sábado, fevereiro 28, 2009

Os congressos do nada e coisa nenhuma


Já houve o chamado congresso das minudências.

Agora, surgiu o congresso do unanimíssimo.

De tal forma que, à pergunta aos congressistas, militantes eleitos, se tinham lido alguma das moções e, principalmente a do chefe, a resposta foi, igualmente, unânime - NÃO LERAM!!!

Assim se faz um partido a uma só voz: mudos e calados como interessa.

Batam palmas que o chefe está a ver, ou então, lá se vai o tacho dado ou prometido.

Não temos medo do medo

Francisco Louçã respondeu à letra a António Costa.
«É uma honra para o BE ser transformado no principal adversário deste partido esponjoso»;
«O que diz o Governo a Américo Amorim quando este quer despedir? – Força!
E sobre os offshores? O Governo não mexe uma palha»;
Louçã ironizou com a sentença a que o empresário Domingos Névoa foi condenado, por tentativa de corrupção. «Foi condenado ao equivalente a duas multas de trânsito», disse Louçã, indignando-se por, no processo judicial, o administrador da Bragaparques ter admitido «juntar uns dinheiritos para fazer umas ratices» com as autarquias.
«O país está refém das ‘ratices’», acusou Louçã, acusando o Governo de estar imobilizado perante os interesses económicos e nada fazer para lidar com «as questões fundamentais», principalmente com o desemprego.»
«As ratices são também, já agora, a ratice do Terminal de contentores de Alcântara, oferecido por 27 anos ao amigo Jorge Coelho».
«Sabemos quem são os parasitas da desgraça alheia. Os que se transferem da política para os negócios. Essa geração de Manuel Pintos e Dias Loureiros», disse, em referência ao caso BPN e ao perdão de 62 milhões de dívida de um empresário.
«É uma honra para o BE que tenha sido transformado no principal adversário desse partido esponjoso», gritou Louçã, acrescentando que do Bloco «ainda não viram nada». Identificar o BE com um partido de protesto é errado, deu a entender. «Se fosse assim, eles não estavam tão preocupados».

Já não admira

Na Assembleia Municipal da Guarda, do dia 26 de Fevereiro de 2009, o Ps impediu a aprovação de uma proposta do Bloco de Esquerda de apoio às vítimas da crise económica.
A actual crise financeira e económica internacional agravou drasticamente toda uma situação de crise profunda que vivem muitas das famílias do concelho.
Todas as instituições de solidariedade do concelho relatam o aumento de graves carências sociais e económicas, pobreza envergonhada, degradação e exclusão social, endividamento e até muitas situações de fome efectiva.
Mas, a maioria Ps negou que a recomendação que se transcreve fosse aprovada.
Dizem, os ditos maiorais, que a Câmara já tem gabinetes para ajuda aos cidadãos.
Tem???
Esperemos que não se arrependam do que fizeram.
O «Tsunami» está a chegar.
Enquanto julgam acreditar nos ilusionistas, a catástrofe social será, irremediavelmente, de consequências graves.


«Proposta de Recomendação pela constituição de um Gabinete Municipal de Combate à Crise


A actual crise financeira e económica internacional agravou, drasticamente, toda uma situação de crise profunda que já se vinha sentindo nos últimos anos no país.
Os grupos sociais que mais sofrem são sempre os mesmos: as famílias com menores rendimentos, os trabalhadores com baixos salários, os desempregados, os idosos com pensões de miséria, a generalidade dos excluídos.
Numa época de grave crise, o que se tem visto por parte do Governo é o apoio escandaloso aos mais ricos e poderosos, por exemplo salvaguardando os milhões das fortunas dos donos do BPN e do BPP à custa dos impostos dos contribuintes.
O concelho da Guarda não fica, naturalmente, à margem da crise.
Mas, por se tratar de um concelho onde as alternativas de emprego não existem, por culpa de um modelo de desenvolvimento nacional que privilegiou o litoral em detrimento do interior, obrigando a que os cidadãos do concelho sintam mais duramente a crise.
Na área do nosso município existem graves carências sociais e económicas, atingindo muitos cidadãos (não apenas os desempregados, mas também os precários que auferem baixos salários, por exemplo) e atingindo igualmente as suas famílias. Há exclusão social, há sobreendividamento que atinge famílias e pequenas empresas. Dificuldades de vária ordem, que o Bloco de Esquerda tem repetidamente denunciado e que o agravar da crise vêm agudizar.
Um país só é livre e democrático na sua plenitude quando todos os cidadãos, sem exclusões, usufruírem do bem-estar e de uma efectiva qualidade de vida, nomeadamente a satisfação das suas necessidades básicas. Compete aos poderes públicos, incluindo as autarquias, contribuir para a satisfação dessas necessidades.
Neste sentido, a Assembleia Municipal da Guarda, reunida em sessão ordinária no dia 26 de Fevereiro de 2009, delibera:
Recomendar à Câmara a constituição de um Gabinete Municipal de Combate à Crise, com a finalidade de proceder, no território concelhio, a um levantamento exaustivo de todas as situações de pobreza, exclusão social, sobreendividamento de famílias e de pequenas empresas, bem como identificar as medidas que possam estar ao alcance do município desenvolver, de modo próprio ou em articulação com outras instituições públicas ou privadas, com vista a minorar o impacto da crise sobre os grupos sociais mais desfavorecidos presentes no nosso concelho.

Guarda, 26 de Fevereiro de 2009,
O deputado pelo Bloco de Esquerda,
Jorge Noutel
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Quem será o peru?


«Ninguém ganha de véspera. Ninguém morre de véspera, só o peru de Natal».

A frase é do «malho» do Ps, Augusto Santos Silva.

Afinal quem será o peru de Natal?
Ninguém ganha de véspera?? Não se está a referir ao chefe que ganhou por mais de 90%, pois não??
Coisas de candidatos únicos!!!

Será que haverá Natal pelo Carnaval? Ou será antes Quaresma em vez de Natal?

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Polícias de costumes


Ontem foi a «ida» intempestiva da polícia a um sindicato, saber quais eram as frases a serem gritadas numa manifestação.

Depois foi a nova «investida» da polícia aos sindicatos para «saberem» dos comunicados a distribuir numa manifestação.

Depois o «Cagalhães» CENSURADO num corso de Carnaval.

Hoje, e de novo, a polícia apreende todos os exemplares disponíveis do livro "Pornocracia", de Catherine Breillat, de uma feira de livro em Braga, alegando que a capa da obra é "pornográfica".

O livro foi editado em 2003 pela editora Teorema e a capa exibe uma reprodução da pintura "A origem do mundo", de Gustave Courbet, pintada em 1866, que está exposta no museu d'Orsay, em Paris, e é uma das mais vistas pelo público.

Três agentes dirigiram-se à feira e confiscaram todos os exemplares do livro.
No auto de apreensão, a PSP considera(???) que a capa "apresenta cenas com conteúdo pornográfico, estando os mesmos expostos ao público".
O livro, porém, já foi exibido em livrarias de todo o país, tendo sido editado pela Teorema em 2003.
Segundo António Lopes, um dos sócios da Inovação à Leitura, a actuação das forças policiais foi "um atentado à liberdade" e a actuação da polícia um "abuso de autoridade": "Chegaram aqui sem mandato judicial, baseando-se apenas numa denúncia. É um verdadeiro acto censório", acusa.

Isto acontece em Braga, claro!!!
Então não houvera de ser???
Depois dos discursos «inflamados» de bispos, arcebispados e outros mandatários da santa madre igreja sobre tantas e tantas vivências que, a CADA UM E SÓ A CADA UM DIZ RESPEITO, só faltava esta da denúncia de um «bufo» que se queixou da falta de pudor da obra.
Não sabiam os falsos moralistas, os «donos» de consciências, os acéfalos que a gravura é uma obra de arte?
Coitados!!!
Estudassem eles e os seus CHEFES!!!
Mas, é a cultura do País, nada mais a acrescentar.
Se fosse uma qualquer música pimba, aí já a conheciam bem e de cor, mas arte, verdadeira arte não conhecem.
É que "A origem do mundo" é uma das obras mais famosas de Gustave Courbet, um dos expoentes do movimento realista da pintura francesa do século XIX. Foi encomendado ao pintor por um diplomata do império otomano. Depois de muitas peripécias e de ter sobrevivido ao saque das tropas russas a Budapeste, na Segunda Guerra Mundial, onde se encontrava então, o quadro acabaria por ser comprado pelo famoso psicanalista francês Jacques Lacan em 1955 e passou para o Museu d'Orsay depois da morte do psicanalista, em 1981.
O postal vendido pelo museu com a reprodução do quadro é o segundo mais vendido, sendo o primeiro a reprodução de "Moulin de la Galette" de Renoir.
O episódio de Braga já é tema de chacota em TODO O MUNDO!!!
"Tenho 50 anos e sempre vivi em liberdade; deixem-me terminar a minha vida livre; quando morrer, deixem que se diga de mim: 'Ele não pertencia a qualquer escola, a qualquer igreja, a qualquer instituição, a qualquer academia e muito menos a qualquer regime que não fosse o regime da liberdade'", disse Courbet no seu 50º aniversário.
Para que conste na memória dos autos .... de fé, como na INQUISIÇÃO!!!

Tenho vergonha de gente parasita mas, principalmente, de INCULTOS e servos da HIPOCRISIA atentatória da LIBERDADE.

