham dito que havia outros autores tão ou mais «malditos» que aqueles.. só que não sabiam, não lhes tinham dito....
PAROLADA QUE AINDA HOJE SE MANTÉM.
É O MESMO QUE DECIDIR SE UMA MANIFESTAÇÃO PODE OU NÃO REALIZAR-SE EM DETERMINADO CONTEXTO.
MAS QUEM É ESTA CANALHA PARA DECIDIR O QUE DEVE E NÃO DEVE SER FEITO e ONDE?
OLHEM PARA ELES....  
Um dia destes, teremos uns quantos «informadores», «lambe-cus», a denunciarem alunos à «polícia dos costumes», sobre posições contrárias às do «regime das maiorias».
PIOR? SÓ SE FOR NA COREIA DO NORTE!!