Nos tempos da PIDE, quando éramos levados para as esquadras da polícia revistavam-nos os livros. Mas, como os CHEFES lhes tinham «ensinado» que TUDO que fosse Lenine ou Marx era para apreender, muitas outras obras «passavam» às garras da censura dos incultos polícias.

Os tempos da censura estão a voltar.
Ontem como hoje.
FALTA DE CULTURA DEMOCRÁTICA.
Ou será antes a malhação do «outro»?

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Os «amigos»


O Partido Socialista tem na sua lista de convidados para o congresso de Espinho, entre outras organizações, o Partido Socialista Unido da Venezuela, de Hugo Chavez, também vai lá estar o Partido Comunista Chinês e o MPLA de José Eduardo dos Santos.

Tudo gente «bem conceituada» em questões de democracia, liberdade e igualdade de direitos.


Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!!!

Afinal a realidade era outra

O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) divulgou que no mês de Janeiro se inscreveram nos centros de emprego mais 70.334 pessoas desempregadas.
Estes números revelam um aumento de 27,3% em relação a Janeiro de 2008 e de 44,7% em relação a Dezembro passado.

Leu bem???
Em comparação com o período homólogo, os profissionais mais atingidos pelo desemprego em Janeiro foram os "operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil", com um aumento de 53,9 por cento".
O motivo principal de inscrição de desempregados foi o "fim de trabalho permanente" com 38,1% das inscrições em Janeiro.
Os novos desempregados são em 58,6% do sector dos serviços e 36,4% da indústria.
Francisco Louçã afirmou à agência Lusa: "Creio que são números assustadores que confirmam que a economia portuguesa está a mergulhar no abismo da recessão". O coordenador da Comissão política do BE considerou ainda que estes números "tornam mais trágica a recusa que o Governo tem mantido em relação à proposta do BE de dar acesso ao subsídio de desemprego a todos os desempregados".
E Francisco Louçã concluiu: "Neste momento metade dos desempregados não têm acesso ao subsídio de desemprego, porque o Governo tomou medidas para reduzir este acesso. É uma atitude desumana e inaceitável. O Bloco de Esquerda não desistirá de vencer o Governo e impor o alargamento do subsídio de desemprego".
O Governo de Sócrates não quer ver a realidade.
Isto tudo, infelizmente, não é Carnaval o País está mesmo mal.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Carnaval por cá

A câmara da Guarda em colaboração com os jornais da terra, a Culturguarda - EM (Empresa Municipal), uma rádio local e outras instituições, umas mais oficiais do que outras, vai realizar o «Julgamento e Morte do Galo do Entrudo, no dia 23 de Fevereiro de 2009.
Mais um «enterro», a exemplo de outros realizados nos anos anteriores.
Para além da folia é tempo de distribuir «rebuçados» por muitos dos participantes e, dá nas vistas, para tempos que por aí chegam!!
Os beneficiados, visivelmente, foram os jornais que viram na última edição o número de páginas aumentado.
A câmara «fez» publicar um suplemento, do dito «enterro», pelos jornais da terra.

Sabe sempre bem!!!

Não se sabe é se já foram pagas todas as publicidades, mas também isso pouco importa, quando o que realmente interessa são os foguetes e a procissão.
O resto vem depois, alguém que pague.
Já agora, mais atenção ao suplemento.
É que trata-se de uma cópia de artigos já publicados no ano passado.
Esqueceram-se de pedir novos artigos ou foi para poupar?
Fica a dúvida que depois da festa se esclarecerá.
O Carnaval já começou e vai durar muito tempo, não se duvide!!!

A parceria


Depois das «zangas» entre os amigos do PSD/PS do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e a direcção da Escola Profissional da Guarda (EPG), também com a mesma composição partidária de CO2; alunos, professores e restantes funcionários da EPG foram forçados a abandonar o IPG.
Ou seja, foram despejados, sem apelo nem agravo.

Mas, logo os amigos da Câmara encontraram «solução» para o despejo: o edifício do antigo «bacalhau» que já tinha servido de guarita, nos tempos do director Raimundo, ao IPG, sofrendo na altura profundas remodelações, e onde o cheiro do bacalhau já não era sentido.

Mas, os amigos da Câmara «decidem» recuperar «de novo» o edifício e entregam a «obra» ao empreiteiro de serviço.
Quem???
À empresa A.R.L.-Construções, SA.
Sempre a mesma empresa - a do senhor Leão conhecido empreiteiro de Celorico e dono da célebre vivenda com piscina, construída em pleno centro histórico da Guarda!!!

Ora bem....
Segundo o anúncio público a restauração chama-se agora: ADAPTAÇÃO DO ANTIGO EDIFÍCIO DO BACALHAU PARA INSTALAÇÃO DA ESCOLA PROFISSIONAL - ENSIGUARDA.
Mais fino e mais caro!!!
Preço do contrato (Euro): 149.696,71 €
Prazo de execução (dias): 30

A Adaptação custa QUASE 150 000€???
Que grande adaptação.
Quem paga?
A Câmara da Guarda.
Perceberam???
Está tudo na «Transparência na Administração Pública», aqui.
Quanto a ajustes directos por parte da Câmara Municipal da Guarda está TUDO dito.
Ou seja, não foi publicitado mais NADA desde 2009-01-07.
Estranho??
Talvez não!!!

A prova


Esta a «carta» enviada pela DREN ao Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura.
Se quiser ler a «obra» literária, faça duplo clique na imagem.
Imperdível!!!

domingo, fevereiro 22, 2009

ESCLARECIMENTO (cimento-cola)


Sem fazer aqui, alguma inconfidência ao segredo de justiça, quero aqui afirmar solenemente que eventuais acusações que venham a ser feitas ao primo da Guarda (o galo que querem queimar na praça), este nada tem haver com isso tudo que andam por aí a espalhar.
Tudo o que se possa eventualmente falar de luvas, está mais que visto, que é um puro aproveitamento político, em função dos nevões que se deram neste início de ano.
Há por aí quem o queira ainda acusar, imagine-se! de receber cachecóis, ora SOBRETUDO, disso não recebem CHITA.
Acho que se trata de um LOBBY, do ramo da RETROSARIA, que estrategicamente se está a meter com o nosso PRIMEIRO.
E CASAS?? sim, casas, chega o nosso PRIMEIRO (galo) a ser acusado de fazer casas para os BOTÕES, esses ingratos que se metem sempre nos buracos (casas) e quando algumas vezes se buscam já fugiram.
Chega a haver daqueles que, passados anos, nem rasto deles há.
Por tudo o que acima referi, eu, na qualidade de PRIMA DO JARMELO (que mora no Jarmelo), pois nada de confundir com prima dele (Jarmelo) mas sim prima... vá... em função do segredo de justiça a que me vejo obrigada, não explicito mais esta questão, pois aliás, só estarei neste cortejo de INFORTÚNIO, em memória do meu PRIMO da GUARDA.
Nenhuma outra razão me faria estar aqui a não ser deixar que a justiça trabalhe, a justiça que cada dia se nota mais isenta, e célere.
Confio na Justiça, e considero que o PRIMO em nada ficará manchado.
Queriam arroz de cabidela???

(Um esclarecimento oportuno, recebido por mail, de um cidadão da Guarda, antes que surjam confusões e principalmente pressões, nomeadamente, do PM).

Taxas moderadoras: PS adia votação para evitar derrota


Confrontada com a ausência de dois deputados em missões internacionais, a direcção do Grupo Parlamentar do Partido Socialista decidiu adiar a votação dos projectos-lei pela revogação das taxas moderadoras na saúde e que foram discutidos no parlamento.

Vários deputados socialistas admitem poder votar a favor da proposta do Bloco de Esquerda que acaba com as taxas de cirurgia e internamento implementadas pelo governo Sócrates, e que António Arnaut, antigo ministro do PS, considera "aberrantes".

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da bancada socialista Ricardo Rodrigues justificou a decisão de adiar uma semana as votações devido ao facto de haver dois deputados (João Soares e José Junqueiro) em missões parlamentares da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e na assembleia parlamentar do mediterrâneo.

Já vimos este filme!!!

Com toda a oposição a votar previsivelmente pela revogação das taxas de internamento e de cirurgia de ambulatório, o PS não quer correr riscos, até porque há vários deputados socialistas que manifestaram a possiblidade de votar favoravelmente os projectos-lei do Bloco de Esquerda e do CDS/PP.

Pelo menos quatro deputados socialistas (Manuel Alegre, Teresa Portugal, Eugénia Alho e Júlia Caré) têm manifestado oposição ao Governo em relação à sua política de taxas moderadoras no âmbito do Serviço Nacional de Saúde.

Mas as vozes discordantes no seio do Partido Socialista não vêm apenas do seu grupo parlamentar. Em declarações ao Rádio Clube, o antigo ministro do PS António Arnaut considera "aberrantes" as taxas implementadas pelo governo de José Sócrates.

Em discussão no parlamento estiveram três projectos-lei.
Um do PCP, que defende o fim de todas as taxas moderadoras, o do CDS/PP, que defende apenas o fim das taxas de cirurgia de ambulatório e o do Bloco de Esquerda, que propõe o fim das taxas de internamento e de cirugia de ambulatório.
São precisamente estes dois últimos projectos-lei que podem vir a reunir os votos de toda a oposição e de vários deputados socialistas, podendo assim ser aprovados.

No preâmbulo do seu projecto-lei, o Bloco de Esquerda sustenta que "as taxas moderadoras não moderam, nem financiam" e que não têm justificação já que correspondem a serviços que os portugueses já pagam com os seus impostos.
E insurge-se particularmente contra as taxas cobradas no internamento e na cirurgia, que "não resultam da decisão do próprio doente, mas sim da decisão do médico, não se podendo invocar o seu efeito de moderação".
Assim, "a sua extinção é um imperativo do direito à protecção na doença, constitucionalmente consagrado."
Foi Correia de Campos quem implementou pela primeira vez as taxas de internamento e de cirugia, actualmente fixadas em 5,10 euros por dia e 10, 20 euros, respectivamente.

"A bem da verdade, não parte do doente a decisão de ser submetido a uma cirurgia ou de ser internado, pelo que não é minimamente justificável que recaia sobre ele o ónus do pagamento da despesa inerente a essa mesma decisão" sustenta o Bloco de Esquerda, lembrando ainda que "as taxas moderadoras aprofundam as injustiças e desigualdades económicas e sociais, na medida em que pesam mais nos orçamentos dos mais desfavorecidos do que nos dos mais ricos".

Por outro lado, o Bloco de Esquerda sublinha também que "o valor total da receita obtida com as taxas moderadoras é irrisório: não chega a 1% do custo total anual do SNS".
O que significa que as taxas moderadoras não servem para financiar o SNS, mas implicam "um enorme esforço financeiro para muitos utentes".
Apoiando-se em recomendações da Organização Mundial de Saúde e da Comissão Europeia no sentido da abolição destas taxas, o Bloco de Esquerda frisa que "o aumento do valor das taxas moderadoras, e a diversificação dos serviços a que são aplicadas, contribuíram significativamente para a mais elevada inflação dos preços da saúde dos últimos 10 anos".

Com efeito, "a taxa de inflação dos preços da saúde é de 7,2%, quase três vezes superior à taxa de inflação geral dos preços e muito acima da taxa de inflação média da União Europeia, que é de 1,7%, na área da saúde".
Para o Bloco de Esquerda, o princípio do utilizador-pagador é socialmente injusto e politicamente inaceitável, "na medida em que os utentes já pagam o Serviço Nacional de Saúde através dos seus impostos."

O pregador


Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:

- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?
O candidato respondeu:
- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.

De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':
- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca(hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic)pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu!

sábado, fevereiro 21, 2009

Mais de 60% das famílias portuguesas em dificuldades financeiras

Um estudo divulgado por uma empresa de seguros revela que 61% das famílias portuguesas atravessaram dificuldades financeiras no ano passado.
Em 2008, este valor duplicou em relação ao ano anterior e coloca Portugal na última posição entre os doze países europeus analisados no relatório. Os países nórdicos, com maior peso do Estado na economia, são os que apresentam melhores índices de segurança financeira.

De acordo com os dados divulgados pela empresa de seguros de crédito Genworth Finantial, 61% das famílias portuguesas atravessaram dificuldades financeiras em 2008, quase duplicando os 32% que se tinham registado no ano anterior.

Os dados divulgados, que resultaram de um inquérito realizado em doze países europeus, revelam que, em 2008, 46% dos inquiridos admitiram encontrar-se "frequentemente ou sempre" em dificuldades financeiras e que 55% esperam que a sua situação vá piorar nos próximos doze meses.

Entre os países analisados no estudo, apenas quatro apresentaram valores positivos no índice de segurança financeira calculado por esta empresa (Finlândia, Suécia, Noruega e Dinamarca, por sinal os países europeus onde a presença do Estado e a regulação dos mercados é mais significativa).

Portugal aparece no último lugar neste índice, com uma pontuação de 70 pontos, numa escala em que a "vulnerabilidade máxima" é atingida aos 100 pontos.
Em 2007, a vulnerabilidade financeiras das famílias portugueses estava avaliada com 34 pontos neste índice, tendo mais do que duplicado ao longo de 2008.

Tudo boas notícias senhor Sócrates!!!
Estamos a convergir com a Europa, não é verdade???

Para que serve a CGD?

O deputado Francisco Louçã, do Bloco de Esquerda, acusou o governo de esbanjar dinheiro e de dar um prémio ao empresário Manuel Fino, pagando por acções da Cimpor que este deu para saldar uma dívida com o banco mais 62 milhões de euros do que estas valiam.
No momento da transacção, as acções estavam cotadas a 3,79 euros, mas o banco estatal pagou 4,75 euros.

Na edição do dia 19 de Fevereiro de 2008, o Jornal de Negócios classificava a «operação» de ruinosa para o Estado; o jornal classifica, em editorial, o caso como "escandaloso", e diz que assim "se salvaram as grandes fortunas falidas do País", acusando a Caixa de zelar pelos interesses... de Manuel Fino.

"O ministério das Finanças autoriza ou aceita a perda de cerca de 62 milhões de euros nesta operação, dado que as acções que foram pagas a 305 milhões de euros só valem cerca de 244 milhões?", questionou Francisco Louçã, recordando que Manuel Fino pedira o empréstimo à Caixa "para especular em acções do BCP".
"Com que critério numa época de tantas dificuldades se esbanja dinheiro desta forma? Como é que a Caixa se permite oferecer 62 milhões de euros a um empresário?", interrogou.
Pior ainda, denunciou o deputado bloquista, a Caixa deu "um segundo prémio" ao empresário, porque deu ao empresário uma "opção de recompra" das acções que vendeu, a qualquer momento, nos próximos três anos.
"A Caixa aceitou conceder ao devedor a opção de recompra durante três anos, o que implica que assume o risco e permite a realização de mais valias em qualquer momento desse período", critica um documento divulgado pelo Bloco.
Com esta operação, a Caixa fica na posse de 9,53% dos activos financeiros da cimenteira Cimpor.
Mas Manuel Fino detém ainda 10,57% do capital da empresa.

O empresário é também o principal accionista da construtora Soares da Costa.
Tal como Manuel Fino, os maiores investidores do mercado de capitais nos últimos anos financiaram as suas operações especulativas recorrendo a empréstimos bancários garantido pelas acções que compraram; ora, com a desvalorização das acções, a estrutura financeira dos investidores fica abalada, e sabe-se de situações em que, se a dívida fosse executada, poderiam ocorrer falências.
O investidor Joe Berardo teve de renegociar nas últimas semanas empréstimos de cerca de 1000 milhões de euros usados para investir no BCP.

Outros empresários que estarão a braços com o mesmo tipo de situação são Nuno Vasconcellos, da Ongoing, Joaquim Oliveira, da Controlinveste, João Rendeiro, da Privado Holding, Paulo Fernandes, e até Belmiro de Azevedo e Américo Amorim, segundo o semanário Expresso.

Ou seja, foram ao casino, jogaram, perderam e agora os Portugueses que paguem o vício!!!!
VERGONHOSO!!!

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Estamos no Carnaval


Quando o tio do Zézito ia a «caminho» do tribunal para ser «ouvido» no caso FreePort, o cão do arquitecto escapuliu-se.
Ou seja, o pai do «primo» perdeu o cão.
Júlio Monteiro, a personagem em causa, pede ajuda para encontrar o cão.
Uma «estória» de cão perdido ou antes, quem sabe, desaparecido.
Mas, se o cão foi metáfora para a ida ao tribunal, uma dúvida persiste.
Porque falou Júlio em cão e não em cadela? Terá sido da idade provecta?
Teria sido mais mordaz e acutilante na semântica casuística.
Ou será que cão é para condizer com tribunal e menos com Justiça?
É que perdido e desaparecido não são o mesmo.
Em que ficamos?
Cão ou cadela faltou foi a trela.

O Cagalhães versão Carnaval de Torres

Estas são as fotografias que o MP (Ministério Público) «entendeu» que eram motivo para CENSURAR o «MAGALHÃES» de Torres Vedras.













Onde é que o MP encontrou motivo para CENSURAR?
Basta de tanta prepotência, arrogância e incompetência.
O MP que prove, isso sim, que a JUSTIÇA em Portugal não anda a reboque de «interesses» político/comerciais.
Lápis azul e vermelho????

Isto é PIDESCO

Esta notícia ultrapassa TUDO.

A Câmara de Torres Vedras removeu hoje, por ordem do tribunal, as imagens de nus femininos que estavam no écrã de uma reprodução de um computador Magalhães que faz parte de um «monumento» ao Carnaval da cidade.
O Ministério Público de Torres Vedras ordenou hoje à autarquia a retirada dos conteúdos da reprodução de um computador Magalhães que estavam expostos no «monumento» por considerar que se tratavam de «imagens pornográficas».
O chamado «monumento» ao Carnaval, cuja inauguração marca o início da época de folia na cidade, dedicado este ano à temática das profissões, mostra um adolescente a pensar no futuro, com um computador Magalhães, que apresentava pequenas imagens de nus femininos.
«Não faço mais que respeitar uma ordem de um órgão de soberania, mas expresso publicamente a minha revolta e indignação porque mal está uma sociedade que não consegue rir de si própria», afirmou o presidente da Câmara, Carlos Miguel (PS), antes de executar a ordem judicial.
«Só espero que a delegação do Ministério Público não se lembre de mandar cobrir ou retirar o testículo do Cristiano Ronaldo porque esse vai dar muito mais trabalho», acrescentou, aludindo a um carro de Carnaval que vai desfilar nos corsos carnavalescos.

Os testículos do Ronaldo interessam ao MP pois deixa-os ir no corso.
O Magalhães (Cagalhães) já não pode ser apresentado, com imagens de nus femininos que estavam no écrã de uma reprodução do computador.
Isto chama-se CENSURA!!!!
Quem não se lembra de um aluno, na presença da ministra Lurdes, ter acedido a um site pornográfico, aquando da distribuição dos Cagalhães?
Afinal o Cagalhães não é suposto estar protegido?
Então a réplica carnavalesca é tão só ... brincadeira.
Mas, afinal a PIDE voltou com lápis azul para os testículos do Ronaldo e vermelho para o Magalhães.

Votem neles, votem que daqui a um ano vão ver como é a ditadura.
Este MP em vez de se preocupar com offshores e suspeitas de roubos, perde tempo com testículos e nus.
INCOMPETÊNCIA.
Que diz a tudo isto o Procurador-Geral da República???
Não quero o meu País amordaçado.

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

Mas que merda é esta?

Adulterado do blogue Alma Social
"Merda"- a palavra mais versátil da língua.
Quem nunca disse "merda" a despropósito da essência da própria substância que atire a primeira pedra.
Dizemos "merda" por duas razões: por tudo e por nada.
ORIENTAÇÃO GEOGRÁFICA: -Vai à merda!...
ADJECTIVO QUALITATIVO: -Tu és uma merda!
MOMENTO DE CEPTICISMO: -Não acredito em merda nenhuma!!
DESEJO DE VINGANÇA: -Vou fazê-lo em merda!
ACIDENTE: -Já fizeste merda!
EFEITO VISUAL: -Só vejo merda!
SENSAÇÃO OLFACTIVA: -Cheira-me a merda...
DÚVIDA NA DESPEDIDA: -Porque é que não vais à merda?
MOMENTO DE SURPRESA:-Merda!!!
SENSAÇÃO GUSTATIVA: -Não comas esta merda!
DESEJO DE ÂNIMO: -Anda mais rápido com essa merda!!
SITUAÇÃO DE DESORDEM: -Isto está uma merda!
REJEIÇÃO: -Não quero essa merda!
DESCOBRIR O PARADEIRO DE ALGO: -Não sei onde está aquela merda!
INTERJEIÇÃO COMUM: -Mas que merda!!
COMPARAÇÃO: -É tudo a mesma merda!!
SAIR DO TRABALHO: -Vou-me embora desta merda!!
A POLÍTICA: - É uma merda!
O GOVERNO: - É uma merda!
O PRIMEIRO MINISTRO: - É o Sócrates!
E para rematar: -Estou-me a cagar para essa merda!

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

CGTP acusa governo de dar cobertura a ilegalidades


No final das audiências com os grupos parlamentares do PCP e do Bloco de Esquerda, o secretário geral da CGTP acusou o Governo de "dar cobertura a ilegalidades" ao não corrigir as empresas em ‘lay-off' que atribuem remunerações com base no Indexante de Apoios Sociais e não no salário mínimo nacional, o que significa menos 30 euros por trabalhador.

"É escandaloso que o Governo não responda a isto!" atirou Carvalho da Silva.

" [Há uma] prática subversiva que está a ser feita em retribuições substitutivas do salário, seja na aplicação do ‘lay-off' seja noutros processos, em que tendencialmente o Governo está a dar cobertura e não vem a público corrigir uma ilegalidade que está a ser cometida", afirmou o líder sindical aos jornalistas, no final de audiências com os grupos parlamentares do PCP e do Bloco de Esquerda.

Os trabalhadores em "lay-off", ou seja, quando dispensados da actividade laboral pelo patrão, têm direito a dois terços da sua remuneração.
No entanto, este valor nunca pode ser inferior ao salário mínimo.

Na semana passada o jornal "Público" dava conta de que os serviços da Segurança Social estão a aconselhar as empresas em processo de ‘lay-off' a pagar aos trabalhadores tendo como referência mínima não o salário mínimo - 450 euros -, mas o indexante dos apoios sociais (IAS) - 419,22 euros."

Isto para pessoas que ganham o salário mínimo pesa muito e é uma vergonha que se esteja a assistir a práticas destas quando se disponibilizam milhões e milhões para o capital e se rouba 30 euros a trabalhadores que ficam numa situação de ausência de trabalho temporária", criticou Manuel Carvalho da Silva, antes de rematar: "É escandaloso que o Governo não responda a isto!", acrescentou.

É Carnaval e fica mal


Paredes de Coura: Professores só realizam desfile de Carnaval se forem obrigados pela DREN.
[Aqui].

Os professores do Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura continuam firmes na posição de não realizar o desfile de Carnaval com os alunos e afirmam que apenas voltarão atrás caso sejam «terminantemente obrigados» pela DREN.
Um professor contactado pela Agência Lusa declarou que os docentes têm «fortes razões» para não realizar o desfile.

«Quando tomámos a decisão de não participar no desfile, não o fizemos de ânimo leve», afirmou.
Acrescentou que os docentes "só cederão se a isso forem terminantemente obrigados pela DREN [Direcção Regional de Educação do Norte].

Uma fonte autárquica disse hoje à Lusa que, perante a recusa dos professores, a DREN estará a equacionar a hipótese de enviar, sexta-feira, "uma ou duas equipas" para Paredes de Coura, que se encarregariam de levar os alunos para o desfile.

Entretanto, a presidente do Agrupamento de Escolas escusou-se a fazer qualquer declaração, alegando ter sido "proibida de falar" pela responsável da Equipa de Apoio às Escolas de Viana do Castelo.
O desfile de Carnaval pelas ruas da vila de Paredes de Coura dos alunos do agrupamento estava previsto para sexta-feira, mas os professores, em reunião do Conselho Pedagógico, decidiram cancelá-lo, alegando falta de tempo para o preparar.
Os docentes queixam-se de falta de tempo devido, designadamente. com os processos de eleição do Conselho Geral e do director do agrupamento, as provas assistidas e a avaliação do desempenho, e ainda as provas de aferição e exames nacionais.
No dia 17 de Fevereiro, a DREN enviou um e-mail ao agrupamento, assinado pela directora regional, Margarida Moreira, determinando a realização do desfile.

Para o dia 19 de Fevereiro estava prevista uma deslocação de responsáveis da DREN ao agrupamento para tentar "convencer" os professores a realizarem o desfile.

Só que a viagem foi infrutífera!!!

Mais uma palhaçada no circo da governação Lulu/Zézito.
Esta notícia revela aspectos prepotentes, ditatoriais e abusadores de poder.
Para além disso, verifica-se a ligação perigosa entre autarquia e ME. O Futuro será bem pior.
A DREN, pelos vistos, tem equipas que podem substituir os professores no desfile.
Pergunta-se: que equipas??? Serão equipas constituídas por professores aposentados? Serão tarefeiras «contratadas» à hora? Serão militantes do partido? Serão deputados do Ps que querem mostrar serviço aos chefes? Serão polícias de choque? Serão os «desempregados» do BCP, do BPN e do BPP? Serão rameiras do S. João?
Depois se verá!!!
Já se sabia que a proibição de falar é estratégia de serviço imposta por este governo dito Ps.
Não há novidade nesse aspecto!!!
Novidade, essa sim, é o facto da putativa directora da DREN «ter determinado a realização do desfile».
Já se conheciam vários atributos à dama, agora a de chefe de banda e mestre de cerimónias é inédito.
INCOMPETÊNCIA.
Assim vai o ensino da Lulu/Zézito - Carnaval e mais Carnaval.

Mas que palhaçada


Quem duvida???
Alguém percebe esta justiça, esta polícia, esta investigação(?) que oferecem aos potenciais suspeitos um avanço considerável numa prova de 100m?

EU NÃO ACREDITO NESTA FANTOCHADA.
Quem quiser acreditar faça o favor de bater palmas, o guarda-portão agradece.

Cónego Melo. Novamente

Uma crónica de Cristina Andrade, retirada daqui mas que merece ser lida com muita atenção.
Uma Braga que vemos disseminada pelo País.
Uma memória que querem que se apague.
Só que há gente que não cala, e muito menos esquece ontem, como hoje; não bajulam nem vergam perante tiranos e déspotas; que nunca untam as mãos com o metal peçonhento, cobrado à custa de sangue, suor e lágrimas de milhões.

«Quando votei pela primeira vez, Mesquita Machado já era presidente da Câmara de Braga há dezanove anos. Na altura, prometi a mim mesma que votaria sempre em Braga até que a Câmara mudasse de mãos. Treze anos depois, continuo a votar em Braga!

Morei no centro de Braga, a dois passos do Seminário, brincava num jardim que tinha a estátua do Pio XII e, a cinco minutos a pé, havia cinco igrejas. Estudei numa escola primária pública mas que se situava num lar gerido por freiras. No ano passado, voltei lá; o crucifixo continua na parede e a escola continua a ser pública.

Ao longo de 31 anos, assisti ao aparecimento de uma cidade feita de pontes e túneis labirínticos, de parques de estacionamento subterrâneos, de ruas transformadas em vias rápidas, de vivendas em banda e prédios inseridos num ordenamento urbanístico incompreensível, tudo construído por um punhado de empreiteiros que enriqueceram sob a protecção de Mesquita Machado.

Volto à minha cidade com frequência e surpreendo-me várias vezes. Esta semana, fiquei estarrecida ao constatar que Mesquita Machado decidiu reavivar a ideia de presentear a memória do cónego Melo com uma estátua.

Suspeito de ter estado envolvido no assassinato do Padre Max, que sempre recusou, o cónego Melo esteve ligado aos movimentos de extrema-direita que organizaram atentados bombistas contra militantes de esquerda, no pós-25 de Abril.

Falecido em 2008, o cónego Melo foi presidente da Confraria de Nossa Senhora do Sameiro, da Irmandade de São Bento da Porta Aberta e do Conselho Geral do Sporting de Braga, clube desportivo do qual Mesquita Machado faz também parte.

Em declarações proferidas no dia 11 de Fevereiro, Mesquita Machado considera o Cónego Melo "um grande bracarense" e afirma que o Largo de Monte d'Arcos "tem muita dignidade" para poder albergar a estátua de oito metros e três toneladas que está pronta há anos, aguardando colocação.

Ora, eu sou uma singela bracarense, para quem o largo em causa é conhecido como o ‘largo do cemitério' ou eventualmente, o ‘largo em frente ao D. Diogo', um colégio da arquidiocese de Braga, onde não entram crianças com trissomia 21 e onde alunos são expulsos por colocarem cartazes apelando à liberdade de expressão mas, na minha humilde condição, oponho-me totalmente a esta ou a qualquer outra ideia semelhante.

Como bracarense, recordo-me das polémicas que vão avivando a cidade, num casamento feliz entre igreja, estátuas e Câmara Municipal. Na minha primeira década de vida, surgiu a controvérsia em torno das três pirâmides colocadas na Avenida Central, evocando a visita de João Paulo II, que alguém adequadamente grafitou com as indicações ‘Quéops', ‘Quéfren' e ‘Miquerinos', lembrando os faraós das pirâmides de Gizé, no Egipto.

Na minha segunda década, foi a vez da estátua a D. João Peculiar que apresenta este arcebispo com um báculo fálico e flácido, que deu origem às mais divertidas conversas n'A Brasileira.

Agora, é a vez da estátua ao cónego Melo. Novamente. Quando achávamos que a questão já estava arrumada, eis que Mesquita Machado a faz surgir das brumas. Mas este assunto, ao contrário dos anteriores, não tem piada nenhuma. Porque não pode ter piada a perda de vidas humanas sob o explodir de bombas.»

Cristina Andrade, psicóloga

Vítor Constâncio não pára de surpreender.

Quando abre a boca ou sai mosca ou fica cego e não vê nada do que se passa à frente do nariz.
Sobre o desempenho da economia portuguesa, diz que “deverá ser pior” do que o recuo de 0,8 por cento previsto pelo Banco de Portugal, quando todas as restantes previsões apontam para uma diminuição do nosso PIB igual ou superior ao dobro dessa previsão.
Sobre política orçamental, fala nos Estados Unidos, onde as medidas anunciadas "ainda não se concretizaram", como se a Europa estivesse proibida de a utilizar.
E sobre as medidas de política monetária, Constâncio defendeu que as medidas adoptadas começam a ter efeitos.
Efeitos sobre o quê?
Sobre o desempenho da economia portuguesa que agora admite “deverá ser pior” do que inicialmente previu?
Sobre os trambolhões de 2 por cento do PIB nacional e e de 1,5 por cento do PIB europeu verificados no último trimestre do ano passado?
Ou sobre o défice comercial recorde da zona euro que foi conhecido?

Vitinho, vai tocar tangos para a tua rua, enquanto é tempo.

Hipocrisia

É a anedota do ano?
Então quem manda na ASAE? Não é o governo deste Vitalino?
E, já agora não é por acaso este putativo deputado do Ps o provedor de empresas de trabalho temporário que negoceiam com o Estado??
Oh senhor socialista liberal tenha TINO NA LÍNGUA.
Não há pachorra!!!

Com papas e bolos ......



O Instituto Nacional de Estatística anunciou que a taxa de desemprego no 4º trimestre de 2008 foi de 7,8%, igual ao observado no mesmo período de 2007 e superior 0,1% à que se verificou no 3º trimestre de 2008.

A população desempregada foi estimada em 437,6 mil indivíduos.

Francisco Louçã, coordenador do Bloco de Esquerda, recorda que "há muitos milhares de pessoas que estão em cursos de formação e que não aparecem como desempregados, apesar de o serem".

Em média, em 2008, a taxa de desemprego foi de 7,6%, um decréscimo de 0,4% em relação ao ano anterior.
Francisco Louçã lembrou que mais da metade dos actuais desempregados não beneficiam de subsídio de desemprego, e insistiu na necessidade de novas medidas para ampliar o benefício deste subsídio: "Estes números confirmam, apesar do 'efeito Natal', um crescimento do desemprego a acompanhar o início da recessão em Portugal e sabendo que logo a seguir, em Janeiro e Fevereiro, se tem intensificado esse agravamento do desemprego", disse.

Já todos conhecemos os critérios do INE que empurram os desempregados que deixaram de procurar activamente emprego para a população inactiva e consideram empregados todos aqueles que trabalham a tempo parcial, nem que seja apenas uma hora, pelo que ninguém estranha o fenómeno.
As estatísticas oficiais fazem bem ao ego de Sócrates, só que falseiam a realidade. Sócrates continua a falar de um País que não é Portugal.
Só assim se compreende o ar triunfalista e optimista do primeiro ministro.
Lembrar-se-á Sócrates que na campanha eleitoral de 2005 dizia que 7,1% de desemprego eram "a marca de uma governação falhada" e de uma "economia mal conduzida".

No final do 1.º trimestre de 2009, infelizmente, os dados serão bem diferentes e depois lá virá a conversa do costume, «que não se previa tamanha catástrofe, hecatombe social».

Até lá, com papas e bolos se enganam ......

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Jornalismo de sarjeta


Obama, enviou cartas a uns 200 chefes de Estado só mesmo em Portugal fizeram manchete o dia todo.

Que tristeza de jornalismo.

Só mesmo de sarjeta.

Eleições a quanto obrigas

A construção e fornecimento de serviços a tribunais, unidades de saúde, escolas, prisões, redes de telecomunicações, eficiência energética e reabilitação urbana vão poder realizar-se sem concursos públicos.
A lista de contratos que podem ser entregues por ajuste directo não pára de aumentar desde que, há oito meses, entrou em vigor o novo Código de Contratação Pública (CCP), que estabelece rigorosos limites para este tipo de contratos realizados pelo Estado.
«Interesse público», «urgência» e até «confidencialidade» são algumas das razões invocadas pelo Governo para entregar um conjunto alargado de empreitadas directamente às empresas.
Então não se está mesmo a ver onde está o interesse da urgência que faz a «coisa» ser confidencial?
Só quem não quer ver.

A balda continua


Vida de luxo em Braga, a saga continua aqui.

Mário Louro, chefe da Divisão do Planeamento Urbanístico na Câmara de Braga, tem uma vida de luxo.
A casa onde mora, na foto, com vista para o rio Cávado, é uma construção de sonho.

A "constatação" foi feita pelas autoridades policiais no âmbito de uma investigação às suspeitas de enriquecimento ilícito que recaíam sobre vários autarcas bracarenses.
Fica também por explicar qual o rendimento que lhe permitiu adquirir a casa.

Em dez anos na autarquia (entre 1992 e 2002) recebeu 331 mil euros de salário bruto.

Um valor bastante inferior ao preço da casa (sem o terreno), que custa seguramente mais de um milhão de euros.

PAI TEM APLICAÇÕES FINANCEIRAS
Jerónimo Louro, pai de Mário Louro, tem várias aplicações financeiras. Os diversos extractos bancários cuja cópia foi pedida pela Polícia Judiciária – depois de ter sido levantado o segredo bancário – dão conta de que o familiar do chefe de departamento do Urbanismo fazia frequentes depósitos a prazo, cujos juros eram cobrados normalmente de três em três meses. Ao longo das milhares de folhas do processo não há qualquer informação relativa à profissão de Jerónimo Louro, nem tão-pouco o motivo para os elevados depósitos. As contas não foram sujeitas a qualquer perícia.

JET-SKI E HARLEY-DAVIDSON
A 21 de Julho de 1990 Mário Louro registou na Repartição Marítima de Esposende um jet--ski Kawasaki classe F, que avaliou em 400 contos, algo como dois mil euros actuais. O veículo, que Mário Louro optou por baptizar de ‘Karapau’, junta-se a outro jet-ski, oferecido pelo seu pai. Foi comprado em 200o e passou-o ao filho três anos depois. Apesar de constar como um conhecido admirador de aeromodelismo, o arquitecto tem igualmente paixões mais térreas. Prova disso é a posse de uma motorizada Harley-Davidson vermelha, datada do ano de 1997.

8 ANOS PARA ARQUIVAR
Em Novembro de 2008, e passados oito anos sobre o início da investigação, o Ministério Público decidiu arquivar o caso e não pronunciar nenhum visado. Alegou que não se consegue afirmar que foi este ou aquele quem corrompeu e determinar quem foi corrompido, ou sequer se terá havido corrupção.

ONDE ANDA A JUSTIÇA???
A INVESTIGAÇÃO SÉRIA???

Os «camaradas socialistas» de Braga sabem com é ser da esquerda liberal e democrática.
Então não sabem???
Votem neles e depois não se queixem!!!
O País está a saque.
Não se pense, que o «escândalo» é só em Braga!!!
Por cá, quem explica que, de início, um eleito para a câmara da Guarda viva em apartamentos.
Passado algum tempo já se mudam de armas e bagagens para vivendas de luxo!!!
Pois é, as minas.....

Em tempo de eleições, para que nada lhes falte


Autarquias recebem 415 milhões de euros.

De 79 autarquias que formalizaram a candidatura ao Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas (PRED) do Estado, 69 receberam ontem luz verde por parte da Administração Central, num total de 415 milhões de euros.

Lisboa, Santarém e Guarda, os municípios que fizeram os pedidos de financiamento mais elevados, constam da lista aprovada pelo Governo.
O PRED foi criado em Novembro de 2008 pelo Governo para fazer face à falta de financiamento decorrente da actual crise(??).

O concurso, entretanto aberto, estipulava um financiamento de 1250 milhões de euros, mas o valor global de pedidos atingiu apenas os 485 milhões de euros. Pelo que o Governo deverá arrancar com uma nova vaga de candidaturas
Ontem, o nome dos candidatos elegíveis da primeira fase foi divulgado no site da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) .
A Câmara da Guarda pode agora usufruir de 17.365.060 (40 por cento financiados pelo Estado e 60% com recurso à banca), a uma taxa de juro zero, durante cinco anos (período de carência).
De salientar que as câmaras dos «camaradas socialistas», nomeadamente a da Guarda, foram as que mais beneficiaram com a «ajudinha» de Sócrates.

Em ano de eleições que jeito vai dar para comprar mais e mais votos.
Ou seja, no início da governação Socratina tudo serviu para reduzir custos, agora abrem-se os cordões aos camaradas, para que as vitórias não fujam.
Grandes socialistas liberais.
O «amigo» zézito nas ajudas à confraria da Guarda.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Petição

1. Manuel Dias Loureiro é, por indicação do Presidente da República, membro do Conselho de Estado.

2. Enquanto administrador do Banco Português de Negócios (BPN) viu o seu nome envolvido em diversas irregularidades.
Dessas irregularidades resultaram problemas graves para aquela instituição bancária que levaram à intervenção do Estado, com graves prejuízos para erário público.
A intervenção da Caixa Geral de Depósitos para salvar o BPN será suportada pelo dinheiro dos contribuintes.

3. Ouvido em Comissão Parlamentar de Inquérito, o ex-administrador e actual conselheiro de Estado desmentiu o vice-governador do Banco de Portugal sobre uma conversa por eles tida, dando assim a entender que este estaria a mentir aos portugueses.4. Na mesma Comissão Parlamentar de Inquérito, o conselheiro Manuel Dias Loureiro mentiu, como comprovam documentos entretanto tornados públicos, sobre o seu envolvimento num negócio da Sociedade Lusa de Negócios em Porto Rico.

Tendo em conta
1. Que o Conselho de Estado é um órgão de soberania não electivo que deve merecer toda a dignidade institucional e deve estar, pelas importâncias funções que pode desempenhar em momentos de crise, acima de qualquer suspeita;

2. Que o conselheiro Manuel Dias Loureiro tem assento naquele órgão por indicação do Chefe de Estado, e não por inerência, e que todos os seus comportamentos põem em causa o bom-nome do Conselho de Estado, da Presidência da República e do País;

3. Que mentir a uma Comissão de Inquérito Parlamentar é um acto de enorme gravidade cívica, legal, política e institucional, ainda mais inaceitável quando vindo de um conselheiro de Estado;

4. Que permanência do conselheiro Manuel Dias Loureiro naquele órgão lhe garante imunidade;
Os cidadãos portugueses abaixo-assinados apelam ao ainda conselheiro Manuel Dias Loureiro que, a bem do bom-nome daquele órgão de soberania e da democracia e dando um sinal claro de que não vê o seu cargo como forma de protecção e que quer o cabal esclarecimento de todos os factos, se demita do Conselho de Estado.
E que, caso este teime em não o fazer, o Presidente da República, que o indicou para o cargo, deixe claro que este conselheiro de Estado já não conta com a sua confiança.

Assinar aqui

Mr. Big


Ganha com 96%, mas os críticos não votaram.
Critica, mas não admite a crítica.
É o único candidato.
Ninguém o pode contrariar.
Fica irritado com certas perguntas.
Mente compulsivamente.
Quem ousar desafiar as suas ideias é expulso, perseguido e afastado.
Diz que sabe tudo e de tudo.
Diz que a razão é dele.
Sadam ganhou com o mesmo resultado.
O amigo Hugo Chavéz não conseguiu melhor resultado.
Está na política. Podia estar numa drogaria a vender tintas.
Só um político que começa rosa e acaba azul merece tal castigo.
Lutar contra ele próprio - o castigo.
A sombra dele persegue-o para sempre.
Igual a Chavéz, Mugabe, Eduardo dos Santos e tantos outros.
Votam nele por unanimidade.
Assim, é só a fazer de conta que votam.
Dizem que sim com os pés.
Dizer não; custa o caldo do meio-dia!!!

As fortunas das minas


O Correio da Manhã publicou uma reportagem que coloca em destaque a podridão da justiça e do poder autárquico em Portugal.

Tudo isto a propósito de Mesquita Machado (M&M), o presidente da Câmara Municipal de Braga há mais de 32 anos.
Durante oito anos a Polícia Judiciária do Porto investigou a família de M&M, e apesar de ter descoberto um autarca com uma vasta fortuna, e com muito dinheiro não se sabe bem de onde veio, a PJ arquivou o processo.

Um facto estranho é que os valores transaccionados nas contas bancárias da família foram sempre bastante superiores aos rendimentos declarados.
Segundo o Ministério Público um dos motivos para não ser possível estabelecer o nexo de causalidade entre o enriquecimento e qualquer facto ilícito foi a falta de colaboração de outras entidades. A Inspecção-Geral de Finanças afirmou que não tinha meios para analisar a informação recolhida.

ESPANTO???
Não tinha meios???
Que meios???
Será falta de neurónios???

Também a Inspecção-Geral do Território recusou colaboração por não ter competência para investigar ilícitos criminais(?).
Não tem competências??? Recusa colaborar??
Mas afinal quem tem competência ao menos em COLABORAR???

A Polícia Judiciária apurou 2 milhões e meio de depósitos bancários nas contas do «camarada» M&M, da sua mulher e dos filhos, durante os 8 (oito) anos de investigação(?), sendo que os rendimentos declarados, não ultrapassavam milhão e meio!!!

As minas bem de ver......

Acresce ainda o facto de existirem vários casos de depósitos em cheque nas contas de familiares de M&M que partiram de empresários bracarenses, como prendas de ... casamento!!!
O CM, que teve acesso ao processo, relata vários sinais de riqueza da família, onde os filhos também desempenham o seu papel. Carros de alta cilindrada, moradias de luxo, quintas e negócios suspeitos: o filho comprou um café no centro histórico por 400 mil euros, e a filha, pouco tempo depois de terminar o curso, adquiriu uma farmácia no valor de 450 mil euros. O genro de M&M que «recebeu» vários cheques de empresários que totalizaram cerca de 100 mil euros. Além de vários cheques de milhares de euros de empresários da construção civil de Braga endereçados à família.

Ficaram sem resposta as perguntas que qualquer cidadão gostaria de ver respondidas em tempo útil, aliás para que TUDO ficasse devidamente esclarecido:
-haverá, ou não, relação entre o licenciamento de certas obras ou a sua adjudicação pelo município e o enriquecimento de M&M ou dos familiares?

Grave, igualmente, é o reconhecimento por parte do Ministério Público do reconhecimento das fragilidades de uma investigação que esteve parada quase 7 (sete) anos(???).
Justificações já dadas e contadas para outros casos similares ou emparelhados.

Mas, nem só os empresários da cidade dos «arcebispos» são visados na investigação.
Também Manuel Nabeiro, o dono da Delta cafés, deu ao filho de M&M, Francisco Machado, segundo a investigação, mais de 75 mil euros para restauração de um café, o Astória, entretanto comprado pelo filho de M&M, a preço de saldo.
De como a Caixa Geral de Depósitos aceitou emprestar 300.000 euros a uma filha de Mesquita Machado, servindo este de fiador e não tendo bens, coitado (garante o CM)!...
Apesar dos indícios, a PJ não encontrou provas de conduta ilícita de M&M.
Pelo país fora, haverá outros exemplos semelhantes.
O poder autárquico é uma selva!
O camarada do Ps, Mesquita Machado é um dos representantes da dita esquerda «social» de Sócrates.
Outros «camaradas» do Ps proliferam por autarquias e outros corredores de poder, sem que ninguém ouse incriminá-los. São os donos absolutos desta vigarice a que chamam transparência democrática.
Que transparência?
A limitação dos mandatos, nos vários poderes, seguramente que reduziria estas INFLUÊNCIAS.
Não o quiseram, lá sabem porquê!!!

Assim vai a justiça


Trinta anos de carreira e ainda não foi desta que Maria José Morgado consegue uma condenação. Desta feita nem conseguiu ir a julgamento.
Mais um falhanço.
Culpados???
Se o trabalho judicial deixa muito a desejar, já nas entrevistas tudo corre lindamente.

Alguém explica tanta parra e pouca uva?

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Tudo bons rapazes

As contradições de Dias Loureiro no depoimento prestado à comissão parlamentar de inquérito ao BPN levaram o Bloco de Esquerda a pedir novamente a sua audição.
O conselheiro de Estado afirmou desconhecer o fundo financeiro envolvido na compra de empresas em Porto Rico, lesando o banco em 38 milhões de euros. Mas documentos agora publicados mostram a sua assinatura na compra e na venda das acções do fundo sedeado nas ilhas Caimão.
Entretanto, Cavaco Silva lembrou aos jornalistas que continua a depositar confiança no seu conselheiro de Estado.

O ex-ministro afirmou à comissão parlamentar ter apenas "avaliado o negócio" das empresas de Porto Rico e esclareceu: "Quanto ao negócio em si, não tive nada a ver com ele, não fiz pagamentos, não sei como são os pagamentos. São coisas diferentes".
Mas os documentos mostram as assinaturas de Dias Loureiro e Oliveira e Costa na compra de acções do Excellence Assets Fund, onde as empresas ficariam "estacionadas".

Quando o negócio ruinoso se desfez, apenas Dias Loureiro assina o contrato de desvinculação. "Nunca ouvi falar nesse fundo", disse aos deputados, que lhe perguntaram em seguida: "E tem ideia de o BPN ou a Sociedade Lusa de Negócios (SLN) alguma vez terem adquirido este fundo?". "Não, não tenho", voltou a responder o ex-administrador da SLN.

Agora, Dias Loureiro justifica tudo ao Diário de Notícias com alguns "lapsos de memória inevitáveis", o que no seu entender é "muito diferente de deliberadamente mentir na comissão de inquérito parlamentar".
Para o ex-administrador da SLN, que tem sustentado a versão de que pouco ou nada sabia sobre o que se passava no grupo que administrava, a compra e venda das empresas tecnológicas detidas por um testa de ferro do libanês el-Assir "apenas se tratou de um negócio que, depois de uma fase inicial de grande entusiasmo, acabou por correr mal", e que os 38 milhões são uma gota de água comparados com os 1,8 mil milhões de prejuízo, somadas todas as fraudes conhecidas até ao momento.

Depois, dizem que são as campanhas.
Umas negras outras laranjas.
E lapsos de memória?? Esta é nova!!!
Pois, nas orais dos tempos idos de outro sistema de ensino, um lapso de memória equivalia a CHUMBO!!!
Ora estes já estão chumbados e bem chumbados.
De que esperam os santificados poderes podres, hipócritas, eunucos e hipófagos???
Que País é este que tem tais poderes!!!

Candeeiros e não só.


Que a PLIE (Plataforma Logístiga Empresarial) da Guarda tenha a iluminação que mais parece um aeroporto, para iluminar NADA, já todos sabíamos.

Agora, o presidente da Junta de Freguesia de Panóias de Cima tinha, até o «caso» ser divulgado pela comunicação social, quatro candeeiros à porta de casa, sendo que três direccionados para o «seu» quintal e o quarto para a habitação do filho.

É obra!!!

Uns arranjam-se com projectos de casas, outros iluminam quintais.
Tudo uma questão de hortas.

Sabe-se que, um dos candeeiros foi entretanto removido pelo próprio, pouco depois da passagem pelo local de uma equipa de reportagem de uma das televisões nacionais.

Armindo Costa, presidente da Junta de Freguesia de Panóias, pelo Ps, achou-se no direito de ter à sua porta uma iluminação de «luxo», paga por todos nós contribuintes deste País.

A EDP descartou quaisquer responsabilidades na matéria e, vai de responsabilizar a Câmara da Guarda.
«Geralmente, são as Juntas que pedem a iluminação às Câmaras, que, por sua vez, nos fazem chegar o pedido. Nós limitamo-nos a colocar candeeiros onde nos é pedido», declarou Mário Pina, director da área operacional da Guarda.

Esclarecidos??
Talvez não!!!
Agora vem o vereador Ps, Vítor Santos, dizer que «desconhece» o caso, mas prometeu esclarecer tudo «em menos de um mês».
Estamos mesmo a ver o filme - déjà vu, pela enésima vez, num cinema de bolso, perto de si!!!

O senhor vereador vai nomear uma comissão «interna», que irá ao arquivo morto da câmara verificar o que se passou nos anos 76 e 77 do século passado.
Depois, bem depois, concluir-se-á que o senhor presidente não beneficiou em NADA com o facto de ser régulo lá na terrinha, nem teve privilégios na adjudicação e aprovação dos «candeeiros», à sua porta.
Tudo na graça dos santos ofícios.
Já agora, mais se concluirá que o senhor presidente não tem problemas de visão nem sofre de amnésia.
Comprovado e autenticado pela confraria que analisou o tal caso.
A Bem da Nação, como é usual nestes casos de cá para lá.

Maus ventos

As más notícias começam a chegar à indústria de componentes para automóveis da Guarda.
A Delphi vai suspender a laboração durante uma semana e a Dura Automotive avança para seis meses de “lay-off” para minimizar os efeitos da crise do sector.

Assim vamos ficando cada vez mais pobres. Irremediavelmente despejados dos nossos direitos: O DE VIVER COM DIGNIDADE.

Pagar os vícios dos outros


As empresas com dívidas das câmaras municipais deverão começar a receber os primeiros pagamentos até Março, garantiu ontem o Ministério das Finanças.

Em comunicado, o ministério indica que a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças "recebeu 79 candidaturas de municípios, no valor de 485 milhões de euros", e que as candidaturas aprovadas e os respectivos montantes serão publicados até segunda-feira, "esperando-se que os primeiros pagamentos ocorram ainda durante o primeiro trimestre deste ano".

O Estado já liquidou 1 400,8 milhões de euros de dívidas a fornecedores, no âmbito dos programas de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado e Pagar a Tempo e Horas, lançados pelo Governo.

Os municípios são responsáveis pelo pagamento de 77,8 milhões de euros e as regiões autónomas por 256,7 milhões de euros, de acordo com as Finanças.

A administração central pagou dívidas de 126,3 milhões de euros, enquanto o sector da saúde pagou 940 milhões de euros de dívidas antigas.

Não está em causa o pagamento das dívidas.
O que se questiona é o tipo das dívidas.
Ou seja, em muitos casos, o despesismo, o foguetório para as festas foi tanto que as dívidas aumentaram exponencialmente.
Mas, isto foi ontem, é hoje e será amanhã.
Só que NINGUÉM põe travão neste despesismo; neste aventureirismo desmesurado de gastos supérfluos e esbanjadores do que não é DELES.
Que bom que sabe haver alguém que pague, incondicionalmente, as dívidas desta maltrapilha, ignorante e incompetente.
Assim, TODA a gente sabe ser presidente.
Aqui na Guarda, por exemplo, quem descobre onde está a dívida astronómica da câmara?
Se souberem digam....
Ou será outra mina como a do avô do Sócrates na Covilhã?
Será???

domingo, fevereiro 15, 2009

sábado, fevereiro 14, 2009

A vaca fria


O presidente da Câmara da Guarda (PS) recusou enviar para a Inspecção-Geral de Administração do Território (IGAT) o relatório da comissão interna sobre licenciamento de projectos assinados por José Sócrates nos anos 80, por considerar que "está tudo esclarecido".

Questionado sobre uma eventual participação do caso à IGAT, o autarca Joaquim Valente e amigo pessoal do zézito, disse que não o faria por considerar que "está tudo esclarecido".

"Eu já dava este processo por encerrado porque a comissão de averiguações fez um trabalho exemplar, isento e honesto", disse Valente, afirmando que para a câmara "o assunto está encerrado".

A comissão interna que analisou o licenciamento dos projectos assinados por José Sócrates na década de 80 concluiu que não existiram "diferenças assinaláveis" na rapidez com que estes foram aprovados pela Câmara da Guarda.

O relatório foi apresentado por José Guerra, director do departamento administrativo e um dos elementos da comissão interna, Delfim Silva (director do Departamento Planeamento e Urbanismo) e os juristas Alberto Garcia, Daniela Capelo e Tatiana Adro foram outros «elementos nomeados» para o grupo.

Que o presidente da câmara da Guarda, dê por encerrado o processo conhecido pelas casas de Sócrates, não espante ninguém; atente-se na comissão que «analisou» todo o caso - tudo gente da «casa»!!!
A independência exigível neste, como noutros casos, deveria merecer da parte dos visados TOTAL concordância.
Não foi o caso!!! Porquê??
Respondam os implicados se tiverem CORAGEM E SERIEDADE POLÍTICA e, também MORAL.
Já agora, porque razão o presidente não quer, não deseja, não tenciona, não vê interesse, e todos os «NÃO» que mais quiser e determinar, em enviar o caso para o IGAT??
Ninguém está acima da LEI, sabiam???
Ou será, que é só frase feita para leitura de WC??
A ser assim, prefiro papel higiénico.

O número de trabalhadores vítimas de despedimentos colectivos em 2008 ultrapassou em cerca de 45% o registado em 2007.
Segundo os dados fornecidos pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho à agência Lusa, em 2008 foram dispensados, no continente, ao abrigo de processos de despedimento colectivo, 3.318 pessoas, contra as 2.289 de 2007.
No ano passado, foram iniciados processos de despedimento colectivo em 211 empresas, contra 155 em 2007.
A Yasaki Saltano, a Delphi e a Fujitsu foram algumas das grandes empresas que em 2008 efectuaram despedimentos colectivos.
Já em 2009, a Corticeira Amorim anunciou o despedimento colectivo de 193 trabalhadores, por prever mau desempenho para este ano.
Em 2008, as grandes empresas foram as responsáveis pelo maior número de trabalhadores enviados para o desemprego por despedimento colectivo:
- 1.110 (626 em 2007);
- as médias empresas deram origem a 1.001 despedidos (737 em 2007);
- as pequenas, a 892 (758 em 2007);
- e as micro-empresas dispensaram 315 trabalhadores (168 em 2007).
Assim, vamos caminhando para o abismo social, económico e financeiro.
De olhos vendados, os portugueses são atirados para o precipício, se até lá, não se acordar da letargia que alguns consciente ou inconscientemente quiseram para as suas (nossas) vidas.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

A crise

Em apenas três dias, 41 mil trabalhadores perderam os seus postos de trabalho [aqui].
É a crise no sector automóvel.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Tudo bons rapazes


«O director, José António Saraiva, confirmou à SÁBADO as alegadas pressões [políticas sobre o jornal SOL], mas recusou divulgar o seu autor: “Foi alguém muito próximo do primeiro-ministro, mas que não pertence ao Governo.”

No dia 15 de Janeiro, dois dias antes de o Sol ter publicado a segunda notícia sobre o caso, a direcção do jornal terá recebido o telefonema do alto responsável socialista: “Impressionou-me muito porque a pessoa em causa estava até dentro da situação financeira debilitada do jornal e das negociações que estavam a acontecer com os accionistas”, adianta José António Saraiva.

Disse-me que tudo dependia do que viéssemos a publicar nessa edição”. E se não publicassem nada a situação financeira do jornal ficaria resolvida nesse fim-de-semana.

A ameaça, garante, passaria por “estrangular financeiramente o jornal”.» (revista Sábado 06/02).

Onde anda a investigação???
A Justiça onde está? Que faz?
O Procurador Geral da República?
Quem quer esconder o quê?
A Bem da Nação.

Hoje não escrevo

Chega um dia de falta de assunto. Ou, mais propriamente, de falta de apetite para os milhares de assuntos.
Escrever é triste.
Impede a conjugação de tantos outros verbos.
Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, purê de palavras, reflexos no espelo (infiel) do dicionário.
O que você perde em viver, escrevinhando sobre a vida. Não apenas o sol, mas tudo que ele ilumina. Tudo que se faz sem você, porque com você não é posspivel contar. Você esperando que os outros vivam para depois comentá-los com a maior cara-de-pau (“com isenção de largo espectro”, como diria a bula, se seus escritos fossem produtos medicinais). Selecionando os retalhos de vida dos outros, para objeto de sua divagação descompromissada. Sereno. Superior. Divino. Sim, como se fosse deus, rei proprietário do universo, que escolhe para o seu jantar de notícias um terremoto, uma revolução, um adultério grego - à vezes nem isso, porque no painel imenso você escolhe só um besouro em campanha para verrumar a madeira. Sim, senhor, que importância a sua: sentado aí, camisa berta, sandálias, ar condicionado, cafezinho, dando sua opinião sobre a angústia, a revolta, o ridículo, a maluquice dos homens. Esquecido de que é um deles.
Ah, você participa com palavras? Sua escrita - por hipótese - transforma a cara das coisas, há capítulos da História devidos à sua maneira de ajuntar substantivos, adjetivos, verbos? Mas foram os outros, crédulos, sugestionáveis, que fizeram o acontecimento. Isso de escrever O Capital é uma coisa, derrubar as estruturas, na raça, é outra. E nem sequer você escreveu O Capital. Não é todos os dias que se mete uma idéia na cabeça do próximo, por via gramatical. E a regra situa no mesmo saco escrever e abster-se. Vazio, antes e depois da operação.
Claro, você aprovou as valentes ações dos outros, sem se dar ao incômodo de pratocá-las. Desaprovou as ações nefandas, e dispensou-se de corrigir-lhe os efeitos. Assim é fácil manter a consciência limpa. Eu queria ver sua consciência faiscando de limpeza é na ação, que costuma sujar os dedos e mais alguma coisa. Ao passo que, em sua protegida pessoa, eles apenas se tisnam quando é hora de mudar a fita no carretel.
E então vem o tédio. De Senhor dos Assuntos, passar a espectador enfastiado de espetáculo. Tantos fatos simultâneos e entrechocantes, o absurdo promovido a regra de jogo, excesso de vibração, dificuldade em abranger a cena com o simples par de olhos e uma fatigada atenção. Tudo se repete na linha do imprevisto, pois ao imprevisto sucede outro, num mecanismo de monotonia... explosiva. Na hora ingrata de escrever, como optar entre as variedades de insólito? E que dizer, que não seja invalidado pelo acontecimento de logo mais, ou de agora mesmo? Que sentir ou ruminar, se não nos concedem tempo para isso entre dois acontecimentos que desabam como meteoritos sobre a mesa? Nem sequer você pode lamentar-se pela incomodidade profissional. Não é redator de boletim político, não é comentarista internacional, colunista especializado, não precisa esgotar os temas, ver mais longe do que o comum, manter-se afiado como a boa peixeira pernambucana. Você é o marginal ameno, sem responsabilidade na instrução ou orientação do público, não há razão para aborrecer-se com os fatos e a leve obrigação de confeitá-los ou temperá-los à sua maneira. Que é isso, rapaz. Entretanto, aí está você, casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. Concluiu que não há assunto, quer dizer: que não há para você, porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos, e você não sabe ir além disso, não corta de verdade a barriga da vida, não revolve os intestinos da vida, fica em sua cadeira, assuntando, assuntando...
Então hoje não tem crônica.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Comentários


O caso FreePort não está nem pode estar esquecido.
Os Portugueses não se sentem devidamente esclarecidos.
De uma sondagem publicada pelo Jornal de Notícias, importa fazer alguns comentários pertinentes.
Segundo a sondagem:
- 61% dos inquiridos acha que Sócrates deixou coisas por esclarecer (65% dos quais não possui qualquer simpatia partidária);

- 43% dos inquiridos acredita que houve favorecimento no licenciamento do Freeport (47% dos quais não possui qualquer simpatia partidária);

- 31% dos inquiridos afirma que a sua opinião sobre José Sócrates piorou (31% dos quais não possui qualquer simpatia partidária).

Mas, se Sócrates não «sai» beneficiado pelo caso, também importa destacar que 42% avalia negativamente a actuação das autoridades judiciais e 44 % avalia positivamente a actuação da comunicação social.

Ou seja, o algodão nunca ENGANA!!!

Os tentáculos


Um pagamento feito pelo Banco Privado Português (BPP) através de uma sucursal sua nas Ilhas Cayman esteve na origem de um caso político na Galiza, o qual custou a candidatura nas próximas eleições autonómicas ao economista Luis Carrera Pásaro.

Este ex-administrador da Caixanova e da Pescanova, entre outras empresas, tinha sido indigitado para encabeçar a lista do Partido Popular (PP) espanhol por Ourense, mas a descoberta de que teria ocultado ao fisco uma comissão recebida do banco português levou o líder dos populares galegos, Alberto Núñez Feijóo, a retirá-lo da lista na passada sexta-feira.

Lembram-se do investimento da Pescanova, em Portugal, que tanta celeuma causou devido a casos de impacto ambiental, também «resolvidos» graças ao PIN do Pinho?

Luís Carrera Pásaro trabalhou como assessor do BPP para o mercado galego pelo menos entre 2004 e 2006, mas a evasão fiscal em causa, segundo disse o próprio ao PÚBLICO, refere-se a 2005.
Nesse ano, o economista galego terá recebido do BPP centenas de milhares de euros.
A rádio Cadena Ser fala em 240 mil euros, mas Luis Carrera terá pago ao fisco, para regularizar a sua situação, cerca de 100 mil euros, pelo que o montante recebido poderá ter sido superior.
O economista galego justificou o “lapso” ao fisco com o facto de o BPP lhe ter pago através das Ilhas Cayman, em vez de o fazer através da sua sede, em Lisboa, “o que seria normal”, segundo explicou à imprensa galega.

E, como não lhe remeteram qualquer recibo, esqueceu-se de declarar a verba ao fisco, explicou(!!!).
Espanto. Então paga-se e não há recibos???
Onde anda a investigação????
E o Banco de Portugal sabia????
Luis Carrera disse ao PÚBLICO que deixou de trabalhar para o BPP em 2006, mas recusou dizer quanto recebeu do banco e como eram feitos os pagamentos.

Ouvido também pelo PÚBLICO sobre este caso, o ex-presidente do BPP, João Rendeiro, respondeu: “Desconheço completamente”.
Já a actual administração do BPP explicou que se trata de uma “informação de âmbito privado”, pelo que “só o próprio [Luís Carrera] deverá responder”.

Assuntos de Estado ou melhor de conveniência de ambas as partes.
Logo, não são do interesse dos contribuintes portugueses.